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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pobre José Sócrates!

(imagem obtida aqui)

Já não bastava o que se passou em Portugal, agora até no estrangeiro se querem aproveitar do pobre homem!

Transcrevo o que aqui se diz:


Sócrates e a Máfia dos Vampiros

A empresa farmacêutica em que José Sócrates é, desde dia 1 de janeiro, consultor para a região da América Latina, está envolvida numa megafraude de enormes proporções.

O caso, que ganhou mediatismo sob o nome de "Máfia dos Vampiros", levou o Ministério Público brasileiro a exigir, em 2008, que fossem proibidas quaisquer negociações futuras entre a farmacêutica, Octapharma, e o poder público.

Foi neste contexto que a reunião entre o ex-primeiro-ministro português e o ministro da Saúde brasileiro, que decorreu na passada quarta-feira, levantou suspeitas.

Entre uma série de nomes de altos funcionários do governo brasileiro, pode encontrar-se o de um condenado do "Caso do Mensalão".

Em ação concertada com outros dois laboratórios de produtos derivados do sangue (principalmente destinados a doentes hemofílicos), a Octapharma é suspeita de inflacionar preços para valores muito superiores aos do mercado. Estima-se que cerca de 800 milhões de euros tenham sido desviados dos cofres públicos, no âmbito deste esquema fraudulento, detetado já em 2004.

(imagem obtida aqui)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TEXTOS DIVERSOS (4)




O macaco e a essência


   Tempos atrás vi na TV uma cena que me esclareceu para sempre sobre as misérias e as grandezas da actividade pública – política, religiosa, militar, desportiva, judicial. Com um famoso condutor de massas, um desses seres excepcionais que movem multidões? 

  Nem por sombras!

  O protagonista que me elucidou foi um humilde vigarista de bairro.

  Melhor dizendo: modesto, insinuante. Com uma forma de estar na vida que depressa conquistou – pois participava num talk show posto a correr por uma esbelta serigaita das nossas noites televisivas – a assistência que o ouvia, quase fascinada.

  O inspector da polícia que em tempos o prendera, também presente no programa, bem se fartou de prevenir os espectadores de que era mesmo aquela a técnica de que o indivíduo se servia para perpetrar os seus golpes. E que propiciava que um simples mortal, depois de o ouvir, lhe entregasse tudo o que ele queria. “Já vos conquistou a todos!” - dizia o pobre chui (polícia) em desespero de causa – “ Digam lá se agora não entravam no negócio que ele vos propusesse…”. E o simpático vigarista, com um sorriso fraternal no rosto aberto e franco, saiu do cenário coroado por uma enorme salva de palmas.



Da série "Monstrinhos lusitanos"


   Eu e milhares como eu, decerto, acolhemos com proveito a inapreciável lição que ali nos fora dada.

  Lembrei-me disto e também de uma notícia referente ao ex-ministro Alain Joupé, que tinha tempos atrás sido condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa (é sempre pena suspensa a que estes ilustres cidadãos apanham), para além de 10 anos de impedimento de se candidatar a qualquer cargo – por ter cavilosamente manipulado uns dinheiritos chegados aos seus bolsos de forma esquisita.

  Ora o Supremo Tribunal, instado a pronunciar-se, reduziu para catorze meses a pena aplicada, além de considerar que lhe bastava um aninho de travessia do deserto. E o nosso homem agora soma e segue…

  Em 1999, num encontro sobre Literatura Policial numa cidade francesa, defendi a tese de que “o sistema judicial é o cancro que está a destruir a Democracia”, a qual foi bem acolhida pela assistência que me quis ouvir. E disse ainda que o sistema judicial politicamente correcto, eticamente corrompido até à medula, não o era devido a magistrados receberem dinheiros desta ou daquela entidade mas sim por no seu coração e no seu cérebro – com as naturais excepções - aceitarem o jogo de que os poderosos são seus irmãos de cena e portanto credores de cuidados especiais, aliás generosamente dispensados.

   Mediante o estatuto granjeado pelas suas qualificações pessoais – companheirismo de formatura, de família (pessoal ou política), lábia poderosa e poderoso desembaraço, preparação e cultura – o homem público cai no goto do vulgus pecus e daí em diante praticamente tudo lhe é consentido. Passou-se com Joupé como se tem passado com outros simpáticos safardanas europeus e mundiais, que quais sempre-em-pés logo se erguem e seguem triunfantes ou pelo menos perdoados mal os atira a terra uma vigarice ou um acto assacanado. Ou o simples desprezo que acalentam pelo povo, sobre o qual tripudiam com o beneplácito dum universo societário podre e complacente para com esses irmãos naturais, que aliás lhe pagam com juros deixando os seus próceres bem ancorados no seu específico conforto corporativo.

   E tudo isto é mais eficaz – e muito mais inquietante - que a simples vigarice dum tratantezito de bairro…

  in As vozes ausentes

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma luz ao fundo do túnel


Dois emails que enviei hoje:


UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL 1

  De acordo com fontes bem informadas e que têm estado a dar sinal do sucedido, os noticiários de hoje, a partir das 8 horas da manhã, têm registado um número record de ouvintes.

  Ou seja, as pessoas têm estado muito atentas ao que tem estado a ser noticiado.

  É natural, até, que o confrade seja uma dessas pessoas.

  Mas o que se tem estado a passar?

  É simples: por investigação dum dos "periódicos de combate", que já por diversas vezes meteu pauzinhos na engrenagem dos bafientos salões do quotidiano nacional que muitos têm querido rebaixar ainda mais, o sr. dr. Duarte Lima - ornamento brilhante da nossa casta de homens públicos e um dos mais recentes e notáveis "pensionistas" dos calabouços da Polícia Judiciária - parece que "deu com a língua nos dentes" como diz a expressão popular e o resultado começou a aparecer: já foram detidos diversos cavalheiros (e concerteza mais irão a seguir...) na sequencia da descoberta de uma das maiores redes mafiosas de "fuga ao fisco", “manipulação de capitais" e outras amenidades em que sectores argentários relapsos são peritos.

  De acordo com os observadores, tal facto está a causar ondas de choque pois muito boa gente, até então "pura como a neve", estará implicada na marosca - e corre mesmo que muitos outros, ainda indetectados, estarão de "calças na mão" à espera da pancada que, em sociedades civilizadas, não deixaria de os atingir no cachaço.

   Como referi anteriormente, as coisas começam a suceder...É preciso que nós, portugueses de bem, "malhemos o ferro enquanto está quente", como sói dizer-se. É necessário, através dos mídias, EXIGIRMOS que o Sistema Judicial não abafe nem deixe esfumar-se a possibilidade de se fazer uma limpeza nos díscolos que têm pouco a pouco destruído o imaginário colectivo e societário nacional. Cabe-nos deixar uma nação melhor aos vindouros, iluminando ao mesmo tempo o quotidiano.

  Os "chefes da banda" têm de ir para a enxovia, não por vingança mas por Justiça.

  Durante demasiado tempo, entremeado por golpes adequados (criação de bodes expiatórios para distrair as atenções, manobras de intimidação para calar os mais afoitos e incorruptíveis, uso de associações para perpetrarem golpes criminais, etc. ) os "quadrilheiros camuflados" que tanto nos têm prejudicado têm conseguido escapar impunes - o que o Sistema Judicial, se acaso ainda vivemos em país de Direito, não pode permitir sob pena de "cumplicidade" com bandidos mais que situados.

   O tempo é de perigo, decorrente da Crise mas também de videirinhos que, nos últimos tempos não se têm furtado a pedir insistentemente sedição, senão mesmo golpe de Estado, em suma: desgraça nas ruas para o Povo Português.

   Não será isso que a Nação e todos nós precisamos. O que faz falta é Justiça, hombridade e respeito pelos direitos humanos da população portuguesa!

                                                                                                
  UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL 2

    Hoje foi, digamos com certo humor, um dia não para "díscolos".

    Um deles, super-olheiro de tratos...reservados, viu mais um prego cravado no seu "caixão" de desmascarado vigarista e alegado prostituído a quem mais massaroca dava.

 (O tom é, no meu discurso, muito avacalhado. Creio que é o timbre que cabe a esse tipo de alegados patifórios. E é por causa deles que estamos como estamos. "Quem não se sente não é filho de boa gente", lá diz o ditado popular).

  Ora sucede que um ou outro amigo, ferido pela excessiva bandalheira em que o país foi mergulhado, escreveu-me com algum desespero inquirindo como se poderia obstar a que estes e outros assuntos que estão a destruir Portugal não atinjam os seus fins.

 Tendo conversado com o nosso confrade especialista Jorge Gaillard Nogueira, ele deu-me elementos que me permitiram responder como segue a esses amigos:

  Pelo menos impõe-se que cumpramos o nosso dever: por exemplo, dirigir cartas ao Presidente da República, que perante isso não poderá calar-se e ser cúmplice.

 Paralelamente e se for caso disso, dirigir cartas ou mesmo petições ao TPI. Não podemos esquecer que abafamentos produzidos por magistrados caem sob a alçada do TPI, como sucedeu na Argentina,Itália e Nigéria. E como se sabe, os do TPI AINDA não estão corrompidos pela nova ordem internacional a que alguns têm dado o melhor da sua esperança mafiosa.E condenam mesmo, como se tem visto.

 Nem podem os mafiosos lusos mandar assassinar toda a gente. Se tivermos coragem e determinação, sem nos deixarmos flectir pelo desespero, venceremos a cartada contra estes bandidos.

 Eles jogam tb no nosso desespero. Não lhes façamos a vontade
.
 Abrqs do ns