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sábado, 29 de novembro de 2014
domingo, 9 de junho de 2013
Mas onde é que eu já ouvi isto...?
"A crise na Europa acabou"
O presidente francês,
François Hollande, afirmou hoje que a crise da zona euro chegou ao fim.
"O que vocês, no
Japão, têm de perceber é que a crise na Europa acabou. Acredito que a crise, ao
invés de enfraquecer a zona euro, vai fortalecê-la. Agora, dispomos de todos os
instrumentos de estabilidade e solidariedade. Houve uma melhoria na governação económica
da zona euro, temos agora uma união bancária e regras orçamentais que nos
permitirão estar melhor coordenados e ter uma medida de convergência",
afirmou hoje François Hollande, no último dia de visita ao Japão.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Bullying do passado
"(...) Fui alvo de demasiadas
provocações. Verifiquei que havia uma equipa de cerca de 200
manifestantes - sempre os mesmos - que andava de um lado para o outro,
com bandeiras pretas para me contestar e insultar. Onde quer que eu
fosse, eles apareciam. Eram profissionais. Apercebi-me disso, porque um
dia fui a Coimbra e, quando cheguei, reconheci as bandeiras pretas, as
mesmas caras, as mulheres a chorarem, a falarem-me de fome e,
naturalmente, homens também a injuriarem-me!"
Relato
de Mário Soares a Maria João Avillez sobre sobre os constantes
protestos de que era alvo durante o Governo do Bloco Central. Soares, Democracia - Maria João Avillez e Mário Soares, 1996, Círculo de Leitores.
Bullying do presente.
Bullying do presente.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Sonso mais sonso não há
Como é que num país atafulhado de indignados
ainda não houve um que se indignasse com a sonsice do secretário-geral
socialista? É que sonso mais sonso não há: lidera o partido que faliu o
país e chamou a troika e agora finge constantemente que não soube de nada.
Todos
os dias Seguro aparece na televisão a dizer aos portugueses que é pelo
emprego, pelo crescimento - quem não será? - e contra a austeridade.
Como isso pelos vistos não chegava, agora põe-se a escrever cartas à troika
nas quais expõe a sua completa vacuidade política e as suas nenhumas
soluções para os problemas que o seu partido deixou. Pura politiquice
interna: lá na tróika estão-se nas tintas para o Tozé de Portugal.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
COM A VERDADE ME ENGANAS
(imagem obtida aqui)
Isto,
obviamente, é um lugar comum, mas como é verdadeiro, real, delicioso! E mais
ainda quando o que está em causa é um francês, gajo dos quatro costados e mais
um, da "douce France" republicana, coisa para endoudar de
gosto qualquer mortal meteco e lambareiro pois o gajão em apreço se chama
François Hollande e anda com a faixa tricolor de presidente daquela nação hoje
politicamente correcta, socialista e, claro, muito patusca de vez em quando.
(imagem obtida aqui)
Leio, com gosto e comoção, nos jornais do mundo que o salutar senhor, que ainda
anteontem digamos assim fazia a sua propaganda eleitoral lambendo as babuchas
aos islâmicos, nomeadamente através de reuniões "discretas" com os
chefões daquela comunidade e protagonizadas por assessores seus (nas quais lhes
prometiam facilidades para ascenderem, e não a Allah) fora recebido no Mali
como um herói por terem as tropas francesas estrafegado PRECISAMENTE OS
ISLÂMICOS terroristas acantonados naquela parte da África.
(imagem obtida aqui)
Como
diria o retintamente francês filósofo Montaigne, numa versão nossa e
libérrima, "Ah carallo, que é munta mutável a vida dos nossos
maiores!".
Tal como em Portugal, amigo François, vale o conceito de que, em política (de escada-abaixo) "o que hoje é verdade amanhã é mentira"? (ou vice-versa).
(imagem obtida aqui)
terça-feira, 23 de outubro de 2012
INATEL socialista
No madespesapublica, via Palavrosavrvs Rex:
O Má Despesa Pública continua a receber e-mail de
denúncias de trabalhadores da Fundação Inatel que fazem chegar ao ministro da
tutela, mas que não obtêm qualquer resposta.
“Os 4 anos de administração de Vítor Ramalho
como presidente da Fundação INATEL foram férteis em despesismo, favorecimento
aos seus amigos, gestão danosa, falta de transparência, mas sempre demonstrando
muito empenho e carinho pelos socialistas da distrital de Setúbal”, refere
uma das missivas. Aqui seguem, por tópicos, algumas das denúncias:
(imagem obtida aqui)
1. “Nestes 3 anos entraram mais de 300 pessoas,
principalmente vindas das hostes socialistas do distrito de Setúbal para ocupar
todos os cargos de relevo (e muitos foram criados para lhes dar o que não
tinham, visibilidade). Alguns passaram para o quadro com apenas um ano de
contrato, aqui não há precariedade”:
2“O artista cantor polivalente Carlos Mendes veio como
Director da Director Cultural, passados meses como não se adaptou e também
passou a assessor, mantendo o ordenado, regalias sem exercer qualquer
actividade. Vai à Fundação em média uma vez por semana”.
(imagem obtida aqui)
3 “As antigas delegações que passaram a agências, além
de terem cada uma, um director (a maioria do PS, claro!) passaram a ter uma
coordenação regional de delegados, além dos 21 directores, há mais 5
delegados regionais, além destes e ainda um coordenador nacional das
agências, Rui Máximo”.
4. “O Ciclo de conferências em parceria com a Fundação
Mário Soaras, realizado pelas país, nas diferentes capitais de distrito, que
apesar de algumas focarem temas com algum interesse, nada tinham a ver com a
missão e áreas de actuação da INATEL. Não trouxeram qualquer tipo de retorno
para a Inatel. Não foi mais que uma acção promocional do Sr. Presidente com a
ajuda do seu padrinho de longa data Dr. Mário Soares que custaram à
casa 70 000,0€ mais as respectivas custas de alojamento, restauração e
transportes de alguns colaboradores próximos do presidente, da própria
administração e alguns dos seus convidados”.
(imagem obtida aqui)
5. O Director de Marketing (...) deve passar muito
tempo a trabalhar para a Distrital de Setúbal e para o seu restaurante, porque
para esta casa não é de certeza.
6. “Há também uma curiosidade muito interessante nesta
casa que são os cargos Vitalícios (...) como é o caso do provedor, pobre senhor,
porque não vai para casa, sempre são mais 42000€ que ficam em casa”.
7. “O presidente Vítor Ramalho oferece 25 quartos
na Unidade Hoteleira de Santa Maria da Feira à CGTP-IN para os
participantes na marcha contra o desemprego que houve no dia 8 de Outubro, não
vão os pobres senhores depois de marcharem contra o governo, não terem um sitio
digno para pernoitarem”.
No fim, escreve este grupo de colaboradores: “A
instabilidade, a desconfiança, o despesismo e o esbanjamento que se vive na
Fundação Inatel é de tal ordem que o ambiente é de cortar à faca. Senhor
Ministro, fazemos um apelo urgente, tome decisões rápidas, com esta gestão, uma
instituição que se orgulha de existir hà 76 anos, não vai durar mais 3. Não
aguentamos assistir a esta destruição, é que nós morremos com ela”.
O livro "Má Despesa Pública" traz à luz do dia mais casos de má gestão no Inatel.
domingo, 14 de outubro de 2012
República Socialista dos Açores
Obviamente que a região mais subsidiada do país tinha de votar novamente num socialista.
O presidente do Governo Regional agora eleito continuará o trabalho do
anterior: distribuir pela população local o dinheiro que parte dos seus
eleitores nem sabe de onde vem. Num sistema destes é impossível a um
não-socialista ganhar qualquer eleição, ainda para mais quando não há um
único na corrida eleitoral.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Zero
Seguro vai votar contra o Orçamento de Estado. Soluções é que não
apresentou nenhumas. Zero. Ou melhor, apresentou a proposta de um
imposto sobre as PPP impossível de aplicar porque o anterior governo
socialista blindou os contratos. Os socialistas não têm emenda.
domingo, 2 de setembro de 2012
Estratégia para Totós
Esta simples declaração diz tudo o que são os socialistas.
Faliram o país, deixando um défice de 10%, uma divida monstruosa e um
desemprego galopante, e agora, uma vez na oposição, são contra toda e
qualquer correção dos erros que fizeram - não querem austeridade. Surgem aos portugueses como o partido bonzinho que se preocupa com as pessoas. O Governo que faça o papel de mau e que se amanhe com a batata quente que lhe deixaram.
A
atual estratégia socialista, que roça o básico de tão primitiva que é,
tem no entanto um erro de palmatória: parte do principio que os
portugueses são atrasados mentais e que já se esqueceram que foi esse
partido que os pôs na bancarrota. Um principio errado, porque se nem
Sócrates com a sua imensa propaganda os conseguiu enganar eternamente,
não vai ser o atual aprendiz de líder a consegui-lo.
terça-feira, 24 de julho de 2012
O fenómeno de Oliveira do Hospital
Já levaram a extensão de saúde,
já fecharam a escola primária, já levaram o posto da GNR, já fecharam a
estação de correios, e nós não temos o direito de deixar essas pessoas
ao abandono só porque vivem em aldeias e em freguesias com menos
população, diz o aniversariante líder dos socialistas. Tudo coisas que o PS nunca fez: não fechou extensões de saúde, não encerrou escolas primárias, não levou postos da GNR e não fechou estações dos correios.
Que
António José Seguro consiga dizer estas tiradas demagógicas sem se rir
já ninguém estranha, mas que haja gente completamente desmemoriada a
bater-lhe palmas só pode ser um fenómeno de Oliveira do Hospital.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Contra o Paulo Campos é que era
Se estas três mil pessoas
tivessem feito o mesmo quando grande parte das parcerias
público-privadas foram engendradas, talvez o país não tivesse chegado a
este estado. Não houve um único cartaz empunhado contra Paulo Campos,
esse atentado às sanidade das finanças públicas. Contra Miguel Relvas
vai haver muitos, pois há que ter em conta o lado cómico da coisa. Os
portugueses adoram folclore.
domingo, 15 de julho de 2012
A confraria da consciência tranquila
Miguel Relvas diz que está de 'consciência tranquila', julgando
provavelmente dizer uma originalidade. Mas não, a 'consciência
tranquila' é uma instituição nacional e não há ninguém, que apanhado em
alguma aldrabice, não se socorra dela para demonstrar que está inocente.
Isaltino Morais, os condenados da Casa Pia, Armando Vara, Dias Loureiro e os socialistas, todos juraram a pés juntos que tinham uma consciência imaculada e sereníssima. Uns santos.
terça-feira, 10 de julho de 2012
No tempo da outra senhora
No tempo da outra senhora os
resultados dos exames eram excelentes, o processo decorria sem falhas, o
sistema educativo atingia altos níveis de desempenho fruto de uma
política educativa avançada e o primeiro-ministro apareceria durante 15
dias na televisão a receber os parabéns dos alunos e os louros dos
pais.
No tempo atual não é bem assim: o ministro mostra-se insatisfeito com os resultados e o Albino não se conforma com o nível de dificuldade dos exames. A outra senhora é que era fixe.
No tempo atual não é bem assim: o ministro mostra-se insatisfeito com os resultados e o Albino não se conforma com o nível de dificuldade dos exames. A outra senhora é que era fixe.
terça-feira, 5 de junho de 2012
A lira europeia
Berlusconi, à semelhança de outros
políticos dos encalacrados países do Sul da Europa, sente saudades do
tempo em que a desvalorização da moeda fazia milagres, por isso quer que o BCE comece a imprimir dinheiro. O objetivo é ter um género de lira europeia para que todos fiquem com a carteira recheada de dinheiro e consequentemente passem a viver melhor.
Por cá esta ideia berlusconiana
já conta com muitos adeptos, dos quais se destaca o dr. Soares que é
conhecido pelos seus vastos conhecimentos de economia e por dominar na
perfeição o sistema de numeração decimal.
Um novo futuro
Os socialistas têm uma nova personagem a dar cara pelas posições do partido: Eurico Brilhante Dias. Agora é que o ramalhete fica completo. Entretanto aproveitaram para mudar também o slogan, de As pessoas estão primeiro, para Um novo futuro. Tendo em conta o buraco que deixaram, está-se mesmo a ver que futuro é esse.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Daquilo que agora já toda a gente sabe, mas de que muito poucos quiseram saber
Sem comentários, transcrevo integralmente:
Numa altura em que as
parcerias público-privadas (PPP) têm estado a ser passadas a pente fino numa
comissão parlamentar de inquérito, o Tribunal de Contas divulga um relatório,
segundo o qual os contratos que levaram à introdução de portagens nas SCUT é
lesivo para o Estado. O deputado do PSD Mendes Bota considera as conclusões são
muito graves.
“Achamos que é de uma gravidade extrema. Quando
existe uma queixa dos próprios juízes de que houve sonegação de informação
relevante para a concessão dos seus vistos em relação a um conjunto de
contratações que o Estado fez, pensamos que tem consequências, nomeadamente no
âmbito criminal”, afirma o membro da comissão parlamentar de inquérito às PPP.
“Daí que também questionámos o senhor Procurador-geral
da República para saber se, face às notícias que estavam a sair, em relação a
esse relatório do Tribunal de Contas, iria tomar alguma iniciativa, no sentido
de promover inquéritos e avançar com o processo judicial, se fosse caso disso”,
adianta à Renascença.
É de dinheiro dos contribuintes que se trata. O
Tribunal de Contas confirma que o Estado continua a pagar às concessionárias,
mesmo depois do fim das SCUT. As concessionárias e os bancos são, aliás, os
únicos beneficiários destes contratos.
Mais: as negociações levadas a cabo pelo
anterior Governo, que incluíram contratos paralelos, aumentaram as despesas com
as estradas em 705 milhões de euros.
A Secretaria de Estado das Obras Públicas está
analisar o relatório do Tribunal de Contas e reserva comentários para mais
tarde. A anterior equipa socialista do Ministério permanece, por seu lado,
incontactável.
Quanto ao actual Governo, Mendes Bota defende
que está a tentar resolver o problema gerado pelo anterior Executivo.
“Há apenas parcerias público-privadas do sector
ferroviário e duas do sector rodoviário que não estão em renegociação,
portanto, o Governo está a fazer o que lhe compete, impondo condições de um
equilíbrio de repartição dos sacrifícios em Portugal. O Governo, nessa matéria,
não só não tem responsabilidade directa, como está a tentar resolver o
problema, grave”, sustenta.
ACP quer relatório analisado
com queixa-crime
O Automóvel Clube de Portugal vai
anexar o relatório do Tribunal de Contas à queixa-crime que apresentou contra
Paulo Campos, Mário Lino e António Mendonça, da anterior equipa do Ministério
das Obra Públicas.
“Não foi em vão que o ACP esteve 18 meses a
investigar todo este processo e que apresentou a queixa-crime no DIAP, contra
os três ex-governantes, e portanto não me espanta rigorosamente nada que tenha
aparecido mais esta confusão. Calculo que esse relatório seja importantíssimo
para juntar ao processo, porque isto tem que ser tudo deslindado até ao último
momento”, afirma à Renascença o presidente do ACP, Carlos Barbosa,
que acusa os antigos ministros de gestão danosa do dinheiro dos contribuintes.
Utentes defendem incriminação
de responsáveis
O porta-voz da Comissão de Utentes
das SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata defende que "se
houver matéria, deve-se incriminar os responsáveis" pela introdução de
portagens nas antigas vias sem custos para o utilizador.
José Rui Ferreira considera que se devem
"tirar consequências deste relatório. Se se apurar que houve abuso de
utilização de determinadas funções e cargos para favorecer este ou aquele de
forma ilegítima, as responsabilidades devem ser apuradas", afirmou à
agência Lusa.
O porta-voz dos utentes sublinha que "o
processo de introdução de portagens confirmou ser muito oneroso quer para os
orçamentos familiares quer para a situação económica e financeira das
empresas".
"Isto foi pretexto para que se tenham feito
grandes negócios. A questão das Parcerias Público Privadas é provavelmente um
dos negócios que muito deve ter contribuído para a crise que se está a
viver", destacou.
Em adenda:
Avelino Jesus disse, esta
manhã, no Parlamento, que os contratos das Parcerias Público-Privadas (PPP) são
um “descalabro completo”, por não terem limites aos gastos.
O professor do Instituto Superior Tecnico - que
se demitiu do grupo de trabalho que deveria analisar as parcerias e avaliar o
seu impacto nas contas públicas - está a ser ouvido pela comissão de
inquérito às PPP no sector ferro-rodoviário.
“A forma como os contratos estão elaborados
permite um descalabro completo nos valores que podem vir a ser apresentados no
futuro. Os contratos são muito abertos, são o resultado da negociação entre o
poder político e as empresas que estão no terreno e, quando digo que podem vir
a ser acrescentados 20% a 30%, quero dizer que não temos maneira de fazer um
cálculo rigoroso, porque, sendo contratos abertos, permitem um empolamento
quase indefinido”, explicou.
Avelino Jesus justificou, ainda, a demissão do
grupo de trabalho pela manifesta falta de informação e acesso a documentos que,
diz, eram “arrancados à força”.
Como resposta, o PS diz que tudo isto tem como objectivo um ataque pessoal ao deputado Paulo Campos, ex-secretário de Estado do coiso de Sócrates. Se a hipocrisia e o ridículo matassem, morreria não apenas o grupo parlamentar do partido mas todo o PS.
O prejuízo, dizem os economistas, demorarão quarenta anos a serem pagos por todos nós e condicionarão a acção futura deste e de qualquer outro governo.
Sócrates, os seus amigos e todos os barões e patriarcas que o apoiaram, promoveram ou enalteceram, todos foram de uma frieza atroz. Espera-se um julgamento por crime de lesa-pátria.
Ainda os há neste país?
domingo, 27 de maio de 2012
Benaventismo-Rodriguismo
Os resultados de anos e anos de ensino socialista começam a surgir: vem ai uma catástrofe nos teste intermédios de matemática. É a ressaca do 'eduquês' das competências, do ensino centrado no aluno, do ensino inclusivo, da burocracia labirintica, da indisciplina galopante, do facilitismo, da perseguição e desautorização dos professores, dos planos disto e daquilo, dos projetos de fachada, do show-off, das montanhas de papel, da relação com a comunidade,
das ações de formação em dança tibetana, dos coitadinhos dos alunos,
dos pais a mandar na escola, dos psicólogos a mandar nas aulas, de
todos a mandarem nos professores e do direito ao sucesso.
Alguém que peça contas à parelha Ana Benavente/Lurdes Rodrigues.
Os socialistas e a mania dos planos
Planos para crescimento económico
Plano estratégico do sector têxtil
Plano tecnológico da educação
Plane de grandes investimentos e infraestruturas
Plano estratégico nacional de turismo
Plano estratégico para a indústria de molde se ferramentas especiais
Programa de modernização do comércio
Programa de apoio aos investimentos na produção de energia
Programa de apoio à indústria
Plano de financiamento das SCUTS
Plano para o Oeste
Plano para o aeroporto de Beja
Plano para plataformas logísticas
Plano estratégico do sector têxtil
Plano tecnológico da educação
Plane de grandes investimentos e infraestruturas
Plano estratégico nacional de turismo
Plano estratégico para a indústria de molde se ferramentas especiais
Programa de modernização do comércio
Programa de apoio aos investimentos na produção de energia
Programa de apoio à indústria
Plano de financiamento das SCUTS
Plano para o Oeste
Plano para o aeroporto de Beja
Plano para plataformas logísticas
Só faltou referir o Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transportes Suaves.
Via Fiel Inimigo & Lisboa - Tel Aviv.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Liberdade, igualdade, normalidade
Alberto Gonçalves, a 13 de Maio, no DN:
Enquanto obedece à tradição local e enche a boca de fanfarra
nacionalista para falar de "la France", François Hollande gosta de se
proclamar "um homem normal". A imprensa, por lá e por cá, gostou do
auto-retrato e, decerto para evitar canseiras, desatou a usá-lo com abundância nas
manchetes da vitória: "uma presidência 'normal'"; "um senhor
'normal' no Eliseu"; "a vitória de um homem 'normal'", etc. O adjectivo
define menos o sr. Hollande do que a concepção que o sr. Hollande e, pelos
vistos, boa parte dos jornalistas têm da normalidade.
Basta espreitar o currículo do sujeito. Em 1974, ainda
estudante universitário, o sr. Hollande voluntariou-se para a campanha de
François Mitterrand. Mal se licenciou, conseguiu emprego numa comissão
governamental. Aos 25 anos, inscreveu-se no Partido Socialista. Aos 27,
concorreu ao Parlamento nacional. Não ganhou, mas viu o esforço recompensado
com um cargo de conselheiro do então recém-eleito Mitterrand. Em 1983 foi
vereador de uma cidadezinha do interior e, em 1988, chegou enfim a deputado,
posto que perdeu em 1993 e recuperou em 1997. Pelo meio, divertiu-se em tricas
partidárias e Lionel Jospin escolheu-o para porta-voz do PS. Nem de propósito,
em 1997 tornou-se líder do PS, honra que lhe caberia por mais de uma década. Em
2001, pairou pela autarquia de Tulle. Desde 2008, o sr. Hollande prosseguiu o
tirocínio numa presidência regional. Agora, é presidente da República.
Um homem normal? Normalíssimo, se a palavra definir as
criaturas que passam a vida inteira sem, digamos, trabalhar. Esta linha de
pensamento olha de viés os que algum dia arriscaram colocar o pé fora da
política e experimentaram uma profissão a sério. O sector privado é coisa de
excêntricos e, convenhamos, de excêntricos pouco confiáveis. Na França e aqui,
o Estado é a norma.
As ideias do sr. Hollande também são normais. Naquilo que
nos toca, conheço-lhe uma: a austeridade é má. E não custa nada encontrar gente,
igualmente normal, que partilha a opinião. Só em Portugal, Francisco Louçã
reclama o fim da austeridade, Mário Soares jura que a austeridade não faz
sentido e António José Seguro, que naturalmente tomou o triunfo do sr. Hollande
a título pessoal, acha a austeridade excessiva e dispõe-se a sair à rua em
protesto.
É inacreditável como é que ninguém se lembrou disto antes.
Afinal, a solução não passa por apertos que nos atormentam a bolsa e a
existência: passa, obviamente, pelo crescimento, definição lata para a
estratégia que consiste em gastar acima das possibilidades, viver de prometidos
mundos e fundos, contemplar a descida das promessas à Terra, acumular dívida,
rebentar com estrondo e atribuir a culpa de tudo às agências de rating, à sra.
Merkel e, grosso modo, ao capitalismo selvagem.
Para surpresa de uns poucos (muito poucos), a solução dos
problemas implica o regresso ao estilo descontraído que alimentou os problemas.
E se a solução talvez não seja o sr. Hollande, entretanto já empenhado em desmentir
os delírios de campanha e prevenir os franceses para as maçadas que os esperam,
é garantido que a solução virá, no mínimo espiritualmente, de França. Chama-se
José Sócrates e é, para sermos educados, outro homem normal.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
O adivinho
Constâncio diz que não antecipa saída da Grécia da zona euro. Claro que não, se há coisa que o caracteriza é precisamente o não saber antecipar nada. Se não conseguiu acertar no elefante do BPN, como é que poderia prever seja o que for para a Grécia? Constâncio é daquelas pessoas que, tendo em conta o seu passado, mais valia estarem caladas.
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