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terça-feira, 5 de março de 2013

Do apartheid islâmico e do fascismo sonso





Leia-se, com atenção, o que aqui se diz:


A terceira Maratona Internacional de Gaza foi cancelada depois do movimento islâmico Hamas proibir a participação das mulheres na prova, anunciou hoje a Agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), que organiza a corrida.

«A UNRWA lamenta anunciar o cancelamento da terceira maratona da agência, que se iria realizar no dia 10 de abril. Esta decisão dececionante surge no seguimento de conversas com as autoridades de Gaza, que proíbem o envolvimento de qualquer mulher», pode ler-se no comunicado emitido pelo organismo.

De acordo com a agência humanitária, estavam inscritas 807 pessoas, divididas entre cidadãos locais e estrangeiros, sendo que cerca de metade dos participantes seriam do sexo feminino.

«O Hamas não permite a participação das mulheres nesta prova tão importante. Eles [Hamas] estabeleceram essa condição há algum tempo e, apesar das negociações, não conseguimos», disse o porta-voz da UNRWA em Gaza, Adnan Abu Hasna.

Em edições anteriores, cidadãos estrangeiros participaram na corrida ao lado de centenas de mulheres palestinas com indumentárias tradicionais – vestidos compridos e lenços na cabeça.

«Lamentamos a decisão de cancelar a maratona, mas não queremos que os homens e mulheres estejam juntos», declarou o secretário-geral do governo do Hamas, Abdessalam Siyam.

Repare-se como o "lídimo representante da resistência e da coragem do heróico povo mártir palestiniano" é, subitamente, na boca sonsa da canalha da social-comunicação, despojado das suas acções e funções políticas, para passar a ser somente "um movimento islâmico", uma coizeca do caixote do lixo da História do pugressismo muitàfrente.

Repare-se como a canalha do Hamas é subtraída pela canalha da social-comunicação à visão do que realmente é: o agente de uma mentalidade opressora, assente numa religião que, desde o seu aparecimento, no século VII, se traduz num projecto, politicamente fascista, de expansão fulminante e violenta, que pratica a discriminação e o apartheid entre seres humanos e que, por isso, é incapaz de conviver com a sociedade israelita de homens livres.

Repare-se como, no mesmo dia, a nauseabunda canalha da social-comunicação procura desviar a atenção desse abjecto apartheid com base no sexo que se encontra na raiz da própria visão muçulmana e do Estado que ela origina e  sustenta, dando voz a uma qualquer representante de não sei quê, hipócrita (ou apenas estupidamente) indignada com o apartheid que a medida de segurança determinada pelas autoridades israelitas, pela qual os "palestinianos" passam a ter autocarros à parte, constituiria.

Repare-se, em suma, como, através de tal expediente, a canalha da social-comunicação procede na linha da melhor tradição hitleriana,  instituindo a mentira como virtude pugressista-sucialista de tasca de fina intelectualidade do Bairro Alto e afins.

Repare-se. Mas repare-se bem.

domingo, 3 de março de 2013

500.000? E se fossem tomar espontaneamente na grandola?


(imagem recolhida aqui)


Dei-me ao trabalho de me documentar e fazer as contas.

A Praça do Comércio mede (180m x 200m) 36.000m2.

Admitamos que a indignação consegue expulsar a estátua dali, para que esse espaço possa ser ocupado pela manifestação.

E que os manifestantes se consigam arrumar espontaneamente (ou não), como sardinhas em lata, à razão de 0,4m2 para cada um deles.

Rapem da máquina de calcular, se precisarem. E não se enganem nas teclas, nem nas dos algarismos nem nas das operações.

36.000m2 : 0,4m2 = 90.000




Repitamos agora, em coro, como no tempo do sr. eng. dos computadores y sus muchachos:

MENTIROOSOS!

MENTIROOSOS!

MENTIROSOS, MEENTIIROOSOS!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ratzinger e a social-comunicação



(imagem recolhida aqui)



Este artigo de Henrique Monteiro, no Expresso, é bem elucidativo do que vai pelos meandros da comunicação social e de como a "opinião pública", o "bom povo", os idiotas úteis e os "inconformistas", mais ou menos aguerridos, são fácil e gostosamente manipulados para servirem aos "progressistas" desejosos de imporem as suas luzes a este mundo inferior, indigno deles.



Da estupidez como critério jornalístico


 

Leio em diversa imprensa internacional (o primeiro a chamar-me a atenção foi o Hunffington Post) e também portuguesa que a nomeação pelo Papa do novo presidente do banco do Vaticano é controversa. Primeiro, pensei que era por ser alemão ou amigo do Papa (este desmentiu conhecê-lo sequer), mas verifiquei que, afinal, era porque o nomeado Ernst Von Freyberg preside a uma empresa de construção naval que fez barcos de guerra para os nazis.

Pensei, então, que Von Freyberg fosse um idoso. Mas não, nasceu em 58, já a guerra e os nazis tinham acabado há 13 anos. É mais novo do que eu, que nasci em 56. A suspeita não é sobre Freyberg, mas sobre a empresa. Mas será que isso faz sentido?

E a Grundig (agora comprada por investidores turcos), quando se chamava Fuerth, Grundig & Wurzer, não vendeu rádios aos nazis? E a Siemens, fundada em 1847, não aproveitou a mão-de-obra de campos de concentração? E a célebre Volkswagen (que traduzido é o carro do povo), não foi fundada por uma organização nazi em 1937?

Isto tudo se sabe em três minutos de pesquisa na Internet. Eu sei que muitos jornalistas dirão que são os críticos de Freyberg que estão a levantar essas dúvidas e não os próprios jornais. Mas, a verdade é que editar um jornal é também escolher o que tem sentido. E, neste caso, a ligação de Freyberg ao nazismo é forçada e ridícula. Até que porque nem sequer tem idade para isso. A História é a História. Também em Portugal há empresas relacionadas - e muito - com o colonialismo, com o salazarismo, com a escravatura, provavelmente... E de que culpa podemos acusar os seus responsáveis atuais.

Pensar um pouco não faz mal a ninguém. Assim como não pode valer tudo para criticar uma decisão, independentemente de ela ser boa ou má, coisa que eu não faço ideia, embora ultimamente tudo o que rodeie o Banco do Vaticano (ou o Instituto das Obras Religiosas, como oficialmente se chama) tenha sido sempre objeto de controvérsia.

Mas sinceramente choca-me que a necessidade de ser notado tenha feito o jornalismo chegar a este ponto...






A ignorância e a má-fé


Não preciso de escrever muito mais do que isto que o Henrique Monteiro escreveu. Ontem à noite apanhei no Twitter uns excitados a partilhar uma notícia que dizia que o Papa Bento XVI teria nomeado alguém ligado ao nazismo. Ao ler a notícia reparei que o crime do senhor era ter trabalhado para uma empresa que forneceu o regime nazi, apesar de ter nascido apenas em 1958. Logo apontei os exemplos da Mercedes, da Krups, da BMW ou da Allianz, como tantas outras, que também forneceram o regime nazi. E se os ignorantes quiserem explorar um bocadinho mais o tema, até encontram as americanas Ford, General Electric ou as inofensivas Kodac e Nestlé na lista de fornecedores dos nazis. Será que também vão andar a dizer que todos os que trabalham nestas companhias têm ligações ao nazismo? Santa Paciência. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Eco de um tolo...? Tolo será quem pense que a velha jogada não estava apenas à espera de um pretexto!




(imagem obtida aqui)

Escreveu Henrique Medina  (as letras a cheio são dele):

O nome do ex-ministro das Finanças fazia ontem a manchete de um jornal - o 'Sol'. Dizia assim: "Apanhado na rede" e informava que a "investigação do caso Monte Branco (...) apanhou um nome totalmente improvável". A fotografia de Medina Carreira era a maior mancha gráfica da primeira página.

O ex-ministro e comentador reagiu com calma, dizendo que tinham ido a sua casa e ao seu escritório e nada tinham encontrado. Não ficou sequer como arguido.

Hoje, diversos jornais, entre os quais o Expresso, indicam que o nome de Medina Carreira seria um código usado na rede Monte Branco (e referente a outra pessoa), nada tendo a ver com a participação na rede do advogado e fiscalista que foi ministro das Finanças nos anos 70.

Vamos, pois, reconstituir a notícia: um nome aparece em documentos apreendidos num processo de investigação; a justiça naturalmente investiga e, aparentemente, chega à conclusão de que a pessoa a que corresponde esse nome nada tem a ver com o caso.

Pelo meio, alguém ligado à investigação, revela a um jornal o nome concreto que surgiu em documentos e o jornal espeta-o na primeira página.

Na verdade, como muito bem disse o visado Medina Carreira, não tem de haver aqui nenhuma conspiração ou cabala. Basta existir, como existiu, digo eu, um agente ligado à investigação completamente idiota ou tolo, uma jornalista que gosta de servir de eco a esse tipo de tolos e um jornal que publica qualquer coisa que lhe chegue sem tentar aprofundar, confirmar ou contrastar.

Gostava que houvesse uma investigação a sério e que, pelo menos, se soubesse quem é o agente tolo... porque a jornalista sabe-se que é costumeira neste tipo de andanças.
Digam lá agora se não é verdade que mais vale não haver segredo de Justiça. Ao menos, desse modo, ficaríamos com a história toda, contada por ambos os lados e não apenas com a versão do agente tolo e da jornalista eco.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

De como a social-comunicação transforma uma operação militar de defesa num caso de assassínio


No Expresso (sublinhados meus):


Israel mata líder militar do Hamas

O assassinato de Ahmed Jabari, líder militar do Hamas, marca o início de uma nova operação israelita na Faixa de Gaza, designada Pilar de Defesa.

Margarida Mota (www.expresso.pt)
15:56 Quarta feira, 14 de novembro de 2012
Última atualização há 43 minutos
Carro onde seguia Ahmad Jabari ficou completamente destruído
Carro onde seguia Ahmad Jabari ficou completamente destruído
Ali Ali/EPA
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Israel acusava Ahmad Jabari de envolvimento no rapto do soldado Gilad Shalit, em 2006
Israel acusava Ahmad Jabari de envolvimento no rapto do soldado Gilad Shalit, em 2006
Hamas Media Office/EPA
Ahmed Jabari, chefe militar do Hamas, foi morto hoje na Faixa de Gaza quando o carro em que seguia foi alvo de um bombardeamento aéreo lançado pelas forças israelitas. 


Fontes médicas e de segurança palestinianas confirmaram à Al-Jazeera um total de quatro ataques sobre Gaza na tarde desta quarta-feira: dois na cidade de Gaza, um no norte do território e um quarto a sul, na cidade de Khan Yunis.


Segundo o diário israelita "Jerusalem Post", as forças israelitas atingiram 20 alvos, alguns situados em residências civis, que albergavam foguetes de longo alcance capazes de atingir Telavive.

Operação Pilar de Defesa


Avital Leibovich, porta-voz das Forças de Defesa de Israel para a imprensa internacional, afirmou, na sua conta no Twitter, que o ataque insere-se numa operação que visa atingir grupos armados em Gaza, "devido aos ataques contínuos contra civis israelitas".


Esta operação - batizada Pilar de Defesa - surge na sequência de dias de hostilidades entre Gaza e Israel. Entre sábado e terça-feira foram disparados mais de 100 foguetes desde a Faixa de Gaza na direção do sul de Israel. As ações de retaliação de Israel provocaram seis mortos entre os palestinianos.


Tudo isto, recorde-se, acontece a dois meses de Israel realizar eleições legislativas antecipadas, marcadas para 22 de janeiro de 2013.



Ainda Gilad Shalit


Ahmed Jabari foi o mais alto responsável da organização islamita palestiniana - que controla a Faixa de Gaza desde 2006 - a ser assassinado desde a operação israelita Chumbo Endurecido, em Gaza, há quatro anos.


Nascido em 1960, liderava as Brigadas Ezzedine al-Qassam - que funcionavam como braço armado do Hamas -, e foi o responsável pelo ataque em Kerem Shalom, junto à fronteira entre Israel e Gaza, a 25 de junho de 2006, que culminou no rapto de três soldados, entre os quais Gilad Shalit.


No ano passado, chefiou a delegação do Hamas nas negociações no Cairo, que culminaram na libertação de Shalit, a 18 de outubro de 2011. Shalit foi trocado por 1027 prisioneiros, na sua esmagadora maioria palestinianos e israelitas árabes.

Chamo, entretanto, a atenção para este post.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Duas notícias, algumas interrogações



O meu silêncio não é casual. Tenho andado, desde há uns dois meses, para escrever um texto sobre a minha avaliação da actual situação que se vive em Portugal e dos desfechos que julgo podermos esperar. Mas é-me tão doloroso exprimir o que penso a esse respeito, que tenho vindo a adiá-lo sucessivamente. Creio, no entanto, que será inevitável fazê-lo por mais ninguém do que por mim próprio, e que o farei nos próximos dias.
Por hoje, no entanto, deixo à consideração de quem esteja para me aturar algumas interrogações ocasionadas por duas notícias que li, ambas no DE.
A primeira, aqui:
Não conhece Portugal, mas garante que o país tem alguns economistas maravilhosos. Alvin Roth, 60 anos, professor de Harvard, que este ano se encontra em Stanford, é um dos dois galardoados com o "Nobel de Economia 2012". Lloyd Shapley, de 89 anos, da Universidade da Califórnia foi o outro premiado neste casamento Nobel, que juntou um homem da teoria (Shalpey) com um homem da prática (Roth). O resultado: desenvolveram, de forma separada, modelos sobre como associar diferentes agentes para optimizar a oferta e a procura em áreas nas quais as tradicionais regras de mercado ( em que o preço se ajusta de forma a que a procura iguale a oferta) não se aplicam.
Numa troca de emails com o Económico, Alvin Roth, que teve a capacidade de aplicar a teoria de jogos ao mundo prático, referiu que considera que "a economia é sobre a vida" porque "os economistas estudam a forma como as pessoas fazem escolhas. E procuram saber quem é que ganha o quê e como é que a coordenação e a cooperação moldam os resultados da vida." Sobre a actual crise financeira, ressalva que não tem uma visão profunda por ser um micro e não um macro economista. Refere, no entanto, que " é claro que muitos mercados financeiros deverão precisar de regras diferentes, na medida que um maior número de instituições, que não são denominadas de bancos ou de companhias de seguros, começam a trabalhar com as mesmas funções (ainda que não reguladas)."
Ainda em entrevista, Roth mostrou ter bastante admiração pelos economistas portugueses. E adianta mesmo que "em Portugal existe um bom grupo de teóricos de matching (matching theorists) em Lisboa, onde se inclui a Joana Pais". Outro dos nomes mencionados foi o de "Miguel Costa Gomes", com quem o Nobel trabalhou dois anos em Harvard."
É um génio", diz Costa Gomes sobre Alvin. Quem também tem muita admiração pelo Nobel é Joana Pais, professora do ISEG e especialista em Matching. "Conheço o professor Alvin, por quem fui convidada a passar uns tempos em Harvard", explica.
Mas a ligação de Alvin ao mundo lusófono não fica por aqui. "Não sei se serem de língua oficial portuguesa conta, mas a melhor professora brasileira de teoria de Matching é a Marilda Sotomayor. A Marilda foi co-autora, em 1990, no meu livro sobre Matching." 
Em declarações ao Económico, Marilda, que é professora da USP e cuja família tem origem portuguesa por parte da mãe, diz não se sentir injustiçada pelo Nobel ter sido só para o seu co-autor. E esclarece: "Houve essa confusão (de quem é seria a autoria da descoberta da equivalência dos algoritmos) na literatura e ainda há. Mas o mérito não é meu, e sim do Gale. Tenho as correspondências travadas sobre esse assunto com Gale em 1976. Além do livro, escrevi vários artigos com Alvin Roth quando ele trabalhava em Pittsburgh. Ele me enviou um email dizendo: 'Congratulations to you too! I shared with you much of my work!'. A ida dele para Harvard foi um passo à frente."
Sobre o prémio Marilda Sotomayor, co-autora do Nobel em "Two-sided Matching", explica: "O prémio que Alvin Roth e Lloyd Shapley receberam é sobre matching, e a importância de maching para a Economia é que Economia é sobre a vida real e o matching tem inúmeras aplicações à vida real. Através dessa teoria, vários mercados têm sido melhor entendidos, o que tem ajudado na sua organização.
A teoria dos matchings estáveis foi introduzida por David Gale e Lloyd Shapley em 1962, com o artigo "College admissions and the stability of marriage". A teoria dos matchings estáveis tem evoluído desde o artigo de 1962 e o conceito de matching estável tem se estendido. O algoritmo de Gale e Shapley tem encontrado inúmeras aplicações na vida real, em mercados não somente de escolas e estudantes, mas também em mercados de distribuição de médicos e hospitais nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha".
Primeira pergunta:
Porque é que, tendo Álvaro Santos Pereira  - segundo os conhecidos cães-de-fila da política portuguesa e a habitual matilha de caniches da social-comunicação que os secunda, "O desaparecido", "O inócuo" e por aí fora -  dado uma conferência de imprensa, transmitida pelos canais noticiosos da SIC, da TVI e da RTP, em que expôs detalhadamente o plano de estímulo à economia a pôr em prática já até Dezembro, nem uma palavra que se referisse a essa conferência foi divulgada através do SAPO, do Clix, no Correio da Manhã...? Só o DN lhe fez uma referência quase insignificante, atendendo à importância de que ela, segundo a própria social-comunicação, se revestiria. Ao contrário, continuou a publicar uma chuva de notícias alarmantes (escrevi primeiro, sem querer, "alarmentes", ai o avô Freud...!) sobre as medidas anunciadas por Vítor Gaspar.
Segunda pergunta:
Porque é que, no debate recente em que, entre outros, participaram o ponderado e directo Vítor Bento e a ressabiada Manuela Ferreira Leite, a "comunicação social televisiva" transmitiu os ataques desta à política económica do governo e não dedicou um segundo sequer à intervenção de Vítor Bento, que contrariava os fundamentos desses ataques?

A segunda notícia, aqui:
A economia islandesa, a primeira ser resgatada após a crise de 2008, baixou a taxa de desemprego de 12% para 5% em dois anos.
"Fomos o primeiro a cair, mas também somos o primeiro a sair da recessão. Se há uma lição a tirar da recuperação islandesa é que a austeridade, por si só, não funciona", disse Össur Skarpheoinsson, chefe da diplomacia da ilha.
Após o colapso bancário do país, Reykjavik recebeu 2,1 mil milhões de dólares e doseou os aumentos de impostos com a desvalorização da moeda.
A economia caiu 6,8% em 2009 e 4% em 2010, mas desde o ano passado que regresso ao terreno positivo com um crescimento de 3,1%. Este ano deve voltar a crescer 2,8%, depois do governo ter liquidado mais cedo o empréstimo do FMI (sublinhado meu).

Outra pergunta:
Porque é que poucos órgãos da "comunicação social" referem que essa taxa de desemprego vem em paralelo com a liberalização do mercado de trabalho na Islândia? Não lhes ocorre qualquer relação de causa-efeito, neste caso?

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Perplexidades - 1


Porque será que os canais do dr. Balsemão, de há uns tempos a esta parte, decuplicaram os tempos concedidos aos discursos e às acções das esquerdas nos seus serviços noticiosos...?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O verdadeiro artista é o bimbo...


A obra de Matisse que a polícia julga ter recuperado

... da social-comunicação que escreve isto:


«A polícia norte-americana acredita ter descoberto uma famosa pintura do conceituado artista Henri Matisse. Avaliada em, aproximadamente, 2,5 milhões de euros, a obra tinha sido roubada de um museu venezuelano há dez anos.»

Para ler o resto da notícia, clicar aqui.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Descubra as diferenças



(imagem obtida aqui)


A notícia foi dada assim:

"200.000 portugueses vivem a mais de uma hora de um hospital".

Mas, feitas as contas, poderia ter sido dada assim:

"98% da população portuguesa vive a menos de uma hora de um hospital, apenas 2% vive mais longe.".

Para ver as soluções não precisa de virar o computador ao contrário.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um homem contraditório ou contradições acerca de um homem?




(imagem obtida aqui)


Na continuação do que referi há pouco, no post anterior:

De vez em quando vejo um Prós & Contras. Hoje, fui não vendo mas ouvindo um pouco distraidamente, até ao final, mesmo agora. Levantei os olhos do que estava a fazer quando António Borges, já com a música que marca o fim do programa a soar, pediu uns segundos para dizer o seguinte (reproduzo de memória):

- Portugal é o país da Europa onde há maior desigualdade. Fora a Turquia, claro, que já não é bem Europa. Nestes 20 anos, o que ganhámos e o que recebemos serviu não para atenuar essa desigualdade mas para a aumentar ainda mais, em favor de 1% da sua população. E isso é que tem que ser mudado.

Tudo o que mais que ouvi ao longo do debate, quer na análise quer nas propostas quanto a medidas a tomar, teve idêntico direccionamento.

Perplexidades e dúvidas


(imagem obtida aqui)

Quando se LÊ a entrevista dada por António Borges ao Diário Económico verifica-se que ele NÃO DIZ que os salários devem baixar NEM SEQUER O SUGERE. Falar em contenção temporária de salários NÃO É O MESMO que baixá-los; não se ter temporariamente dinheiro para aumentar o salário da mulher-a-dias NÃO É O MESMO que passar a pagar-lhe menos.

Mas não foi o prémio Nobel da economia e guru da esquerda, o sr. Paul Krugman, que disse há poucos meses, quando esteve em Portugal para ser universitariamente homenageado, que OS SALÁRIOS DEVERIAM DESCER 30%?

SERÁ QUE ALGUÉM ANDA CONFUSO? OU SERÁ QUE ALGUÉM PRETENDE CONFUNDIR-NOS? 

Entretanto, disse-me há pouco um amigo que, recentemente, no decorrer da feira de vaidades chamada Eixo do Mal que Nuno Artur Silva criou e acarinha semanalmente na SIC Notícias para inefáveis gozos da intelectualidade irreverentemente à frente do cérebro, o sr. Daniel Oliveira, feirante com banca residente, esquerdino desde há meses zangado com o BE, paladino do inconformismo e indignado a tempo inteiro, afirmou que não põe o seu dinheiro em bancos nacionais.

E eu fiquei sem saber se alguém ficou com dúvidas quanto ao sr. Daniel Oliveira.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Do eufemismo e da isenção política na comunicação social



Ontem, liguei a televisão, faltavam uns minutos para o telejornal da hora do almoço. Seleccionei, um pouco ao acaso, o canal 4. O Você na TVI chegava ao fim. Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira falavam com o economista Camilo Lourenço, conselheiro residente do programa em matéria de economia e fiscalidade para as perguntas que são enviadas pelos espectadores ao longo da semana.

Como Camilo Lourenço é alguém cuja inteligência e frontalidade aprecio (previu muito antecipadamente as consequências do que foi a acção de José Sócrates e do governo PS, por exemplo), fiquei-me a ouvir os últimos instantes da conversa, que não sei a que assunto específico se referia mas que acabou por ter assim o seu epílogo:


Goucha (dirigindo-se a Camilo Lourenço) — Olha lá, ontem a Moody’s melhorou o rating de Portugal, não foi?

Camilo Lourenço (sorrindo) — Foi, foi…

Goucha — Mas isso quase passou despercebido na Comunicação Social…

Camilo Lourenço (continuando a sorrir) — Pois foi, pois foi…

Goucha — Mas porque é que achas que não se falou mais disso…?

Camilo Lourenço (ainda a sorrir) — Sabes, a desgraça vende mais…


Camilo Lourenço é um homem frontal mas educado. E, como a maioria dos portugueses, tem o emprego em risco.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Da relva que muitos querem que a gente coma


Encontrei aqui há pouco este comentário, o qual, por me identificar com o que nele é dito (embora as coisas vão ainda bastante mais fundo), transcrevo integralmente:

A sra. qualquer-coisa do Público, pessoa de suspeitas ligações a uma facção política, meteu-se na guerra de poderes entre a Impresa, do inefável dr. Balsemão, e a Ongoing, onde milita o arrogante dr. José Eduardo Moniz. Talvez porque a sua facção se tenha alinhado com uma das partes.

O dr. Relvas, entretanto, tem meio país à perna: o pessoal da RTP, por cuja reforma é responsável; as autarquias, que  querem mais dinheiro (e cala-te boca); a parte ressabiada das velharias do PSD; e até o dr. Daniel Oliveira que afirma que o dr. Relvas manda nos jornais todos, embora todos os dias todos os jornais lhe malhem.

Eu diria, como, noutro dia, o Herman que os portugueses não gostam de quem aparece muito e como o dr. Relvas está constantemente a aparecer... E meio país detesta que ele apareça, porque considera o homem como a sua desgraça. Ele bem que se fartou de dizer que não ao dr. Passos Coelho, que não queria ir para o governo, mas o outro insistiu e ele, a esta hora, já deve estar assim para o arrependido, mas também sabe que se se demitir dá assim uma espécie de ximbalau no primeiro-ministro, por isso...

Eu não tenho opinião formada sobre a qualidade política do dr. Relvas, acho que, até agora, não lhe vi nada de especialmente digno de registo, embora o ouça falar das ideias que tem sobre o que já fez ou tenciona fazer. Umas são interessantes, outras nem por isso, de outras não partilho. Mas enfim, tem ideias, o que já não é nada mau. Coisa de que os portugueses, em geral, também não gostam. Tenha-se em conta a popular expressão "não te ponhas p'raí com ideias...!".

Há só uma coisa que eu achei piada no dr. Relvas: foi ter posto de imediato à disposição o material escrito trocado entre ele a jornalista, enviando-o mesmo ele próprio, exigido o inquérito e deslocar-se pessoalmente à ERC para testemunhar. Pode ser só fachada, mas procedeu como qualquer político de um país democrático à séria faria. Não foi como o outro, o dr. Ricardo Rodrigues, que roubou o gravador ao jornalista e continua impávido na AR e com a compreensão publicamente expressa do patriarca da II República, o venerando dr. Soares.

Não tenho, pelo que ficou atrás, nada a dizer sobre este  caso, nem a favor nem contra. Mas uma coisa é certa: não sou suficientemente ingénuo para tratar de um episódio de guerra entre empresas, asquerosamente disfarçada de problema de liberdade de imprensa, como ambas as empresas e os seus apoios políticos querem que ele seja para melhor disfarçarem os seus interesses de que todos seremos vítimas. Lixado, ainda vá, que remédio!; papalvo, não!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O meu caso com o caso Relvas


Título deste texto de Alberto Gonçalves no DN, que transcrevo integralmente:


Os comentários às eventuais ameaças de Miguel Relvas a uma jornalista do Público são um perfeito retrato do país. Na semana passada, escrevi aqui que o papel, a ambição, o estilo e o respeito pelas regras democráticas do sr. Relvas lembram demasiado o eng. Sócrates. Num ápice, Estrela Serrano correu a acusar-me de "falácia", "desespero" e "desejo de proteger quem praticou a ameaça". Como de costume, Estrela Serrano não podia estar mais enganada.

Em primeiro lugar, porque as "provas" da comparativa inocência do eng. Sócrates que Estrela Serrano exibiu no seu blogue (vaievem.wordpress.com) constituem evidências bastante razoáveis da respectiva culpa. Em segundo lugar, porque ao contrário de Estrela Serrano nunca aceitei cargos de nomeação política e nem sequer convivo com políticos (uma tentação recorrente em jornalistas com aspas), pelo que não me desespero com eventuais abalos nas carreiras deles. Em terceiro lugar, porque atribuir-me instintos protectores face ao sr. Relvas, cuja relevância no actual governo desde o início me pareceu uma afronta à credibilidade do mesmo, é, no mínimo, um indício da distância que separa Estrela Serrano do discernimento.

Não censuro a senhora, que se limita a presumir em mim os hábitos dela e da pátria em geral. No fundo, o amor à liberdade de expressão que Estrela Serrano descobriu agora é aquele que lhe faltava quando os antecessores do sr. Relvas procuravam, e às vezes conseguiam, silenciar jornalistas. À época, acrescento entre parêntesis, Estrela Serrano pontificava na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), agremiação que, vá lá perceber-se, jamais encontrou vestígio de ilicitude na relação do governo de então com os media.

Estrela Serrano é muito portuguesa, e Portugal é um lugar onde as convicções derivam de simpatias partidárias, compadrio e arranjinhos à mesa do restaurante. De tão infantil, só a descrição da paisagem deprime: os que negavam os abusos do PS são os que hoje se indignam com os abusos do PSD; os que se indignavam com os abusos do PS são os que hoje negam os abusos do PSD. Contra toda a evidência e a favor de todo o compromisso, os apoiantes de uns perdoam-lhes o que condenavam noutros e os apoiantes dos outros indignam-se face ao que lhes era indiferente. Os primeiros perdem a razão que tinham. Os segundos não ganham razão nenhuma.

Gostaria, insisto, que Estrela Serrano não me julgasse pelos critérios que a orientam. Se digo que o presumível desvario do sr. Relvas não é inédito não pretendo dizer que o desvario é desculpável, mas que o indesculpável clima que o propiciou já vem de trás. O sr. Relvas faz o que quer na medida em que os seus parceiros de ofício sempre fizeram o que queriam. E o sr. Relvas sairá provavelmente impune na medida em que a impunidade tácita do ofício é regra da casa.

Se acontecer assim, é pena. Acho que, menos pelo episódio do Público do que pelo rústico enredo de espionagem que originou o episódio, o sr. Relvas não devia permanecer no governo. Acho que a direcção do diário em causa não devia ser selectiva na escolha das pressões que valentemente denuncia ou que estrategicamente esconde. Acho que o jornalismo que dorme com políticos não devia estranhar que os leitores fujam da promiscuidade. Acho que quem aguarda a sentença da absurda ERC devia esperar sentado. Acho que, em vez de alucinações, Estrela Serrano devia ter vergonha.