Os Boaventuras deste mundo já estão nas televisões a desculpar o comportamento dos jovens que nos últimos dias se têm dedicado a impedir os governantes de se expressarem em público. Só é pena que os jovens, assim de repente, não se lembrem de impedir um Boaventura de falar.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Nunca se deve achar graça a um 'indignado'
São estardalhaços destes que alimentam os indignados
e a esquerda caloteira em geral. Nada de novo a vir dessas bandas. O
que é novo é o ministro Relvas entrar na cantoria, rindo-se do episódio.
Erro crasso: nunca se deve achar graça a um indignado porque ele de seguida passa sempre à fase do insulto e deixa de ter piada, e quem se estava a rir faz figura de tolo.
Como é que ao fim de tantas vaias e assobiadelas Miguel Relvas ainda não aprendeu a lidar com os indignados?
Como é que ao fim de tantas vaias e assobiadelas Miguel Relvas ainda não aprendeu a lidar com os indignados?
sábado, 3 de novembro de 2012
"Gente fixe"
(foto obtida aqui)
Ainda Alberto Gonçalves, no DN:
Um daqueles grupinhos que passam a vida
a brincar no Facebook e se queixam do desemprego instigou os adeptos da bola a
entoarem Grândola, Vila Morena durante o jogo Portugal-Irlanda do Norte. Em
prol do efeito cénico, a cantoria deveria acontecer aos 20 minutos e 12
segundos da partida (2012, percebem?) e, segundo os preponentes, visava exibir
a "senha que nos uniu em lutas passadas", já que "ombro a ombro
sabemos que outro caminho é possível e que iremos percorrê-lo". Bonito.
Infelizmente, absurdo e pouco produtivo.
Por um lado, não se percebe porque é
que se protestam salários mínimos de 500 euros e em simultâneo se recorre ao
reportório do falecido "Zeca" Afonso, intérprete e autor inspirado
por modelos de sociedade onde um trabalhador mataria a mãe a troco de um
salário assim. Por outro lado, com a desertificação do Interior, a Grândola
perdeu pertinência: quantos portugueses se estendem à sombra das azinheiras?
Por fim, não se admite confiar tamanha responsabilidade a espectadores de
futebol, os quais fatalmente se distraíram a contemplar linhas de passe e, aos
20.12 m, nem um pio se ouviu no estádio do Dragão. Não houve senha. Não houve
luta. Não houve união. Não houve caminho alternativo. E, rezam as crónicas, até
a selecção se arrastou no relvado.
Em matéria de resistência, nada como
deixar o assunto ao cuidado das figuras da cultura. Em Portugal, "figura
da cultura" significa algum indivíduo que alguma vez tenha recebido algum
subsídio para produzir alguma coisa por que cidadão algum se interessa. São,
pois, muitas figuras. Foram, pelo menos, as suficientes para compor as
manifestações de sábado passado, ainda que, fora do Porto e de Lisboa, certas
manifestações tivessem tanto público quanto os espectáculos regulares de muitas
das figuras em causa.
O essencial, porém, é que tudo correu
conforme o esperado. Na Praça de Espanha, Maria do Céu Guerra declamou aquilo
que no Terceiro Mundo passa por poesia ("O que é preciso é gente/gente com
dente/gente que tenha dente/que mostre o dente//Gente que não seja decente/nem
docente/ /nem docemente/nem delicodocemente"). Uma menina que não conheço
leu uma glosa do Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros (se não há um
comunista à mão, arranja-se um "fascista": a "cultura" só
não venera democratas). O marido de uma apresentadora de variedades que aufere
24 mil euros mensais na RTP desfilou preocupado com a pobreza. Os Deolinda
tocaram Parva Que Sou. E principalmente brindou-se a multidão com a nova
preciosidade saída da cabeça de Carlos Mendes: A Cultura Não Se Troi-ka, que
serviu de hino e cartilha ideológica das festividades.
Por mim, levo sempre a sério um
movimento fundamentado no pensamento filosófico do cançonetista que nos legou
Siripipi de Benguela. Eis a filosofia: "Disparamos uma bala de ternura
defendendo a cultura portuguesa/e outra bala mais acesa e mais dura contra a
troika vai dizer não à tristeza." E o refrão acrescenta: "Somos mais
gente fixe a dizer esta troika que se lixe." Por azar, nem o sr. Mendes
nem a gente fixe em geral explica o que julgam restar do país depois de lixada
a troika. Talvez imaginem uma folia permanente, na qual uma minoria convencida
do seu esclarecimento usa o dinheiro da ralé para obter os privilégios que a
ralé não alcança e não compreende. Ou seja, o costume. Não admira que a
"cultura" à portuguesa viva agarrada ao Estado: no fundo, são
igualzinhos.
(imagem obtida aqui)
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Não perceber o básico
A onda indignada muda constantemente de assunto. Agora estão contra o brutal aumento dos impostos
e dos pagamentos ao Estado. Quem os ouve até julga que não são os
mesmos que estão sempre a opor-se aos cortes na despesa e a reclamar
mais Estado. Para além desta terrível contradição parecem também ignorar
o destino da receita dos impostos. Ninguém lhes explica que são os
pagamentos ao Estado que financiam as despesas que eles tanto reclamam?
Por incrível que pareça muitos ainda não perceberam isto.
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