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domingo, 17 de fevereiro de 2013

"O monólogo das civilizações"




Um outro artigo de Alberto Gonçalves, aqui, no DN:

Uma das poucas reacções dissidentes à abdicação de Bento XVI veio, sem surpresas, do chamado "mundo muçulmano". Um porta-voz dos sunitas egípcios mostrou-se esperançado de que o próximo Papa retome o diálogo entre o Vaticano e pelo menos aquela parcela do Islão, aliás interrompido por esta quando Bento XVI, por acaso um paradigma de ecumenismo, não apreciou devidamente os recorrentes atentados contra minorias cristãs e citou uma descrição menos abonatória de Maomé.

Eis mais um exemplo acabado do multiculturalismo unilateral que teima em presidir às relações entre o Ocidente e os observadores de Alá. "Eles" têm o direito e até o dever de discriminar e ocasionalmente assassinar os infiéis que estiverem a jeito. "Nós" temos o dever de tolerar o exercício e até o direito de o legitimar mediante "argumentos" sobre a tolerância, a compreensão e a paz universal. A "eles", sobra-lhes crença cega e fúria purificadora. A "nós", com raras excepções, resta-nos a dúvida e o medo. Joseph Ratzinger é uma dessas excepções.

Outra é o historiador e jornalista dinamarquês Lars Hedegaard. Conhecem? Não admira, dado que os media internacionais nunca lhe deram particular atenção, a não ser para referir o "populismo" de "extrema-direita" da força política a que pertence (na verdade, o Partido Popular rejeita a islamização da sociedade) ou o caso em que se viu acusado de violar as leis anti-racistas do seu país (na verdade, Hedegaard decidiu discordar do simpático tratamento a que os muçulmanos remetem as mulheres; acabou indultado). Hedegaard também fundou a International Free Press Society, a qual premiou os responsáveis pelos célebres cartoons do Profeta.

Há dias, Hedegaard foi alvo de uma tentativa de homicídio na sua própria casa. O homicida, com aspecto árabe, chegou disfarçado de carteiro e a arma falhou. Hoje, Hedegaard é forçado a esconder-se. O falso carteiro continua à solta. Numa prova de que vão longe os tempos da solidariedade para com Salman Rushdie, praticamente ninguém noticiou o facto. O Islão, seja o radical, seja o "moderado" que raramente condena a falta de moderação, já conquistou o nosso silêncio e a nossa subserviência. De batalha em batalha, não tardará a ganhar uma guerra brutalmente desigual.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Conheço gente, presente no congresso do BE, que não faria cara feia à notícia




Que vem aqui:


Um conhecido deputado húngaro de extrema-direita, Márton Gyöngyösi, gerou uma onda de indignação depois de pedir que sejam feitas listas de quantos judeus vivem no país, escreve o El Pais.

Gyöngyösi fez esta declaração no Parlamento, a propósito da posição do Governo húngaro face ao conflito israelo-árabe, que passa pelo apoio a uma solução pacífica com dois Estados, que beneficie tanto israelitas com ascendência húngara como palestinianos que vivem na Hungria.

O deputado disse que já sabe «quantas pessoas de ascendência húngara vivem em Israel e quantos judeus israelitas vivem na Hungria». Agora, pede também que se façam listas com os judeus que existem no Governo e no Parlamento.

O partido de Gyöngyösi chama-se Jobbik e é a terceira força política do país, com 44 deputados de um parlamento com 386.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Que parvo que eu sou...!



Nunca me teria lembrado disto, que encontrei aqui:

O director do Serviço Federal de Segurança (ex-KGB, FSB) da Rússia declarou que os incêndios florestais na União Europeia são obra da organização terrorista Al-Qaeda.

"Este método permite causar sérios prejuízos económicos e morais sem necessidade de preparação prévia de meios técnicos e sem despesas financeiras significativas", declarou Alexandre Bortnikov numa reunião internacional de chefes de serviços de espionagem, realizada na capital russa. 

A estratégia das "mil picaduras" consiste assim em realizar várias pequenas acções em vez de atentados de grande envergadura. 

“A probabilidade de os incendiários serem descobertos pelos serviços secretos é mínima", acrescentou. 

Bortnikov disse também entre as forças sírias, que combatem o regime de Bashar al-Assad, e no Afeganistão se encontram elementos originários de repúblicas do Cáucaso do Norte russo. "Eles são para aí enviados pela organização terrorista Emirato do Cáucaso para "estágio", frisou. 

O Emirato do Cáucaso é uma organização muçulmana radical que luta pela separação das repúblicas muçulmanas do Cáucaso do Norte da Federação da Rússia: Chechénia, Daguestão, Inguchétia, Daguestão, Cabardino-Balcária, Karachaevo-Cherkéssia.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Entrevista a Carlos Pimenta...




... mas não o das "alternativas", recolhida aqui,  que transcrevo a propósito do comentário que deixei ontem no post do Manuel Graça, e cujo período final me abstenho de comentar:


Haveria tamanha crise se a União Europeia não andasse de abraços com o crime organizado, a fraude e a corrupção? E o que é que Portugal tem a ver com isso?
"Agora sabemos que é tão perigoso ser governado pelo dinheiro organizado como pelas máfias organizadas." Não, a frase não é atual. Quer dizer, atual até é, mas foi proferida em 1936 pelo Presidente dos EUA, Roosevelt, na ressaca da Grande Depressão. "É uma frase totalmente aplicável aos nossos dias", garante Carlos Pimenta, do Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (OBEGEF).
As palavras de Roosevelt podem até inspirar a conferência que o Observatório organizará, por estes dias, no Porto, com a "nata" do País e do estrangeiro no estudo e investigação da fraude e da corrupção. Afinal, "a crise que estamos a viver está muito ligada a situações dessas. Começou nos EUA, com o subprime, mas também é resultado das más políticas da União Europeia, promotora de medidas que, do ponto de vista científico, foram abandonadas há muitos anos", resume Carlos Pimenta.
Não se assuste, mas o resultado é este: "A Europa concentra hoje um grande número de off-shores e 'câmaras' de corrupção entre bancos sem qualquer registo de movimentos. É benévola para o crime organizado e comporta-se como um grande paraíso fiscal", resume o catedrático de Economia.
Faça-se um exercício sobre o desconhecido: quem reparou na adesão ao euro de países que não integram a UE e que, por vezes, nem nos lembramos que o são? Vaticano, São Marino, Kosovo e outros territórios constituem, segundo Carlos Pimenta, "o centro do tráfico internacional" e conquistaram o melhor de dois mundos: usam a moeda única, mas não respondem perante as leis europeias. "O dinheiro que ali circula fica automaticamente lavado." Não admira, pois, ver a Europa "extremamente vulnerável".
Portugal, galinheiro de serviço
Não sendo ainda um paraíso para as máfias, a verdade é que a moldura europeia, mais jeitinho menos jeitinho, cabe na perfeição a Portugal, país onde as raposas encontram sempre o galinheiro aberto, e à discrição, para se empanturrarem. Carlos Pimenta socorre-se da metáfora de Jean-François Gayraud - autor de diversas obras sobre fraudes e crime organizado - para ilustrar o nacional-porreirismo nestas matérias, conivente e irresponsável. "As crises e o endividamento do Estado geram situações de grande fragilidade. Degrada-se a situação social, abre-se a porta a negociatas", refere o economista. A estratégia de rapina é fácil e dá milhões: "As organizações criminosas não têm falta de liquidez. Além de facilitarem o crédito, tomam conta de empresas em situação difícil e dos negócios legais, através de jogos de influência e de branqueamento de capitais. As privatizações são um dos alvos", explica Carlos Pimenta.
Os sinais são variados e estão para durar. É "o cancro do off-shore da Madeira, onde Portugal só tem a perder". São as Parcerias Público-Privadas (PPP´s), "onde era bom saber quantas foram negociadas em situação de conflito de interesses". São os negócios entre Portugal e Angola, com "exemplos de uma relação pouco clara entre empresários portugueses e angolanos e onde a diplomacia secreta aparece em grande". Há tempos, em Luanda, Carlos Pimenta ouviu mesmo da boca de responsáveis da polícia económica angolana uma frase curiosa: "Disseram-se espantados com o facto de empresários falidos em Portugal serem um sucesso por lá." Por cá, valham-nos o Ministério Público e a PJ que, "mesmo sem recursos, têm sido extremamente corajosos. Nos últimos anos, foram trazidos a público e investigados casos que, noutros tempos, nunca viam a luz do dia".
Neste momento, de acordo com as estimativas de Carlos Pimenta, a "economia sombra" representa já 35% do PIB. Em 2007, o cenário corresponderia a uma pilha de notas de cem euros, quase do tamanho da Torre dos Clérigos. "Agora, são várias torres", ironiza.
Entretanto, "a comunidade pacífica de revoltados" de que falava Torga parece manter a fervura, sem levantar a tampa. Somos até "muito tolerantes com a fraude e a corrupção autárquica", sobretudo ao serviço da máxima "rouba, mas faz", mas continuamos impressionáveis quando o aparelho de Estado dá nas vistas. Os exemplos, esses, já não vêm de cima. "As revistas sociais alteraram o padrão de ética das pessoas", afirma Carlos Pimenta. "As referências, hoje, são tipos que vão à TV, alguns bandidos e vira-casacas." Tudo bons rapazes, portanto.
Elite nacional e mundial no Porto
Susan Rock-Ackerman, uma das maiores autoridades mundiais na área da fraude e da corrupção, e Friedrich Schneider, autor de um estudo sobre economia paralela na UE, são dois dos oradores da conferência Percepção Interdisciplinar da Fraude e Corrupção, organizada pelo OBEGEF e que decorre de hoje, 12, até sábado, 15. Na abertura do evento será divulgado o mais recente Índice de Economia Não Registada, da autoria do Observatório. Paula Teixeira da Cruz (ministra da Justiça) Cândida Almeida (diretora do DCIAP), João Amaral Tomaz (administrador do Banco de Portugal) e Carlos Tavares (presidente da CMVM), serão alguns dos oradores.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O cartel dos tesos


Tenho estado a ver, a bochechos porque a pachorra tem limites, o programa Prós & Contras da RTP 1, coisa de siderar. Das 4 pessoas presentes, 3 vivem no planeta dos gambozinos e apenas uma, Cantiga Esteves, no mundo real.

Em sapiências avulsas, a "europa" manietou-se agarrada à ideia que bastaria pensar que seria o cérebro e motor do mundo para que o passasse a ser. De arrogância em arrogância depredou toda a sua iniciativa interna anulando as vantagens relativas que cada região e cada actividade teria em relação às outras, ignorou o efeito que essas "regulações" teriam relativamente a concorrentes externos, prometeu mundos e fundos aos seus cidadãos sempre negando-lhes a participação na decisão nos destinos da coisa comum, conluiou-se na dissimulação do que estava a correr em contrário ao enunciado, prometeu que as arestas ainda a limar se resolveriam com mais "europa" e gastou o que tinha e o que não tinha endividando-se até que os credores começassem a torcer o nariz. Todos fizeram o mesmo tendo alguns sido particularmente militantes em matéria de solidariedade do outro para consigo esquecendo que esse gesto pressuporia, mais tarde ou mais cedo, reciprocidade em atendimento ao esforço alheio.

Hoje, no referido programa e à excepção de Cantiga Esteves, todos continuam com a mesma estúpida conversa que nos trouxe à falência, não tendo qualquer ideia para além das habituais vacuidades. Todos reclamam da Alemanha a chave para a resolução do problema não percebendo que tal exigência constitui um atestado de irrelevância política e económica dos turbulentos. Que idoneidade tem o cartel dos tesos para arrogantemente reclamar que a Alemanha tome as decisões que eles entendem? Que tomem conta de si e não enfadem quem de si próprio cuida muito mais competentemente.

terça-feira, 22 de maio de 2012

BONS PRINCÍPIOS…MELHORES FINS!




“O Presidente francês, François Hollande, manifestou, num primeiro encontro com o homologo turco, Abdullah Gul, na segunda-feira em Chicago, a vontade de reativar as relações bilaterais, indica hoje a imprensa turca.

"Relancemos as relações entre a Turquia e a França. Reparemos o que está danificado", respondeu Hollande ao Presidente turco, que se mostrou inquieto com a "hostilidade francesa" face à Turquia.

Hollande encontrou-se com Gul na segunda-feira, à margem da cimeira da NATO em Chicago, refere a imprensa turca.

Segundo o jornal turco Hurriyet, Gul referiu a Hollande que os dois países têm "interesses comum na generalidade dos assuntos".

"Abramos um página em branco, uma nova página. Darei instruções aos meus ministros neste sentido", afirmou Hollande a Gul, segundo o jornal turco pró-governamental Sabah.

As ligações bilaterais entre Paris e Ancara degradaram-se devido à oposição do anterior presidente francês Nicolas Sarkozy à entrada da Turquia na União Europeia e à votação, em França, de um texto que penaliza a negação do genocídio arménio, que a Turquia não reconhece.

(in Diário de Notícias)”
                                                          ***
  A mentalidade "politicamente correcta" (ou seja, levar bofetadas para não apanhar pontapés) deste senhoreco já começou a dar frutos: agora é a Turquia, em breve será a burka livre e a seguir a construção de minaretes.

  Grão a grão enche o Islão o papo.

  Aliás, foi isso o que Hollande prometeu à comunidade de mullahs que o apoiou: para quê a v/ violência, se podem ter tudo com mansidão? Hoje já é conhecida a aliança entre o "socialismo" rosa ou escarlate com o proselitismo muçulmano. Ambos são capazes de tudo para possuírem o Poder.

  Pois não...!

domingo, 20 de maio de 2012

Os muçulmanos Salafistas e a Europa



Um novo texto que me foi enviado por António Justo e que pode ser lido também aqui:

Muçulmanos Radicais à Conquista da Europa

Salafistas pregam a sua Hegemonia


Muçulmanos salafistas usam uma estratégia de infiltração eficiente em diversos meios, especialmente, na arte, Internet e juventude para uma islamização sistemática na região dos “incrédulos” (“Kuffar). Com a sua guerra santa pretendem fomentar o Islão com a Sharia (direito muçulmano) na Europa, querendo que a Europa volte à idade Média. Querem, distribuir gratuitamente na Alemanha, Áustria e Suíça, alegadamente 25 milhões de livros do Corão. Esta inventiva Árabe visa radicalizar especialmente muçulmanos moderados (na Alemanha há um número superior a 4 milhões de muçulmanos) e recrutar principalmente jovens europeus desorientados.

Em acções de dois fins-de-semana, em Zonas de peões da Alemanha, já distribuíram 300.000 livros. Os resultados da agressão ideológica já se fazem sentir no radicalismo de manifestações na rua.

Emigram para um mundo que consideram inimigo e vêem-no como sua zona de combate. “Lutam por uma espécie de califado europeu, onde não se deve aplicar o direito ocidental mas sim o da Sharia”(in Der Spiegel n° 17/23.4.12); organizam-se em redes como a “Millatu-Ibrahim” (Comunidade de Ibrahin) na Alemanha, fundada por Mahmoud e pelo ex-rapper Cuspert; tornam-se muito eficientes através da infiltração em mesquitas moderadas. Com os seus songs, Cuspert consegue atingir os sentimentos da juventude em textos como “O teu nome corre no nosso sangue” referentes a seus ídolos, entre eles, Bin Laden. Muitos vivem da ajuda assistência social do estado como refere o Jornal Stuttgarter Nachriten no caso do pregador salafista Ibrahim Abou-Nagie que receberá para ele e família entre 2.300 e 2.500 euros por mês. Ele terá sido, segundo afirmou, o iniciador da acção da distribuição dos livros do Corão.

Os Salafistas usam o âmbito da liberdade europeia para missionar uma sociedade que consideram incompatível com a sua e em que a sua fronte de guerra é o mundo cristão. “A nossa arma é a Internet” afirmam salafistas que se consideram a elite da religião maometana. Na Alemanha há entre 3.000 e 5.000 salafistas, recrutados geralmente da segunda e terceira geração de emigrantes. Têm figuras ideais como o ex-pugilista Pierre Vogel e personalidades ligadas à Al-Qaida. Tal como os extremistas nazis encontram-se sob observação do Estado.

O Estado sente-se de mãos atadas perante adversários da sociedade ocidental, como os salafistas. Desde que saibam empacotar a sua mensagem de maneira a não apelar directamente à violência, as autoridades não podem fazer nada, embora conheçam a cena de extremistas que preparam atentados como o de Frankfurt em que dois soldados americanos foram mortos por um companheiro de Mahmoud. Der Spiegel cita Mahmoud, o qual afirma que a diferença entre os seus inimigos e e os muçulmanos crentes, é: “Eles amam a vida e nós a morte”.

Os salafistas são a ponta de lança dos Wahabis da Arábia Saudita. Por toda a parte se observa o aumento da radicalização de grupos islâmicos que antes eram mais tolerantes.

O povo indonésio que antes tinha uma tradição pacífica tem sido influenciado por forças muçulmanas radicais árabes. Tem-se observado, nas últimas décadas, uma radicalização da sociedade indonésia em que muçulmanos que tinham nomes hindus abdicam do seu nome de tradição hindu para assumirem nomes árabes, e aniquilam indígenas de Papua, transplantando muçulmanos para esta região, seguindo a política de colonos como faz a China no Tibet. É preocupante observar como tradições culturais de zonas geográficas amenas abdicam da sua alma afável para adquirirem a aspereza cultural nómada do deserto. Por todo o mundo muçulmano se tem observado uma contínua radicalização. A Arábia Saudita, o Irão, o Paquistão e o Afeganistão têm sido os maiores incrementadores do extremismo árabe.

São tendências que a História corrige mas a custo de grande tributo. Segundo previsões do CBN, no ano 2030, a maioria da população de Bruxelas será muçulmana. Aber Imran, chefe do grupo “Sharia 4 Belgium” afirma: “Democracia é contrária ao Islão” e Allah é quem diz “o que é proibido e o que é permitido”.

Grupos moderados muçulmanos não se levantam contra os salafistas nem contra terroristas muçulmanos porque estes se fundamentam no Corão e para os contradizerem entrariam em contradição com o Corão.

Os salafistas no Egipto (“Partido da Luz”) conseguiram 30% dos votos. Todo o norte de África se encontra a caminho duma radicalização nunca vista.

As diferentes civilizações ainda se encontram muito subdesenvolvidas e primitivas no que toca ao seu estádio espiritual. Só uma atitude de respeito de todo o Homem e de toda a cultura para com o Homem e para com a natureza poderão levar à paz. De momento, o extremismo ideológico político-religioso e o extremismo económico dominam os povos. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O que está a acontecer?



Já olharam com olhos de ver à vossa volta?
Já viram que quem governa afirma que não há futuro?
Que de agora em diante será um continuo afundar na austeridade?
Que há países europeus onde governantes eleitos são substituídos por tecnocratas nomeados do estrangeiro?
Que o enriquecimento ilícito é permitido e legal?
Que os Juízes não aplicam a Justiça aos poderosos (Isaltino, Portucale, ...)?
Que a Procuradoria se recusa a investigar assuntos dos poderosos (submarinos, etc.)?
Que os juízes do T Constitucional andarão a ser escolhidos pelas garantias que dão de respeitarem as decisões do Governo e não a Constituição?
Que a polícia anda a ser preparada para lutar contra os cidadãos?
Que a maior ameaça para a sociedade passaram a ser... os cidadãos???

Que mudança é esta? O que está a acontecer aqui? O que se prepara?

Sabem?

terça-feira, 27 de março de 2012

O QUE TEM DE SER TEM MUITA FORÇA




Nicolau Saião, Para que a Terra não esqueça (180x200)


Nada de estórias. O regime dos mullahs, com o seu cinismo chico-esperto, tem estado a pedi-las. Na verdade, representam um perigo para todo o mundo e não apenas para Israel. Pese à agit-prop incessante das quintas-colunas bem espalhadas pela Europa das pátrias que, não há muito tempo ainda, vociferavam nas estâncias onde gostavam de se pavonear, "Antes vermelhos que mortos".
 Os de melhor memória, ou menos velhacos, lembrar-se-ão decerto.
 De modo que é assim:  se os (não tenhamos medo das palavras) islamofascistas, pé-ante-pé, continuarem a tomar-nos a todos por parvos, na boa tradição dos seus émulos, embora ocidentais Hitler e Estaline, é necessário e imperioso serem travados - antes que num rasgo de vivacidade e porque o Allah é muito grande, escaqueirem o mundo habitável.
 O cartão para tapeçaria que vai junto, feito com a mão esquerda por causa das moscas, dedico-o aos heróicos soldados israelitas que terão como missão honrosa e honrada fazerem morder o pó ao seráfico Amadinejhad e seus capangas.
 E que a Terra não esqueça...

quinta-feira, 22 de março de 2012

DUAS INCURSÕES NO ESCURO DA NOITE E DO SOL


 Nicolau Saião, No escuro da noite e do sol

  “A mais bela artimanha do diabo é a de persuadir-nos de que não existe” – Baudelaire


INTRODUÇÃO

   Organizei este pequeno ensaio em duas entradas num período em que o meu país saía de uma grave situação que num futuro podia ter caído em algo irreversível. Um período em que sucessivos esqueletos saltam dos armários anteriormente construídos por uma administração pública liderada por aventureiros políticos que visou – percebemo-lo agora claramente – estabelecer um ambiente autoritário/cleptocrático de tipo peculiar, ainda que não original e que George Orwell aflorou, embora com recorrências imaginativas, numa das suas encenações literárias.
   Eu poderia dizer, parafraseando ironicamente Georges Arnaud, o famoso autor de O salário do medo, que “Esta sociedade, por exemplo, não existe. Eu sei-o, vivi lá!”.
   Como na obra de Samuel Beckett, Malone está a morrer, é referido a dada altura, “O que interessa é só prestar atenção aos sobressaltos”. Ou, para citarmos Jules Morot no seu O espírito do bem, “A casa/ou da vida ou da morte/ costuma sempre ficar um bocadinho mais ao lado”.
   Por outras palavras menos simbólicas, mais chãs e terra a terra: se estamos vivos já nem sequer é por acaso, como assinalava algures Jean Rostand, mas sim porque os senhores do mundo nos consentem, por altamente lhes convir, que existamos em todos os pontos cardeais… E o resto é conversa.
   As 2 análises seguintes, ainda que se refiram a livros diferentes de autores de diferentes origens, apontam para algo que lhes é comum e que, a meu ver, explica um específico universo conceptual e societário em que hoje existimos nesta parte do mundo - a violência camuflada da parte de sectores privados, a “suave brutalidade” de cunho estatal e, por último, o que num geral mundial se apresenta inquietantemente às consciências: o relativo desconhecimento da insídia e dos manejos nefandos de seres criadores/dependentes de um mundo pervertido pela desrazão que subscrevem.
   Não é por acaso que todos eles têm por cenário ou invólucro a escrita e as suas diversas faces do eventual conhecimento, de potencial acesso à sabedoria (ou a sua negação absoluta) e as armadilhas e perversões que eles podem possibilitar ou esconder.
   Dito isto, comecemos. 


1.      SOBRE “VERSÃO ORIGINAL”

ENTRE OS FUMOS DO AMOR E DA MORTE DE BILL BALLINGER


     “Obrigam-nos a engraxar sapatos e depois alegam que só servem para engraxadores” – Langston Hughes

   Chega-se ao fim desta novela discretamente temerosa, uma das mais belas e perturbadoras da literatura de mistério, com uma sensação de perda e de amargura. De relativa surpresa, que contudo possui uma indicação norteadora.
   Nesta tragédia poderosamente encenada e magnificamente urdida na sua progressão enquanto matéria escrita, o acento tónico recai sobre a questão das realidades e dos enganos que estas podem ter em si, uma vez que não é dado ao Homem saber o que está além do que se toma por verdadeiro e afinal contém todo um universo de falsos indícios, de falsas indicações, de desconhecimento dos sentimentos que realmente forjam as relações entre os seres. E que num outro contexto tudo teriam de criativo e de salubre ultrapassando a fábula dos desencontros.
   “Se abro o bico sem ser com um tipo fixe, estou liquidado. E, além disso, quem acreditaria em mim?”, pergunta-se o protagonista logo na abertura desta ópera de dois tons em que o discurso pessoal é contrapontado no itálico dos capítulos que explicitam o que, para além dele, vai sucedendo no quotidiano que o ultrapassa. “A coisa não faz sentido. Não faz mesmo nenhum sentido. Tenho pensado no assunto vezes sem conta, debatido a coisa comigo mesmo. E no fim só consigo obter vagas imagens” – continua Dan April (Abril, significativo nome de mês) a questionar-se numa tentativa de entender os acontecimentos que o rodearam e que se transformaram num “retrato de fumo” (o título original é esse) iniciado numa noite do Illinois, nessa Chicago enevoada ou ardente de sol, “quente e preguiçosa”, essa cidade também brumosa devastada anos atrás por um incêndio que a História registou.
    Mas a breve trecho o leitor suspeita, e acaba por concluir devido ao seu estatuto, que a coisa de facto faz sentido, ou melhor: que há um sentido singular, ainda que temível, oculto nesta novela que por seu turno, ao contrário de outras que analisámos, resulta dos próprios limites do conhecimento ou se debruça, digamo-lo desta maneira, sobre o que se pensa saber.
   É por assim dizer, simbolicamente, uma representação desse labirinto ou desse fumo sulfuroso que se depara ao ”laborator per ignem” numa fase em que este caminha para a Segunda Obra e em cujos meandros tem de enfrentar as figuras enganadoras ou sinistras dos dragões velhos cuspindo lava ou lamas mefíticas.
    “Krassy Almauniski abriu os olhos e distendeu-se na cama. Ficou quieta uns momentos antes de se espreguiçar de novo. – Dezassete de Março…Dia de São Patrick – disse para si mesma com satisfação – o dia dos meus anos! – Saltou da cama e caminhou sobre o soalho nu até junto dum pequeno espelho que estava suspenso de um fio passado num gancho pregado à parede. Desabotoou a camisa de seda de homem, passajada, que lhe chegava até quase aos pés e despiu-a.
 - A partir de hoje – disse para si mesma – as coisas vão modificar-se”.
  Por representação, enquanto Dan é a parte de sonho Krassy é a parte de realidade prática que a novela vai explicitar enquanto progride.
   Citemos para melhor compreensão, sem irmos demasiado longe – o que retiraria ao leitor a surpresa da sequência do relato – o texto de apresentação inserido na contracapa: “Ao percorrer os arquivos da Agência de Cobranças que comprara no dia anterior, Danny April encontrou o retrato de uma rapariga.
   Mas ele conhecera aquela rapariga… dez anos antes… Que seria feito dela?
   A ideia de a ver novamente tornou-se uma obsessão… Finalmente encontra-lhe a pista. Mas essa pista onde o conduz? À rapariga de outrora, que ele sonhava meiga e delicada, ou a uma criminosa que, à custa dos mais pérfidos ardis, subira, partindo do nada, até à mais elevada situação financeira e social?
   A acção passa-se em Chicago, a cidade dos mil contrastes, e decorre durante e após a 2ª guerra mundial”.
   Deste núcleo, à volta dessa busca que o protagonista enceta com esperança e a pouco e pouco se transforma em encontro e, depois, em desespero, o autor pinta-nos um fresco sugestivo de situações, de personagens e de imagens que nos subjugam através da progressão do relato.
   Nem sempre o que parece é ou, de forma ainda mais cruel (o que é constitui a verdadeira face do drama mas noutro espaço e num outro tempo, daí o itálico em que esses capítulos estão vazados) Dan April é a figuração clara do mal-amado, do indivíduo cuja existência nunca poderia, num mundo cuja hostilidade a todo o momento se manifesta a despeito das aparências, ir dar aos lugares de felicidade que se lhe antolhava merecer.
    Neste relato, ao contrário do que sucede noutras novelas policiais, não é o autor que funciona como “deus ex machina” mas sim o leitor – que assiste a tudo sem nada no entanto poder fazer. O enigma não se apresenta ante o leitor mas ante a personagem masculina, limitada pelos sentimentos que a envolvem.
    Personagem trágica, tem sem que o suspeite, do outro lado, outra trágica personagem que se desconhece enquanto tal, que não pôde ou não soube guindar-se a um patamar de salutar formulação. Por outras palavras: Danny, ser vencido de antemão, conserva contudo a pureza dos que se lançam na vida com toda a carga de boa-fé, de decência pessoal e de lealdade que confere humanidade à existência, numa mistura de coração e de razão que frequentemente acaba mal. A razão de Krassy é contudo outra e é essa razão, estranhamente – porque não caldeada pelo coração - que irá provavelmente (digamo-lo desta forma) destruir a ambos ainda que por vias dissemelhantes.
    Fábula dos desencontros? Mais lhe chamaria fábula sobre a impossibilidade de, num determinado contexto, a matéria se unir ao espírito – usando esta metáfora dos antigos alquimistas. O que é, na verdade, como os nossos tempos mostram à saciedade e esta novela confere com aprumo, arte e evidente desembaraço, muito mais vulgar do que as diversas moralidades procuram estabelecer ou escamotear…
   
  
2.      A PROPÓSITO DE EXTERMÍNIO NO 31º ANDAR

A AURORA BOREAL DE PER WAHLOO

“Porque vos ensinam eles a amá-los, se é para vos tratar assim? Porque não vos deixam eles em paz?” – William Irish

“O homem é perecível; pode ser. Mas pereçamos resistindo – e se ao fim o que nos reservam é o vazio e o nada, façamos com que isso seja uma injustiça” – Étienne de Senancour

     Há livros assustadores. Uns pelo espírito, como por exemplo o Lázaro, de Andreiev, que nos coloca de chofre e sem complacências em frente do facto de que uma vida de ressuscitado seria, afinal, tão angustiante e repugnante como a degustação de uma refeição apodrecida. Outros, pela letra, como o Drácula, de Bram Stoker, sobre o qual já se disse que só um leitor completamente destituído de sensibilidade conseguirá ler numa casa deserta e pelas horas mortas da noite.
   Outros, por seu turno – e é o caso desta “utopia negra” vazada nas luzes boreais que conformam as sociedades escandinavas – porque o que neles se encena está a acontecer paulatinamente. E não só naqueles rincões.
   O caso sucedido tempos atrás na politicamente correcta Noruega, onde os monstros particulares são produto de uma administração cuja tenaz cegueira é a prova do seu cinismo suave e perito em enterrar a cabeça na neve (e já não, como os avestruzes, na areia do deserto) para sagração de um oportunismo que finge supor que os cidadãos são um resíduo angélico para que se não vejam as partes demoníacas do seu poder governativo, mostra-o sem véus e sem disfarces.
    Nesta obra de entrecho quase linear, duma secura de estilo necessária para que a sugestão resulte, Per Wahloo (que com sua mulher Maj Sjowal deu na época a lume um belo punhado de polars bem inseridos no género, mas com um timbre de novidade que os distinguiu) segue passo a passo os sete dias duma investigação que um inspector da polícia efectua para que naquela sociedade pacífica e onde o Estado mais ou menos cordial procura que o cidadão viva sem traumas (e onde o único crime significativo e punido aliás sem muita violência expressa é a embriaguez, que entretanto se multiplica) tudo continue a ser sereno.
   Nesta sociedade o controle é exercido pela leitura: leitura de revistas e de jornais com visão positiva, onde o próprio fenómeno desportivo (fautor de paixões e frequentemente de conflitos) não recebe muita atenção a não ser a que possibilita que se possa epigrafar televisivamente o sucesso das vedetas que o integram.
   O consórcio que o domina é constituído por gente esclarecida e de “boa formação” partidária e propugnadora de uma igualdade social estabelecida de maneira amena e que até quando despede dos empregos o faz cordatamente: o indivíduo ou indivídua em causa recebe uma reforma razoável e um diploma por bons serviços, assinado por altas individualidades. E o além está muito longe…mesmo quando ao virar da esquina.
    Mas há sempre alguém que, com impetuosidade maldosa, “sem olhar à felicidade social a que se conseguiu chegar” (sic), resolve meter um pauzinho na engrenagem. Por puro sadismo (como se diz neste ocidente cristão, civilizado e culto) ou por maldoso anarquismo (como há dias disse publicamente um comandante da polícia metropolitana inglesa, que ao mesmo tempo solicitou aos cidadãos britânicos que, e cito, denunciassem os vizinhos que soubessem que perfilhavam ideias anarquistas – o que quer que isto seja…)? Ou, ainda, por impiedade, como se diz naqueles países do oriente que têm a dita de existir em teocracias?
    Alguém, portanto, usando precisamente uma folha anexa não preenchida dum desses diplomas, (uma vez que o papel é pacificamente controlado), endereçou às autoridades uma carta inquietante, sugerindo que inquietantes acontecimentos iriam dar-se. E embora as forças vivas tenham essa carta por eventual simples brincadeira, tal como uma outra insistência significante, nunca fiando – a própria brincadeira indicaria já um escabroso, quiçá injusto, desvio e Jensen - polícia compenetrado e eficiente sofrendo no entanto de um doloroso e crónico desarranjo gástrico que nem a comida cientificamente confecionada e posta à disposição dos cidadãos pelo ministério da saúde que tem a seu cargo as dietas racionais consegue tranquilizar – mergulha num universo de entrevistas e de encontros que pouco a pouco lhe patenteia os meandros do jornalismo, se jornalismo se lhe pode chamar, e da criação escrita quando a criação escrita é apenas um simulacro que ora leva ao suicídio dissimulado (ou assistido) ora à entrega a um ambiente de mundanidade, de sucesso e de notoriedade bastante semelhantes ao que usa utilizar-se nesta Europa das pátrias e, suspeito-o com alguns tremores relativos, nas sociedades alfabetizadas de outros continentes…
   Homem sério e bom profissional, ético tanto quanto as circunstâncias peculiares o permitem, nesta viagem iniciática de uma semana nem sequer negra em que a desesperança do protagonista é irmã colaça da desesperança sentida pelo leitor enquanto mergulha na naturalidade do relato, a regra da “detective novel” é subvertida, ou melhor: invertida. Os chefes que o comandam preferiam não saber e a demanda de Jensen dirige-se não à descoberta mas à ocultação. Nas sociedades racionalmente policiadas, como por exemplo a sociedade lusa, o polícia, (que funciona como Némesis justiceiro) age preferencialmente como aquele que camufla o enigma ou, dizendo ainda mais esclarecedoramente, faz com que o enigma seja uma camuflagem que garante ou sustenta o “equilíbrio” entre as classes, para que a paz e o progresso coabitem salutar e airosamente…
    No entanto, nem nestas mansões quase celestiais as coisas são como deviam ser (ou se esperava que fossem).
   Dizia António Maria Lisboa, numa frase bem respigada por Cesariny, que “Todo o acto premeditado ou todo o acto leviano tem a sua guilhotina própria”.
    A mim sempre me pareceu que ele tinha razão ao cunhar este conceito. E, se o pudesse ter lido, creio que Jensen – e muito mais os seus chefes – teriam dolorosamente entendido a verdade que assistia ao infausto poeta surrealista lusitano.
   À sua deles própria custa – mas isso seria já uma outra estória…