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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nova canção do emigrante com provérbio afim (recebido por e-mail)





Voltei, voltei

Voltei de lá
Ainda ontem estava em França
E agora já estou cá

Vale mais um mês aqui
Do que um ano inteiro lá

Ainda ontem eu pensava
E sonhava cá voltar
Ai, eu já não suportava
Ficar longe do meu lar

Agora já estou aqui
Já me passou esta dor
Tanto, tanto que eu pedi
Este milagre ao Senhor



De um humor delicioso...!




"Excelente e certeiro senso de humor. E, desta forma inteligente, mostra a realidade que só os boquinhas-tortas e os lellos com dois éles não podem (não querem) ver: o parisiense simulado é já uma figura caricatural, um sujeito e objecto de charlotada.
  Começou como tragédia, vai acabar como comédia, como se diz da História chula. Um clown que a pouco a pouco todos verão na sua real dimensão pindérica.
  Prematuramente embranquecida."

Foi este o comentário que deixei no post seguinte:

Sócrates: Alors, pá. Mostra lá os resultados das audiências. Deve ter sido um massacre.
Silva Pereira: Lá isso foi.
Sócrates: Deixa cá ver... Va te faire Paulô Futre!!!!
Silva Pereira: Tentei avisar-te…
Sócrates: Isto é do Car…rilhô. Plus une semaine comme ça e ainda acabo a apresentar o Preço Certo. Em escudos.
Silva Pereira: Deixa lá, Zé. A culpa não é tua.
Sócrates: Claro que não. Il te donne para cada uma. De quem é que achas que é?
Silva Pereira : É da apresentadora.  Não é que as pessoas prefiram os comentários do Marcelo. Gostam é da Judite.
Sócrates: Pois é. De qualquer maneira, temos de fazer quelque chose.
Silva Pereira : Podias aconselhar uns livros.
Sócrates: Não te armes em crétin. Ganhei aversão à leitura desde os tempos dos parâitres do Tribunal de Contas.
Silva Pereira : E se fizesses uns números de ilusionismo.
Sócrates: Isso dos números e do ilusionismo era com o Teixeira dos Santos… e não vou dar ao gajô o gosto de me deslier o telefone dans la trombe.
Silva Pereira : Sim, até porque o gajo era capaz de o fazer literalmente… Podias serrar um gajo ao meio em directo.
Sócrates: Tinha de ser um gajô sem colomne vertebral para ser mais fácil…
Silva Pereira : O Lello?
Sócrates: Est capable de donner… E se depois não conseguir colar o gajô outra vez?
Silva Pereira: Isso é o menos. Ninguém ia reclamar…
Sócrates:  Hmm. Vamos tomar nota dessa. Portanto, quero uma coisa com mais impacto.
Silva Pereira: Já te disse que só em francês é que pourtant vale como adversativa, certo?
Sócrates: De efeitos imediatos. E sucesso garantido.
Silva Pereira: Distribuir magalhães?
Sócrates: Melhor ainda.
Silva Pereira : Não, não estás a pensar em…
Sócrates: Estou.
Silva Pereira : Não eras capaz…
Sócrates: Sabes que sou… No próximo Domingo vou distribuir aumentos aos funcionários públicos. O Marcelo vai ficar a ver bateaux.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O estranho caso da escrivaninha ribatejana





Lê-se aqui:

Um agricultor no Ribatejo fez um achado insólito: mais de mil cheques da família de Sócrates, 263 do próprio, escondidos numa escrivaninha que pertenceu a um primo do ex-primeiro-ministro.


Na entrevista à RTP, Sócrates assegurou aos portugueses nunca ter tido acções nem offshores e de ser, precisamente há 25 anos, senhor de «uma única conta, na Caixa Geral de Depósitos». E, uma vez que nunca fez poupanças, foi obrigado a contrair um empréstimo na Caixa para fazer um mestrado em Paris.

No percurso de uma vida, há quem deixe pelo caminho espólios inéditos. Esta é a circunstância que liga Sócrates a Nuno Caçador, que no último Natal fez uma descoberta inusitada: num móvel abandonado na sua quinta do Ribatejo, encontrou dezenas de livros de cheques por usar, de José Sócrates e de outros familiares.


Na gaveta fechada à chave de uma velha escrivaninha, que teve de abrir a martelo, o agricultor descobriu 1.273 cheques, todos em branco e guardados ainda nos respectivos envelopes de origem, a maioria por abrir.

À medida que corria as cadernetas, saltavam-lhe à vista os nomes de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, do tio, da irmã e de três empresas da família, nos mais variados bancos: BES, Fonsecas e Burnay, Totta & Açores e Banco Português do Atlântico.


Dos 1.273 cheques, 263 são de uma conta de José Sócrates no Totta, 110 são de uma conta do tio, António Pinto de Sousa, e 75 de uma conta da irmã, Ana Maria. À época (1991), Sócrates era deputado e cortara o vínculo à Sovenco, empresa na área dos combustíveis, na Amadora, que fundara com Armando Vara, entre outros sócios.

Nuno Caçador interrogou-se: «Qual é o banco que entrega tantos cheques de uma vez só a uma pessoa? Isto não é normal!».


quarta-feira, 27 de março de 2013

SÓCRATES E A BANALIDADE DO MAL OU A VOLTA DO CONDOTTIERI



Ecce homo

José Sócrates, ex-premier e actual comentador putativo, vendo bem é o menos culpado de vir para a TV pública (ou seja, paga pelos dinheiros do contribuinte) comentar de cátedra.

  Ele, como "condottieri" partidário que é (e não líder, na verdade), faz o que todos os aventureiros políticos fazem: tenta a sua chance usando todos os meios que lhe coloquem na órbita. Como perante o convite que lhe foi dirigido.

(imagem obtida aqui)

  Aproveitando as circunstâncias e tirando partido dos erros e caquexias dum governo fraco e pedante, disponibilizou-se com apresto e procura aparecer agora como um Chávez do jardim luso, como um Fidel desta nação (en)cavacada. Estando a política no degrau mais baixo da ética, fácil foi ter sido pescado pelos verdadeiros culpados de lhe ter sido fornecido um púlpito de onde, qual Savonarola, poderá sem contraditório eventualmente mentir, manipular, baralhar os pobres diabos populares que, no fundo, os adversos dizem que despreza e apenas utiliza.

(imagem obtida aqui)

Tão alegadamente cínico e ardiloso politicamente como no seu tempo o foi o mito manipulativo Roosevelt, que fingiu criar um New Deal para melhor levar ao engano (depois bem o pagaram!) os pobres ianques, Sócrates é determinado: cruel sem ser corajoso, habilidoso sem ser atilado, simulador sem ser sensato, é bem um “animal feroz político” (como diziam os que o incensavam) de traça peculiar. Daí que a seu propósito os asseclas falem em “liberdade de expressão”, quando não é isso que está em causa - ele podia escrever o que quisesse e mandar para os mídias, publicar livros, podia falar dentro do partido e na praça pública de qualquer cidadão (mas preferiu refugiar-se em Paris até deixar passar o maior ódio público pelos seus desmandos e inoperâncias governativas). Pois o que está realmente em causa é ter sido privilegiado com uma tribuna discricionária onde, de cátedra, se poderá eventualmente branquear.

(imagem obtida aqui)

   Os que o fizeram não o fizeram ingenuamente, pois não são idiotas inertes. Houve um propósito, que o dito "animal feroz da política" ou estimulou ou aproveitou. Comentador? Não. Tribuno partidário, como outros – sempre políticos na sua maioria! - fazendo a sua propaganda e dos seus áulicos, isso sim. E isto da parte de alguém que, conforme “vox populi” e até um magistrado, tentou acabar com liberdade de expressão e era useiro e vezeiro em ferozmente tentar defenestrar quem o contrariasse, afivelando uma expressão política dura e maldosa.

(imagem obtida aqui)

  Ele vem não para ajudar o país e a população portuguesa, vem sim para lançar a cizânia, a barafunda e a violência partidária. Conta com duas coisas: que o povo esqueça que, sendo expressamente partidário do "pedir emprestado e não pagar", nos colocou na dependência financeira e na pré-bancarrota; depois, que o povo mais primário atire para cima destes pobres diabos da governação de agora o ónus da miséria formal ("No tempo do Sócrates vivia-se melhor"...). Um tipo perigoso, mais perigoso hoje que dantes, pois vem agitar os díscolos revanchistas e os pervertidos com desejo de vingança - é ler-se na Net os textos brutais que eles bolsam.


  Sócrates só tentará ser presidente da República para, nesse posto, "todo lo mandar". Mas, como bom condottieri, o que ele gosta mesmo é de GOVERNAR (alegadamente falhado como académico, vulgar como scholar, fazedor, de acordo com conhecedores, de trabalhotes medíocres construídos “com a mão do gato”, o seu único lugar é na política, na governança, no mando – como reza o apólogo bíblico). Nisso, é bem um homem da Renascença – à guisa comparativa simbólica de um Del Dongo, de um Piero Negri, que à frente das suas hostes talaram e manobraram as cidades do que depois viria a ser a Itália.


  Banalizado o mal, esquecido o mal por indigência moral ou por labilidade de carácter duma parte do público em que a política de escada-abaixo destes tempos tristes se escora, tudo se abre na frente destes cavalheiros. "Irmão Sócrates", como carinhosamente lhe chamou no velório do sátrapa venezuelano o inenarrável Maduro?

   Sem dúvida. Ele sabia na prática a quem estava a dirigir tal epíteto... familiar!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Sócrates e nuestros hermanos




Dou aqui relevo ao comentário de um leitor a este post do Joaquim Simões:

O espanto dos espanhóis deve-se a isto: eles, apesar de viverem aqui ao pé, não conhecem de facto os cumes de cinismo, falta de vergonha e pura canalhice a que os gestores, nomeadamente de um mídia, são capazes de descer. Zapatero, para eles, é um has been. Para estes de cá, Socas é, apesar de estar envolto em coisas alegadamente muito sujas, um potencial presidente da República, pois a bandalhice de certa gente tornou-se norma. Daí, por temerem a volta do "irmão Sócrates", pois cá tudo é possível, é que os chefões do Sist.judic. continuam a não o investigar e têm tapado o homem até às fezes. Ou seja, o que vigora cá, neste tipo de gente, é a moral de gangsters. Porque, com 120 mil ou dez assinaturas é o mesmo: uma república de fascistas disfarçados, para melhor fazerem render o peixe (podre), não larga o povinho, usa-o como o Socas fez e vai continuar a fazer com a ajuda dos lellos todos que o acolitam.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pobre José Sócrates!

(imagem obtida aqui)

Já não bastava o que se passou em Portugal, agora até no estrangeiro se querem aproveitar do pobre homem!

Transcrevo o que aqui se diz:


Sócrates e a Máfia dos Vampiros

A empresa farmacêutica em que José Sócrates é, desde dia 1 de janeiro, consultor para a região da América Latina, está envolvida numa megafraude de enormes proporções.

O caso, que ganhou mediatismo sob o nome de "Máfia dos Vampiros", levou o Ministério Público brasileiro a exigir, em 2008, que fossem proibidas quaisquer negociações futuras entre a farmacêutica, Octapharma, e o poder público.

Foi neste contexto que a reunião entre o ex-primeiro-ministro português e o ministro da Saúde brasileiro, que decorreu na passada quarta-feira, levantou suspeitas.

Entre uma série de nomes de altos funcionários do governo brasileiro, pode encontrar-se o de um condenado do "Caso do Mensalão".

Em ação concertada com outros dois laboratórios de produtos derivados do sangue (principalmente destinados a doentes hemofílicos), a Octapharma é suspeita de inflacionar preços para valores muito superiores aos do mercado. Estima-se que cerca de 800 milhões de euros tenham sido desviados dos cofres públicos, no âmbito deste esquema fraudulento, detetado já em 2004.

(imagem obtida aqui)

domingo, 16 de dezembro de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Daquilo que agora já toda a gente sabe, mas de que muito poucos quiseram saber



Sem comentários, transcrevo integralmente:


Numa altura em que as parcerias público-privadas (PPP) têm estado a ser passadas a pente fino numa comissão parlamentar de inquérito, o Tribunal de Contas divulga um relatório, segundo o qual os contratos que levaram à introdução de portagens nas SCUT é lesivo para o Estado. O deputado do PSD Mendes Bota considera as conclusões são muito graves. 



“Achamos que é de uma gravidade extrema. Quando existe uma queixa dos próprios juízes de que houve sonegação de informação relevante para a concessão dos seus vistos em relação a um conjunto de contratações que o Estado fez, pensamos que tem consequências, nomeadamente no âmbito criminal”, afirma o membro da comissão parlamentar de inquérito às PPP. 


“Daí que também questionámos o senhor Procurador-geral da República para saber se, face às notícias que estavam a sair, em relação a esse relatório do Tribunal de Contas, iria tomar alguma iniciativa, no sentido de promover inquéritos e avançar com o processo judicial, se fosse caso disso”, adianta à Renascença. 

É de dinheiro dos contribuintes que se trata. O Tribunal de Contas confirma que o Estado continua a pagar às concessionárias, mesmo depois do fim das SCUT. As concessionárias e os bancos são, aliás, os únicos beneficiários destes contratos. 

Mais: as negociações levadas a cabo pelo anterior Governo, que incluíram contratos paralelos, aumentaram as despesas com as estradas em 705 milhões de euros. 

A Secretaria de Estado das Obras Públicas está analisar o relatório do Tribunal de Contas e reserva comentários para mais tarde. A anterior equipa socialista do Ministério permanece, por seu lado, incontactável. 

Quanto ao actual Governo, Mendes Bota defende que está a tentar resolver o problema gerado pelo anterior Executivo. 

“Há apenas parcerias público-privadas do sector ferroviário e duas do sector rodoviário que não estão em renegociação, portanto, o Governo está a fazer o que lhe compete, impondo condições de um equilíbrio de repartição dos sacrifícios em Portugal. O Governo, nessa matéria, não só não tem responsabilidade directa, como está a tentar resolver o problema, grave”, sustenta. 

ACP quer relatório analisado com queixa-crime 
O Automóvel Clube de Portugal vai anexar o relatório do Tribunal de Contas à queixa-crime que apresentou contra Paulo Campos, Mário Lino e António Mendonça, da anterior equipa do Ministério das Obra Públicas. 

“Não foi em vão que o ACP esteve 18 meses a investigar todo este processo e que apresentou a queixa-crime no DIAP, contra os três ex-governantes, e portanto não me espanta rigorosamente nada que tenha aparecido mais esta confusão. Calculo que esse relatório seja importantíssimo para juntar ao processo, porque isto tem que ser tudo deslindado até ao último momento”, afirma à Renascença o presidente do ACP, Carlos Barbosa, que acusa os antigos ministros de gestão danosa do dinheiro dos contribuintes.

Utentes defendem incriminação de responsáveis 
O porta-voz da Comissão de Utentes das SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata defende que "se houver matéria, deve-se incriminar os responsáveis" pela introdução de portagens nas antigas vias sem custos para o utilizador. 

José Rui Ferreira considera que se devem "tirar consequências deste relatório. Se se apurar que houve abuso de utilização de determinadas funções e cargos para favorecer este ou aquele de forma ilegítima, as responsabilidades devem ser apuradas", afirmou à agência Lusa. 

O porta-voz dos utentes sublinha que "o processo de introdução de portagens confirmou ser muito oneroso quer para os orçamentos familiares quer para a situação económica e financeira das empresas". 

"Isto foi pretexto para que se tenham feito grandes negócios. A questão das Parcerias Público Privadas é provavelmente um dos negócios que muito deve ter contribuído para a crise que se está a viver", destacou.



Em adenda:


Avelino Jesus disse, esta manhã, no Parlamento, que os contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP) são um “descalabro completo”, por não terem limites aos gastos. 



O professor do Instituto Superior Tecnico - que se demitiu do grupo de trabalho que deveria analisar as parcerias e avaliar o seu impacto nas contas públicas - está a ser ouvido pela comissão de inquérito às PPP no sector ferro-rodoviário. 


“A forma como os contratos estão elaborados permite um descalabro completo nos valores que podem vir a ser apresentados no futuro. Os contratos são muito abertos, são o resultado da negociação entre o poder político e as empresas que estão no terreno e, quando digo que podem vir a ser acrescentados 20% a 30%, quero dizer que não temos maneira de fazer um cálculo rigoroso, porque, sendo contratos abertos, permitem um empolamento quase indefinido”, explicou. 

Avelino Jesus justificou, ainda, a demissão do grupo de trabalho pela manifesta falta de informação e acesso a documentos que, diz, eram “arrancados à força”.


Como resposta, o PS diz que tudo isto tem como objectivo um ataque pessoal ao deputado Paulo Campos, ex-secretário de Estado do coiso de Sócrates. Se a hipocrisia e o ridículo matassem, morreria não apenas o grupo parlamentar do partido mas todo o PS.

O prejuízo, dizem os economistas, demorarão quarenta anos a serem pagos por todos nós e condicionarão a acção futura deste e de qualquer outro governo.

Sócrates, os seus amigos e todos os barões e patriarcas que o apoiaram, promoveram ou enalteceram, todos foram de uma frieza atroz. Espera-se um julgamento por crime de lesa-pátria.

Ainda os há neste país?