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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Da requisição civil na TAP ou Do particular interesse público




(retirado daqui)

Guterres tentou vender a TAP. Sócrates tentou vender a TAP. E Passos Coelho está a tentar vender a TAP. Diferenças, há uma: desta vez é muito provável que aconteça. E a iminência da privatização assustou muita gente que, passados estes anos, subitamente encontrou nessa intenção um plano neoliberal. Não me vou alongar aqui acerca da privatização, que vejo como necessária para salvaguardar a prestação de um serviço público de qualidade. O que pretendo é discutir a opção do Governo pela requisição civil e este tipo de greves drásticas como “arma” negocial. (…)

(…) alguns alegam que não são interesses particulares que estão em jogo, mas sim a verdadeira defesa do interesse público – neste caso, a resistência à privatização da TAP. Desculpem, mas não é verdade. Primeiro, porque se a questão é a privatização, esse é um dossier político, a ser debatido pelos partidos políticos com o Governo, e não pelos pilotos. Segundo, porque nesta greve sempre estiveram em causa assuntos particulares, e não de interesse público.
Para o confirmar, basta consultar a irrealista lista de exigências dos sindicatos da TAP. E basta ver a razão que levou a que não se conseguisse acordo entre estes e o Governo: os pilotos querem uma fatia maior das acções da companhia, sem contrapartidas financeiras. Agora expliquem-me: de que modo é que a pretensão dos pilotos, que impediu o acordo entre sindicatos e Governo, é parte da defesa do interesse público?
O que me choca realmente é que este tipo de iniciativas sindicais – irrazoáveis e claramente motivadas por interesses particulares – reúna tamanho apoio na opinião pública. Mas aí está a hipocrisia do debate: ninguém quer saber o que motiva os sindicatos, desde que a oposição ao Governo seja feroz e provoque danos políticos. Daí que haja tamanho aproveitamento político destas iniciativas sindicais por parte de partidos políticos cuja representação na Assembleia da República é minoritária. É neste ponto que estamos: o que verdadeiramente interessa a todos é que estas greves são o mais apreciado e eficaz instrumento político para encostar ministros à parede.
Ora, isso parece justificar tudo. Incluindo afirmar, como faz Mariana Mortágua, que esta greve defende os emigrantes portugueses, mesmo que estes ficassem privados de passar o Natal em família (como se a privatização acabasse com as rotas aéreas). Se as razões acima não fossem suficientes, até para combater esta hipocrisia a requisição civil foi uma boa solução.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

É ASSIM QUE SE FAZ A HISTÓRIA




  Quando, nos princípios do século em que nos encontramos, num dos mais conhecidos blogs portugueses da altura – foi o tempo mais ou menos heróico em que apenas o arqui-famoso “Barnabé” nos levava claramente a palma no ranking da blogosfera – escrevi que o defuncionado ex-“dirigente” da Líbia não passava de um delinquente de direito comum elevado pelas torções da História ao papel de grande-chefe, um coro de protestos, oriundo de uma pseudo-esquerda no género da que em anos férteis tecia louvores a Stalin e a Beria, caiu-me em cima com o intuito, sei lá, de me desvirginarem politicamente…

  Um deles, mesmo (cujo nome nunca direi, talvez por pura comiseração) e que usava pavonear-se com a designação de poeta, chegou a aventar a ideia, ou a proposta – se assim se poderá designar… – de  que seria interessante amaciarem-me as costelas com um par de afagos certeiros, o que daria conforto a todos os que eram adeptos dos amanhãs que cantavam.

  (No entanto, ninguém seguiu os salutares propósitos do dito bisnau e alguns terão quiçá, prudentemente, lembrado ao de leve o facto de que eu fora nos tempos de menino e moço vice-campeão ibérico de pugilismo militar, meios-médios ligeiros, o que é sempre uma desilusão para guerrilheiros amadores).

  Bom… mas adiante.

 E eis senão quando a publicista francesa Annick Cojean, de forma significativa, vem dar estas achegas à História e, dentro dela, à petite histoire mais nauseabunda.

  Mas, contudo, poderosamente esclarecedora sobre os hábitos deste herói progressista – modelo de outros ainda que menos operativos…


“Um novo livro sobre Muamar Khadafi faz revelações bombásticas sobre a forma como o antigo ditador líbio satisfazia os seus mais secretos desejos sexuais. A jornalista do «Le Monde», Annick Cojean, conta como Khadafi raptava e violava jovens para se satisfazer sexualmente.

Para fazer estas revelações, Annick Cojean dá voz a Soraya, uma menina levada para o harém de Khadafi quando tinha apenas 15 anos. Nessa altura, ela foi «escolhida» pelo antigo ditador durante uma visita que fez à escola onde a jovem estudava: quando ela lhe ofereceu um ramo de flores, ele colocou-lhe a mão sobre a cabeça, num ato paternalista. Esse era o sinal para os seguranças que o seguiam de que aquela menina tinha sido escolhida.

No dia seguinte, os homens de Khadafi foram buscar Soraya ao salão de cabeleireiro da mãe. Durante sete anos, conta que foi violada, espancada, forçada a consumir álcool e cocaína e depois integrada nas tropas das «amazonas» de Khadafi.

«Ele violou o meu corpo, mas perfurou também a minha alma com um punhal. A lâmina nunca saiu», conta Soraya no livro de Cojean.

Inúmeras mulheres, provavelmente dezenas ou mesmo centenas terão tido o mesmo destino de Soraya. Talvez nunca se saiba ao certo, já que o assunto ainda é tabu na Líbia.

No livro «O Harém de Khadafi», Annick Cojean diz que procura devolver um pouco de dignidade a mulheres cuja vida foi destruída por um monstro. A jornalista esteve meses em Tipoli para investigar a história de Soraya e diz que encontrou uma sociedade decadente, corrompida pelo crime e pela prostituição.

No livro, cujos excertos são avançados esta quinta-feira pela imprensa mundial, conta-se que Khadafi também abusaria de rapazes, em frente ao seu harém. O livro relata ainda os abusos de álcool, droga, tabaco e Viagra. Conta ainda como Khadafi usava as mulheres para se satisfazer sexualmente, mas também para exercer o poder: ao raptar as mulheres, o ditador subjugava os homens que estavam perto delas, como os maridos ou os pais
.

(dos jornais)

Nota – Em breve – ultrapassando este período em que o Tempo e o nosso tempo foi fértil em assuntos momentosos que fazia sentido relevarem-se – voltaremos o enfoque para as artes & letras, nomeadamente através de figuras cujo labor artístico de primeira água faz a diferença em lugares como o Brasil, França, Espanha, Portugal…

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O QUE NÓS QUEREMOS É FUTEBOL…





    Lembram-se? Se calhar não, pois tal frase, doce como um covilhete de marmelada, foi nos tempos do doutor Salazar, o tal que só se parecia com ele mesmo pois foi inimitável ainda que alguns, mesmo doutros quadrantes, tentem para mal dos nossos alguns pecados ficar parecidos.

   A Europa desse tempo andava em trancos e Portugal era um oásis de paz… Ou seja, se não fossem alguns problemazitos como a saúde meio morta, a educação meio torta e as finanças seguras por cordéis excepto para alguns privilegiados.

  Como agora, dirá o leitor mais expedito. Sim, está bem. Mas ao contrário.

  Porque agora é por cá que se anda aos trancos, com gente “indignada” a vociferar, os do partidão a perorar com raiva nos rostinhos, os outros a fingir que isto vai com a dança das cadeiras.

  Fala-se no Portas e no Seguro. Os tais que foram, como sambenitos, à reunião do Bilderberg, uma dessas em que se congeminam coisas de que nem será bom falar. Mesmo se soubéssemos. Porque os bilderbergs não brincam em serviço.

  E eu não percebo porque é que certa gente se admira de que o perspicaz Portas tenha dado agora com a perna na escudela. Com o Seguro a fazer de homenzinho de fato e gravata com o seu discurso de geniaço de sociedade recreativa.

  Poderia esperar-se outra coisa?

  Só um ingénuo como Passos ficou azabumbado. Mais uns comentadores da ordem a estrafegarem fingindo-se surpresos. Então mas não tinham ainda percebido que o denominado “fascismo doce” (ou seja, envolto em bailaradas, cantorias, talk shaws idiotas, etc) precisa de durante algum tempo lançar a confusão mais solerte para depois tomar conta do apartamento?

  A Nova Ordem internacional necessita de chumaceiras novas. O Seguro e o Portas aí estarão, com os coleguinhas, para tratarem na nova decoração da loja.


  Mesmo que a seguir não haja nada para vender ou para comprar.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A luta e a denúncia



foto obtida aqui

Apoiei, através deste blogue, a mais recente batalha da luta mais que justa dos cidadãos deficientes deste país. E tal como eu previa, nesta resposta que dei aqui a um comentário do Manuel Graça, a quem parecia que o PCP tentava colocar o movimento sob o seu controlo e colher os louros:

O que me admira é que tenha dúvidas quanto a isso. Trata-se de um risco inevitável e de consequências que o são ainda mais. Sei que há lá quem esteja alerta no que respeita a esses "pormenores", mas sinceramente, tenho poucas esperanças de que não venham a ser engolidos ou simplesmente afastados a médio ou mesmo a curto prazo. É o costume, infelizmente.

aquilo que escrevi estava certo, conforme o sublinhado que fiz neste texto do Eduardo Jorge, hoje publicado no blogue Tetraplégicos (link aí ao lado). É que conviria acabar com a escandalosa farsa trágica que estas associações de deficientes são, pôr a claro as ligações e filiações partidárias dos seus "dirigentes", também eles responsáveis  - e não só os sucessivos governos -  pelo que até hoje se tem passado, prejudicando impunemente os deficientes. Alguém já reparou que o jornal Associação, da APD, é, descaradamente, uma espécie de suplemento do Avante? Que grande, senão a maior parte do "jornal" é, "pedagogicamente" composta por textos clara e acirradamente ideológicos? Que estamos perante um exemplo da clássica estratégia marxista?

Daqui vai um enorme abraço para o Eduardo e os seus amigos e companheiros. Em meu nome e, tenho a certeza, em nome de todos os cidadãos dignos deste país, para eles os nossos maiores agradecimentos.




Nem sei por onde começar. Uns mais de perto, outros um pouco mais de longe, todos acompanharam a minha/nossa luta a par passo, por isso quero agradecer-vos e contar como foi.


Foi complicado. Além das dificuldades que tenho sempre com o transporte quando faço alguma viagem, desta vez foi a dobrar devido às circunstâncias que conhecem. Transportar cama, roupa, alguns bens e o ficar no meio da rua foi uma novidade, e é difícil prever as dificuldades.

Mas quando sabemos para onde vamos e o que queremos, todos os eventuais problemas parece que desaparecem. Nem sequer ponderamos ou pensamos sequer que vão existir. Pensamento é somente a conquista de objectivos a que nos propomos e convição que nada nos impedirá de tudo fazer para os alcançar. Já o outro dizia que o sonho comanda a vida.



Mas tudo tem um preço e eu sabia disso. Estava pronto para o pagar. Começou logo na primeira noite. Nunca pensei que passar a noite ao relento fosse tão difícil. O ter que me virar de 3 em 3 horas, não poder sair da cama para fazer as minhas necessidades fisiológicas, fazer minha higiene, as dificuldades de estar vestido e com uma almofada no meio das pernas não é nada fácil. Mas pior dificuldade foi o frio. Há dezenas de anos que não fazia uma direta. Tinha trazido de casa um edredão que me amenizou esse frio, mas começou a ficar com a cobertura molhada devido á maresia. Não fazia ideia que isso acontecia. Houve uma altura que só com a cabeça coberta com o edredão pude suportar aquele frio.





Também foi difícil lidar com a exposição. Ser o alvo das atenções foi muito esquisito. Senti-me como um animal exótico dentro de uma jaula em exposição. É muito complicado expormos tudo que temos e somos. Havia momentos que me sentia desprotegido e frágil. Na hora de mudar de posição na cama era uma delas. Nunca sabia se câmaras e olhares estavam em ação. As entrevistas e imagens foram fundamentais para dar visibilidade á causa, mas para quem não está acostumado a esse circo, como é o meu caso, torna-se cansativo. Há momentos que já não sabes o que dizer. Linhas editoriais da comunicação social também têm um funcionamento muito próprio. Falas imenso e publicam muito pouca coisa, e na maioria das vezes não o que esperavas.



Mas todo o desconforto foi sendo amenizado através do nosso convívio pela noite fora. Ver meus colegas sentados nas cadeiras de rodas 24 horas seguidas impressionou-me e era um estimulo para mim. Arriscarem sua saúde por nós não tem preço, assim como gestos fantásticos e inesquecíveis de solidariedade que eram seguidos. A Jacinta e Maria, duas manas adolescentes que nos trouxeram chá ao raiar do dia, e o choro comovente e emocionado da Maria que nos contagiou a todos, jamais esquecerei. Pedro Homem de Gouveia também me proporcionou um momento inesquecível e simbólico. Foi marcante. Conhecer sua família também foi um prazer. Meus colegas da faculdade, a Maria Ramalho foi demais, a Beta Bandeira e outros voluntários, A Beatriz com seus 17 aninhos, mas maturidade e solidariedade enormes, Jorge Figueiredo Santos e Noêmia, Maria José e muitos outros, a todos um grande obrigado. Foram enormes.




Até a amabilidade dos policias me surpreendeu. Houve horas que tinha que estar virado durante algumas horas para a Assembleia da República. Foi uma mistura de emoções estar horas seguidas tendo como angulo de visão um órgão de soberania tão simbólico, policias a protege-lo não sei de quê, céu estrelado, grilos a cantar ao fundo…Tudo isso e as emoções á flor da pele atenuarem o desconforto da noite. Ah, e como esquecer o momento passado com a Manuela na minha cama, Jel deitado no chão da calçada mesmo ali ao lado...Foi ao mesmo tempo humilhante saber que tínhamos que chegar aquele ponto para sermos ouvidos. Muito triste.




Nada agradável foi saber que enquanto nós passávamos por estas dificuldades, a APD reunia com o Governo para decidir por nós. A mim não me representam. Nunca me apoiaram em nada. Para já não destacar que maioria das associações foram convidadas a juntarem-se a nós, e ninguém aceitou o convite. Porque será que cada um puxa para seu lado? Que legitimidade têm estas associações afirmarem que lutam pelos nossos direitos, se num momento destes nos ignoram? Agora vem seu presidente afirmar na imprensa que está satisfeito com o reforço das verbas para adquirirmos Produtos de Apoios. De certeza que não foi graças ao frio e desconforto que passou ao nosso lado que conseguiu a suposta vitória. Muito mau agirem desta maneira.



De qualquer maneira valeu a pena tanto sacrifício e não me arrependo. Faria e estou pronto a faze-lo outra vez. Cada um de nós deve agir quando sente que está a ser desrespeitado. Foi isso que fiz e não me arrependo. Felizmente tudo correu bem e Governo prometeu cumprir com nossas reivindicações. Vejam aqui, e mais informações no comunicado do nosso movimento que está abaixo.




Por fim, um obrigado muito especial pela ajuda que meu auxiliar Joaquim Silva me deu e a todos os artistas presentes, principalmente a Luísa Ortigoso e Jel dos Homens da Luta. Foram muito importantes para o sucesso alcançado.






COMUNICADO DO MOVIMENTO (d)EFICIENTES INDIGNADOS


A finalidade do Movimento (d)Eficientes Indignados é lutar pela qualidade de vida das pessoas com deficiência, não é fazer análise politica.

Não reclamamos louros nem declaramos a nossa insignificância. A importância da nossa acção cada um a avaliará.




Partimos para esta luta com dois objectivos concretos:

1. Garantir o cumprimento da legislação relativa à atribuição de produtos de apoio/ajudas técnicas numa questão essencial, o carácter UNIVERSAL e GRATUITO do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) que estava a sujeito a atropelos diários. Conforme fizemos prova durante esta acção.

2. Reparar a injustiça feita pelo governo de José Sócrates quando eliminou os benefícios fiscais para os trabalhadores e pensionistas com deficiência.


Em relação ao primeiro ponto e na sequência da reunião com o Sr. Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, podemos informar as pessoas com deficiência e as suas famílias que nos foi garantido que todos os processos indeferidos por inexistência de verba serão reavaliados, que nenhum processo novo poderá ser indeferido por alegada falta de verba e que, ao nível dos hospitais ,não existem problemas orçamentais para aquisição de produtos de apoio.



Dadas estas garantias pelo Sr Secretario de Estado, apelamos às pessoas com deficiência e familiares para que façam valer os seu direitos e assegurem que estas garantias se verifiquem na prática e declaramos que podem contar com o nosso movimento, tal como até agora, na denúncia de qualquer atropelo ao que ficou estabelecido. Quem teve os seu processos indeferidos por inexistência de verba deve solicitar de imediato a sua aprovação.



Apelamos ainda aos técnicos da área da saúde que cumpram o seu papel e não se inibam de prescrever produtos de apoio, exigindo das administrações hospitalares os recursos que nos asseguraram que estão disponíveis. Segundo fomos informados bastará a administração apresentar as facturas que haverá reembolso da despesa.



Em relação ao segundo ponto, sobre a reintrodução dos benefícios fiscais, ficou estabelecido que o Sr. Secretário de Estado da Solidariedade comunicará ao Sr. Ministro das Finanças que aguardamos reposta até 2ª feira, dia 8, ao mail enviado dia 9 de Setembro que nunca teve resposta.



Posteriormente, em declarações à comunicação social o Sr. Secretario de Estado, que não achou oportuna a discussão desta matéria, dado o seu desconhecimento sobre a mesma e o facto não estar relacionada com a sua área de intervenção, anunciou que “será muito difícil repor os benefícios fiscais neste contexto, até porque muitos desses benefícios foram substituidos por deduções fiscais”.



Recordamos que o PSD sempre foi contra as deduções que agora invoca e sempre defendeu a reintrodução dos benefícios fiscais para os trabalhadores e pensionistas com deficiência, tendo apresentado propostas de alteração nesse sentido quando da discussão da Lei do Orçamento, nomeadamente quando da discussão do orçamento de 2009. 



Exigimos coerência. Nada mais. Não é admissível uma convicção na oposição e outra quando se exerce o poder. Aguardamos uma resposta do Sr. Ministro das Finanças.



Por fim, resta-nos agradecer todos os apoios de quem esteve connosco e de todos que declararam das mais diversas formas a sua solidariedade. Queremos, no entanto, deixar uma palavra especial a toda a comunidade das pessoas com deficiência. Por cada um de nós que esteve à frente da Assembleia da República, sabemos que há centenas que lá estariam e não não puderam porque não tiveram, nem têm condições, de se deslocar ou sequer sair de casa, ESTA LUTA FOI POR TODOS NÓS 



VALEU A PENA LUTAR. VALE SEMPRE A PENA LUTAR.



CONTEM CONNOSCO PARA O QUE DER E VIER

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Do Estado e do crime




Confrades e amigos/as

  Num "órgão de informação", que por higiene mínima não identificarei, um caramelo sugeriu que eu - ultimamente, que ando e andarei em tratos literários, em Espanha brevemente e, depois, em França - com egoísmo já não me importava com o que se passa no real quotidiano societário. Estaria pois a render-me ao desinteresse pela cidadania.

 Não é verdade.

 O que se passa é que tenho andado ocupado com a feitura de dois discursos e outras "intervenções espontâneas" (risos)para responder a futuras entrevistas e nisso sou muito cuidadoso, pois gosto de dar ao leitor, ao público por extenso, o melhor e mais digno do pouco que sei.

 Mas para acabar definitivamente com algumas ideias relativamente desadequadas, vou tomar posição neste momento em que se iniciou a corrida descendente para a governação social-democrata (e só se podem queixar deles mesmos):


O governo luso actual, que ganhou as eleições opondo-se ao do díscolo parisiense, todavia a seguir mentiu ao povo português e agrediu-o nos seus direitos constitucionais, forçando-o através do arbítrio que protege ricos e fundações e desanca pecuniariamente reformados.

"Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública." - Direito de resistência, Art.21 da Constituição da República.

  As declarações, sensatas e claras, dum dos representantes dos polícias, que referiu que o governo tem tentado arteiramente usá-los contra o povo manifestante legal, não deixa margem para dúvidas. 

Assim sendo, o povo tem o direito de insurreição ante esta gerência que se colocou fora da lei. Devemos pois preparar-nos para essa eventualidade, amarga mas legítima!

 Todavia, isso não passa por ataques armados a ministros ou sedes de partidos políticos. Ninguém, que eu saiba, propôs até hoje tal insensatez. Ninguém tanto quanto sei sugeriu, como se está a fazer em Espanha e França, que as moradas de magistrados pervertidos ou colaboracionistas dos turiferátrios oficiais sejam postas em agenda, para na altura própria se lhes "apresentar cumprimentos". Nem ninguém aventou a ideia de se vigiarem atentamente assessores potencialmente abusadores ou corruptos para se lhes "apertar a mão..." quando rebentar a "bernarda". Ou que deputados dos que o dr. Paulo Morais, presidente do Observatório Anti-Corrupção, classificou como "vendilhões relapsos" pois fazem da Assembleia da República verdadeiro coio de ilegalistas, sejam sumariamente pendurados nas árvores da Avenida da Liberdade, a exemplo do que sucedeu a 5 delegados do ministério público italiano, mancomunados com a Mafia, no decorrer da operação Mãos Limpas.



 Insurreição significa algo bem diferente!

 Significa a contestação, através da presença nas ruas e em todo o lado onde isso legitimamente se possa exercer, dos cidadãos usando do seu direito inalienável de ser gente contra os abusos à pala da governação. E que não é passível de negociação, mesmo num País onde vigora uma "sociedade criminal" (ou seja, como eu referi e perdoem-me se me cito, no meu "O crime e a sociedade", aquela onde o crime é consentido pelos esteios do Estado quando não por ele incrementado, como entre nós se verifica).

  Neste momento, o que vem na sequência da governança do denominado popularmente "Pinóquio", a Nação lusa já não é uma Democracia real ou por extenso, mas um Estado cripto-fascista devido aos actos de políticos e seus manteúdos (utilizantes do sistema judicial, que bloqueiam a justiça mediante a colocação, em locais estratégicos, de apaniguados ou áulicos estipendiados moral e materialmente), membros das polícias secretas - que não visam a defesa da Nação mas dos que a usam como uma coutada - e correlegionários partidários, verdadeiros homens-de-mão dos que tripudiam sobre a pátria lusa a seu bel-prazer.

 Estes homens, que agora parece tiraram definitivamente a máscara, não são economicistas ou tecnocratas! São, isso sim, verdadeiros apaniguados que tentam tapar o estado ruinoso a que os seus capangas, quando não eles mesmos em parte, levaram Portugal.

  O estado a que se chegou não é culpa da população, o que eles tentam injectar através de uma insidiosa, mentirosa e cínica propaganda.

  O povo comete erros. É ingénuo, por vezes mesmo desleixado. Mas não é globalmente criminal, tanto mais que numa "democracia aproximativa" não tem tido, geralmente, senão que ratificar eleições ratonas! Manipulado pela incultura induzida, pala futebolite, pelas telenovelices e pela beatice dos "parlapatões tonsurados", como dizia Eça, muito tem ele tolerado.

 Num país menos pacífico já teriam rolado cabeças. E não falo por simbolicamente...!

  Quando um Constâncio, que não conseguiu perceber que nos bancos algo de apodrecido estava a dar-se, vem "dar sentenças" e conselhos de comadrinha; quando um Vítor Gaspar de discurso roboticamente sincopado vem tentar convencer-nos de que o amarelo é azul e o verde castanho às pintinhas; quando outros cavalheiros tentam fazer passar a ideia de que para salvar a nação é necessário ficarmos sem calças, sem camisa e, se calhar, sem cuecas (passe a justa ironia) - é tempo de dizer BASTA, tendes de mudar de rumo!

  Temo-lo sugerido a bem. Seria grave que nos obrigassem a DIZÊ-LO A MAL! Depois não se queixem.

  Viva Portugal!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Contra a ingerência do Estado...


(imagem obtida aqui, onde a notícia também pode ser lida)


... na vida privada  - ou "Uma notária com as ideias en su sítio" (ler também aqui)


(imagem obtida aqui, onde a notícia também pode ser lida)

sábado, 21 de julho de 2012

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

  


  Voltei por instantes, para dizer ainda o que se segue e que enviei também, por email, à confraria.

  O nosso confrade Vicente Páscoa, que agora se encontra definitivamente em Portugal após uma estadia de 14 anos na Bélgica, publicou no forum do DN o que aqui se dá a lume e tem vindo a ocupar as atenções dos jornalistas e leitores daquele órgão nacional e. por extenso, afinal todos os publicistas do país. Ouçamo-lo então:

   A questão do "comentário livre" versus "comentário moderado" ou "censurado", liga-se profundamente à questão da Democracia e da Sociedade tutelada. Mas como? Aqui é que está o busílis. Ora bem: a meu ver o problema põe-se agora porque pela primeira vez houve em Portugal um debate sério e a sério.

   Até há bem pouco isso não acontecia porque ninguém punha em causa eficazmente o facto de haver uma clique (política, amparada em publicistas "da corda" e com boa boca e disposição) que punha e dispunha enquanto o geral do poviléu não piava. A Crise veio modificar os dados da questão: deixaram esses senhores de ter "poder de vida ou de morte" sobre o discurso societário. Os comentadores são emanações do cidadão comum.








   O medo vai-se perdendo. E como o medo se vai perdendo e a clique dominante já não controla eficazmente, aparecem comentadores enraivecidos, ou "a soldo" da agit-prop, que desbocam e desbancam o discurso. Isto é o índice seguro de que o País administrativo se esboroa!

  A clique dominante, a que a lógica de formações típicas e com cassette subversiva afinal justifica, já não sabe o que fazer e faz uma fuga para a frente: primeiro tentando instaurar a "lei da rolha", informalmente, dentro em breve criando formas legais que permitam a prisão de contestatários. E se fosse com a gerência anterior, dominada por um indivíduo sem princípios, um aventureiro político típico, ainda seria pior: seria uma espécie de Venezuela com "safanões a tempo"!





quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vai daí, diz ele assim,






Verão Quente


É lamentável que o espaço de oposição ao governo esteja a ser ocupado por D. Januário Torgal Ferreira e por Mário Soares. E isto é assim pelas pessoas em si, pelo que representam e pelo tipo de discurso que protagonizam. A democracia deve ser o espaço da solução e da sua alternativa. Ora, o bispo das Forças Armadas e o ex-presidente não são solução para o que quer que seja. E muito menos estão em condições de apresentar qualquer alternativa.




Mário Soares é um político reformado e irreformável, dono de algumas poucas virtudes sobrevalorizadas pelo próprio, às quais uma parte significativa dos portugueses foi sensível numa determinada fase e a que se tornou indiferente depois, e de um conjunto razoável de vícios que são, em boa medida, partilhados pelo próprio sistema (o amiguismo, a ideologia balofa, o empurrar os problemas com as bochechas, etc.). Por seu lado, D. Januário acumula, ironicamente, a condição de representante de duas instituições, o Exército e a Igreja,  que enquanto tais e tal como acontece com os árbitros no futebol, são tanto mais úteis ao país quanto menos se notar a sua presença em campo. Para além disto, o discurso de um e de outro constituem o exemplo acabado do mais profundo espírito anti-democrático.




O problema essencial das afirmações de D. Januário não é o de ele ser bispo ou major e de nessa qualidade, ou na de simples cidadão, criticar o governo. É de apostar em acusações gravíssimas, generalizadas a um órgão de soberania democraticamente eleito e de não as fundamentar. Com tal comportamento, ofende, antes de mais, os portugueses. A raiva e o excesso quando se aliam à vacuidade não só não atingem o alvo a que se dirigiam, como retiram credibilidade a quem profere as acusações. No mesmo plano se colocou Mário Soares. Defender que os portugueses querem um novo governo revela, antes de mais, a ambição de falar em nome de quem já não lhe reconhece autoridade para isso. Para além do mais, trata-se mais da expressão de um desejo do que do diagnóstico da realidade. Excesso e falta de sustentação de afirmações que só não surpreendem porque ao contrário do próprio, já todos percebemos que o papel político de Mário Soares é meramente decorativo.




O problema deste estado de coisas é que o país precisa de oposição ao governo. Forte, credível, sustentada, com propostas que possam constituir-se como alternativa. Com D. Januário e Mário Soares a ocupar o espaço mediático não é só o discurso populista ou radical de Louçã e Jerónimo que perdem palco e oportunidade. É também a incapacidade de Seguro se afirmar como alternativa moderada que se torna mais evidente. Tudo em benefício de um governo que se encontrava há uns dias atrás em grandes dificuldades e com acelerado desgaste e que pode, agora, respirar um pouco e até apresentar-se como vítima de ataques desvairados, com isso reforçando a credibilidade da tese da conspiração de interesses. Repito, tudo em benefício de um governo que estava contra as cordas, mas não necessariamente em benefício do interesse do país.



domingo, 3 de junho de 2012

PEQUENO MOSTRUÁRIO PARA VAMPIROS (5)




Um email que enviei há dias:


Como disse Leucipo, na frase canónica que muitas vezes é dita de outro modo mais "moderno", o azeite, como é mais leve que a água, fica sempre por cima, tal como a verdade, pois é mais leve que a mentira.

 E é de facto assim.

 Embora, por vezes, se sinta que ela demora a chegar - muito mais quando é entravada por sistemas lentos ou capturados em parte por sectores pervertidos, estimulados por mídias corrompidos eticamente ou decididamente canalhas.

 Refiro-me ao embuste que durante anos rodeou os portugueses, muitos dos quais ingenuamente e de boa-fé, quero crer, atacavam e caluniavam e difamavam quais autómatos (mas a pressão infame era muita...!) Fátima Felgueiras - anteontem como decerto terá visto nos órgãos de informação TOTALMENTE ABSOLVIDA em sentença confirmada pela Relação e vinda na sequência da absolvição em primeira instancia.



Salvador Dali, La main monstrueuse


 Como decerto saberá, por razões familiares eu tive conhecimento directo deste caso: assisti às calúnias que eram lançadas sistematicamente, vi tudo dum ponto privilegiado, por diversas vezes tomei posição contra os que - ora ingenuamente ora nefandamente - lançavam lama tentando aniquilar um ser humano, assassinar-lhe o carácter por razões pérfidas. E a maior parte nem sequer o conhecia, apenas "emprenhava pelos ouvidos" como sói dizer-se, manipulados por periódicos que tentavam o sensacionalismo e a "verdade de pacotilha".

 Também a mim me coube ser caluniado, enxovalhado e difamado nomeadamente, em acção, por um blogue e, por omissão, por um indivíduo que deu, nessa medida, certa "credibilidade" ao acto.

 Não pode estranhar-se que em breve o meu advogado avance com processos-crime, pois como diz o povo "quem não se sente não é filho de boa gente". E certas coisas não podem passar-se por alto! Para onde tentaram que fosse a verdade honrada nesta Nação à beira da desgraça económica?

 E passando a outro assunto: hoje em dia, em certos meios, a impostura pedante está a tentar aproveitar-se da inocência dos cidadãos. É isso que se releva, com frontalidade e ironia, no bloco que junto vos deixo (também em linha no Ablogando), com o velho abraqs de estima.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma luz ao fundo do túnel


Dois emails que enviei hoje:


UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL 1

  De acordo com fontes bem informadas e que têm estado a dar sinal do sucedido, os noticiários de hoje, a partir das 8 horas da manhã, têm registado um número record de ouvintes.

  Ou seja, as pessoas têm estado muito atentas ao que tem estado a ser noticiado.

  É natural, até, que o confrade seja uma dessas pessoas.

  Mas o que se tem estado a passar?

  É simples: por investigação dum dos "periódicos de combate", que já por diversas vezes meteu pauzinhos na engrenagem dos bafientos salões do quotidiano nacional que muitos têm querido rebaixar ainda mais, o sr. dr. Duarte Lima - ornamento brilhante da nossa casta de homens públicos e um dos mais recentes e notáveis "pensionistas" dos calabouços da Polícia Judiciária - parece que "deu com a língua nos dentes" como diz a expressão popular e o resultado começou a aparecer: já foram detidos diversos cavalheiros (e concerteza mais irão a seguir...) na sequencia da descoberta de uma das maiores redes mafiosas de "fuga ao fisco", “manipulação de capitais" e outras amenidades em que sectores argentários relapsos são peritos.

  De acordo com os observadores, tal facto está a causar ondas de choque pois muito boa gente, até então "pura como a neve", estará implicada na marosca - e corre mesmo que muitos outros, ainda indetectados, estarão de "calças na mão" à espera da pancada que, em sociedades civilizadas, não deixaria de os atingir no cachaço.

   Como referi anteriormente, as coisas começam a suceder...É preciso que nós, portugueses de bem, "malhemos o ferro enquanto está quente", como sói dizer-se. É necessário, através dos mídias, EXIGIRMOS que o Sistema Judicial não abafe nem deixe esfumar-se a possibilidade de se fazer uma limpeza nos díscolos que têm pouco a pouco destruído o imaginário colectivo e societário nacional. Cabe-nos deixar uma nação melhor aos vindouros, iluminando ao mesmo tempo o quotidiano.

  Os "chefes da banda" têm de ir para a enxovia, não por vingança mas por Justiça.

  Durante demasiado tempo, entremeado por golpes adequados (criação de bodes expiatórios para distrair as atenções, manobras de intimidação para calar os mais afoitos e incorruptíveis, uso de associações para perpetrarem golpes criminais, etc. ) os "quadrilheiros camuflados" que tanto nos têm prejudicado têm conseguido escapar impunes - o que o Sistema Judicial, se acaso ainda vivemos em país de Direito, não pode permitir sob pena de "cumplicidade" com bandidos mais que situados.

   O tempo é de perigo, decorrente da Crise mas também de videirinhos que, nos últimos tempos não se têm furtado a pedir insistentemente sedição, senão mesmo golpe de Estado, em suma: desgraça nas ruas para o Povo Português.

   Não será isso que a Nação e todos nós precisamos. O que faz falta é Justiça, hombridade e respeito pelos direitos humanos da população portuguesa!

                                                                                                
  UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL 2

    Hoje foi, digamos com certo humor, um dia não para "díscolos".

    Um deles, super-olheiro de tratos...reservados, viu mais um prego cravado no seu "caixão" de desmascarado vigarista e alegado prostituído a quem mais massaroca dava.

 (O tom é, no meu discurso, muito avacalhado. Creio que é o timbre que cabe a esse tipo de alegados patifórios. E é por causa deles que estamos como estamos. "Quem não se sente não é filho de boa gente", lá diz o ditado popular).

  Ora sucede que um ou outro amigo, ferido pela excessiva bandalheira em que o país foi mergulhado, escreveu-me com algum desespero inquirindo como se poderia obstar a que estes e outros assuntos que estão a destruir Portugal não atinjam os seus fins.

 Tendo conversado com o nosso confrade especialista Jorge Gaillard Nogueira, ele deu-me elementos que me permitiram responder como segue a esses amigos:

  Pelo menos impõe-se que cumpramos o nosso dever: por exemplo, dirigir cartas ao Presidente da República, que perante isso não poderá calar-se e ser cúmplice.

 Paralelamente e se for caso disso, dirigir cartas ou mesmo petições ao TPI. Não podemos esquecer que abafamentos produzidos por magistrados caem sob a alçada do TPI, como sucedeu na Argentina,Itália e Nigéria. E como se sabe, os do TPI AINDA não estão corrompidos pela nova ordem internacional a que alguns têm dado o melhor da sua esperança mafiosa.E condenam mesmo, como se tem visto.

 Nem podem os mafiosos lusos mandar assassinar toda a gente. Se tivermos coragem e determinação, sem nos deixarmos flectir pelo desespero, venceremos a cartada contra estes bandidos.

 Eles jogam tb no nosso desespero. Não lhes façamos a vontade
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 Abrqs do ns