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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
domingo, 17 de fevereiro de 2013
"O monólogo das civilizações"
Um outro artigo de Alberto Gonçalves, aqui, no DN:
Uma das
poucas reacções dissidentes à abdicação de Bento XVI veio, sem surpresas, do
chamado "mundo muçulmano". Um porta-voz dos sunitas egípcios
mostrou-se esperançado de que o próximo Papa retome o diálogo entre o Vaticano
e pelo menos aquela parcela do Islão, aliás interrompido por esta quando Bento
XVI, por acaso um paradigma de ecumenismo, não apreciou devidamente os
recorrentes atentados contra minorias cristãs e citou uma descrição menos
abonatória de Maomé.
Eis mais
um exemplo acabado do multiculturalismo unilateral que teima em presidir às
relações entre o Ocidente e os observadores de Alá. "Eles" têm o
direito e até o dever de discriminar e ocasionalmente assassinar os infiéis que
estiverem a jeito. "Nós" temos o dever de tolerar o exercício e até o
direito de o legitimar mediante "argumentos" sobre a tolerância, a
compreensão e a paz universal. A "eles", sobra-lhes crença cega e
fúria purificadora. A "nós", com raras excepções, resta-nos a dúvida
e o medo. Joseph Ratzinger é uma dessas excepções.
Outra é o
historiador e jornalista dinamarquês Lars Hedegaard. Conhecem? Não admira, dado
que os media internacionais nunca lhe deram particular atenção, a não ser para
referir o "populismo" de "extrema-direita" da força
política a que pertence (na verdade, o Partido Popular rejeita a islamização da
sociedade) ou o caso em que se viu acusado de violar as leis anti-racistas do
seu país (na verdade, Hedegaard decidiu discordar do simpático tratamento a que
os muçulmanos remetem as mulheres; acabou indultado). Hedegaard também fundou a
International Free Press Society, a qual premiou os responsáveis pelos célebres
cartoons do Profeta.
Há dias,
Hedegaard foi alvo de uma tentativa de homicídio na sua própria casa. O
homicida, com aspecto árabe, chegou disfarçado de carteiro e a arma falhou.
Hoje, Hedegaard é forçado a esconder-se. O falso carteiro continua à solta.
Numa prova de que vão longe os tempos da solidariedade para com Salman Rushdie,
praticamente ninguém noticiou o facto. O Islão, seja o radical, seja o "moderado"
que raramente condena a falta de moderação, já conquistou o nosso silêncio e a
nossa subserviência. De batalha em batalha, não tardará a ganhar uma guerra
brutalmente desigual.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Conheço gente, presente no congresso do BE, que não faria cara feia à notícia
Que vem aqui:
Um conhecido deputado húngaro de extrema-direita,
Márton Gyöngyösi, gerou uma onda de indignação depois de pedir que sejam feitas
listas de quantos judeus vivem no país, escreve o El Pais.
Gyöngyösi fez esta declaração no
Parlamento, a propósito da posição do Governo húngaro face ao conflito
israelo-árabe, que passa pelo apoio a uma solução pacífica com dois Estados,
que beneficie tanto israelitas com ascendência húngara como palestinianos que
vivem na Hungria.
O deputado disse que já sabe «quantas
pessoas de ascendência húngara vivem em Israel e quantos judeus israelitas
vivem na Hungria». Agora, pede também que se façam listas com os judeus que
existem no Governo e no Parlamento.
O partido de Gyöngyösi chama-se Jobbik e
é a terceira força política do país, com 44 deputados de um parlamento com 386.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Que parvo que eu sou...!
Nunca me teria lembrado disto, que encontrei aqui:
O director do Serviço Federal de Segurança
(ex-KGB, FSB) da Rússia declarou que os incêndios florestais na União Europeia
são obra da organização terrorista Al-Qaeda.
"Este método permite causar sérios prejuízos económicos e morais sem necessidade de preparação prévia de meios técnicos e sem despesas financeiras significativas", declarou Alexandre Bortnikov numa reunião internacional de chefes de serviços de espionagem, realizada na capital russa.
A estratégia das "mil picaduras" consiste assim em realizar várias pequenas acções em vez de atentados de grande envergadura.
“A probabilidade de os incendiários serem descobertos pelos serviços secretos é mínima", acrescentou.
Bortnikov disse também entre as forças sírias, que combatem o regime de Bashar al-Assad, e no Afeganistão se encontram elementos originários de repúblicas do Cáucaso do Norte russo. "Eles são para aí enviados pela organização terrorista Emirato do Cáucaso para "estágio", frisou.
O Emirato do Cáucaso é uma organização muçulmana radical que luta pela separação das repúblicas muçulmanas do Cáucaso do Norte da Federação da Rússia: Chechénia, Daguestão, Inguchétia, Daguestão, Cabardino-Balcária, Karachaevo-Cherkéssia.
"Este método permite causar sérios prejuízos económicos e morais sem necessidade de preparação prévia de meios técnicos e sem despesas financeiras significativas", declarou Alexandre Bortnikov numa reunião internacional de chefes de serviços de espionagem, realizada na capital russa.
A estratégia das "mil picaduras" consiste assim em realizar várias pequenas acções em vez de atentados de grande envergadura.
“A probabilidade de os incendiários serem descobertos pelos serviços secretos é mínima", acrescentou.
Bortnikov disse também entre as forças sírias, que combatem o regime de Bashar al-Assad, e no Afeganistão se encontram elementos originários de repúblicas do Cáucaso do Norte russo. "Eles são para aí enviados pela organização terrorista Emirato do Cáucaso para "estágio", frisou.
O Emirato do Cáucaso é uma organização muçulmana radical que luta pela separação das repúblicas muçulmanas do Cáucaso do Norte da Federação da Rússia: Chechénia, Daguestão, Inguchétia, Daguestão, Cabardino-Balcária, Karachaevo-Cherkéssia.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Entrevista a Carlos Pimenta...
... mas não o das "alternativas", recolhida aqui, que transcrevo a propósito do comentário que deixei ontem no post do Manuel Graça, e cujo período final me abstenho de comentar:
Haveria tamanha crise se a União Europeia não andasse de abraços com o crime organizado, a fraude e a corrupção? E o que é que Portugal tem a ver com isso?
"Agora sabemos que é tão perigoso ser governado pelo dinheiro organizado como pelas máfias organizadas." Não, a frase não é atual. Quer dizer, atual até é, mas foi proferida em 1936 pelo Presidente dos EUA, Roosevelt, na ressaca da Grande Depressão. "É uma frase totalmente aplicável aos nossos dias", garante Carlos Pimenta, do Observatório de Economia e Gestão de Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (OBEGEF).
As palavras de Roosevelt podem até inspirar a conferência que o Observatório organizará, por estes dias, no Porto, com a "nata" do País e do estrangeiro no estudo e investigação da fraude e da corrupção. Afinal, "a crise que estamos a viver está muito ligada a situações dessas. Começou nos EUA, com o subprime, mas também é resultado das más políticas da União Europeia, promotora de medidas que, do ponto de vista científico, foram abandonadas há muitos anos", resume Carlos Pimenta.
Não se assuste, mas o resultado é este: "A Europa concentra hoje um grande número de off-shores e 'câmaras' de corrupção entre bancos sem qualquer registo de movimentos. É benévola para o crime organizado e comporta-se como um grande paraíso fiscal", resume o catedrático de Economia.
Faça-se um exercício sobre o desconhecido: quem reparou na adesão ao euro de países que não integram a UE e que, por vezes, nem nos lembramos que o são? Vaticano, São Marino, Kosovo e outros territórios constituem, segundo Carlos Pimenta, "o centro do tráfico internacional" e conquistaram o melhor de dois mundos: usam a moeda única, mas não respondem perante as leis europeias. "O dinheiro que ali circula fica automaticamente lavado." Não admira, pois, ver a Europa "extremamente vulnerável".
Portugal, galinheiro de serviço
Não sendo ainda um paraíso para as máfias, a verdade é que a moldura europeia, mais jeitinho menos jeitinho, cabe na perfeição a Portugal, país onde as raposas encontram sempre o galinheiro aberto, e à discrição, para se empanturrarem. Carlos Pimenta socorre-se da metáfora de Jean-François Gayraud - autor de diversas obras sobre fraudes e crime organizado - para ilustrar o nacional-porreirismo nestas matérias, conivente e irresponsável. "As crises e o endividamento do Estado geram situações de grande fragilidade. Degrada-se a situação social, abre-se a porta a negociatas", refere o economista. A estratégia de rapina é fácil e dá milhões: "As organizações criminosas não têm falta de liquidez. Além de facilitarem o crédito, tomam conta de empresas em situação difícil e dos negócios legais, através de jogos de influência e de branqueamento de capitais. As privatizações são um dos alvos", explica Carlos Pimenta.
Os sinais são variados e estão para durar. É "o cancro do off-shore da Madeira, onde Portugal só tem a perder". São as Parcerias Público-Privadas (PPP´s), "onde era bom saber quantas foram negociadas em situação de conflito de interesses". São os negócios entre Portugal e Angola, com "exemplos de uma relação pouco clara entre empresários portugueses e angolanos e onde a diplomacia secreta aparece em grande". Há tempos, em Luanda, Carlos Pimenta ouviu mesmo da boca de responsáveis da polícia económica angolana uma frase curiosa: "Disseram-se espantados com o facto de empresários falidos em Portugal serem um sucesso por lá." Por cá, valham-nos o Ministério Público e a PJ que, "mesmo sem recursos, têm sido extremamente corajosos. Nos últimos anos, foram trazidos a público e investigados casos que, noutros tempos, nunca viam a luz do dia".
Neste momento, de acordo com as estimativas de Carlos Pimenta, a "economia sombra" representa já 35% do PIB. Em 2007, o cenário corresponderia a uma pilha de notas de cem euros, quase do tamanho da Torre dos Clérigos. "Agora, são várias torres", ironiza.
Entretanto, "a comunidade pacífica de revoltados" de que falava Torga parece manter a fervura, sem levantar a tampa. Somos até "muito tolerantes com a fraude e a corrupção autárquica", sobretudo ao serviço da máxima "rouba, mas faz", mas continuamos impressionáveis quando o aparelho de Estado dá nas vistas. Os exemplos, esses, já não vêm de cima. "As revistas sociais alteraram o padrão de ética das pessoas", afirma Carlos Pimenta. "As referências, hoje, são tipos que vão à TV, alguns bandidos e vira-casacas." Tudo bons rapazes, portanto.
Elite nacional e mundial no Porto
Susan Rock-Ackerman, uma das maiores autoridades mundiais na área da fraude e da corrupção, e Friedrich Schneider, autor de um estudo sobre economia paralela na UE, são dois dos oradores da conferência Percepção Interdisciplinar da Fraude e Corrupção, organizada pelo OBEGEF e que decorre de hoje, 12, até sábado, 15. Na abertura do evento será divulgado o mais recente Índice de Economia Não Registada, da autoria do Observatório. Paula Teixeira da Cruz (ministra da Justiça) Cândida Almeida (diretora do DCIAP), João Amaral Tomaz (administrador do Banco de Portugal) e Carlos Tavares (presidente da CMVM), serão alguns dos oradores.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
O cartel dos tesos
Tenho estado a ver, a bochechos porque a pachorra tem limites, o programa Prós & Contras da RTP 1, coisa de siderar. Das 4 pessoas presentes, 3 vivem no planeta dos gambozinos e apenas uma, Cantiga Esteves, no mundo real.
Em sapiências avulsas, a "europa" manietou-se agarrada à ideia que bastaria pensar que seria o cérebro e motor do mundo para que o passasse a ser. De arrogância em arrogância depredou toda a sua iniciativa interna anulando as vantagens relativas que cada região e cada actividade teria em relação às outras, ignorou o efeito que essas "regulações" teriam relativamente a concorrentes externos, prometeu mundos e fundos aos seus cidadãos sempre negando-lhes a participação na decisão nos destinos da coisa comum, conluiou-se na dissimulação do que estava a correr em contrário ao enunciado, prometeu que as arestas ainda a limar se resolveriam com mais "europa" e gastou o que tinha e o que não tinha endividando-se até que os credores começassem a torcer o nariz. Todos fizeram o mesmo tendo alguns sido particularmente militantes em matéria de solidariedade do outro para consigo esquecendo que esse gesto pressuporia, mais tarde ou mais cedo, reciprocidade em atendimento ao esforço alheio.
Hoje, no referido programa e à excepção de Cantiga Esteves, todos continuam com a mesma estúpida conversa que nos trouxe à falência, não tendo qualquer ideia para além das habituais vacuidades. Todos reclamam da Alemanha a chave para a resolução do problema não percebendo que tal exigência constitui um atestado de irrelevância política e económica dos turbulentos. Que idoneidade tem o cartel dos tesos para arrogantemente reclamar que a Alemanha tome as decisões que eles entendem? Que tomem conta de si e não enfadem quem de si próprio cuida muito mais competentemente.
domingo, 27 de maio de 2012
Václav Klaus: só mudanças fundamentais poderão retirar a Europa da crise em que está mergulhada
Via Espectador Interessado, Václav Klaus, um dos poucos que têm a perfeita noção do monstro que é hoje a "europa".
terça-feira, 22 de maio de 2012
BONS PRINCÍPIOS…MELHORES FINS!
“O
Presidente francês, François Hollande, manifestou, num primeiro encontro com o
homologo turco, Abdullah Gul, na segunda-feira em Chicago, a vontade de
reativar as relações bilaterais, indica hoje a imprensa turca.
"Relancemos
as relações entre a Turquia e a França. Reparemos o que está danificado",
respondeu Hollande ao Presidente turco, que se mostrou inquieto com a
"hostilidade francesa" face à Turquia.
Hollande
encontrou-se com Gul na segunda-feira, à margem da cimeira da NATO em Chicago,
refere a imprensa turca.
Segundo o
jornal turco Hurriyet, Gul referiu a Hollande que os dois países têm
"interesses comum na generalidade dos assuntos".
"Abramos
um página em branco, uma nova página. Darei instruções aos meus ministros neste
sentido", afirmou Hollande a Gul, segundo o jornal turco pró-governamental
Sabah.
As ligações
bilaterais entre Paris e Ancara degradaram-se devido à oposição do anterior
presidente francês Nicolas Sarkozy à entrada da Turquia na União Europeia e à
votação, em França, de um texto que penaliza a negação do genocídio arménio,
que a Turquia não reconhece.
(in Diário de Notícias)”
***
A mentalidade "politicamente
correcta" (ou seja, levar bofetadas para não apanhar pontapés) deste
senhoreco já começou a dar frutos: agora é a Turquia, em breve será a burka
livre e a seguir a construção de minaretes.
Grão a grão enche o Islão o papo.
Aliás,
foi isso o que Hollande prometeu à comunidade de mullahs que o apoiou: para quê
a v/ violência, se podem ter tudo com mansidão? Hoje já é conhecida a aliança
entre o "socialismo" rosa ou escarlate com o proselitismo muçulmano.
Ambos são capazes de tudo para possuírem o Poder.
Pois não...!
domingo, 20 de maio de 2012
Os muçulmanos Salafistas e a Europa
Um novo texto que me foi enviado por António Justo e que pode ser lido também aqui:
Muçulmanos Radicais à Conquista da Europa
Salafistas pregam a sua Hegemonia
Muçulmanos
salafistas usam uma estratégia de infiltração eficiente em diversos
meios, especialmente, na arte, Internet e juventude para uma islamização
sistemática na região dos “incrédulos” (“Kuffar). Com a sua guerra
santa pretendem fomentar o Islão com a Sharia (direito muçulmano) na
Europa, querendo que a Europa volte à idade Média. Querem, distribuir
gratuitamente na Alemanha, Áustria e Suíça, alegadamente 25 milhões de
livros do Corão. Esta inventiva Árabe visa radicalizar especialmente
muçulmanos moderados (na Alemanha há um número superior a 4 milhões de
muçulmanos) e recrutar principalmente jovens europeus desorientados.
Em
acções de dois fins-de-semana, em Zonas de peões da Alemanha, já
distribuíram 300.000 livros. Os resultados da agressão ideológica já se
fazem sentir no radicalismo de manifestações na rua.
Emigram para um mundo que consideram inimigo e vêem-no como sua zona de combate. “Lutam por uma espécie de califado europeu, onde não se deve aplicar o direito ocidental mas sim o da Sharia”(in
Der Spiegel n° 17/23.4.12); organizam-se em redes como a
“Millatu-Ibrahim” (Comunidade de Ibrahin) na Alemanha, fundada por
Mahmoud e pelo ex-rapper Cuspert; tornam-se muito eficientes através da
infiltração em mesquitas moderadas. Com os seus songs, Cuspert consegue
atingir os sentimentos da juventude em textos como “O teu nome corre no
nosso sangue” referentes a seus ídolos, entre eles, Bin Laden. Muitos
vivem da ajuda assistência social do estado como refere o Jornal
Stuttgarter Nachriten no caso do pregador salafista Ibrahim Abou-Nagie
que receberá para ele e família entre 2.300 e 2.500 euros por mês. Ele
terá sido, segundo afirmou, o iniciador da acção da distribuição dos
livros do Corão.
Os
Salafistas usam o âmbito da liberdade europeia para missionar uma
sociedade que consideram incompatível com a sua e em que a sua fronte de
guerra é o mundo cristão. “A nossa arma é a Internet” afirmam
salafistas que se consideram a elite da religião maometana. Na Alemanha
há entre 3.000 e 5.000 salafistas, recrutados geralmente da segunda e
terceira geração de emigrantes. Têm figuras ideais como o ex-pugilista
Pierre Vogel e personalidades ligadas à Al-Qaida. Tal como os
extremistas nazis encontram-se sob observação do Estado.
O
Estado sente-se de mãos atadas perante adversários da sociedade
ocidental, como os salafistas. Desde que saibam empacotar a sua mensagem
de maneira a não apelar directamente à violência, as autoridades não
podem fazer nada, embora conheçam a cena de extremistas que preparam
atentados como o de Frankfurt em que dois soldados americanos foram
mortos por um companheiro de Mahmoud. Der Spiegel cita Mahmoud, o qual
afirma que a diferença entre os seus inimigos e e os muçulmanos crentes,
é: “Eles amam a vida e nós a morte”.
Os
salafistas são a ponta de lança dos Wahabis da Arábia Saudita. Por toda
a parte se observa o aumento da radicalização de grupos islâmicos que
antes eram mais tolerantes.
O povo indonésio que antes tinha uma tradição pacífica tem sido influenciado por forças muçulmanas radicais árabes.
Tem-se observado, nas últimas décadas, uma radicalização da sociedade
indonésia em que muçulmanos que tinham nomes hindus abdicam do seu nome
de tradição hindu para assumirem nomes árabes, e aniquilam indígenas de
Papua, transplantando muçulmanos para esta região, seguindo a política
de colonos como faz a China no Tibet. É preocupante observar como
tradições culturais de zonas geográficas amenas abdicam da sua alma
afável para adquirirem a aspereza cultural nómada do deserto. Por todo o
mundo muçulmano se tem observado uma contínua radicalização. A Arábia
Saudita, o Irão, o Paquistão e o Afeganistão têm sido os maiores
incrementadores do extremismo árabe.
São
tendências que a História corrige mas a custo de grande tributo.
Segundo previsões do CBN, no ano 2030, a maioria da população de
Bruxelas será muçulmana. Aber Imran, chefe do grupo “Sharia 4 Belgium”
afirma: “Democracia é contrária ao Islão” e Allah é quem diz “o que é
proibido e o que é permitido”.
Grupos
moderados muçulmanos não se levantam contra os salafistas nem contra
terroristas muçulmanos porque estes se fundamentam no Corão e para os
contradizerem entrariam em contradição com o Corão.
Os
salafistas no Egipto (“Partido da Luz”) conseguiram 30% dos votos. Todo
o norte de África se encontra a caminho duma radicalização nunca vista.
As
diferentes civilizações ainda se encontram muito subdesenvolvidas e
primitivas no que toca ao seu estádio espiritual. Só uma atitude de
respeito de todo o Homem e de toda a cultura para com o Homem e para com
a natureza poderão levar à paz. De momento, o extremismo ideológico
político-religioso e o extremismo económico dominam os povos.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O que está a acontecer?
Já olharam com
olhos de ver à vossa volta?
Já viram que quem
governa afirma que não há futuro?
Que de agora em
diante será um continuo afundar na austeridade?
Que há países
europeus onde governantes eleitos são substituídos por tecnocratas nomeados do
estrangeiro?
Que o
enriquecimento ilícito é permitido e legal?
Que os Juízes não
aplicam a Justiça aos poderosos (Isaltino, Portucale, ...)?
Que a Procuradoria se recusa a investigar assuntos dos poderosos (submarinos, etc.)?
Que os juízes do
T Constitucional andarão a ser escolhidos pelas garantias que dão de
respeitarem as decisões do Governo e não a Constituição?
Que a polícia
anda a ser preparada para lutar contra os cidadãos?
Que a maior
ameaça para a sociedade passaram a ser... os cidadãos???
Que mudança é
esta? O que está a acontecer aqui? O que se prepara?
terça-feira, 27 de março de 2012
O QUE TEM DE SER TEM MUITA FORÇA
Nicolau Saião, Para que a Terra não esqueça (180x200)
Nada de estórias. O regime dos mullahs, com o seu cinismo chico-esperto, tem estado a pedi-las. Na verdade, representam um perigo para todo o mundo e não apenas para Israel. Pese à agit-prop incessante das quintas-colunas bem espalhadas pela Europa das pátrias que, não há muito tempo ainda, vociferavam nas estâncias onde gostavam de se pavonear, "Antes vermelhos que mortos".
Os de melhor memória, ou menos velhacos, lembrar-se-ão decerto.
De modo que é assim: se os (não tenhamos medo
das palavras) islamofascistas, pé-ante-pé, continuarem a tomar-nos a
todos por parvos, na boa tradição dos seus émulos, embora ocidentais
Hitler e Estaline, é necessário e imperioso serem travados - antes que
num rasgo de vivacidade e porque o Allah é muito grande, escaqueirem o
mundo habitável.
O cartão para tapeçaria que vai junto, feito
com a mão esquerda por causa das moscas, dedico-o aos heróicos soldados
israelitas que terão como missão honrosa e honrada fazerem morder o pó
ao seráfico Amadinejhad e seus capangas.
E que a Terra não esqueça...
quinta-feira, 22 de março de 2012
DUAS INCURSÕES NO ESCURO DA NOITE E DO SOL
“A
mais bela artimanha do diabo é a de persuadir-nos de que não existe” –
Baudelaire
INTRODUÇÃO
Organizei este pequeno ensaio em duas
entradas num período em que o meu país saía de uma grave situação que num
futuro podia ter caído em algo irreversível. Um período em que sucessivos
esqueletos saltam dos armários anteriormente construídos por uma administração
pública liderada por aventureiros políticos que visou – percebemo-lo agora
claramente – estabelecer um ambiente autoritário/cleptocrático de tipo
peculiar, ainda que não original e que George Orwell aflorou, embora com
recorrências imaginativas, numa das suas encenações literárias.
Eu poderia dizer, parafraseando ironicamente
Georges Arnaud, o famoso autor de O salário do medo, que “Esta sociedade, por exemplo, não existe. Eu
sei-o, vivi lá!”.
Como
na obra de Samuel Beckett, Malone está a
morrer, é referido a dada altura, “O
que interessa é só prestar atenção aos sobressaltos”. Ou, para citarmos
Jules Morot no seu O espírito do bem,
“A casa/ou da vida ou da morte/ costuma
sempre ficar um bocadinho mais ao lado”.
Por outras palavras menos simbólicas, mais
chãs e terra a terra: se estamos vivos já nem sequer é por acaso, como
assinalava algures Jean Rostand, mas sim porque os senhores do mundo nos
consentem, por altamente lhes convir, que existamos em todos os pontos
cardeais… E o resto é conversa.
As 2 análises seguintes, ainda que se
refiram a livros diferentes de autores de diferentes origens, apontam para algo
que lhes é comum e que, a meu ver, explica um específico universo conceptual e
societário em que hoje existimos nesta parte do mundo - a violência camuflada
da parte de sectores privados, a “suave brutalidade” de cunho estatal e, por
último, o que num geral mundial se apresenta inquietantemente às consciências:
o relativo desconhecimento da insídia e dos manejos nefandos de seres
criadores/dependentes de um mundo pervertido pela desrazão que subscrevem.
Não é por acaso que todos eles têm por
cenário ou invólucro a escrita e as suas diversas faces do eventual
conhecimento, de potencial acesso à sabedoria (ou a sua negação absoluta) e as
armadilhas e perversões que eles podem possibilitar ou esconder.
Dito isto, comecemos.
1. SOBRE
“VERSÃO ORIGINAL”
ENTRE OS FUMOS DO AMOR E
DA MORTE DE BILL BALLINGER
“Obrigam-nos a engraxar sapatos e depois alegam que só servem para
engraxadores” – Langston Hughes
Chega-se ao fim desta novela discretamente
temerosa, uma das mais belas e perturbadoras da literatura de mistério, com uma
sensação de perda e de amargura. De relativa surpresa, que contudo possui uma
indicação norteadora.
Nesta tragédia poderosamente encenada e
magnificamente urdida na sua progressão enquanto matéria escrita, o acento
tónico recai sobre a questão das realidades e dos enganos que estas podem ter
em si, uma vez que não é dado ao Homem saber o que está além do que se toma por
verdadeiro e afinal contém todo um universo de falsos indícios, de falsas
indicações, de desconhecimento dos sentimentos que realmente forjam as relações
entre os seres. E que num outro contexto tudo teriam de criativo e de salubre
ultrapassando a fábula dos desencontros.
“Se
abro o bico sem ser com um tipo fixe, estou liquidado. E, além disso, quem
acreditaria em mim?”, pergunta-se o protagonista logo na abertura desta
ópera de dois tons em que o discurso pessoal é contrapontado no itálico dos
capítulos que explicitam o que, para além dele, vai sucedendo no quotidiano que
o ultrapassa. “A coisa não faz sentido.
Não faz mesmo nenhum sentido. Tenho pensado no assunto vezes sem conta,
debatido a coisa comigo mesmo. E no fim só consigo obter vagas imagens” –
continua Dan April (Abril, significativo nome de mês) a questionar-se numa
tentativa de entender os
acontecimentos que o rodearam e que se transformaram num “retrato de fumo” (o título original é esse) iniciado numa noite do
Illinois, nessa Chicago enevoada ou ardente de sol, “quente e preguiçosa”, essa cidade também brumosa devastada anos
atrás por um incêndio que a História registou.
Mas a breve trecho o leitor suspeita, e
acaba por concluir devido ao seu estatuto, que a coisa de facto faz sentido, ou melhor: que há um sentido
singular, ainda que temível, oculto nesta novela que por seu turno, ao
contrário de outras que analisámos, resulta dos próprios limites do conhecimento ou se debruça, digamo-lo desta maneira,
sobre o que se pensa saber.
É por assim dizer, simbolicamente, uma
representação desse labirinto ou
desse fumo sulfuroso que se depara ao
”laborator per ignem” numa fase em
que este caminha para a Segunda Obra e em cujos meandros tem de enfrentar as
figuras enganadoras ou sinistras dos dragões velhos cuspindo lava ou lamas
mefíticas.
“Krassy
Almauniski abriu os olhos e distendeu-se na cama. Ficou quieta uns momentos
antes de se espreguiçar de novo. – Dezassete de Março…Dia de São Patrick –
disse para si mesma com satisfação – o dia dos meus anos! – Saltou da cama e
caminhou sobre o soalho nu até junto dum pequeno espelho que estava suspenso de
um fio passado num gancho pregado à parede. Desabotoou a camisa de seda de
homem, passajada, que lhe chegava até quase aos pés e despiu-a.
- A
partir de hoje – disse para si mesma – as coisas vão modificar-se”.
Por representação, enquanto Dan é a parte de
sonho Krassy é a parte de realidade prática que a novela vai explicitar
enquanto progride.
Citemos para melhor compreensão, sem irmos
demasiado longe – o que retiraria ao leitor a surpresa da sequência do relato –
o texto de apresentação inserido na contracapa: “Ao percorrer os arquivos da Agência de Cobranças que comprara no dia
anterior, Danny April encontrou o retrato de uma rapariga.
Mas
ele conhecera aquela rapariga… dez anos antes… Que seria feito dela?
A
ideia de a ver novamente tornou-se uma obsessão… Finalmente encontra-lhe a
pista. Mas essa pista onde o conduz? À rapariga de outrora, que ele sonhava meiga
e delicada, ou a uma criminosa que, à custa dos mais pérfidos ardis, subira,
partindo do nada, até à mais elevada situação financeira e social?
A
acção passa-se em Chicago, a cidade dos mil contrastes, e decorre durante e
após a 2ª guerra mundial”.
Deste núcleo, à volta dessa busca que o
protagonista enceta com esperança e a pouco e pouco se transforma em encontro
e, depois, em desespero, o autor pinta-nos um fresco sugestivo de situações, de
personagens e de imagens que nos subjugam através da progressão do relato.
Nem sempre o que parece é ou, de forma ainda
mais cruel (o que é constitui a verdadeira face do drama mas noutro espaço e
num outro tempo, daí o itálico em que esses capítulos estão vazados) Dan April
é a figuração clara do mal-amado, do indivíduo cuja existência nunca poderia,
num mundo cuja hostilidade a todo o momento se manifesta a despeito das
aparências, ir dar aos lugares de felicidade que se lhe antolhava merecer.
Neste relato, ao contrário do que sucede
noutras novelas policiais, não é o autor que funciona como “deus ex machina” mas sim o leitor – que
assiste a tudo sem nada no entanto poder fazer. O enigma não se apresenta ante
o leitor mas ante a personagem masculina, limitada pelos sentimentos que a
envolvem.
Personagem trágica, tem sem que o suspeite,
do outro lado, outra trágica personagem que se desconhece enquanto tal, que não
pôde ou não soube guindar-se a um patamar de salutar formulação. Por outras
palavras: Danny, ser vencido de antemão, conserva contudo a pureza dos que se
lançam na vida com toda a carga de boa-fé, de decência pessoal e de lealdade
que confere humanidade à existência, numa mistura de coração e de razão que
frequentemente acaba mal. A razão de Krassy é contudo outra e é essa razão,
estranhamente – porque não caldeada pelo coração - que irá provavelmente
(digamo-lo desta forma) destruir a ambos ainda que por vias dissemelhantes.
Fábula dos desencontros? Mais lhe chamaria
fábula sobre a impossibilidade de, num determinado contexto, a matéria se unir ao espírito – usando
esta metáfora dos antigos alquimistas. O que é, na verdade, como os nossos
tempos mostram à saciedade e esta novela confere com aprumo, arte e evidente
desembaraço, muito mais vulgar do que as diversas moralidades procuram
estabelecer ou escamotear…
2. A
PROPÓSITO DE EXTERMÍNIO NO 31º ANDAR
A AURORA BOREAL DE PER
WAHLOO
“Porque vos ensinam eles a amá-los, se é
para vos tratar assim? Porque não vos deixam eles em paz?” – William Irish
“O homem é perecível; pode ser. Mas
pereçamos resistindo – e se ao fim o que nos reservam é o vazio e o nada,
façamos com que isso seja uma injustiça” – Étienne de Senancour
Há livros assustadores. Uns pelo espírito,
como por exemplo o Lázaro, de Andreiev,
que nos coloca de chofre e sem complacências em frente do facto de que uma vida
de ressuscitado seria, afinal, tão angustiante e repugnante como a degustação
de uma refeição apodrecida. Outros, pela letra, como o Drácula, de Bram Stoker, sobre o qual já se disse que só um leitor
completamente destituído de sensibilidade conseguirá ler numa casa deserta e
pelas horas mortas da noite.
Outros, por seu turno – e é o caso desta “utopia negra” vazada nas luzes boreais
que conformam as sociedades escandinavas – porque o que neles se encena está a acontecer paulatinamente. E não
só naqueles rincões.
O caso sucedido tempos atrás na
politicamente correcta Noruega, onde os monstros particulares são produto de
uma administração cuja tenaz cegueira é a prova do seu cinismo suave e perito em enterrar a cabeça na neve (e já não, como
os avestruzes, na areia do deserto) para sagração de um oportunismo que finge supor
que os cidadãos são um resíduo angélico
para que se não vejam as partes demoníacas do seu poder governativo, mostra-o
sem véus e sem disfarces.
Nesta obra de entrecho quase linear, duma
secura de estilo necessária para que a sugestão
resulte, Per Wahloo (que com sua mulher Maj Sjowal deu na época a lume um belo
punhado de polars bem inseridos no
género, mas com um timbre de novidade que os distinguiu) segue passo a passo os
sete dias duma investigação que um inspector da polícia efectua para que naquela
sociedade pacífica e onde o Estado
mais ou menos cordial procura que o cidadão viva sem traumas (e onde o único
crime significativo e punido aliás sem muita violência expressa é a embriaguez, que entretanto se
multiplica) tudo continue a ser sereno.
Nesta sociedade o controle é exercido pela leitura: leitura de revistas e de
jornais com visão positiva, onde o próprio fenómeno desportivo (fautor de
paixões e frequentemente de conflitos) não recebe muita atenção a não ser a que
possibilita que se possa epigrafar televisivamente o sucesso das vedetas que o
integram.
O consórcio que o domina é constituído por
gente esclarecida e de “boa formação” partidária e propugnadora de uma igualdade social estabelecida de maneira
amena e que até quando despede dos empregos o faz cordatamente: o indivíduo ou
indivídua em causa recebe uma reforma razoável e um diploma por bons serviços,
assinado por altas individualidades. E o além está muito longe…mesmo quando ao
virar da esquina.
Mas há sempre alguém que, com impetuosidade
maldosa, “sem olhar à felicidade social a
que se conseguiu chegar” (sic), resolve meter um pauzinho na engrenagem.
Por puro sadismo (como se diz neste
ocidente cristão, civilizado e culto) ou por maldoso anarquismo (como há dias disse publicamente um comandante
da polícia metropolitana inglesa, que ao mesmo tempo solicitou aos cidadãos
britânicos que, e cito, denunciassem os vizinhos que soubessem que perfilhavam ideias anarquistas – o que quer que isto
seja…)? Ou, ainda, por impiedade,
como se diz naqueles países do oriente que têm a dita de existir em teocracias?
Alguém, portanto, usando precisamente uma
folha anexa não preenchida dum desses diplomas, (uma vez que o papel é
pacificamente controlado), endereçou às autoridades uma carta inquietante,
sugerindo que inquietantes acontecimentos iriam dar-se. E embora as forças
vivas tenham essa carta por eventual simples brincadeira, tal como uma outra
insistência significante, nunca fiando – a própria brincadeira indicaria já um
escabroso, quiçá injusto, desvio e Jensen - polícia compenetrado e eficiente
sofrendo no entanto de um doloroso e crónico desarranjo gástrico que nem a
comida cientificamente confecionada e posta à disposição dos cidadãos pelo
ministério da saúde que tem a seu cargo as dietas racionais consegue
tranquilizar – mergulha num universo de entrevistas e de encontros que pouco a
pouco lhe patenteia os meandros do jornalismo, se jornalismo se lhe pode
chamar, e da criação escrita quando a criação
escrita é apenas um simulacro que ora leva ao suicídio dissimulado (ou
assistido) ora à entrega a um ambiente de mundanidade, de sucesso e de
notoriedade bastante semelhantes ao que usa utilizar-se nesta Europa das
pátrias e, suspeito-o com alguns tremores relativos, nas sociedades
alfabetizadas de outros continentes…
Homem sério e bom profissional, ético tanto
quanto as circunstâncias peculiares o permitem, nesta viagem iniciática de uma
semana nem sequer negra em que a desesperança do protagonista é irmã colaça da
desesperança sentida pelo leitor enquanto mergulha na naturalidade do relato, a
regra da “detective novel” é
subvertida, ou melhor: invertida. Os chefes que o comandam preferiam não saber
e a demanda de Jensen dirige-se não à descoberta
mas à ocultação. Nas sociedades
racionalmente policiadas, como por exemplo a sociedade lusa, o polícia, (que
funciona como Némesis justiceiro) age preferencialmente como aquele que camufla o enigma ou, dizendo ainda mais
esclarecedoramente, faz com que o enigma
seja uma camuflagem que garante ou sustenta o “equilíbrio” entre as
classes, para que a paz e o progresso coabitem salutar e airosamente…
No entanto, nem nestas mansões quase
celestiais as coisas são como deviam ser (ou se esperava que fossem).
Dizia António Maria Lisboa, numa frase bem
respigada por Cesariny, que “Todo o acto
premeditado ou todo o acto leviano tem a sua guilhotina própria”.
A mim sempre me pareceu que ele tinha razão
ao cunhar este conceito. E, se o pudesse ter lido, creio que Jensen – e muito
mais os seus chefes – teriam dolorosamente entendido a verdade que assistia ao
infausto poeta surrealista lusitano.
À sua deles própria custa – mas isso seria
já uma outra estória…
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