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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

"Morrer de pé em Paris"




Por Rui Ramos (no Observador)

Charb, Cabu, Tignous, Wolinski e os seus colegas da Charlie Hebdo nunca aceitaram limites. Eram “anarcas” de antes do politicamente correcto, que nem ao bom gosto faziam concessões. Podiam-se ter ficado pelos presidentes franceses, pela extrema-direita local ou pelo papa – alvos relativamente pachorrentos. Mas não. Tiveram de gozar o Islão e os seus jihadistas, porque, como explicou Charb, para ele, Deus não existia e Maomé não era, obviamente, o seu profeta. Acabaram, por isso, a desenhar sob protecção policial – uma suprema ironia: Maio de 68 defendido pelos gendarmes. No fim, nada lhes valeu.

O atentado, como alguns disseram, era previsível. E a nossa reacção também. Fomos Charlie, como em tempos fomos americanos. Desfraldámos, mais uma vez, os grandes estandartes da “liberdade” e da “união”. Nesta aparente unanimidade, houve algo de reconfortante, mas talvez também algo de enganador: a sensação de que, no fundo, a vitória é certa, porque a razão, a história e outras grandes abstracções lutam por nós. Os terroristas estariam de antemão derrotados e a barbárie, por mais sangrenta, seria sempre algo de fútil.

A ideia de que o mal, só por ser o mal, está destinado a perder é uma crença religiosa que o progressismo secularizou e perfilhou. No entanto, nem sempre ajuda a compreender as coisas, especialmente na sua versão laica, muito mais automática e simplória: o facto é que o terror faz sentido e é eficaz. Lembremo-nos do 11 de Setembro. Para começar, destruiu o à-vontade com que tínhamos passado a viver no Ocidente depois do fim da Guerra Fria. Depois, empurrou os EUA para intervenções na Ásia, dividiu as potências ocidentais, e sobretudo isolou a população islâmica no Ocidente.

Alguém se lembra de “islamofobia” antes de 2001? Era quase preciso recuar à Idade Média. Na década de 1990, só Samuel Huntington via na civilização islâmica um desafio. Todos os seus colegas politólogos andavam muito ocupados com a suposta ameaça dos “nacionalismos”. Depois de 2001, a história passou a ser outra. Foi então que os movimentos anti-imigração na Europa se expandiram decisivamente, depois de uma xenofobia já mais ou menos desacreditada ter sido reforçada pela desconfiança em relação ao Islão fomentada pelo jihadismo. As novas “manifestações de segunda-feira” na Alemanha ainda por enquanto encontram contraditores. Mas se as carnificinas jihadistas alastrarem, quantos mais europeus vão sentir que só as fronteiras fechadas e o nativismo de Marine Le Pen os poderão defender?

O alvo do terror jihadista no Ocidente são, na verdade, as comunidades muçulmanas e a possibilidade de estas viverem a sua fé de outra maneira que não em estado de furor inquisitorial. O polícia assassinado na rua a seguir ao ataque à revista chamava-se Ahmed Merabet. Na redacção, morreu um revisor de provas com o nome de Mustapha Ourrad. Eram muçulmanos, como aliás todos aqueles que os jihadistas matam regularmente às dezenas e às centenas no Médio Oriente, no Afeganistão e no Paquistão. No Ocidente, o objectivo dos jihadista não é zelar pelo Islão, é comprometer os muçulmanos, é impedir a sua integração nas democracias, é estigmatizar o Islão, é reduzi-lo, aos olhos de todos, a uma simples plataforma de terror.

Não estamos perante uma lógica exótica. Conhecemo-la dos terrorismos da extrema-esquerda europeia da década de 1970. A tese era que não havia diferença entre a democracia representativa e a ditadura fascista: ambas eram organizações de classe para oprimir o proletariado. A violência dos guevaras de subúrbio estava calculada para provocar a violência do Estado democrático, de modo a que este revelasse a sua verdadeira natureza de ditadura de classe. O proletariado seria assim levado a optar pelo confronto violento. Os jihadistas, com o seu terror, contam pôr o Estado democrático e a diáspora muçulmana na mesma situação de tensão e conflito.

Tudo isto pode limitar as nossas liberdades, mas convém perceber como. Pode limitá-las se tivermos de começar a desenhar e a escrever protegidos pela polícia. Quantos vão preferir morrer de pé, como Charb morreu em Paris? Mas o terrorismo afectará as nossas liberdades sobretudo se os jihadistas conseguirem adquirir um ascendente sobre as populações muçulmanas que seja suficiente para obrigar as autoridades ocidentais a tratá-las globalmente como um risco de segurança. As nossas democracias estariam perante um dilema: como é que um país pode ser verdadeiramente livre se precisar de manter uma percentagem importante da sua população – no caso da França, 7,5% dos seus residentes em 2010 eram muçulmanos — sob suspeita e vigilância? É nisso que os jihadistas apostam, e é uma aposta que não devemos subestimar.


Neste momento, só há uma maneira de conter a “islamofobia”: é derrotar o jihadismo, e para derrotar o jihadismo vai ser preciso mais do que um hashtag de bons sentimentos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ISLAMISMO, RELIGIÃO DE PAZ E AMOR




   Transcrevemos, sem quaisquer comentários, a notícia que hoje mesmo correu mundo, para ilustrar os sublimes costumes daquela conceção fideísta,  humanitária e suave.

“Os cadáveres de um homem e de uma mulher, que ao que tudo indica viviam uma história de amor sem serem casados, foram encontrados decapitados em Helmand, província ultraconservadora do Sul do Afeganistão. 


Os corpos das duas vítimas de 20 anos terão aparecido, na quarta-feira, num cemitério perto de Lashkargah, capital da província, de acordo com as fontes policiais.

As autoridades suspeitam que os dois jovens tenham sido sequestrados no dia anterior por um grupo de dez pessoas que terá invadido a casa do rapaz.


«A investigação revelou que as duas vítimas eram namorados e viviam uma história de amor às escondidas. A família da jovem pode estar por trás dos assassinatos», declarou à agência France Presse o inspetor Mohammad Ismail Hotak”.

Embora o irmão do jovem rapaz afirme que a vítima mortal queria casar com a namorada, a maioria dos casamentos no Afeganistão são arranjados”.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O POETA E OS ISLAMISTAS


(imagem obtida aqui)


Um tiro na cabeça da poesia:

Kofi Awoonor

último adeus no Quénia




  Uma perda para o mundo das letras: O professor, poeta e diplomata Kofi Awoonor, um dos mais famosos escritores do Gana, foi morto dia 21 de Setembro no Quénia no ataque ao Centro Comercial Westgate em Nairobi, no Quénia. O professor Awoonor ia participar como orador no Storymoja Hay Festival do centro comercial, que visava aumentar as taxas de literacia entre as crianças quenianas, quando foi morto no ataque.

   Foi assim que no CULTURA, excelente jornal cultural angolano dirigido por José Luís Mendonça, se noticiou o assassinato - perpetrado por terroristas islâmicos - do grande poeta e romancista africano que por seu mal estava nesse dia num local condenado pelos bandidos.

   Os islamitas abatem indiscriminadamente quem lhes caia nessa rede de acaso que o fascismo verde coloca aleatoriamente nos seus planos sanguinários.

   Não passa pois duma falácia a narrativa brutalizadora de pseudo-esquerdistas que, de forma cruel e cobarde, justificam os actos dos fascistas verdes com o pretexto de que são dirigidos contra imperialistas brancos ou ocidentais em vista a “vingarem” o que estes teriam feito há séculos.

  O terrorismo islamita é inimigo de todos os que não aceitam o fanatismo nem partilham a “justificação” ou “compreensão” dos seus actos pró-totalitários.

  É, na expressão mais lídima, inimigo da Humanidade. Urge ser combatido sem temor ou intermitências.

  Como homenagem a todos os que tombam assassinados pelos terroristas corânicos, aqui fica um poema de Kofi Awoonor também colhido no CULTURA, a quem agradecemos a notícia veiculada pois é em si uma legítima acção democrática.
  

Canção de Lamento

Dzogbese Lisa tratou-me assim
Conduziu-me por entre as asperezas da floresta
Voltar não é possível
E avança-se com grande dificuldade
Os negócios deste mundo são como as fezes do camaleão
Nas quais pisei
Não as consigo limpar
Estou no extremo do mundo,
Não estou sentado na fila com os eminentes
Mas os afortunados
Sentam-se no meio e esquecem
Estou no extremo do mundo
Só consigo ir mais além e esquecer
Meu povo, estive algures
Se me viro para cá, sou fustigado pela chuva
Se me viro para lá o sol queima-me
A lenha deste mundo
É só para os que têm coragem
É por isso que nem todos podem apanhá-la.
O mundo não é bom para ninguém
Mas estás tão feliz com a tua sorte;
Ai! os viajantes estão de regresso
Todos cobertos de dívidas.
Algo me aconteceu
Coisas tão grandes que não posso chorar;
Não tenho filhos que disparem a arma quando eu morrer
Nem filhas que chorem quando eu fechar os lábios
Vagueei por lugares ermos
Pelo lugar ermo a que os homens chamam vida
A chuva fustigou-me,
E os cepos afiados cortam como facas
Vou mais além descansar.
Não tenho parente nem irmão,
A morte declarou guerra à nossa casa;
E a grande casa de Kpeti já não existe,
Só resta a cerca quebrada;
E os que não ousavam olhá-lo no rosto
Surgiram como homens.
Como o orgulho está com eles.
Que os que já partiram tomem nota
Trataram mal a sua descendência.
Porque estão a chorar?
Alguém morreu. O próprio Agosu
Ai! Fui mordido por uma cobra
O meu braço direito está partido,
E a árvore à qual me apoio está caída.
Agosi se lhes fores dizer,
Diz a Nyidevu, a Kpeti, e a Kove
Que nos fizeram mal;
Diz-lhes que a casa deles está a cair
E que as árvores da cerca
Foram comidas pelas térmitas;
Que os martelos os amaldiçoem.
Pergunta-lhes por que estão lá parados
Enquanto nós sofremos, e comemos areia.
E o corvo e o abutre
Pairam sobre as nossas cercas quebradas
E os estranhos caminham sobre o que é nosso.


(imagem obtida aqui)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Islão e as 11.000 virgens do Paraíso




Será um adiantamentozito?



O ministro do Interior da Tunísia, Lofti ben Jeddou, afirmou hoje, no parlamento, que mulheres tunisinas foram para a Síria para fazer a "jihad [guerra santa] do sexo", aliviando as necessidades sexuais dos combatentes islamitas.

"Elas têm relações sexuais com 20, 30, 100" jihadistas, acrescentou o governante perante o parlamento, sem precisar se estes números são diários, noticiou a agência AFP.

"Após as relações sexuais, em nome da 'jihad al-nikah' [guerra santa do sexo], elas regressam grávidas", disse.

A 'jihad al-nikah' é considerada por certos dignatários salafistas como uma forma legítima de guerra santa.

O ministro não precisou o número de mulheres que partiram para a Síria com esse fim.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Egipto, para onde vais? - Militares como força moderadora






A 3 de Julho 2013, Mohamed Morsi, presidente egípcio, foi detido e deposto pelo Exército, encontrando-se agora, talvez na mesma prisão onde se encontra o antigo-Presidente Mubarak, deposto em 2011. Morsi foi vítima do golpe de estado e da própria intolerância contra quem não servisse o radicalismo islâmico.

A revolução árabe levou os extremistas ao poder sob uma aparência democrática. Aqueles que pensavam ser possível um estado moderno com islamistas sentem-se agora frustrados. A Irmandade Muçulmana, apoiante de Morsi reagiu com barricadas e com ataques aos cristãos. Estes (5 a 10% da população) favoreciam um Estado mais tolerante. Na constelação política concreta são os militares que oferecem maior possibilidade de tolerância civil. As forças militares são mais abertas ao diálogo, por razões de formação e por interesses pragmáticos e pessoais; estão mais interessados numa economia que funcione. Os militares pensam em termos de identidade nacional enquanto o povo, que se expressa, pensa mais em termos de solidariedade religiosa (Umma).

O Ocidente não está interessado num islamismo extremista e por isso opta pela hipocrisia de, em nome da democracia, aceitar a eliminação dum governo democraticamente eleito pelo povo islamita. Continua a fingir não saber que o islão mais genuíno é dogmaticamente hegemónico, antidemocrático e alérgico a uma sociologia que não seja a maometana. Como doutrina permite a contradição mas apenas dentro dela. Daí a incompatibilidade entre uma democracia de cunho ocidental que inclui o dentro e o fora no seu sistema e um regime islâmico que se afirma contra o que se encontre fora dele. Por isso a Irmandade Muçulmana e outros radicais islâmicos não são contrariados pelos outros irmãos muçulmanos moderados. O inimigo e o mal consideram-se fora dos muros da sociedade islâmica. Culpados são sempre os de fora. O Ocidente, como representante da modernidade, será sempre tido como cúmplice das desordens nas sociedades islâmicas que se encontram, a nível de doutrina, com 500 anos de atraso em relação às sociedades modernas. Em geral, os partidos ditos democráticos, pouco têm a ver com democracia, dado, para eles, democracia consistir em impor os interesses da maioria governante aos outros. Grupos jovens, mais esclarecidos, devido à Internet, constituirão o Cavalo de Troia, que permitirá desenvolver um espírito crítico dentro do islão.

Encontramo-nos perante uma democracia sui generis, dum lado os radicais islâmicos e do outro, uma aliança problemática de forças da segurança, partidos seculares e da média estatal. Muita da população está do lado dos militares; talvez aqueles de espírito mais democrático, o que parece contraditório mas não o é, numa sociedade ambígua e por isso impossível de analisar por categorias democráticas rotineiras. Uma sociedade baseada em princípios hegemónicos e com o monopólio de Deus não cede direito ao adversário. Por outro lado, os militares sabem que nenhum governo está interessado na reforma das unidades paramilitares nem da polícia. Ao aparato de segurança todo-poderoso opõe-se um extremismo religioso todo-poderoso também. Esta situação relativiza qualquer comentário de jornalistas bem-intencionados e desejosos de democracias gratuitas, à margem do medo. Fala-se impropriamente duma sociedade civil que não existe em estados islâmicos. Existe propriamente a força religiosa e a força militar (Por isso os radicais islâmicos combatem consequentemente a organização de instituições policiais e militares coesas nos estados islâmicos). Fala-se de democracia dum estado que só reconhece súbditos e dum povo que só aceita devotos de Alá. Uma sociedade em que a pessoa não vale por si, mas pelo grupo a que pertence ou pela ideologia que professa, aliena a pessoa, fomenta a inveja, não se desenvolve e cria relações de subjugação, de medo e de conflito. O estado moderno baseado nos direitos individuais do cidadão e na sua liberdade tem-se mostrado incompatível com o islão.

A democracia é sublime e pode ser forte mas os interesses religiosos, políticos e militares (económicos) são mais fortes e têm o poder de obstruir qualquer sublimidade. O diálogo pressupõe a cedência mas onde todos se sentem com Alá na cabeça e a razão na barriga não há lugar para o diálogo nem para a diversidade que a natureza perpetua e defende. A razão e as argumentações políticas, quer a nível interno quer a nível externo, servem, muitas vezes, os interesses obtidos à custa do sangue e da opressão dos mais fracos. Em Estados instáveis, o Ocidente está interessado numa atitude de apoio ao mesmo tempo do governo e da oposição para assim se manterem as portas abertas ao negócio no caso de vencerem uns ou outros. Por isso se apoiam os revoltosos e se toleram os opressores independentemente dos interesses dos povos vítimas da violência.

Intervenções e influências directas de fora revelam-se contraproducentes no processo interno de desenvolvimento político e social que precisam de muito tempo de amadurecimento entre as partes em conflito. O islão tem sido uma cultura belicosa e não descansa enquanto, nas regiões onde chega, não vir tudo reduzido a uma monocultura islâmica. Neste sentido trabalhava o presidente Morsi, em nome duma democracia que o levava a considerar o Egipto como espaço reservado apenas para islamitas. A ditadura religiosa e a ditadura militar têm sido as perspectivas das culturas de cariz muçulmano. O problema não vem das pessoas mas do ideário. A ideologia só reconhece um Deus que não deixa espaço para o Homem nem para a diferença. Daí o seu eterno conflito com tudo o que não seja islâmico.

Os apoiantes do presidente deposto apostam nos mártires radicais islâmicos convictos que o sangue de “mártires” é o melhor combustível na propaganda contra o adversário e assegura, ao mesmo tempo, a solidariedade de radicais dentro e fora do país.

Os “mártires “ da escuridão são os arautos do radicalismo.

A emoção, sem o efeito moderador da razão, move as energias escuras. A Irmandade Muçulmana apelou para uma ”sexta-feira de raiva” depois das orações. Quando a religião apela à raiva, o que não farão os raivosos?

A violência interior (a raiva) e a violência externa são expressão consequente da mesma mentalidade e duma filosofia islâmica paradoxa que designa a sua guerra como santa e os assassínios como mártires. Usam cinicamente a palavra mártir, designando como mártir não a vítima da fé mas o assassino que leva consigo outros em nome da sua fé. Dão às energias negativas uma aura de santidade, reduzindo a religião a uma mera estratégia da lei selectiva natural em que o mais forte é que tem razão. O Ocidente esforça-se hipocritamente por um diálogo que a Irmandade Muçulmana e os militares não querem. Condenar a violência exterior sem ter em conta a violência interior (imanente ao sistema) torna-se ingénuo e só serve de desculpa e para adiar a situação. As intervenções do Ocidente no mundo muçulmano revelar-se-ão como erro histórico e prejudicial para o Ocidente. É uma catástrofe o que se passa no Afeganistão, norte de África, Kosovo, etc. No fim só resta povo vítima e cínicos.

O islão, na sua qualidade de religião política, coordena as suas acções a partir das mesquitas nos seus encontros de oração às sextas-feiras. Os fundamentalistas islâmicos são os que se encontram em maior conformidade com o Corão e com a sharia islâmica, como afirmava o mestre islâmico Khomeini. Os Mujahideen (ao serviço da jihad- guerra santa) e os mártires-bomba islâmicos são personalidade de mais-valia na sociedade maometana. O islão encontra-se numa luta cultural dentro das suas fileiras e em disputa com o que não for islâmico. Qatar e Arabia Saudita incentivam economicamente a fundação de califados por todo o mundo.

Uma sociedade munida de ideologia e de armas até aos dentes está interessada na escalação dos conflitos. O golpe militar que queria impedir a ditadura religiosa democrática revela-se também ditador no seu ataque violento contra o acampamento de protesto da Irmandade Muçulmana.

O facto dos militares se apoderarem do poder constitui uma ameaça para outros regimes políticos islâmicos como é o caso da Turquia, Tunísia, etc. Conservadores e extremistas do mundo árabe foram os que mais protestaram contra o golpe de estado. Para países como a Turquia, o país de primeiro-ministro Erdogan, o facto de o Ocidente não ter reagido mais fortemente contra o golpe de estado, constitui uma ameaça dado o Ocidente, no caso de risco, apoiar as forças militares que são mais permeáveis à modernidade pelo facto de constituírem uma casta que usufrui privilegiadamente dos bens terrenos enquanto a maioria dos crentes têm que se contentar com os bens que a fé promete e como não têm nada a perder também só lhes resta defender a própria fé.

Na Alemanha de Hitler as vítimas eram as sinagogas e os judeus, nas sociedades islamistas são as igrejas e os cristãos.

Actualmente só haverá a alternativa de escolha entre peste e cólera, entre ditadura militar e ditadura religiosa; das duas é mais suportável a militar. Esta, apesar de tudo, garante um certo pluralismo, e uma certa defesa das minorias.

Segundo informação da conferência dos bispos alemães, no Egipto nas últimas semanas “foram incendiadas e destruídas mais de 40 igrejas cristãs e instalações eclesiásticas, muitos cristãos foram assassinados e muitas das suas lojas saqueadas. Na Alemanha de Hitler as vítimas eram as sinagogas e os judeus, nas sociedades islamistas são vítimas as igrejas e os cristãos.

A irmandade muçulmana está interessada em provocar os cristãos não só por razões de crença e de fé mas para dar a impressão que há uma luta entre religiões e assim mover islamistas no estrangeiro. Tradicionalmente os cristãos coptas apoiam em parte os partidos seculares. Os militares, porém, não empreendem nada na defesa dos cristãos porque deste modo podem justificar as suas investidas contra islamistas e apregoá-las como “luta contra o terror”. Os ataques dos extremistas muçulmanos aos cristãos tornam-se oportunos para o general Abdel Fattah al-Sissi, que assim legitima a sua violência contra a Irmandade Muçulmana (Movimento revolucionário sunita também activo na Síria e no Líbano que desde 1928 usa da violência para conseguir os seus objectivos no sentido de fortalecer o islão como nação universal (Umma). Em geral, os cristãos são vítimas duma parte da sociedade islâmica radical e da outra parte conivente com a violência.

Segundo declarações oficiais até (19.08.2013) morreram "mais de 800 pessoas".

A ditadura militar será apoiada pelo Ocidente para que a situação se pacifique. A crise não é dos países do norte de África mas do islão. O islão parece não querer sair da era das trevas e em vez de reconhecer os sinais dos tempos endurece ainda mais.


As notícias sobre o mundo árabe estão, por vezes, mais interessadas em transmitir imagens e informações que poupam os revoltosos contra as forças do poder causando no público uma avaliação errada da situação.

domingo, 21 de julho de 2013

Lembram-se daquela velha anedota?




Na África do Sul, antes do fim do apartheid, dois negros são atropelados por um branco. Um deles entra no automóvel pelo pára-brisas; o outro é projectado à distância.
O caso vai a tribunal e o juiz condena ambas as vítimas: a primeira, por invasão de propriedade; a segunda, por fugir do local do crime.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

ISLAMISMO, RELIGIÃO DE PAZ, LIBERDADE E PROGRESSO…




Diz-se e vê-se aqui:


Primeiro protesto em topless das Femen num país árabe

O alvo escolhido foi Tunes, na Tunísia. Três ativistas acabaram detidas

O grupo Femen fez o seu primeiro protesto num país árabe e não mudou a sua forma de atuação. Em topless, frases escritas no corpo e cartazes. Frente ao tribunal em Tunes, na Tunísia, gritaram pela libertação de Amina. Uma jovem detida por colocar fotografias suas, nua, na internet em Março último, alegando que o seu corpo «era seu e não a honra dos outros». No final, segundo a agência Associated Press, foram detidas três ativistas. Uma alemã e duas francesas.



A jovem Amina foi «escondida» pela família algum tempo, após vários religiosos radicais, a ameaçarem de morte. Mas no passado dia 19 de maio acabou detida. Deve ser presente a um juiz esta quinta-feira.

Mas além das ativistas, foram também detidos seis jornalistas que estavam no local a acompanhar o protesto. Segundo as autoridades, os meios de comunicação social estavam a alimentar o protesto. Poucas horas depois, os jornalistas foram libertados.



O incómodo causado pela nudez das jovens é bem visível nas imagens. Além da polícia, os próprios populares tentaram «tapar» as jovens seminuas.



Após a detenção de ontem, as Femen voltaram a protestar já esta quinta-feira, em Bruxelas, frente à embaixada da Tunísia.





Nota minha– E para quando a obrigatoriedade da burka? Hein?


(última imagem obtida aqui)

terça-feira, 21 de maio de 2013

PRIMAVERA ESCALDANTE


(foto obtida aqui)



Em Tunes os bondosos militantes islamitas, sob a sua capa salafista invadiram o centro da cidade e, para não ficarem mal na fotografia como mansarrões, escavacaram quanto lhes apareceu na frente. A certa altura a polícia, farta de levar garrafadas, pedradas e alguns tiritos para compor a festa, puxou dos galões e deixou-se de cantigas: prendeu 200 mais aguerridos.

E fez muitíssimo bem, para desespero contudo dos grandes democratas do Hamas e do Hezbollah, que já juraram ir pôr tudo a ferro e fogo.

Os esquerdistas de todo o mundo, cuja característica mental/intelectual é pensarem tudo ao contrário (citando o Prof. Jorge Gaillard Nogueira, assumirem "expectativas de milagre") fartaram-se de apregoar uma tal "primavera árabe", que afinal qualquer pessoa lúcida suspeitava ia ser um"inverno salafista". Ou seja, negrume islamita.

E aí está a dura realidade, insofismável, real como punhos. Ou será que, como refere por seu turno o ensaísta Pedro Lopes Cardigos, eles sabiam isso, apenas simulavam para, dessa forma, darem apoio ao fascismo verde? A dúvida faz sentido.

Curiosa é esta aliança, aparentemente contranatura, entre a verbosidade esquerdista e as acções muçulmanas. Os "bons espíritos"encontram-se?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mas porque é que não lhes puseram uma burka?


Foto tirada durante um casamento islâmico de 24 casais, em Enfield (recebido por e-mail)

Ou um napperon...? Ou mesmo um abat-jour...? Ora leiam.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Planeta muçulmano ou Arrufos ideológicos fascistas




A foto verdadeira (à direita) e a montagem que surgiu em alguns sites iranianos (à esquerda)Fotografia © DR


Título, texto e foto retirados daqui.


Ahmadinejad debaixo de fogo por consolar mãe de Chávez

Na cerimónia fúnebre de adeus ao líder venezuelano, o Presidente iraniano foi fotografado com o rosto junto ao da mãe de Chávez e de mãos dadas. Os muçulmanos estão proibidos, por tradição, de tocar em mulheres que não sejam da sua família e em alguns sites iranianos, a foto foi alterada.

A divulgação da imagem gerou uma onda de críticas no Irão. Um membro da Sociedade do Clero Combativo de Teerão, Hojat al-Islam Hossein Ibrahimi, disse segundo o site Al Monitor que "em relação ao que é permitido (halal) e o que é proibido (haram), sabemos que nenhuma mulher que não seja familiar pode ser tocada a não ser que se esteja a afogar ou precise de tratamento médico".

Alegadamente, os apoiantes do Presidente tentaram proibir a publicação da fotografia, sem sucesso. Depois, a versão online do Iran Newspaper, chamada Shabakeye Iran, terá vindo em defesa de Ahmadinejad, dizendo que o Presidente tentou cumprimentar a mãe de Chávez, Elena Frías, juntando as mãos e levantando-as, mantendo a distância, como fez noutras ocasiões com outras mulheres.

Mais tarde, começou a circular uma fotomontagem na qual, em vez de Elena Frías, o rosto de Ahmadinejad surge junto ao de um homem. Este é apresentado como sendo um tio do falecido presidente venezuelano. O site conservador Entekhab, que tinha criticado Ahmadinejad, apressou-se a pedir desculpa ao presidente, pensando que esta era a verdadeira fotografia e acusando o jornal britânico 'Daily Telegraph' de ser o responsável pela "fotomontagem" em que se via a mãe de Chávez.

Mas algumas horas depois, retiraram o pedido de desculpa, ao descobrir que o homem da segunda foto é Mohamad El Baradei, o antigo diretor da Agência Internacional de Energia Atómica e atual figura figura da oposição egípcia. Na foto original, El Baradei cumprimentava o presidente do Parlamento egípcio, Ali Larijani.

terça-feira, 5 de março de 2013

Do apartheid islâmico e do fascismo sonso





Leia-se, com atenção, o que aqui se diz:


A terceira Maratona Internacional de Gaza foi cancelada depois do movimento islâmico Hamas proibir a participação das mulheres na prova, anunciou hoje a Agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), que organiza a corrida.

«A UNRWA lamenta anunciar o cancelamento da terceira maratona da agência, que se iria realizar no dia 10 de abril. Esta decisão dececionante surge no seguimento de conversas com as autoridades de Gaza, que proíbem o envolvimento de qualquer mulher», pode ler-se no comunicado emitido pelo organismo.

De acordo com a agência humanitária, estavam inscritas 807 pessoas, divididas entre cidadãos locais e estrangeiros, sendo que cerca de metade dos participantes seriam do sexo feminino.

«O Hamas não permite a participação das mulheres nesta prova tão importante. Eles [Hamas] estabeleceram essa condição há algum tempo e, apesar das negociações, não conseguimos», disse o porta-voz da UNRWA em Gaza, Adnan Abu Hasna.

Em edições anteriores, cidadãos estrangeiros participaram na corrida ao lado de centenas de mulheres palestinas com indumentárias tradicionais – vestidos compridos e lenços na cabeça.

«Lamentamos a decisão de cancelar a maratona, mas não queremos que os homens e mulheres estejam juntos», declarou o secretário-geral do governo do Hamas, Abdessalam Siyam.

Repare-se como o "lídimo representante da resistência e da coragem do heróico povo mártir palestiniano" é, subitamente, na boca sonsa da canalha da social-comunicação, despojado das suas acções e funções políticas, para passar a ser somente "um movimento islâmico", uma coizeca do caixote do lixo da História do pugressismo muitàfrente.

Repare-se como a canalha do Hamas é subtraída pela canalha da social-comunicação à visão do que realmente é: o agente de uma mentalidade opressora, assente numa religião que, desde o seu aparecimento, no século VII, se traduz num projecto, politicamente fascista, de expansão fulminante e violenta, que pratica a discriminação e o apartheid entre seres humanos e que, por isso, é incapaz de conviver com a sociedade israelita de homens livres.

Repare-se como, no mesmo dia, a nauseabunda canalha da social-comunicação procura desviar a atenção desse abjecto apartheid com base no sexo que se encontra na raiz da própria visão muçulmana e do Estado que ela origina e  sustenta, dando voz a uma qualquer representante de não sei quê, hipócrita (ou apenas estupidamente) indignada com o apartheid que a medida de segurança determinada pelas autoridades israelitas, pela qual os "palestinianos" passam a ter autocarros à parte, constituiria.

Repare-se, em suma, como, através de tal expediente, a canalha da social-comunicação procede na linha da melhor tradição hitleriana,  instituindo a mentira como virtude pugressista-sucialista de tasca de fina intelectualidade do Bairro Alto e afins.

Repare-se. Mas repare-se bem.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Comunicação Social e a Fé



Não sei se quem venha a ler isto já se deu conta de que desde que a ministra da Agricultura-e-poraífora disse que tinha fé em que chovesse, a sempre-esclarecida-mas-que-se-quer-também-sempre-politicamente-correcta comunicação social portuguesa não perde uma oportunidade, em qualquer das ocasiões em que noticia algo referente ao triângulo agricultores-chuva-ministra, para inserir um dardo embebido na fina e subtil ironia que se lhe conhece, no sentido de espicaçar a atenção do pobre e enganado povo, perdão!, público para o carácter parolo, reacionário, perdão!, retrógrado e risível de quem nos governa e de que ela é símbolo. Ainda hoje o fez, num qualquer telejornal da hora do almoço.
A mesma comunicação social que transmitiu, dois ou três dias atrás, uma peça jornalística sobre o que deverá ter sido um aspecto por ela não divulgado até à data — eu, pelo menos, ignorava-a — da personalidade de Hugo Chávez: a profunda religiosidade cristã de tão grande defensor dos fracos e oprimidos, desse modelo da luta contra o imperialismo americano. Chávez, como todo o mundo teve oportunidade de ver e ouvir, em discurso inflamado e comovente, aplaudido pela nata dos seus camaradas, agradeceu a Cristo a protecção que lhe está a dar na doença e manifestou a sua fé em que o faz e em que continuará a fazê-lo para que possa levar a cabo sua tarefa. Sem que, no caso, ninguém tivesse detectado qualquer dardo.
A mesma comunicação social, aliás, que se regozijou com a subtileza do caudillo, quando ele, em plena ONU — pouco tempo após esse monumento à imbecilidade, ao fanatismo religioso e à corrupção que dava pelo nome de Bush ter levantado os olhos ao céu (coisa impensável no homem comum) em resposta à pergunta do entrevistador sobre com quem se aconselhava nas grandes decisões sobre os problemas trazidos pelo combate ao terrorismo, perdão!, à justa luta dos povos islâmicos —, disse: “Ontem, esteve aqui o Diabo.” Sem que, também aí ou posteriormente, alertasse o pobre povo desinformado com qualquer dúvida quanto ao carácter progressista esclarecido do camarada Hugo.
A mesma comunicação social que não sugere qualquer carácter parolo, retrógrado ou perverso no islamismo, por este ser, como qualquer outra religião (menos a cristã!), respeitável, ao menos como tradição de um povo. A mesma comunicação social que não sugere qualquer carácter parolo, retrógrado ou perverso nos governantes e nos militantes islamistas, pobre gente que, embora não seja gente pobre, se vê obrigada a matar os que vivem pior do que eles; ou nos próprios islamitas emigrados, que se auto-segregam ou proferem impropérios contra os contribuintes que lhes pagam os subsídios de rendimento social. A mesma comunicação social que não sugere qualquer carácter parolo, retrógrado ou perverso no facto de quem trabalha ou visita os países islâmicos ser obrigado a observar regras ou preceitos religiosos que gerariam a sua “vigorosa denúncia” se detectadas na Europa ou nos USA, mas antes o considera como progressistamente respeitosa e cordata atitude da parte dos ocidentais.
Parola, retrógrada e perversa é a comunicação social que temos. Uma comunicação social em que qualquer pessoa, com um mínimo de inteligência e sentido de honestidade e honra, não pode nem deve fazer qualquer fé.