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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Aula de Pentateuco dada por teóloga feminista




O Adão comeu a maçã e pecou.
Se tivesse comido a Eva
ainda estaria no Paraíso.

(Recebido por e-mail)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nova canção do emigrante com provérbio afim (recebido por e-mail)





Voltei, voltei

Voltei de lá
Ainda ontem estava em França
E agora já estou cá

Vale mais um mês aqui
Do que um ano inteiro lá

Ainda ontem eu pensava
E sonhava cá voltar
Ai, eu já não suportava
Ficar longe do meu lar

Agora já estou aqui
Já me passou esta dor
Tanto, tanto que eu pedi
Este milagre ao Senhor



De um humor delicioso...!




"Excelente e certeiro senso de humor. E, desta forma inteligente, mostra a realidade que só os boquinhas-tortas e os lellos com dois éles não podem (não querem) ver: o parisiense simulado é já uma figura caricatural, um sujeito e objecto de charlotada.
  Começou como tragédia, vai acabar como comédia, como se diz da História chula. Um clown que a pouco a pouco todos verão na sua real dimensão pindérica.
  Prematuramente embranquecida."

Foi este o comentário que deixei no post seguinte:

Sócrates: Alors, pá. Mostra lá os resultados das audiências. Deve ter sido um massacre.
Silva Pereira: Lá isso foi.
Sócrates: Deixa cá ver... Va te faire Paulô Futre!!!!
Silva Pereira: Tentei avisar-te…
Sócrates: Isto é do Car…rilhô. Plus une semaine comme ça e ainda acabo a apresentar o Preço Certo. Em escudos.
Silva Pereira: Deixa lá, Zé. A culpa não é tua.
Sócrates: Claro que não. Il te donne para cada uma. De quem é que achas que é?
Silva Pereira : É da apresentadora.  Não é que as pessoas prefiram os comentários do Marcelo. Gostam é da Judite.
Sócrates: Pois é. De qualquer maneira, temos de fazer quelque chose.
Silva Pereira : Podias aconselhar uns livros.
Sócrates: Não te armes em crétin. Ganhei aversão à leitura desde os tempos dos parâitres do Tribunal de Contas.
Silva Pereira : E se fizesses uns números de ilusionismo.
Sócrates: Isso dos números e do ilusionismo era com o Teixeira dos Santos… e não vou dar ao gajô o gosto de me deslier o telefone dans la trombe.
Silva Pereira : Sim, até porque o gajo era capaz de o fazer literalmente… Podias serrar um gajo ao meio em directo.
Sócrates: Tinha de ser um gajô sem colomne vertebral para ser mais fácil…
Silva Pereira : O Lello?
Sócrates: Est capable de donner… E se depois não conseguir colar o gajô outra vez?
Silva Pereira: Isso é o menos. Ninguém ia reclamar…
Sócrates:  Hmm. Vamos tomar nota dessa. Portanto, quero uma coisa com mais impacto.
Silva Pereira: Já te disse que só em francês é que pourtant vale como adversativa, certo?
Sócrates: De efeitos imediatos. E sucesso garantido.
Silva Pereira: Distribuir magalhães?
Sócrates: Melhor ainda.
Silva Pereira : Não, não estás a pensar em…
Sócrates: Estou.
Silva Pereira : Não eras capaz…
Sócrates: Sabes que sou… No próximo Domingo vou distribuir aumentos aos funcionários públicos. O Marcelo vai ficar a ver bateaux.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Crença, respeito e elegância



(Recebido por e-mail)

Não é preciso comungar das mesmas ideias, opiniões ou crenças de quem quer que seja, as nossas já bastam por si só e exigem muito de nós mesmos. No entanto, qualquer que seja o caso, não se deve faltar ao respeito para com os demais.

Aconteceu em Londres, com um taxista inglês.

Um muçulmano devoto entra no táxi. Uma vez sentado, pede ao taxista para desligar o rádio porque não quer ouvir música, como é decretado na sua religião, e porque no tempo do Profeta não havia música, especialmente música ocidental, que é música dos infiéis.

O motorista do táxi, educadamente, desliga o rádio, pára o carro, sai, dirige-se à porta do cliente e abre-a. O muçulmano pergunta: “O que é que está a fazer?”.

O taxista responde: “No tempo do Profeta não havia táxis. Por isso, saia e espere pelo próximo camelo”.

Que classe!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Recebi por email...



("boneco" retirado daqui)


... este texto, como sendo de Luís Fernando Veríssimo. Divertiu-me o suficiente para achar que deveria publicá-lo, embora o último parágrafo me levante dúvidas quanto a eventuais alterações nele feitas por alguém que o haja reenviado, a começar pelo pormenor da ortografia do "respectivo".





O Brasil, as galinhas e a economia




 Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.



      D - Delegado

      L - Ladrão

      D - Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!

      L - Não era para mim não. Era para vender.

      D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!

      L - Mas eu vendia mais caro.

      D - Mais caro?

      L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

      D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.

      L - Os ovos das minhas eu pintava.

      D - Que grande pilantra... (mas já havia um certo respeito no tom do delegado...)

      D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

      L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio..

      D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?

      L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

      O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

      D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

      L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

      D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

      L - Às vezes. Sabe como é.

      D - Não sei não, Excelência. Me explique.

      L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.

      D - O que é isso,  Excelência? O senhor não vai ser preso não.

      L - Mas fui pegado em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

      D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes... e respectivas equivalências.... Prof. DOUTOR... preso ???... Nem pensar!!

sábado, 7 de julho de 2012

Outra perspectiva para as consequências da crise na Grécia!!




Recebido por e-mail:



1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.                  
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.

3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.

4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.

5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.

6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.

7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus. 

8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça".

9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns  trocados.

10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.

11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos  correios. Especialidade: entrega rápida.

12. Afrodite aceita posar para a Playboy.

13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.

14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.

15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.

16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.

17. Áries, deus da guerra, é preso em flagrante  desviando armamento para a guerrilha síria. 

18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-tecto.

19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

terça-feira, 19 de junho de 2012

TEXTOS DIVERSOS (3)





Como nas limpezas de Primavera

   O mundo podia ficar bem melhor se efectuássemos umas varridelas no seu perímetro psicológico e no imaginário quotidiano, à guisa daquelas limpezas de Primavera que as donas-de-casa operosas costumam levar a efeito no “home sweet home”.

   E para que o dito imaginário comece a escarolar-se e a recompor-se, é preciso entre outras coisas:


- que ao princípio deixe de ser apenas o Verbo; junte-se alguma música; de preferência um pouco de flamenco ou mesmo de fado hilário

- que os egípcios deixem de andar de lado; e os gregos também

- que o Brel largue a sujeita de vez; já não se aguenta aquele contínuo miado do “ne me quitte pas”

- e, já agora, que volte à vida, que faz muita falta nestes tempos inóspitos

- que as torradas deixem pela manhã de ser sistematicamente comidas com manteiga; o queijo de Nisa e a pasta de fígado de La Serena merecem uma oportunidade

- que, futuramente, a Feira do Livro do Porto se realize em Lisboa e a de Lisboa no Porto

- que os filmes portugueses passem a ser filmados em Neptuno, para ficar mais barato e não terem preciso de subsídios

- que o tal das escritas fenomenais (será necessário nomeá-lo?) se ponha a levitar

- que a política à portuguesa seja encerrada para obras ou transformada num ornitorrinco

- que os portugueses passem a ser espanhóis três dias na semana e um para descansar; e que o inverso também seja verdadeiro

- que o nosso homem se engane ao menos uma vez; ou o contrário

- que os poetas americanos finalmente consigam ser tão bons como os ingleses; e os tradutores idem

- que o tal senhor corte a pera, para não se prestar a anedotas trágico-marotas

- que deus se perdoe, porque às vezes parece que não sabia mesmo o que fazia.



(imagem obtida aqui)

sábado, 19 de maio de 2012

O economista e o beijo



João César das Neves, jornal Destak, 17-05-2012:

A lei do beijo

Problema sério nas relações sociais é o número de beijos em encontros amigáveis. Felizmente não é habitual por cá que os homens se beijem, como na Rússia e Arábia. Isso reduz o problema a contactos entre mulheres e mistos mas, mesmo assim, é bastante vasto. Optar por um beijo implica a probabilidade de a outra pessoa ficar com a cara à banda, à espera do segundo. A alternativa arrisca a nossa cara a sair em falso. O mal está na falta de doutrina estabelecida.

Cada alternativa, um ou dois beijos, tem os seus defensores convictos, mas a maior parte da população é agnóstica no assunto. Tentou-se uma explicação social, teorizando que as classes altas se limitam a um beijo e o povo prefere os dois, mas a tese tem falhas. Por isso existe tanta confusão e hesitação quando as pessoas se encontram. Pior, só decidir a ordem de passagem diante de uma porta aberta.

Este é um campo em que é urgente que o Estado legisle. O Governo deveria fazer uma lei do beijo (e também da porta), determinando com clareza os ósculos a dar em encontros ocasionais e punindo severamente os violadores.

Alguns podem achar isto uma intromissão inaceitável do poder público na vida privada. Mas o Estado já se mete em tudo e mais alguma coisa, do bolo-rei à colher de pau, bofetadas parentais, aborto, locais de fumo. Porque não os beijos? Grave problema administrativo impede a legislação: decidir o departamento responsável. Uma sugestão válida é o Ministério da Agricultura. Afinal beijar é tão agrícola quanto a saúde e segurança alimentar, temas da nova taxa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Gabinete de estética do PS




Paulo Rangel, há minutos, na RTP Notícias, no programa Ordem do Dia, a propósito do que Mário Soares tem andado a dizer desde há uns dias:
"Digamos que Mário Soares não fez um lifting, fez um lefting.".

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Delicioso!


Ora leiam este email que recebi de uma amiga:


Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line:


"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."

Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico. 


Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti… Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.


Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano. Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras… fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar. 


Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl. 


Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.