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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A "Palestina"




(imagem obtida aqui)

A propósito da visita de agradecimento a Portugal do Ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, transcrevo este artigo de Alberto Gonçalves, no DN, publicado dias atrás:

"Nascida" na sequência da Guerra dos Seis Dias, a Palestina é uma artimanha, uma estratégia de afronta, um instrumento político. Curiosamente, durante décadas foi um instrumento ao serviço da propaganda "sionista", ou pelo menos assim o garantiam inúmeros representantes árabes e os historiadores menos inclinados para o lado israelita da história. Basta ler uns livrinhos para perceber que, enquanto lhes deu jeito, isto é, sobretudo até 1948, os vizinhos de Israel deram-se a consideráveis trabalhos para desvalorizar a ideia de um povo independente, ou sequer específico, chamado palestiniano. A opinião consensual era a de que tal povo não era mais do que parte integrante da Síria, e sírios, ou em certos casos turcos, era aquilo que os próprios "palestinianos" se achavam. Depois veio Israel, as ofensivas falhadas contra Israel e, à custa do terrorismo de Arafat e, posteriormente, do Hamas, legitimou-se uma nação inventada sobre o racismo e a opressão das minorias, que pelos vistos só importam às vezes.

Esta semana, o nosso parlamento congratulou-se por unanimidade com o voto favorável de Portugal à admissão da Palestina como Estado observador da ONU. Qualificar o voto e os deputados que o festejaram implicaria o uso de linguagem inadequada a um jornal sério.

domingo, 25 de novembro de 2012

David e a "opinião pública" - Alberto Gonçalves (2)






Enquanto os senhores que mandam em Gaza recusam aceitar a existência de Israel e fazem o que podem para torná-lo inexistente, Israel não procede da mesma forma com os seus intolerantes vizinhos. O motivo? Israel é uma sociedade civilizada e Gaza uma ilimitada barbárie.

Porém, esta ligeira diferença não chega para iluminar a avaliação geral do conflito, que continua a ser tratado pelos media e por boa parte do público como um "embargo" israelita, entrecortado por "agressões" israelitas aos psicopatas do lado. O consenso actual, portanto, acha que proteger a fronteira de homicidas armados e reagir ocasionalmente aos respectivos e sistemáticos ataques constitui uma violência sem desculpa nem perdão. Na terça-feira, por exemplo, as notícias davam conta de um cessar-fogo na região e, em simultâneo, de uma explosão num autocarro em Telavive. Na quarta-feira, o mesmo noticiário de uma rádio nacional informava acerca das tréguas e dos mísseis que continuavam a cair sobre o Sul de Israel. Etc. Perante isto, é lícito inferir que o uso da força só é reprovável quando perpetrado pela proverbial "nação judaica": o belicismo incessante do Hamas é tomado à conta de necessidade genética ou exotismo cultural.

Não tenho dúvidas de que, caso a Galiza jurasse exterminar Portugal e decidisse presentear o Minho com bombardeamentos quase diários, o nosso país enviaria um comité de boas-vindas para Valença e responderia aos mortos mediante a organização de duas ou três jornadas gastronómicas em Vigo. Mas isso somos nós, portugueses, compreensivos e fraternos. Já os judeus não são de fiar pelo menos desde que, apenas para evitar a escravidão dos seus ou minudência afim, o malvado David apedrejou e decepou o amável Golias, mercenário dos filisteus, povo de Gaza.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

De como a social-comunicação transforma uma operação militar de defesa num caso de assassínio


No Expresso (sublinhados meus):


Israel mata líder militar do Hamas

O assassinato de Ahmed Jabari, líder militar do Hamas, marca o início de uma nova operação israelita na Faixa de Gaza, designada Pilar de Defesa.

Margarida Mota (www.expresso.pt)
15:56 Quarta feira, 14 de novembro de 2012
Última atualização há 43 minutos
Carro onde seguia Ahmad Jabari ficou completamente destruído
Carro onde seguia Ahmad Jabari ficou completamente destruído
Ali Ali/EPA
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Israel acusava Ahmad Jabari de envolvimento no rapto do soldado Gilad Shalit, em 2006
Israel acusava Ahmad Jabari de envolvimento no rapto do soldado Gilad Shalit, em 2006
Hamas Media Office/EPA
Ahmed Jabari, chefe militar do Hamas, foi morto hoje na Faixa de Gaza quando o carro em que seguia foi alvo de um bombardeamento aéreo lançado pelas forças israelitas. 


Fontes médicas e de segurança palestinianas confirmaram à Al-Jazeera um total de quatro ataques sobre Gaza na tarde desta quarta-feira: dois na cidade de Gaza, um no norte do território e um quarto a sul, na cidade de Khan Yunis.


Segundo o diário israelita "Jerusalem Post", as forças israelitas atingiram 20 alvos, alguns situados em residências civis, que albergavam foguetes de longo alcance capazes de atingir Telavive.

Operação Pilar de Defesa


Avital Leibovich, porta-voz das Forças de Defesa de Israel para a imprensa internacional, afirmou, na sua conta no Twitter, que o ataque insere-se numa operação que visa atingir grupos armados em Gaza, "devido aos ataques contínuos contra civis israelitas".


Esta operação - batizada Pilar de Defesa - surge na sequência de dias de hostilidades entre Gaza e Israel. Entre sábado e terça-feira foram disparados mais de 100 foguetes desde a Faixa de Gaza na direção do sul de Israel. As ações de retaliação de Israel provocaram seis mortos entre os palestinianos.


Tudo isto, recorde-se, acontece a dois meses de Israel realizar eleições legislativas antecipadas, marcadas para 22 de janeiro de 2013.



Ainda Gilad Shalit


Ahmed Jabari foi o mais alto responsável da organização islamita palestiniana - que controla a Faixa de Gaza desde 2006 - a ser assassinado desde a operação israelita Chumbo Endurecido, em Gaza, há quatro anos.


Nascido em 1960, liderava as Brigadas Ezzedine al-Qassam - que funcionavam como braço armado do Hamas -, e foi o responsável pelo ataque em Kerem Shalom, junto à fronteira entre Israel e Gaza, a 25 de junho de 2006, que culminou no rapto de três soldados, entre os quais Gilad Shalit.


No ano passado, chefiou a delegação do Hamas nas negociações no Cairo, que culminaram na libertação de Shalit, a 18 de outubro de 2011. Shalit foi trocado por 1027 prisioneiros, na sua esmagadora maioria palestinianos e israelitas árabes.

Chamo, entretanto, a atenção para este post.

sábado, 13 de outubro de 2012

Quando o caso muda de figura...



... Erdogan faz a triste figura do costume dos dirigentes islâmicos - ou não fossem a hipocrisia e a dissimulação consideradas, por aquelas bandas, como virtudes gémeas da sabedoria e da prudência (no Insurgente, via Lisboa-Telaviv, via Fiel Inimigo). Clicar na imagem para a aumentar.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Carpidismo seletivo

As carpideiras do martirizado povo palestiniano ainda não verteram uma lágrima pelas 20 pessoas mortas por forças de segurança sírias num campo de refugiados próximo de Damasco. 
As vítimas, civis palestinianos inocentes, faziam compras para o Ramadão quando um morteiro as atingiu. Como não foi Israel que pôs o dedo no gatilho, não há direito a gritarias, posts de indignação, manifestações em frente à embaixada, cordões humanos, passeatas, etc. O carpidismo seletivo continua bem e recomenda-se.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Refaeli

A top model israelita Bar Refaeli é a mulher mais sexy do mundo, segundo a revista americana Maxime.