Lembram-se?
Se calhar não, pois tal frase, doce como um covilhete de marmelada, foi nos
tempos do doutor Salazar, o tal que só se parecia com ele mesmo pois foi
inimitável ainda que alguns, mesmo doutros quadrantes, tentem para mal dos
nossos alguns pecados ficar parecidos.
A Europa
desse tempo andava em trancos e Portugal era um oásis de paz… Ou seja, se não
fossem alguns problemazitos como a saúde meio morta, a educação meio torta e as
finanças seguras por cordéis excepto para alguns privilegiados.
Como agora,
dirá o leitor mais expedito. Sim, está bem. Mas ao contrário.
Porque
agora é por cá que se anda aos trancos, com gente “indignada” a vociferar, os
do partidão a perorar com raiva nos rostinhos, os outros a fingir que isto vai
com a dança das cadeiras.
Fala-se no
Portas e no Seguro. Os tais que foram, como sambenitos, à reunião do Bilderberg,
uma dessas em que se congeminam coisas de que nem será bom falar. Mesmo se
soubéssemos. Porque os bilderbergs não brincam em serviço.
E eu não
percebo porque é que certa gente se admira de que o perspicaz Portas tenha dado
agora com a perna na escudela. Com o Seguro a fazer de homenzinho de fato e
gravata com o seu discurso de geniaço de sociedade recreativa.
Poderia
esperar-se outra coisa?
Só um
ingénuo como Passos ficou azabumbado. Mais uns comentadores da ordem a estrafegarem
fingindo-se surpresos. Então mas não tinham ainda percebido que o denominado
“fascismo doce” (ou seja, envolto em bailaradas, cantorias, talk shaws idiotas,
etc) precisa de durante algum tempo lançar a confusão mais solerte para depois
tomar conta do apartamento?
A Nova
Ordem internacional necessita de chumaceiras novas. O Seguro e o Portas aí
estarão, com os coleguinhas, para tratarem na nova decoração da loja.
Mesmo que a
seguir não haja nada para vender ou para comprar.