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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Duas notícias, algumas interrogações



O meu silêncio não é casual. Tenho andado, desde há uns dois meses, para escrever um texto sobre a minha avaliação da actual situação que se vive em Portugal e dos desfechos que julgo podermos esperar. Mas é-me tão doloroso exprimir o que penso a esse respeito, que tenho vindo a adiá-lo sucessivamente. Creio, no entanto, que será inevitável fazê-lo por mais ninguém do que por mim próprio, e que o farei nos próximos dias.
Por hoje, no entanto, deixo à consideração de quem esteja para me aturar algumas interrogações ocasionadas por duas notícias que li, ambas no DE.
A primeira, aqui:
Não conhece Portugal, mas garante que o país tem alguns economistas maravilhosos. Alvin Roth, 60 anos, professor de Harvard, que este ano se encontra em Stanford, é um dos dois galardoados com o "Nobel de Economia 2012". Lloyd Shapley, de 89 anos, da Universidade da Califórnia foi o outro premiado neste casamento Nobel, que juntou um homem da teoria (Shalpey) com um homem da prática (Roth). O resultado: desenvolveram, de forma separada, modelos sobre como associar diferentes agentes para optimizar a oferta e a procura em áreas nas quais as tradicionais regras de mercado ( em que o preço se ajusta de forma a que a procura iguale a oferta) não se aplicam.
Numa troca de emails com o Económico, Alvin Roth, que teve a capacidade de aplicar a teoria de jogos ao mundo prático, referiu que considera que "a economia é sobre a vida" porque "os economistas estudam a forma como as pessoas fazem escolhas. E procuram saber quem é que ganha o quê e como é que a coordenação e a cooperação moldam os resultados da vida." Sobre a actual crise financeira, ressalva que não tem uma visão profunda por ser um micro e não um macro economista. Refere, no entanto, que " é claro que muitos mercados financeiros deverão precisar de regras diferentes, na medida que um maior número de instituições, que não são denominadas de bancos ou de companhias de seguros, começam a trabalhar com as mesmas funções (ainda que não reguladas)."
Ainda em entrevista, Roth mostrou ter bastante admiração pelos economistas portugueses. E adianta mesmo que "em Portugal existe um bom grupo de teóricos de matching (matching theorists) em Lisboa, onde se inclui a Joana Pais". Outro dos nomes mencionados foi o de "Miguel Costa Gomes", com quem o Nobel trabalhou dois anos em Harvard."
É um génio", diz Costa Gomes sobre Alvin. Quem também tem muita admiração pelo Nobel é Joana Pais, professora do ISEG e especialista em Matching. "Conheço o professor Alvin, por quem fui convidada a passar uns tempos em Harvard", explica.
Mas a ligação de Alvin ao mundo lusófono não fica por aqui. "Não sei se serem de língua oficial portuguesa conta, mas a melhor professora brasileira de teoria de Matching é a Marilda Sotomayor. A Marilda foi co-autora, em 1990, no meu livro sobre Matching." 
Em declarações ao Económico, Marilda, que é professora da USP e cuja família tem origem portuguesa por parte da mãe, diz não se sentir injustiçada pelo Nobel ter sido só para o seu co-autor. E esclarece: "Houve essa confusão (de quem é seria a autoria da descoberta da equivalência dos algoritmos) na literatura e ainda há. Mas o mérito não é meu, e sim do Gale. Tenho as correspondências travadas sobre esse assunto com Gale em 1976. Além do livro, escrevi vários artigos com Alvin Roth quando ele trabalhava em Pittsburgh. Ele me enviou um email dizendo: 'Congratulations to you too! I shared with you much of my work!'. A ida dele para Harvard foi um passo à frente."
Sobre o prémio Marilda Sotomayor, co-autora do Nobel em "Two-sided Matching", explica: "O prémio que Alvin Roth e Lloyd Shapley receberam é sobre matching, e a importância de maching para a Economia é que Economia é sobre a vida real e o matching tem inúmeras aplicações à vida real. Através dessa teoria, vários mercados têm sido melhor entendidos, o que tem ajudado na sua organização.
A teoria dos matchings estáveis foi introduzida por David Gale e Lloyd Shapley em 1962, com o artigo "College admissions and the stability of marriage". A teoria dos matchings estáveis tem evoluído desde o artigo de 1962 e o conceito de matching estável tem se estendido. O algoritmo de Gale e Shapley tem encontrado inúmeras aplicações na vida real, em mercados não somente de escolas e estudantes, mas também em mercados de distribuição de médicos e hospitais nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha".
Primeira pergunta:
Porque é que, tendo Álvaro Santos Pereira  - segundo os conhecidos cães-de-fila da política portuguesa e a habitual matilha de caniches da social-comunicação que os secunda, "O desaparecido", "O inócuo" e por aí fora -  dado uma conferência de imprensa, transmitida pelos canais noticiosos da SIC, da TVI e da RTP, em que expôs detalhadamente o plano de estímulo à economia a pôr em prática já até Dezembro, nem uma palavra que se referisse a essa conferência foi divulgada através do SAPO, do Clix, no Correio da Manhã...? Só o DN lhe fez uma referência quase insignificante, atendendo à importância de que ela, segundo a própria social-comunicação, se revestiria. Ao contrário, continuou a publicar uma chuva de notícias alarmantes (escrevi primeiro, sem querer, "alarmentes", ai o avô Freud...!) sobre as medidas anunciadas por Vítor Gaspar.
Segunda pergunta:
Porque é que, no debate recente em que, entre outros, participaram o ponderado e directo Vítor Bento e a ressabiada Manuela Ferreira Leite, a "comunicação social televisiva" transmitiu os ataques desta à política económica do governo e não dedicou um segundo sequer à intervenção de Vítor Bento, que contrariava os fundamentos desses ataques?

A segunda notícia, aqui:
A economia islandesa, a primeira ser resgatada após a crise de 2008, baixou a taxa de desemprego de 12% para 5% em dois anos.
"Fomos o primeiro a cair, mas também somos o primeiro a sair da recessão. Se há uma lição a tirar da recuperação islandesa é que a austeridade, por si só, não funciona", disse Össur Skarpheoinsson, chefe da diplomacia da ilha.
Após o colapso bancário do país, Reykjavik recebeu 2,1 mil milhões de dólares e doseou os aumentos de impostos com a desvalorização da moeda.
A economia caiu 6,8% em 2009 e 4% em 2010, mas desde o ano passado que regresso ao terreno positivo com um crescimento de 3,1%. Este ano deve voltar a crescer 2,8%, depois do governo ter liquidado mais cedo o empréstimo do FMI (sublinhado meu).

Outra pergunta:
Porque é que poucos órgãos da "comunicação social" referem que essa taxa de desemprego vem em paralelo com a liberalização do mercado de trabalho na Islândia? Não lhes ocorre qualquer relação de causa-efeito, neste caso?

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O santo justiceiro


Fazendo jus àquela observação de não me lembro quem, segundo o qual "Aos 20 anos, quem não é comunista não tem coração; aos 40 anos, quem é comunista não tem cabeça.", também eu, na minha juventude fui, não comunista mas "de esquerda". E Fidel Castro, não sendo o meu modelo, era, apesar de tudo, uma referência.

A célebre entrevista que ele deu, na Sierra Maestra, a um jornalista americano, nunca a vi, porém, até há pouco tempo, quando ela passou num canal de TV, a propósito do falecimento desse jornalista. O qual, aliás, revisitando Cuba passadas décadas, e revendo aqueles que ajudou involuntariamente a promover, se mostrou visivelmente constrangido.

E devo dizer que, se, na altura, eu tivesse tido acesso a essa entrevista, Castro jamais me teria enganado, ainda que jovem. E interrogo-me como foi possível que, a não ser por interesses inconfessáveis (de conveniência de "estratégia política" ou outros) ou por cegueira incurável, aquela postura de "pinta aldrabófilo", de charlatão arruaceiro, de chefe de gang de bairro, haja logrado ser entendida como a de um político e não como a de um mero aventureiro gingão, que após o triunfo, refinou hitlerianamente a sua imagem de orador até à máscara de estadista santificado pelo seu inacessível nível ideológico.

E como dizia o "super-homem nazi" (que não o de Nietzsche), quem tem por objectivo o homem de amanhã não está preso a qualquer ética. 

Vem isto a propósito do que aqui se noticia:


Documentos dos serviços secretos alemães que eram sigilosos até esta segunda-feira indicam que Fidel Castro tentou contratar ex-oficiais das SS para treinar o exército cubano.

A procura da experiência de ex-oficiais nazis deu-se durante o episódio que ficou conhecido como a crise dos mísseis de Cuba, um dos momentos mais tensos da Guerra Fria, que aconteceu precisamente há 50 anos. Os soviéticos decidiram instalar mísseis nucleares em território cubano, levando a que os EUA bloqueassem a ilha por ar e terra e exigissem a retirada do armamento nuclear.

Segundo os documentos agora tornados públicos pela agência de serviços secretos alemã (oBundesnachrichtendienst, conhecido pela sigla BND), Fidel Castro procurou aliciar, em Outubro de 1962 e com recompensas financeiras avultadas, quatro antigos elementos das SS para treinar as forças cubanas, acabando dois destes por aceitar e desembarcar na ilha.

“Como pagamento foram oferecidos o equivalente a mil marcos alemães por mês, em moeda cubana, e mais mil marcos alemães por mês, na divisa desejada”, que seriam depositados numa conta num banco europeu, detalham os documentos, citados pela BBC. Este pagamento era quatro vezes superior ao salário médio alemão da altura.

“Obviamente, o exército revolucionário cubano não receava o contágio de ligações com pessoas de passado nazi, desde que isso servisse os seus próprios objectivos”, observou o responsável pela investigação histórica no BND, Bodo Hechelhammer, numa entrevista ao jornal alemão Die Welt.

Os documentos revelam ainda que o regime de Fidel Castro abordou intermediários ligados à extrema-direita alemã para comprar armas a comerciantes belgas, com o propósito de ter vias alternativas para equipar o exército cubano e não estar dependente apenas dos soviéticos.

Notícia corrigida às 9h54 de 17/10: corrigida a citação no penúltimo parágrafo, que anteriormente era “Obviamente, o exército revolucionário cubano não receava o contágio de ligações com pessoas de passado nazi, desde que isso servisse os seus próprios objectivos”.

domingo, 14 de outubro de 2012

Subscrevo!



(imagem obtida aqui)


Clicar aqui, para ler todo o texto (via Lisboa-Telaviv) :

"O que está em curso é uma guerra em todas as frentes, usando todas as armas, para derrubar o Governo, com pretextos inventados e criteriosamente plantados nos órgãos de comunicação social, quase todos eles ao serviço da estratégia restauracionista empreendida pelos privilegiados do regime que agora veem o chão a fugir debaixo dos pés. O mote dessa gente é apenas um: antes destruir de vez o país do que assistir ao fim dos privilégios incansavelmente acumulados pelos donos do regime ao longo dos últimos 38 anos."

sábado, 6 de outubro de 2012

Afirmações - 1



Mário Nogueira afirma que Nuno Crato "tem as mãos sujas".

Eu afirmo que Mário Nogueira é uma das enormes vergonhas deste país.

Eu afirmo que a FENPROF é uma das enormes vergonhas deste país.

Eu afirmo que a CGTP é uma das enormes vergonhas deste país.

Eu afirmo que, como cidadão deste país, tenho tanta vergonha de Mário Nogueira como tinha de Salazar.

Eu afirmo que, como cidadão deste país, tenho tanta vergonha da FENPROF como tinha de Salazar.

Eu afirmo que, como cidadão deste país, tenho tanta vergonha da CGTP como tinha de Salazar.

Perplexidades - 2


Aquele discurso do Costa que é presidente da CML terá sido escrito por ele ou pelo secretário-geral do PS? E foi para dar nas vistas, aproveitando a ocasião? Ou para dizer que o 5 de Outubro é dele? Ou que a República é dele? Ou do PS?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

OVOS DO PÁSCOA (1)



   Eu às vezes dão-me coisas. Não coisas caras, como… Mas adiante!

    Em resumo: dão-me coisas: geralmente livrecos, poemaria, recortes de jornalada…Coisas, em suma, para eu tomar conhecimento ou comentar.

    Hoje recebi, entre outras, esta pérola do nosso descontentamento. E resolvi partilhá-la convosco. Para vos entusiasmar? Não tenho a certeza. Mas pelo menos para vos dar qualquer coisinha…

     Passam a ser, se assim o digo, “os ovos do Páscoa”. Bom apetite!

Sabiam disto? Não? Vão ficar a saber!

   “O British Hospital  pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios, a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN.

  O banco serviu para financiar a compra do British. Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de cem milhões de euros.

  Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.

   Isto, que podia ser uma charada dos Malucos do Riso, é o ponto em que estamos”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O cogumelo aldrabófilo



Fundação Casa de Mateus

Todos (por assim dizer) nos lembramos, tal «como o secretário de Estado [Hélder Rosalino] disse, que nos últimos seis anos, em que o PS foi Governo, “nasceram fundações como cogumelos”.» E disse mais:


“De facto é extraordinário, porque o que percebemos é que foram criadas nestes últimos anos múltiplas fundações. Quase que se pode dizer que nasceram como cogumelos. E há fundações que nasceram única e exclusivamente para fugir ao controlo financeiro do Estado”, acusou (...).


A existência de uma fundação implica a existência de um ou mais fundadores, cujo prestígio lhes confere credibilidade suficiente e cujas doações se destinam à promoção de programas definidos e estruturados de actividades e apoios à comunidade e ao país. A redução ou isenção de pagamentos de impostos e os eventuais apoios estatais provêm do reconhecimento do mérito dessa sua actividade.

Em Portugal, porém, a"esmagadora maioria" das fundações tem por origem... o próprio Estado, no sentido de conseguir aquilo por que persegue e condena os cidadãos: a fuga aos impostos! O Estado deixa de ser a "pessoa de bem", espelho e garantia dos "cidadãos"  - passa a ser o Estado que decreta o "estado de aldrabofilia" em todo o país.

O inenarrável governo chico-esperto e matarruano de José Sócrates, muito mais do que qualquer outro consolidou e institucionalizou o Estado aldrabófilo. Mais: apresentou-o, sem pudor nem disfarce, como modelo de procedimento legítimo ao cidadão de um Portugal em esboroamento, precisamente em razão de uma contínua prática ancestral de recurso ao negociozinho e à negociata. Algo que infectou muito perigosamente a cultura portuguesa (em sentido lato e não só...) e que o 25 de Abril, ao invés da cura por muitos ansiada, veio, paradoxalmente agravar.

O cogumelo aldrabófilo é uma espécie letal que urge exterminar, arrancando-o do solo em que tende a germinar e a proliferar. Antes que extermine os portugueses que ainda restam.

No meio disto tudo, valha-nos a Casa de Mateus! Bem merece os agradecimentos do país que luta contra a morte!

De um dos rostos exemplares da nossa República



Rui Nabeiro é o CEO com melhor reputação para os portugueses, de acordo com um estudo da GFK Metris, publicado pela revista Exame.

O fundador da Delta apresenta um índice de reputação de 35%, entre os 33 gestores das empresas que integram o PSI-20 e as companhias que lideram a lista das 500 maiores da Exame, que entram nesta avaliação.

Segue-se Alexandre Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, com 30%, Paulo Azevedo com 29%, Belmiro de Azevedo, com 28%, e Francisco Pinto Balsemão, com 23%. 


No fim da lista surge Jorge Coelho, presidente-executivo da Mota-Engil, que obtém o pior índice de reputação (6%)


(para ler integralmente a notícia clicar aqui)

Da estratégia da aranha socrática


Acabámos de saber pelos telejornais que a fundação Uma-merda-qualquer-para-as-comunicações-e-o-Magalhães é uma fundação... particular, que depende, em 99%, dos dinheiros... do Estado!

E como, por ser particular, o Estado não pode acabar com ela, terá que continuar a financiá-la porque é a única maneira de, mantendo-a em actividade e rentabilizando-a sabe-se lá em quê e de que maneira, poder vir a  reaver os 80.000.000 € que já lá nos enterrou.

Pois...

E que tal começar por confiscar os bens dos implicados na negociata para os novos financiamentos ou para que  simplesmente a dívida seja saldada, total ou parcialmente?