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domingo, 11 de novembro de 2012

Os donos dos pobres

Bastou uma frase de Isabel Jonet sobre a pobreza para o Bloco de Esquerda finalmente revelar aquilo que pensa sobre o assunto, mas nunca tinha tido a coragem de dizer. Os bloquistas julgam-se donos dos pobres e qualquer iniciativa para os ajudar, que fuja à sua cartilha ideológica, é imediatamente rotulada de fascista. Foi o que Louçã fez hoje ao marcar Jonet com o autocolante do Movimento Nacional Feminino. Sem se dar conta o Bloco de Esquerda mostrou aquilo que é e sempre foi: um partido extremista, radical e intolerante.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A aldeia da roupa suja

Quem diria, o partido do politicamente correto, defensor-mor da moral, da ética e da justiça, está transformado num saco de gatos. Claro que uma parte dos felinos há muito tempo que está inquieta para rumar ao PS, mas ainda não tinha surgido a oportunidade. Com a saída do querido líder as portas começam a escancarar-se. É o principio do fim do Bloco.

terça-feira, 3 de abril de 2012

As greves são assim mesmo

O líder coordenador do Bloco de Esquerda está retido em Munique devido a uma greve dos controladores aéreos franceses. Louçã viajava para Atenas a fim de participar no comício da coligação Syriza, em Atenas. 
Que chatice, mas as greves são assim mesmo. Se Louçã andasse menos de avião e mais de metropolitano, saberia os inconvenientes que as paralisações podem causar.

domingo, 1 de abril de 2012

O apóstolo e o coelho (fábula contemporânea sobre a honra)


Na antevéspera, salvo erro, do dia em que foi oficializada a entrada da China na EDP, assistiu o país, pela televisão, à intervenção do sr. deputado Francisco Louçã (para sempre louvado seja o seu nome!), interpelando Passos Coelho sobre  - tal como no velho e inefável spot publicitário -  uma sensação de absorção, mas ao contrário, que lhe  provocara algo assim como uma encoberta e enevoada manobra primo-ministerial. A ele, é como quem diz, a Portugal inteiro (o que não rescende a pexum, entenda-se…), tão grande deverá ser a alma de um representante do povo e, por isso, tantos os olhos e os ouvidos com que sofre a realidade. Por amor a uma nação que não teve oportunidade de obter boa formação política recorrente, à noite, no Bairro Alto.
A sensação do sr. deputado, por vezes referido também como São Francisco da Avenida, seria a de que o primeiro-ministro, no decorrer de mais uma jornada de prestação de vassalagem ao regaço da Grande Mãe Germana, haveria recebido o director de uma empresa alemã, facto que, mais do que pressagiar, confirmaria negociata obscura já selada, verdadeiro Alcácer-Quibir da tramoia de indignos vendilhões das energias lusas. Bem lhe afiançou serenamente Passos Coelho que não recebera ninguém e que, inversamente, se deslocara a essa empresa a convite da respectiva direcção, no intuito de poder observar e avaliar in loco aspectos técnicos e administrativos da sua actividade. Mas o cenho franzido, as semi-rotações na postura do pescoço e os dedos a repuxarem a pele do rosto reforçavam o sorriso sardónico de quem não só não tem dúvidas nem nunca se engana como a quem ninguém engana. Porque ninguém engana o bom povo, muito menos aquele em que o seu espírito se encontra consubstanciado. E toda a gente sabe que ninguém, além do povo, é gente honrada ou cuja honra mereça qualquer consideração, cuidado ou preservação.
Vai ser tão bom, quando os portugueses sentirem a consistência e o saber da nossa acção, era o que se lia no rosto de Louçã (para sempre louvado seja o seu nome!)... Mas não foi! A orientação de Coelho, afinal, fora outra, nada parecida com a que o Apóstolo da Bica (uma sua segunda designação) maldosamente insinuara.
O povo, porém, nunca perde a face, muito menos o seu mais legítimo, logo honorável, representante. O BE, no seu conjunto, aliás, nunca a perde, limita-se a não se olhar ao espelho, o que é, afinal, sinal de virtude, de que não é vaidoso. Pelo que não se reconhece na obrigação, intrínseca a qualquer democrata, de se retractar lá porque denegriu e ofendeu a honra alheia. O comum homem sério sentir-se-ia acanalhado por lançar lama sobre o nome de outrem, seria incapaz de voltar a sair à rua antes de apresentar publicamente desculpas àquele que ofendera. Não Louçã (para sempre abençoado seja o seu nome!), detentor da honra do Povo Sagrado que transcende a História, a quem ninguém ouviu depois uma palavra de reparação. Não Louçã (para sempre louvado seja o seu nome!), que, como o lobo da fábula, diz ao cordeiro que se não foi agora foi antes ou será depois, e que, se não foste tu, foi ou há-de ser um da tua família — a fazer o que quer que seja, isso agora não interessa nada.
Lembrei-me disto anteontem, ao ouvi-lo erguer a voz, na AR, sobre a venda do BPN. E, para que fique claro, eu não concordo com as decisões dos governos sobre o caso, quer o do inqualificável eng. Sócrates quer o actual. Mas não consigo deixar de me sentir ultrajado pelo facto de gente que, pela sua acção política na Assembleia da República, se mostra indigna de qualquer cargo, público ou privado, ser paga por mim e pelos restantes contribuintes para pavonear impunemente a pobreza mental da sua vaidade e a sua indigência conceptual sobre o que deve constituir o comportamento de um representante político maduro.