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domingo, 14 de outubro de 2012

República Socialista dos Açores

Obviamente que a região mais subsidiada do país tinha de votar novamente num socialista. O presidente do Governo Regional agora eleito continuará o trabalho do anterior: distribuir pela população local o dinheiro que parte dos seus eleitores nem sabe de onde vem. Num sistema destes é impossível a um não-socialista ganhar qualquer eleição, ainda para mais quando não há um único na corrida eleitoral.

domingo, 27 de maio de 2012

Václav Klaus: só mudanças fundamentais poderão retirar a Europa da crise em que está mergulhada

Via Espectador Interessado, Václav Klaus, um dos poucos que têm a perfeita noção do monstro que é hoje a "europa".

Onde estamos?


[Cumprimentos com chapelada a quem já cá está]

Se a democracia em Portugal fosse razoavelmente saudável já todos os partidos teria desaparecido e sido substituídos.

Não vale a pena perder muito tempo com os partidos mais à esquerda (BE e PCP+PEV) a não ser pelo facto de terem ficado parados no tempo, incapazes de tirarem as ilações que se impunham perante o monótono falhanço daquilo que defendiam e … desaparecer. Por aí continuam, incapazes de perceber as pessoas e o mundo, com as mesmas manias e o mesmo ódio tribal. Justifica-se pormenorizar que uma das facetas do ódio cultivado no PCP tem como hospedeiro a democracia e continua evidenciar-se diariamente, por exemplo, pelas intervenções do seu alter-ego, o PEV, partido fantoche cujo real valor nunca foi evidenciado e convenientemente aferido pelo simples facto de nunca se ter apresentado, ao longo de muitos anos, sozinho, a eleições.

Se perante o anunciado falhanço das sociais-democracias a sobrevivência do PS já era de dúbia razoabilidade, o consulado de José Sócrates deixou a organização ao nível do BE. A irresponsabilidade e deriva nacional-socialista com pitadas de internacionalismo relativo a uma “europa” com idênticas propensões, levaram Portugal à margem do precipício de estado-falhado.

O PSD é coisa tipicamente portuguesa: varia conforme o capataz. Não parecendo conseguir estabelecer uma conduta própria face ao mundo, é frequente pasto de guerrilhas internas de bradar aos céus.Não estando significativamente amarrado a ideologias (e menos às caducadas) será quem melhor se relaciona com o país real independentemente do país raramente se entender com ele. Portugal é o que é e o que tem que ser tem muita força.

O CDS, outra bizarria, foi ao ponto de pensar que a metamorfose do seu nome teria sensível significado. Tendo tentado a reciclagem de CDP para PP, acabou entalado em CDP-PP. É um PSD um pouco menos totó mas incapaz de se libertar das teias de aranha do social. Caracteriza-se ainda por ser pasto de lutas a luva-branca entre figurões.

E então em que ficamos? Mal? Temporariamente não muito mal porque as atribulações do acaso levaram para S. Bento um primeiro-ministro com dois dedos de testa, claramente acima do habitual. E dever-se-á encarar o facto como uma mais valia? Sim, mas não se sabe bem que utilidade terá porque …

Entretanto, a febre do internacionalismo proletário (social-democrata em correcto politiquês) cravou na “europa” uma democracia suspensa nuns quantos figurões eleitos democraticamente e que, auto-instituídos em zombies da coisa comum com poder político para nomear outras tantas aventesmas, poluíram as instituições que entretanto politicamente apenas se auto-representam. O mostrengo burocrático daqui resultante tomou o freio nos dentes, tem vida própria e, apesar de ditar legislação e regulamentação sobre todas as soberanias tornadas suas satélites e lenha do ideal centralizador, parece incapaz de ser democraticamente abatido.

Portugal tem, em resumo, um primeiro-ministro que apesar de menos tótó que os antecessores é, pela força das circunstâncias, ministro primeiro apenas no mundo do diz-que-disse.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Liberdade, igualdade, normalidade



Alberto Gonçalves, a 13 de Maio, no DN:

Enquanto obedece à tradição local e enche a boca de fanfarra nacionalista para falar de "la France", François Hollande gosta de se proclamar "um homem normal". A imprensa, por lá e por cá, gostou do auto-retrato e, decerto para evitar canseiras, desatou a usá-lo com abundância nas manchetes da vitória: "uma presidência 'normal'"; "um senhor 'normal' no Eliseu"; "a vitória de um homem 'normal'", etc. O adjectivo define menos o sr. Hollande do que a concepção que o sr. Hollande e, pelos vistos, boa parte dos jornalistas têm da normalidade.

Basta espreitar o currículo do sujeito. Em 1974, ainda estudante universitário, o sr. Hollande voluntariou-se para a campanha de François Mitterrand. Mal se licenciou, conseguiu emprego numa comissão governamental. Aos 25 anos, inscreveu-se no Partido Socialista. Aos 27, concorreu ao Parlamento nacional. Não ganhou, mas viu o esforço recompensado com um cargo de conselheiro do então recém-eleito Mitterrand. Em 1983 foi vereador de uma cidadezinha do interior e, em 1988, chegou enfim a deputado, posto que perdeu em 1993 e recuperou em 1997. Pelo meio, divertiu-se em tricas partidárias e Lionel Jospin escolheu-o para porta-voz do PS. Nem de propósito, em 1997 tornou-se líder do PS, honra que lhe caberia por mais de uma década. Em 2001, pairou pela autarquia de Tulle. Desde 2008, o sr. Hollande prosseguiu o tirocínio numa presidência regional. Agora, é presidente da República.

Um homem normal? Normalíssimo, se a palavra definir as criaturas que passam a vida inteira sem, digamos, trabalhar. Esta linha de pensamento olha de viés os que algum dia arriscaram colocar o pé fora da política e experimentaram uma profissão a sério. O sector privado é coisa de excêntricos e, convenhamos, de excêntricos pouco confiáveis. Na França e aqui, o Estado é a norma.

As ideias do sr. Hollande também são normais. Naquilo que nos toca, conheço-lhe uma: a austeridade é má. E não custa nada encontrar gente, igualmente normal, que partilha a opinião. Só em Portugal, Francisco Louçã reclama o fim da austeridade, Mário Soares jura que a austeridade não faz sentido e António José Seguro, que naturalmente tomou o triunfo do sr. Hollande a título pessoal, acha a austeridade excessiva e dispõe-se a sair à rua em protesto.

É inacreditável como é que ninguém se lembrou disto antes. Afinal, a solução não passa por apertos que nos atormentam a bolsa e a existência: passa, obviamente, pelo crescimento, definição lata para a estratégia que consiste em gastar acima das possibilidades, viver de prometidos mundos e fundos, contemplar a descida das promessas à Terra, acumular dívida, rebentar com estrondo e atribuir a culpa de tudo às agências de rating, à sra. Merkel e, grosso modo, ao capitalismo selvagem.

Para surpresa de uns poucos (muito poucos), a solução dos problemas implica o regresso ao estilo descontraído que alimentou os problemas. E se a solução talvez não seja o sr. Hollande, entretanto já empenhado em desmentir os delírios de campanha e prevenir os franceses para as maçadas que os esperam, é garantido que a solução virá, no mínimo espiritualmente, de França. Chama-se José Sócrates e é, para sermos educados, outro homem normal.

terça-feira, 22 de maio de 2012

BONS PRINCÍPIOS…MELHORES FINS!




“O Presidente francês, François Hollande, manifestou, num primeiro encontro com o homologo turco, Abdullah Gul, na segunda-feira em Chicago, a vontade de reativar as relações bilaterais, indica hoje a imprensa turca.

"Relancemos as relações entre a Turquia e a França. Reparemos o que está danificado", respondeu Hollande ao Presidente turco, que se mostrou inquieto com a "hostilidade francesa" face à Turquia.

Hollande encontrou-se com Gul na segunda-feira, à margem da cimeira da NATO em Chicago, refere a imprensa turca.

Segundo o jornal turco Hurriyet, Gul referiu a Hollande que os dois países têm "interesses comum na generalidade dos assuntos".

"Abramos um página em branco, uma nova página. Darei instruções aos meus ministros neste sentido", afirmou Hollande a Gul, segundo o jornal turco pró-governamental Sabah.

As ligações bilaterais entre Paris e Ancara degradaram-se devido à oposição do anterior presidente francês Nicolas Sarkozy à entrada da Turquia na União Europeia e à votação, em França, de um texto que penaliza a negação do genocídio arménio, que a Turquia não reconhece.

(in Diário de Notícias)”
                                                          ***
  A mentalidade "politicamente correcta" (ou seja, levar bofetadas para não apanhar pontapés) deste senhoreco já começou a dar frutos: agora é a Turquia, em breve será a burka livre e a seguir a construção de minaretes.

  Grão a grão enche o Islão o papo.

  Aliás, foi isso o que Hollande prometeu à comunidade de mullahs que o apoiou: para quê a v/ violência, se podem ter tudo com mansidão? Hoje já é conhecida a aliança entre o "socialismo" rosa ou escarlate com o proselitismo muçulmano. Ambos são capazes de tudo para possuírem o Poder.

  Pois não...!