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domingo, 9 de junho de 2013

Mas onde é que eu já ouvi isto...?





"A crise na Europa acabou"


O presidente francês, François Hollande, afirmou hoje que a crise da zona euro chegou ao fim.
"O que vocês, no Japão, têm de perceber é que a crise na Europa acabou. Acredito que a crise, ao invés de enfraquecer a zona euro, vai fortalecê-la. Agora, dispomos de todos os instrumentos de estabilidade e solidariedade. Houve uma melhoria na governação económica da zona euro, temos agora uma união bancária e regras orçamentais que nos permitirão estar melhor coordenados e ter uma medida de convergência", afirmou hoje François Hollande, no último dia de visita ao Japão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Bullying do passado

"(...) Fui alvo de demasiadas provocações. Verifiquei que havia uma equipa de cerca de 200 manifestantes - sempre os mesmos - que andava de um lado para o outro, com bandeiras pretas para me contestar e insultar. Onde quer que eu fosse, eles apareciam. Eram profissionais. Apercebi-me disso, porque um dia fui a Coimbra e, quando cheguei, reconheci as bandeiras pretas, as mesmas caras, as mulheres a chorarem, a falarem-me de fome e, naturalmente, homens também a injuriarem-me!"
Relato de Mário Soares a Maria João Avillez sobre sobre os constantes protestos de que era alvo durante o Governo do Bloco Central. Soares, Democracia - Maria João Avillez e Mário Soares, 1996, Círculo de Leitores.
Bullying do presente.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sonso mais sonso não há

Como é que num país atafulhado de indignados ainda não houve um que se indignasse com a sonsice do secretário-geral socialista? É que sonso mais sonso não há: lidera o partido que faliu o país e chamou a troika e agora finge constantemente que não soube de nada. 
Todos os dias Seguro aparece na televisão a dizer aos portugueses que é pelo emprego, pelo crescimento - quem não será? -  e contra a austeridade. Como isso pelos vistos não chegava, agora põe-se a escrever cartas à troika nas quais expõe a sua completa vacuidade política e as suas nenhumas soluções para os problemas que o seu partido deixou. Pura politiquice interna: lá na tróika estão-se nas tintas para o Tozé de Portugal.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

COM A VERDADE ME ENGANAS



(imagem obtida aqui)



 O tempo, esse supremo crítico como dizia Gide, dá-nos belas lições de vida.


(imagem obtida aqui)

 Isto, obviamente, é um lugar comum, mas como é verdadeiro, real, delicioso! E mais ainda quando o que está em causa é um francês, gajo dos quatro costados e mais um, da "douce France" republicana, coisa para endoudar de gosto qualquer mortal meteco e lambareiro pois o gajão em apreço se chama François Hollande e anda com a faixa tricolor de presidente daquela nação hoje politicamente correcta, socialista e, claro, muito patusca de vez em quando.


(imagem obtida aqui)

  Leio, com gosto e comoção, nos jornais do mundo que o salutar senhor, que ainda anteontem digamos assim fazia a sua propaganda eleitoral lambendo as babuchas aos islâmicos, nomeadamente através de reuniões "discretas" com os chefões daquela comunidade e protagonizadas por assessores seus (nas quais lhes prometiam facilidades para ascenderem, e não a Allah) fora recebido no Mali como um herói por terem as tropas francesas estrafegado PRECISAMENTE OS ISLÂMICOS terroristas acantonados naquela parte da África.

(imagem obtida aqui)

 Como diria o retintamente francês filósofo Montaigne, numa versão nossa e libérrima, "Ah carallo, que é munta mutável a vida dos nossos maiores!".






Tal como em Portugal, amigo François, vale o conceito de que, em política (de escada-abaixo) "o que hoje é verdade amanhã é mentira"? (ou vice-versa).


(imagem obtida aqui)

 Que Santa Joana d'Arc te valha, ó presidente das dúzias!


(imagem obtida aqui)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

INATEL socialista







O Má Despesa Pública continua a receber e-mail de denúncias de trabalhadores da Fundação Inatel que fazem chegar ao ministro da tutela, mas que não obtêm qualquer resposta. 
“Os 4 anos de administração de Vítor Ramalho como presidente da Fundação INATEL foram férteis em despesismo, favorecimento aos seus amigos, gestão danosa, falta de transparência, mas sempre demonstrando muito empenho e carinho pelos socialistas da distrital de Setúbal”, refere uma das missivas. Aqui seguem, por tópicos, algumas das denúncias:

(imagem obtida aqui)

1. “Nestes 3 anos entraram mais de 300 pessoas, principalmente vindas das hostes socialistas do distrito de Setúbal para ocupar todos os cargos de relevo (e muitos foram criados para lhes dar o que não tinham, visibilidade). Alguns passaram para o quadro com apenas um ano de contrato, aqui não há precariedade”:

2“O artista cantor polivalente Carlos Mendes veio como Director da Director Cultural, passados meses como não se adaptou e também passou a assessor, mantendo o ordenado, regalias sem exercer qualquer actividade. Vai à Fundação em média  uma vez por semana”.

(imagem obtida aqui)

3 “As antigas delegações que passaram a agências, além de terem cada uma, um director (a maioria do PS, claro!) passaram a ter uma coordenação regional de delegados, além dos 21 directores, há mais 5 delegados regionais, além destes e ainda um coordenador nacional das agências, Rui Máximo”.

4. “O Ciclo de conferências em parceria com a Fundação Mário Soaras, realizado pelas país, nas diferentes capitais de distrito, que apesar de algumas focarem temas com algum interesse, nada tinham a ver com a missão e áreas de actuação da INATEL. Não trouxeram qualquer tipo de retorno para a Inatel. Não foi mais que uma acção promocional do Sr. Presidente com a ajuda do seu padrinho de longa data Dr. Mário Soares que custaram à casa 70 000,0€ mais as respectivas custas de alojamento, restauração e transportes de alguns colaboradores próximos do presidente, da própria administração e alguns dos seus convidados”.

(imagem obtida aqui)

5. O Director de Marketing (...) deve passar muito tempo a trabalhar para a Distrital de Setúbal e para o seu restaurante, porque para esta casa não é de certeza.

6. “Há também uma curiosidade muito interessante nesta casa que são os cargos Vitalícios (...) como é o caso do provedor, pobre senhor, porque não vai para casa, sempre são mais 42000€ que ficam em casa”.

7. “O presidente Vítor Ramalho oferece 25 quartos na Unidade Hoteleira de Santa Maria da Feira à CGTP-IN para os participantes na marcha contra o desemprego que houve no dia 8 de Outubro, não vão os pobres senhores depois de marcharem contra o governo, não terem um sitio digno para pernoitarem”.


No fim, escreve este grupo de colaboradores: “A instabilidade, a desconfiança, o despesismo e o esbanjamento que se vive na Fundação Inatel é de tal ordem que o ambiente é de cortar à faca. Senhor Ministro, fazemos um apelo urgente, tome decisões rápidas, com esta gestão, uma instituição que se orgulha de existir hà 76 anos, não vai durar mais 3. Não aguentamos assistir a esta destruição, é que nós morremos com ela”.

O livro "Má Despesa Pública" traz à luz do dia mais casos de má gestão no Inatel.

domingo, 14 de outubro de 2012

República Socialista dos Açores

Obviamente que a região mais subsidiada do país tinha de votar novamente num socialista. O presidente do Governo Regional agora eleito continuará o trabalho do anterior: distribuir pela população local o dinheiro que parte dos seus eleitores nem sabe de onde vem. Num sistema destes é impossível a um não-socialista ganhar qualquer eleição, ainda para mais quando não há um único na corrida eleitoral.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Zero

Seguro vai votar contra o Orçamento de Estado. Soluções é que não apresentou nenhumas. Zero. Ou melhor, apresentou a proposta de um imposto sobre as PPP impossível de aplicar porque o anterior governo socialista blindou os contratos. Os socialistas não têm emenda.

domingo, 2 de setembro de 2012

Estratégia para Totós

Esta simples declaração diz tudo o que são os socialistas. Faliram o país, deixando um défice de 10%,  uma divida monstruosa e um desemprego galopante, e agora, uma vez na oposição, são contra toda e qualquer  correção dos erros que fizeram - não querem austeridade. Surgem aos portugueses como o partido bonzinho que se preocupa com as pessoas. O Governo que faça o papel de mau e que se amanhe com a batata quente que lhe deixaram.
A atual estratégia socialista, que roça o básico de tão primitiva que é, tem no entanto um erro de palmatória: parte do principio que os portugueses são atrasados mentais e que já se esqueceram que foi esse partido que os pôs na bancarrota. Um principio errado, porque se nem Sócrates com a sua imensa propaganda os conseguiu enganar eternamente, não vai ser o atual aprendiz de líder a consegui-lo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O fenómeno de Oliveira do Hospital

Já levaram a extensão de saúde, já fecharam a escola primária, já levaram o posto da GNR, já fecharam a estação de correios, e nós não temos o direito de deixar essas pessoas ao abandono só porque vivem em aldeias e em freguesias com menos população, diz o aniversariante líder dos socialistas. Tudo coisas que o PS nunca fez: não fechou extensões de saúde, não encerrou escolas primárias, não levou postos da GNR e não fechou estações dos correios
Que António José Seguro consiga dizer estas tiradas demagógicas sem se rir já ninguém estranha, mas que haja gente completamente desmemoriada a bater-lhe palmas só pode ser um fenómeno de Oliveira do Hospital.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Contra o Paulo Campos é que era

Se estas três mil pessoas tivessem feito o mesmo quando grande parte das parcerias público-privadas foram engendradas, talvez o país não tivesse chegado a este estado. Não houve um único cartaz empunhado contra Paulo Campos, esse atentado às sanidade das finanças públicas. Contra Miguel Relvas vai haver muitos, pois há que ter em conta o lado cómico da coisa. Os portugueses adoram folclore.

domingo, 15 de julho de 2012

A confraria da consciência tranquila

Miguel Relvas diz que está de 'consciência tranquila', julgando provavelmente dizer uma originalidade. Mas não, a 'consciência tranquila' é uma instituição nacional e não há ninguém, que apanhado em alguma aldrabice, não se socorra dela para demonstrar que está inocente. Isaltino Morais, os condenados da Casa Pia, Armando Vara, Dias Loureiro e os socialistas, todos juraram a pés juntos que tinham uma consciência imaculada e sereníssima. Uns santos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

No tempo da outra senhora

No tempo da outra senhora os resultados dos exames eram excelentes, o processo decorria sem falhas, o sistema educativo atingia altos níveis de desempenho fruto de uma política educativa avançada e o  primeiro-ministro apareceria durante 15 dias na televisão a receber os parabéns dos alunos e os louros dos pais.
No tempo atual não é bem assim: o ministro mostra-se insatisfeito com os resultados e o Albino não se conforma com o nível de dificuldade dos exames. A outra senhora é que era fixe.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A lira europeia

Berlusconi, à semelhança de outros políticos dos encalacrados países do Sul da Europa, sente saudades do tempo em que a desvalorização da moeda fazia milagres, por isso quer que o BCE comece a imprimir dinheiro. O objetivo é ter um género de lira europeia para que todos fiquem com a carteira recheada de dinheiro e consequentemente passem a viver melhor. 
Por cá esta ideia berlusconiana já conta com muitos adeptos, dos quais se destaca o dr. Soares que é conhecido pelos seus vastos conhecimentos de economia e por dominar na perfeição o sistema de numeração decimal.

Um novo futuro

Os socialistas têm uma nova personagem a dar cara pelas posições do partido: Eurico Brilhante Dias. Agora é que o ramalhete fica completo. Entretanto aproveitaram para mudar também o slogan, de As pessoas estão primeiro, para Um novo futuro. Tendo em conta o buraco que deixaram, está-se mesmo a ver que futuro é esse.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Daquilo que agora já toda a gente sabe, mas de que muito poucos quiseram saber



Sem comentários, transcrevo integralmente:


Numa altura em que as parcerias público-privadas (PPP) têm estado a ser passadas a pente fino numa comissão parlamentar de inquérito, o Tribunal de Contas divulga um relatório, segundo o qual os contratos que levaram à introdução de portagens nas SCUT é lesivo para o Estado. O deputado do PSD Mendes Bota considera as conclusões são muito graves. 



“Achamos que é de uma gravidade extrema. Quando existe uma queixa dos próprios juízes de que houve sonegação de informação relevante para a concessão dos seus vistos em relação a um conjunto de contratações que o Estado fez, pensamos que tem consequências, nomeadamente no âmbito criminal”, afirma o membro da comissão parlamentar de inquérito às PPP. 


“Daí que também questionámos o senhor Procurador-geral da República para saber se, face às notícias que estavam a sair, em relação a esse relatório do Tribunal de Contas, iria tomar alguma iniciativa, no sentido de promover inquéritos e avançar com o processo judicial, se fosse caso disso”, adianta à Renascença. 

É de dinheiro dos contribuintes que se trata. O Tribunal de Contas confirma que o Estado continua a pagar às concessionárias, mesmo depois do fim das SCUT. As concessionárias e os bancos são, aliás, os únicos beneficiários destes contratos. 

Mais: as negociações levadas a cabo pelo anterior Governo, que incluíram contratos paralelos, aumentaram as despesas com as estradas em 705 milhões de euros. 

A Secretaria de Estado das Obras Públicas está analisar o relatório do Tribunal de Contas e reserva comentários para mais tarde. A anterior equipa socialista do Ministério permanece, por seu lado, incontactável. 

Quanto ao actual Governo, Mendes Bota defende que está a tentar resolver o problema gerado pelo anterior Executivo. 

“Há apenas parcerias público-privadas do sector ferroviário e duas do sector rodoviário que não estão em renegociação, portanto, o Governo está a fazer o que lhe compete, impondo condições de um equilíbrio de repartição dos sacrifícios em Portugal. O Governo, nessa matéria, não só não tem responsabilidade directa, como está a tentar resolver o problema, grave”, sustenta. 

ACP quer relatório analisado com queixa-crime 
O Automóvel Clube de Portugal vai anexar o relatório do Tribunal de Contas à queixa-crime que apresentou contra Paulo Campos, Mário Lino e António Mendonça, da anterior equipa do Ministério das Obra Públicas. 

“Não foi em vão que o ACP esteve 18 meses a investigar todo este processo e que apresentou a queixa-crime no DIAP, contra os três ex-governantes, e portanto não me espanta rigorosamente nada que tenha aparecido mais esta confusão. Calculo que esse relatório seja importantíssimo para juntar ao processo, porque isto tem que ser tudo deslindado até ao último momento”, afirma à Renascença o presidente do ACP, Carlos Barbosa, que acusa os antigos ministros de gestão danosa do dinheiro dos contribuintes.

Utentes defendem incriminação de responsáveis 
O porta-voz da Comissão de Utentes das SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata defende que "se houver matéria, deve-se incriminar os responsáveis" pela introdução de portagens nas antigas vias sem custos para o utilizador. 

José Rui Ferreira considera que se devem "tirar consequências deste relatório. Se se apurar que houve abuso de utilização de determinadas funções e cargos para favorecer este ou aquele de forma ilegítima, as responsabilidades devem ser apuradas", afirmou à agência Lusa. 

O porta-voz dos utentes sublinha que "o processo de introdução de portagens confirmou ser muito oneroso quer para os orçamentos familiares quer para a situação económica e financeira das empresas". 

"Isto foi pretexto para que se tenham feito grandes negócios. A questão das Parcerias Público Privadas é provavelmente um dos negócios que muito deve ter contribuído para a crise que se está a viver", destacou.



Em adenda:


Avelino Jesus disse, esta manhã, no Parlamento, que os contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP) são um “descalabro completo”, por não terem limites aos gastos. 



O professor do Instituto Superior Tecnico - que se demitiu do grupo de trabalho que deveria analisar as parcerias e avaliar o seu impacto nas contas públicas - está a ser ouvido pela comissão de inquérito às PPP no sector ferro-rodoviário. 


“A forma como os contratos estão elaborados permite um descalabro completo nos valores que podem vir a ser apresentados no futuro. Os contratos são muito abertos, são o resultado da negociação entre o poder político e as empresas que estão no terreno e, quando digo que podem vir a ser acrescentados 20% a 30%, quero dizer que não temos maneira de fazer um cálculo rigoroso, porque, sendo contratos abertos, permitem um empolamento quase indefinido”, explicou. 

Avelino Jesus justificou, ainda, a demissão do grupo de trabalho pela manifesta falta de informação e acesso a documentos que, diz, eram “arrancados à força”.


Como resposta, o PS diz que tudo isto tem como objectivo um ataque pessoal ao deputado Paulo Campos, ex-secretário de Estado do coiso de Sócrates. Se a hipocrisia e o ridículo matassem, morreria não apenas o grupo parlamentar do partido mas todo o PS.

O prejuízo, dizem os economistas, demorarão quarenta anos a serem pagos por todos nós e condicionarão a acção futura deste e de qualquer outro governo.

Sócrates, os seus amigos e todos os barões e patriarcas que o apoiaram, promoveram ou enalteceram, todos foram de uma frieza atroz. Espera-se um julgamento por crime de lesa-pátria.

Ainda os há neste país?


domingo, 27 de maio de 2012

Benaventismo-Rodriguismo

Os resultados de anos e anos de ensino socialista começam a surgir: vem ai uma catástrofe nos teste intermédios de matemática. É a ressaca do 'eduquês' das competências, do ensino centrado no aluno, do ensino inclusivo, da burocracia labirintica, da indisciplina galopante, do facilitismo, da perseguição e desautorização dos professores, dos planos disto e daquilo, dos projetos de fachada, do show-off, das montanhas de papel, da relação com a comunidade, das ações de formação em dança tibetana, dos coitadinhos dos alunos, dos pais a mandar na escola, dos psicólogos a mandar nas aulas,  de todos a mandarem nos professores e do direito ao sucesso
Alguém que peça contas à parelha Ana Benavente/Lurdes Rodrigues.

Os socialistas e a mania dos planos

Planos para crescimento económico
Plano estratégico do sector têxtil
Plano tecnológico da educação
Plane de grandes investimentos e infraestruturas
Plano estratégico nacional de turismo
Plano estratégico para a indústria de molde se ferramentas especiais
Programa de modernização do comércio
Programa de apoio aos investimentos na produção de energia
Programa de apoio à indústria
Plano de financiamento das SCUTS
Plano para o Oeste
Plano para o aeroporto de Beja
Plano para plataformas logísticas
Via Fiel Inimigo & Lisboa - Tel Aviv

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Liberdade, igualdade, normalidade



Alberto Gonçalves, a 13 de Maio, no DN:

Enquanto obedece à tradição local e enche a boca de fanfarra nacionalista para falar de "la France", François Hollande gosta de se proclamar "um homem normal". A imprensa, por lá e por cá, gostou do auto-retrato e, decerto para evitar canseiras, desatou a usá-lo com abundância nas manchetes da vitória: "uma presidência 'normal'"; "um senhor 'normal' no Eliseu"; "a vitória de um homem 'normal'", etc. O adjectivo define menos o sr. Hollande do que a concepção que o sr. Hollande e, pelos vistos, boa parte dos jornalistas têm da normalidade.

Basta espreitar o currículo do sujeito. Em 1974, ainda estudante universitário, o sr. Hollande voluntariou-se para a campanha de François Mitterrand. Mal se licenciou, conseguiu emprego numa comissão governamental. Aos 25 anos, inscreveu-se no Partido Socialista. Aos 27, concorreu ao Parlamento nacional. Não ganhou, mas viu o esforço recompensado com um cargo de conselheiro do então recém-eleito Mitterrand. Em 1983 foi vereador de uma cidadezinha do interior e, em 1988, chegou enfim a deputado, posto que perdeu em 1993 e recuperou em 1997. Pelo meio, divertiu-se em tricas partidárias e Lionel Jospin escolheu-o para porta-voz do PS. Nem de propósito, em 1997 tornou-se líder do PS, honra que lhe caberia por mais de uma década. Em 2001, pairou pela autarquia de Tulle. Desde 2008, o sr. Hollande prosseguiu o tirocínio numa presidência regional. Agora, é presidente da República.

Um homem normal? Normalíssimo, se a palavra definir as criaturas que passam a vida inteira sem, digamos, trabalhar. Esta linha de pensamento olha de viés os que algum dia arriscaram colocar o pé fora da política e experimentaram uma profissão a sério. O sector privado é coisa de excêntricos e, convenhamos, de excêntricos pouco confiáveis. Na França e aqui, o Estado é a norma.

As ideias do sr. Hollande também são normais. Naquilo que nos toca, conheço-lhe uma: a austeridade é má. E não custa nada encontrar gente, igualmente normal, que partilha a opinião. Só em Portugal, Francisco Louçã reclama o fim da austeridade, Mário Soares jura que a austeridade não faz sentido e António José Seguro, que naturalmente tomou o triunfo do sr. Hollande a título pessoal, acha a austeridade excessiva e dispõe-se a sair à rua em protesto.

É inacreditável como é que ninguém se lembrou disto antes. Afinal, a solução não passa por apertos que nos atormentam a bolsa e a existência: passa, obviamente, pelo crescimento, definição lata para a estratégia que consiste em gastar acima das possibilidades, viver de prometidos mundos e fundos, contemplar a descida das promessas à Terra, acumular dívida, rebentar com estrondo e atribuir a culpa de tudo às agências de rating, à sra. Merkel e, grosso modo, ao capitalismo selvagem.

Para surpresa de uns poucos (muito poucos), a solução dos problemas implica o regresso ao estilo descontraído que alimentou os problemas. E se a solução talvez não seja o sr. Hollande, entretanto já empenhado em desmentir os delírios de campanha e prevenir os franceses para as maçadas que os esperam, é garantido que a solução virá, no mínimo espiritualmente, de França. Chama-se José Sócrates e é, para sermos educados, outro homem normal.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O adivinho

Constâncio diz que não antecipa saída da Grécia da zona euro. Claro que não, se há coisa que o caracteriza é precisamente o não saber antecipar nada. Se não conseguiu acertar no elefante do BPN, como é que poderia prever seja o que for para a Grécia? Constâncio é daquelas pessoas que, tendo em conta o seu passado, mais valia estarem caladas.