terça-feira, 4 de junho de 2013

Agostinho da Silva e o capitalismo e por aí fora

Alberto Gonçalves continua imparável...




... como por aqui se pode ver:


Serões da província

Com o pretexto explícito de libertar Portugal da austeridade e o pretexto implícito de demitir o Governo, Mário Soares reuniu na Aula Magna o tipo de gente que hoje consegue reunir: socialistas do calibre de Ferro Rodrigues, comunistas do PCP e do Bloco, o redimido poeta Manuel Alegre e, através de mensagem escrita, Pacheco Pereira a título de pechisbeque dissidente.


Deve ter sido um espectáculo gracioso. O dr. Soares recuperou a tese do regicídio e, dando voz a um eleitorado que não lhe liga nenhuma, ameaçou Cavaco Silva com a violência popular caso não enxote depressa o dr. Passos Coelho. As menções ao presidente da República suscitaram gritos de "Palhaço!" na audiência. Uma senhora do Bloco declarou-se pronta para integrar a "convergência de esquerda" mal esta comece a mandar. Um deputado do PCP exigiu a devolução do que foi roubado. Cantou-se em coro a Grândola, vila morena. Queriam mais?


Queriam, com certeza. Um académico, por exemplo. A intervenção que emocionou a noite coube ao reitor da Universidade de Lisboa, um tal Sampaio da Nóvoa. O dr. Nóvoa parece carenciado em matéria de ligações à realidade, mas pródigo em lirismo. Sempre sob intensos aplausos, explicou que "Agora é preciso construir caminhos". E que "Um encontro [das esquerdas] pode decidir uma vida". E que "Não podemos perder a Pátria nem por silêncio nem por renúncia". E que "Abril abriu-nos à vida". E que "Sentimos este desespero de quem está a morrer na praia às mãos de visões curtas, estreitas e desumanas". E que "Podemos falar, podemos conversar e agir em conjunto". E que "É preciso renovar a política".


Convém notar que a reitoria da UL continua a primar pela excelência intelectual: a verborreia do dr. Nóvoa mantém os níveis estabelecidos por José Barata Moura, autor de Joana, come a papa. Convém notar ainda que a única esquerda assumida capaz de chegar ao poder esquivou-se, horrorizada, à demonstração de arrogância antidemocrática levada a cabo pelos diletantes da Aula Magna: até António José Seguro percebe que, a existir um dia, a sua legitimação nunca advirá da vontade de uma clique privilegiada e caduca que brinca, felizmente sem consequências, a decidir quem manda à revelia dos cidadãos. Não sei se António José Seguro percebe que, pelas comparações que suscitam, brincadeiras assim constituem uma rara justificação para a sobrevivência de um Governo em frangalhos.


À mesma hora, não muito longe do encontro salva-vidas, a direcção do Benfica jantava no Estádio da Luz com um grupo de deputados benfiquistas, lóbi que presumo informal. Os nossos políticos oscilam entre a ancestral promiscuidade com o futebol e uma intermitente promiscuidade com a demência.




Direito ao trabalho, dever do ócio

É escusado lembrar a história, não é? Numa edição recente do Prós e Contras, uma alegada professora universitária interrompeu o proprietário de 16 anos de um alegado sucesso comercial no sector dos têxteis para o interrogar sobre as condições dos trabalhadores chineses que fabricam as roupas que o rapaz, Martim Neves, vende. O rapaz esclareceu que as roupas são feitas em Portugal. A alegada professora saltou para o ataque à pequenez do nosso salário mínimo. O rapaz opinou que o salário mínimo é preferível ao desemprego. A alegada professora calou-se. Nos dias seguintes, os amigos e camaradas da alegada professora não se calaram.

Nas profundezas da internet, ociosos diversos recorreram a extraordinários argumentos para concluir que o negócio em causa é repugnante. Um dos argumentos, digamos, é o de que Martim Neves é, ou parece ser, um "menino da Linha" (do Estoril, presumo, e não da cocaína), logo um filho de privilegiados que beneficiou de ajuda paterna para realizar os seus sonhos empresariais. Não importa se isto é ou não verdade. Importa que para a esquerda a descendência da classe média ou média-alta está impedida à partida de trabalhar, excepto, claro, se se considerar trabalho ensinar insanidades na universidade, promover acções de protesto e verter ódio às próprias origens no Facebook ou em programas televisivos. Por motivos óbvios, a descendência das classes baixas também é desaconselhada a meter-se em trabalhos.

Trata-se da velha questão da igualdade de oportunidades: enquanto não existir em absoluto, ninguém deve mexer uma palha, uns porque estariam a aproveitar-se de vantagens injustas, os outros porque estariam a submeter-se ao jugo capitalista. Num sistema devotado às mais-valias, mais vale estar quieto. Para os militantes anti-Martim, o desemprego, sobretudo quando não os afecta directamente, é de facto preferível ao salário mínimo. E ao salário médio, que por cá é inegavelmente pequenino. E ao salário elevado, que como se sabe é típico de exploradores e - venha de lá a fatal palavra - "fascistas". O ideal é salário nenhum, já que além de evitar discriminações de berço alimenta a insatisfação popular necessária às revoluções e, consumadas estas, inaugura a sociedade perfeita. Isto na perspectiva do hospício.

No mundo real, os inúmeros defeitos do capitalismo são inegavelmente melhores para as pessoas do que as virtudes do igualitarismo. No primeiro caso, muitos arriscam a pobreza. No segundo, quase todos garantem a miséria - salvo pela nomenclatura de esclarecidos empenhada em provar que a fome sob os regimes comunistas constitui um triunfo moral sobre as dificuldades em pagar o Visa. Que, no Portugal de 2013, semelhante evidência ainda passe por polémica não abona em favor da "esperança" que as boas consciências gostam de convocar: a cegueira dedicada ao passado não é alheia ao presente nebuloso que temos e ao futuro radioso que não teremos. Pobre, mesmo que rico, Martim Neves.



Com os azeites

Somos um país atrasado? Depende: há assuntos fulcrais nos quais estamos adiantadíssimos. A co-adopção por casais do mesmo sexo e os galheteiros, por exemplo. No último caso, a Comissão Europeia propôs recentemente a obrigatoriedade do uso de embalagens invioláveis de azeite nos restaurantes de todos os Estados membros. Logo de seguida, ouviu os resmungos destes e retirou discretamente a proposta. Portugal, que desde 2006 iniciou esse indispensável passo rumo à modernidade, continua portanto a ser um dos raros lugares do continente onde a selvajaria do azeite despejado em garrafinhas abertas não tem hipóteses.

Segundo o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que ninguém percebia bem para que serve e afinal serve para coisas assim, o progressismo indígena na matéria não cederá às hesitações de Bruxelas. Galheteiros? Não, obrigado, mandamento que em vez de protestos suscitou, como é natural por cá, a apatia das massas e os aplausos da Confederação dos Agricultores de Portugal e de uma Casa do Azeite. O argumento, ao contrário do que se poderia pensar, não é o da protecção do lucro, mas o da protecção do consumidor.

Curioso. Seria de esperar que em largos séculos de provas a população de uma das principais nações produtoras de (óptimo) azeite já fosse capaz de distinguir entre uma maravilha de Mirandela e uma mistela adulterada. Pelos vistos, não é capaz, as mistelas abundam, as vítimas das mistelas acumulam-se nas urgências hospitalares e, durante a vigência da lei, a ASAE multou 69 estabelecimentos que ousaram servir o tempero nos bárbaros galheteiros. Enquanto aguarda que o cabrito chegue por esventrar à mesa, o povo, indefeso e cândido, agradece. É costume: sempre que os tratam como retardados, os portugueses fazem vénias. E uma linda figura.


Aprender com o Outro


Enquanto o parlamento nigeriano aprova a criminalização da homossexualidade, um escritor egípcio lançou uma campanha no Twitter para convencer as mulheres a deixarem os empregos em lojas e locais públicos que uma lei recente lhes concedeu. O sr. Al-Dawood, segundo a imprensa autor de livros de autoajuda, está preocupado com o assédio sexual que as senhoras sofrerão no trabalho, pelo que incentiva o povo a molestá-las de uma vez. É o velho método de dar um tiro na cabeça para evitar sofrer de pneumonia anos depois. Infelizmente, o Ocidente fechou-se numa redoma materialista e descura o enriquecimento espiritual que sopra do islão. Felizmente, o islão preocupa-se com o Ocidente e, com crescente regularidade, procura também autoajudar-nos.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

A BELEZA INSOFISMÁVEL DA MODERNIDADE

 
 
 
 


Enquanto nos demais países do Oriente Médio, pelo "inverno islâmico" ter sucedido a "primavera árabe", as mulheres se cobrem cada vez mais (e não por uma questão de temperatura), em Israel, elas se cobrem quanto querem. E se descobrem quando têm vontade. Pois além da liberdade de expressão e das liberdades individuais garantidas pela democracia, para não falar da modernidade geral e irrestrita, ali as mulheres ainda têm o particular poder advindo do serviço militar. Quem vai mexer com uma jovem beldade carregando elegantemente um fuzil-metralhadora?
As Forças de Defesa de Israel oficialmente não gostaram das fotos acima, postas na internet pelas próprias recrutas. Porque ferem o decoro militar, além de regras estritas sobre o uso do uniforme. Mas, no fundo, duvido que alguém tenha de fato desgostado (com exceção dos árabes israelenses e dos judeus ortodoxos: a religião é democrática em sua capacidade de envenenar corações e mentes). Pois essas três imagens resumem melhor do que mil palavras a sociedade israelense: livre, forte e sem celulite.

P. S. Os rostos das (presume-se) belas e bravas soldadas não foram borrados (único ato afinal censurável) pelas próprias, mas, sabe-se lá por que, pelos muitos meios de notícias que reproduziram as fotos (a informação consta de um deles).
P. S. 2 As formosas soldadas receberam uma "reprimenda" em função das primeiras fotos postadas. Sua reação: postar mais fotos (caso da terceira reproduzida acima). Belezas da democracia.
P. S. 3. Note-se que a segunda foto foi tomada numa área externa, e que há, ao fundo à esquerda, um soldado. Liberdade feminina é isso aí.
P. S. 4 Para concluir com uma pequena nota levemente machista (mas totalmente escusável, pelo que se trata), lembro-me do grande Millôr Fernandes: "Sou totalmente a favor do movimento feminino, principalmente o dos quadris".

A PRIMAVERA CHEGA À TURQUIA, AFINAL

         
  
Manifestante carrega bandeira turca com a imagem de Ataturk




Depois de sete dias de violentos protestos antigovernamentais nas maiores cidades do país, incluindo Istambul e Ancara, e após a terceira morte confirmada, a imprensa internacional começa a compreender o que se passa na Turquia, assim como seu significado.
De início era uma reação à reforma de um parque. Mas apenas os distraídos e os obtusos levaram tal motivação a sério por mais de um minuto. Algo estava acontecendo na Turquia. Algo está acontecendo na Turquia. Mas o que, exatamente?
O islamofascista mal disfarçado que é o primeiro-ministro Recep Erdogan, no melhor estilo ditador paranoico, acusa... o Twitter: “Há uma ameaça chamada Twitter. [...] Para mim, as redes sociais são a maior ameaça à sociedade”. Enquanto o próprio título da matéria resume e esclarece tudo, ainda que por negação: “Primeiro-ministro nega ‘Primavera Turca’ e culpa redes sociais por protestos” (http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/06/03/primeiro-ministro-nega-primavera-turca-e-culpa-redes-sociais-por-protestos.htm).
Sim, trata-se do início temporão da “primavera turca”. Mas por que, se a Turquia não é uma ditadura?

A Turquia não é uma ditadura, mas é uma democracia ameaçada. E a ameaça vem do próprio governo, que se autointitula “islâmico moderado”. Mas os turcos bem sabem que sua “moderação” não é sincera nem voluntária. Ou verdadeira.
A autoimputada “moderação” islâmica do atual governo turco advém, tão somente, da tradição de um século de laicismo do Estado turco, desde sua fundação por Kemal Ataturk em 1920, sob a tutela do exército. Mas esse laicismo sempre esteve ameaçado pela “Turquia profunda”. Daí o paradoxo de uma democracia mantida pela força. Pois sem o exército secular também deixado de herança por Ataturk, o islã teria há muito destruído essa democracia e esse laicismo.
Erdogan foi eleito pela “Turquia profunda”: pela periferia das cidades e pelo campo. E, desde o início, não fez outra coisa senão tentar enfraquecer, sistematicamente, as instituições laicas do Estado, a começar do próprio exército, hoje acuado por um judiciário controlado pelo governo, com inúmeros generais e outros oficiais aprisionados, a partir de um suspeito processo de conspiração militar.
A imprensa também é atacada: a Turquia tem hoje, ao lado da China, o maior número de jornalistas encarcerados em todo o mundo. E como o exército, a imprensa turca se acovarda. Daí os manifestantes a acusarem, justamente, de covardia, além de oficialismo e manipulação na cobertura das próprias manifestações.
Por isso Erdogan tem, afinal, razão: a culpa é da internet. Mas apenas como piada. Pois seria como culpar um carro por um atropelamento, em vez de o motorista. Por trás das críticas ao governo e das convocações aos protestos que tomaram conta das redes sociais turcas, está o segmento mais esclarecido da sociedade, que afinal reagiu, tardiamente, a um governo que utiliza a mesma tática de Chávez e outros liberticidas contemporâneos: chegar ao poder pela via eleitoral para, a partir daí, minar o mesmo sistema representativo que os levou ao poder.

Trata-se do que o grande arabista Bernard Lewis chamou de a tática do “um homem, um voto, uma vez”, para se referir à tentativa da Frente Islâmica de Salvação da Argélia, que, nos anos 1990, escancarou-a para ser, em seguida, derrubada pelo exército secular do país, antes de novas eleições serem convocadas, agora sem partidos islâmicos.
Os partidos islâmicos dos demais  países muçulmanos aprenderam a lição argelina. A tática do “um homem, um voto, uma vez” tem de ser implementada com alguma sutileza, fazendo o islã “comer” devagar e pelas bordas as instituições, as práticas e as mentalidades em países onde estas foram, em algum grau, laicizadas, seja por ditaduras ou por um grande reformador como Ataturk. Era o caminho de Erdogan. Vinha funcionando.

Mesmo porque, graças à pujança do capitalismo local (apesar das pressões islamizadoras do governo), esse governo retrógrado, num outro paradoxo turco, contou com grande popularidade até agora. Ou melhor, ainda conta com ela. Mas essa popularidade populista não amedronta mais os turcos urbanos, modernos e laicos que, desde a fundação da República, estiveram na liderança do país.
A Turquia é um solitário caso histórico de reforma modernizadora e democratizante razoavelmente bem sucedida no mundo muçulmano. Mas depois de quase um século, o modelo turco está sob forte ameaça. A melhor parte da sociedade turca sai enfim às ruas contra essa ameaça.



A chamada “primavera árabe” foi verdadeira apenas em parte: ter sido árabe. Pois quanto a ser primaveril, ou seja, significar o nascimento de um tempo novo e melhor, foi um engano, um engodo e uma ilusão. As revoltas árabes se deram contra ditaduras mais ou menos brutais, de Ben Ali na Tunísia a Assad na Síria, passando por Kadafi na Líbia e Mubarak no Egito. E todas elas eram seculares. A “primavera árabe” ocultava (mal) o “inverno islâmico” que, este sim, aflorou em seguida, com partidos religiosos autoproclamados “moderados” tomando previsivelmente o poder pela recém inaugurada via eleitoral (no caso sírio, grande parte da oposição armada ao governo genocida de Assad é formada por radicais islâmicos). A única “primavera” verdadeira no mundo muçulmano está a florescer agora. E ela não é árabe.
A “primavera turca” é verdadeira porque se trata de segmentos seculares protestando contra um governo islamizador. Ou reislamizador, considerando a história turca. Na Turquia, começou (melhor, recomeçou), afinal, o inevitável embate entre Alá e Ataturk. Que vença o melhor.

domingo, 2 de junho de 2013

Do CO2 amigo do homem, do CO2 comida para plantas, do CO2 ferramenta marxista para abater a civilização e, particularmente, a sociedade capitalista.


As plantas alimentam-se basicamente de CO2. Utilizam ainda outros nutrientes ou como catalisadores ou como constituintes mas, a larga maioria do crescimento dá-se pelo CO2 absorvido pelas folhas.

Havendo mais CO2 na atmosfera (ninguém sabem exactamente porquê) há mais crescimento de plantas.

«Cientistas chamam isso de “efeito de fertilização do dióxido de carbono.” Isso tem causado um aumento da biomassa gradual em regiões áridas da Terra 1982-2010.»

Bom domingo!

De como a natureza ignora os modelos "científicos" marxistas

De acordo com os dados, cerca de 95% da radiação solar é literalmente devolvida ao espaço pelo CO2 e pelo NO na atmosfera superior. Sem esses componentes básicos, em outras palavras, a Terra seria capaz de absorver quantidades potencialmente devastadoras de energia solar, que seriam verdadeiramente capazes de derreter as calotas polares e destruir o planeta.

 ...

Sem rodeios, o Dr. Hansen é um ativista do aquecimento global, como todos sabem, que ajudou a desencadear uma histeria artificial sobre as mudanças climáticas nas costas dos EUA em 1988. Logo após o lançamento desse novo estudo SABER, no entanto, o Dr. Hansen convenientemente se aposentou de sua carreira como climatologista da NASA e agora planeja gastar o seu tempo com a “ciência”, e em “chamar a atenção para suas implicações para os jovens”.

sábado, 1 de junho de 2013

Gavin Schmidt: "o falhanço dos modelos que não se adaptam ao mundo real"



Os marxistas do "aquecimento global", um a um, vão entregando as armas. Em Portugal, nada de significativo transparece.

É caso para se dizer que, na vida desta gente, nada se adapta ao mundo real: nem o marxismo nem o "aquecimento global".

....

No mesmo artigo, transcrevo o comentário de Anthony Watts. Fica por se saber quem nos devolve o dinheiro que nos foi rapado para queimar na luta contra o fantasmagórico aquecimento global.

And I think it is more than a bit unfair to us, that if he believes what he tweets, he should re-examine his own assumptions about climate modeling. We have economies, taxes, livelihood, etc. hinging (or perhaps failing) on the success of these models to predict the climate in the future. The models aren’t working, and Dr. Schmidt knows this. Unfortunately his job is tied to the idea that they do in fact work. I feel no regrets at making this comparison front and center. – Anthony


Via WUWT.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

ISLAMISMO, RELIGIÃO DE PAZ, LIBERDADE E PROGRESSO…




Diz-se e vê-se aqui:


Primeiro protesto em topless das Femen num país árabe

O alvo escolhido foi Tunes, na Tunísia. Três ativistas acabaram detidas

O grupo Femen fez o seu primeiro protesto num país árabe e não mudou a sua forma de atuação. Em topless, frases escritas no corpo e cartazes. Frente ao tribunal em Tunes, na Tunísia, gritaram pela libertação de Amina. Uma jovem detida por colocar fotografias suas, nua, na internet em Março último, alegando que o seu corpo «era seu e não a honra dos outros». No final, segundo a agência Associated Press, foram detidas três ativistas. Uma alemã e duas francesas.



A jovem Amina foi «escondida» pela família algum tempo, após vários religiosos radicais, a ameaçarem de morte. Mas no passado dia 19 de maio acabou detida. Deve ser presente a um juiz esta quinta-feira.

Mas além das ativistas, foram também detidos seis jornalistas que estavam no local a acompanhar o protesto. Segundo as autoridades, os meios de comunicação social estavam a alimentar o protesto. Poucas horas depois, os jornalistas foram libertados.



O incómodo causado pela nudez das jovens é bem visível nas imagens. Além da polícia, os próprios populares tentaram «tapar» as jovens seminuas.



Após a detenção de ontem, as Femen voltaram a protestar já esta quinta-feira, em Bruxelas, frente à embaixada da Tunísia.





Nota minha– E para quando a obrigatoriedade da burka? Hein?


(última imagem obtida aqui)

Da dignidade do burguês esquerdalho "digno" e chupista do contribuinte


..."Certamente que não serão apenas as companhias teatrais que sobrevivem à sombra da extorsão fiscal. Antes fossem. É assustadora a quantidade de empresas, sectores e corporações cuja actividade fundamental consiste em convencer os decisores políticos da sua absoluta imprescindibilidade. Não admira que estejamos falidos."...

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«No Facebook, Rui Sinel de Cordes, disse:

“A sério? Há uma manifestação no Teatro Aberto porque ficaram sem o subsídio de 300 mil euros do Governo? E estão lá autores e personalidades e Media? Eh pa, que aborrecimento, adorava ter ido.

Para lhes dizer que há 4 anos, pensei fazer o “Black Label” numa sala do Teatro Aberto – a sala 2, óptima para stand-up – que estava sem programação. Uma sala vazia, que ia ser utilizada sem custos para o Teatro, ia trazer público e comissão de bilheteira. Foi-me dito pela direcção que o stand-up comedy não era uma arte suficientemente digna para o Teatro Aberto.

Agora correm o risco de fechar porque não têm mama do Governo para fazerem peças dignas?

Azar do caralho.”

Não quiseram negócio porque são muito elitistas? Então agora jantem elitismo. Liberdade implica Responsabilidade.»

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Assim que cheguem os dias... (Tant qu'il aura des jours...)‏


Paul Cézanne, L'Estaque 


Sim - os dias, os grandes dias amenos na Provença e na Grand Prairie, tão justamente celebrados em novelas inolvidáveis por Marcel Pagnol, Jules Lemaitre e Marcel Scipion ou, já nas bandas do cinema, por Claude Berri, Jean Renoir, Marcel l'Herbier...

   Nesses lugares, se em boa companhia estamos, os dias são amáveis e fecundos. E se a companhia for, por exemplo, o filho do Sr. Antoine Morot (infelizmente já falecido) criador de vinhos, nomeadamente do famoso e gostoso Jolibleu Chambray e estivermos nas suas caves de La Jolle, acompanhados também pela presença de sua esposa Marcelle (ajudante vinhateira mas também pintora e ceramista-tapeceira) então a coisa magnifica-se, tanto mais que com aquele pundonoroso tintol costumam aprochegar-se iguarias de mui fino trato... para acalentarmos as papilas e a poesia que nisso tudo está inclusa.


Paul Cézanne, Natureza morta com cesto de maçãs



 Resumindo: lá mais para o tempo quente terei ensejo de rever aqueles amigos, a que se juntarão talvez os confrades de Espanha Ignacio Maragall e Maria Darmyn. E poderei então contemplar os painéis (de azulejo e pano tapeceiro) que, comunicaram-mo hoje, já estarão encaixados nas paredes da sala de entrada da adega e no salão da vivenda próxima aonde residem.


 Para aquilatarem da qualidade lírica do vinhateiro em causa (risos), aqui vos deixo 3 poemas 3 da sua produção, que tem um travo frutado, prudentemente encorpado e com um eflúvio floral - mas que só trepa galhardamente se nos dermos a desmandos sem norte e sem estrela. Mas adiante!


Jules Morot


TRÊS POEMAS DE JULES MOROT


ANDANÇAS

   As minhas viagens são feitas de acasos e de sombras. Ou de sombras e de acasos, pois a soma e a sequência dos factores por vezes é arbitrária. Ou não será assim?
  Não importa de momento, agora o que é preciso evocar são as grandes presenças das florestas passando por mim, sobre mim, por sobre a minha cabeça, os meus pés, as minhas mãos e os meus ombros. A roupa que me veste e que de tempos a tempos me desnuda, o mar que sempre recordo, naquela tarde ensolarada, naquele fim de tarde quando uma estrela já luzia no céu, o banco de jardim onde me sentei um dia numa pequena terra de Espanha, os grandes lumes acesos na serra, as fogueiras que me deslumbravam, me deixavam surpreso pois ainda não conhecia o fogo e a sua incontável arquitectura plena de terrores e de encantamentos, a voz do vento lá por fora, pelos caminhos da montanha, solitários como flores num bosque que não se sabe bem em que lugar fica.

 As minhas viagens são feitas de amargura pois não mais voltarão. São como um rochedo num bosque silente na manhã, um bosque onde animais nasceram e animais morreram, a doçura de um raio de sol ou de luar sobre o dorso de um lobo ou de uma inconcreta aparição.

  Tenho a tua mão e não tenho a tua mão. Imagens rodeiam-me e são coisas que existem, o pão e a água trazida dos lugares mais remotos e que nos habitam. A minha água interior, a tua água que ressuma, que bebi no teu coração, os teus olhos que já não reconheço, o fulgor do passado. As casas que correm ao meu redor, o rufar repentino de um combóio perdido e aquela voz de mulher dizendo para a outra, a mais nova, a mais vistosa: “Ali era o nosso quarto, lembras-te? Tantas vezes que nos pusemos ali à janela, ainda o Pai era vivo!”. A memória que se esconde para sempre num recantozinho do cérebro, como um retrato humilde ao canto de uma mesa numa sala muito antiga.

  As minhas viagens são feitas de tudo o que nos ampara e desampara nas grandes caminhadas, ao longo dum rio ou dum deserto.

  As minhas viagens são como livros amados e iguais aos crimes de outro alguém que existe e não existe, um alguém que mora dentro de mim e do peito que ainda conservo mergulhado neste tempo, no outro tempo, em todos os tempos do universo.



 Nicolau Saião, A colheita (painel de azulejo, 150 x 315 cm)


MOZART

Lêem-se os gregos
suecos, alemães
ou a doce língua
de não sei quantos
de não sei que imóvel pedaço de página
claves de sol
talvez o latim o alano o islandês
e é sempre a mesma música
sempre como um veio numa flor grossa obscena
Diz um   um alfinete   diz outro
um parafuso
pois sim
uma fina difusa coisinha semimorta
semi-deitada
semi-cerrada
uma inteligente coisa muda
maior que um tiro na orelha
pois não
uma espécie de porta
de dor discreta.

Meu bom senhor
olhai
nos prados nas tabernas
nos ermitérios
nos armários
um rasto de cão

Nos óculos do primeiro violino
tudo desaparece.

Tendes vós sono, desejo
de novas estações? Tendes florins?
Tendes, acaso, em dias
já passados
mãos musicais, sinais
de outras mortes?


Nicolau Saião, A criação do mundo (tapeçaria, 150 x 300 cm)


O BESOURO

Soa lá fora
espalha-se pela casa
no calor das árvores que aguardam
o mais curto caminho
humano   na direcção do ribeiro
o besouro   o seu som de campainha
de sineta
astucioso repicar  e logo
lembranças vagas na tarde
pequeno fio de memória nos nossos ouvidos
e  é exacto  um esvoaçante ser que em rodopios
perpassa
por sobre os roseirais
a sombra hirta dos sentidos.

Um harpejo
de violinos no nosso olhar reflectido
nos vidros
de hoje e amanhã
Agora um gesto  um balbuceio
um simples animal   de metal furando a tarde
seguro   bem seguro
do seu talento  da sua carne temporária
lembrança de céus distantes
de anos repassados   de poeira

de roteiros felizes.


in Jules Morot, Le mardis-gras
Tradução de Nicolau Saião


(Dados a lume, respectivamente, no "TRIPLOV" e na "DiVERSOS – revista de poesia e tradução". Trechos do seu livro La chambre engloutie foram dados a lume por Floriano Martins na "AGULHA – revista de cultura", Brasil)

Nota - O tradutor, aqui como em textos de sua autoria, não segue os preceitos do chamado Acordo Ortográfico.

terça-feira, 28 de maio de 2013

"Aquecimento global" - 2 em jeito de rapidinha.


A NASA anunciou pela enésima vez que se tinha enganado e que, imagine-se, o CO2 é bem capaz de provocar ... arrefecimento global.

O CRU descobriu que, afinal, se tinham enganado e que os modelos que anunciavam o fim-do-mundo em aquecimento não se encaixam na realidade.

Pois. Pena é Rui Moura já não estar entre nós. Fez-me perceber, há pelo menos 10 anos, aquilo que as zenitais luminárias finalmente confessam: andaram a inventar.

Do tonto da eterna razão

A desvalorização não é solução mas se a regulamentação asfixiante não for travada e demolida, o mercado encarregar-se-á de desvalorizar a bem ou a mal, o euro ou o emprego.

Evidentemente que, a Seguro e relativamente a desregulamentação, não passa pela cabeça prescindir de tal 'valiosa' ferramenta marxista.

Sobre Seguro pode ainda afirmar-se que figura mais tonta não há. O 'rapaz' insiste, sempre insistiu (acha ele que lhe fica bem) em reclamar pela revisão do acordo com a troika. A 'ideia' sempre foi tão disparatada quanto pedir-se revisão de provas antes de se fazer o exame.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dou, de novo, a palavra a Alberto Gonçalves...





... que escreve aqui:



O elogio da desconfiança

A pretexto da circum-navegação do Governo em redor do novo imposto sobre os pensionistas, dos cómicos apelos de Cavaco Silva aos santinhos tradicionais e aos do Conselho de Estado e da demagogia alucinada em que a oposição perpetuamente vive, os portugueses, povo de descobridores, descobriram pela enésima vez uma extraordinária coisa: os políticos não são de fiar. Ou, para usar o léxico em voga, os políticos não têm credibilidade. Ai, quanta saudade do tempo em que os políticos eram credíveis.

Lembro-me como se fosse hoje de quando elegíamos gente cumpridora, unicamente preocupada com os célebres interesses do País e alheia quer a interesses partidários quer pessoais. Gente altruísta que sacrificava a popularidade a fim de servir o bem-comum. Gente ponderada, que nunca criaria as condições para entregar a nação ao FMI. Gente lúcida, que jamais permitiria a destruição, paga em cheque, do sector primário. Gente esclarecida, que sabia aplicar com rigor e parcimónia os "fundos" europeus. Gente determinada, que não cedia à atracção dos sindicatos pelo caos. Gente precavida, que se negou a autorizar o crescimento incessante da máquina estatal. Gente racional, que preferiu perder votos a alimentar a ficção de um assistencialismo desaconselhável e inviável. Gente insubmissa, que não sossegou enquanto não desmantelou uma Constituição devotada ao socialismo e acarinhada pelos comunistas. Gente avisada, que sempre preservou o equilíbrio das contas públicas. Gente decente, que combateu por dentro os naturais apetites do Estado para controlar a ralé desde o bolso até ao hábito. Gente democrática, que acautelou a probidade do sistema judicial. Gente visionária, que garantiu a exigência e a qualidade do ensino. Etc.

Agora a sério: alguma vez Portugal teve políticos honrados, fiáveis, escapatórios, vá lá? Lamento, mas não. E é da natureza da política que assim seja. Da natureza de Portugal é a propensão para ambicionar o contrário. É escusado referir o brilhantismo das duas primeiras repúblicas: se o pai da terceira é um indivíduo da estatura moral de Mário Soares, não teria custado adivinhar o nível dos filhos, netos e enteados. A todos, o bom povo deu sucessivamente o aval nas urnas para em seguida perceber com pasmo que se enganou, esquecendo os enganos e os pasmos anteriores.

Infelizmente, notar tamanha evidência passa por "populismo". Não é. O entendimento corrente do populismo consiste em substituir os políticos habituais por políticos que fingem não o ser. Sobretudo porque não temos outra, o ponto aqui implica aceitar a classe política que temos - sem aceitar a ilusão de que esses senhores, que de resto não caíram do céu, concorrem para resolver os nossos problemas. Mudar de regime é uma aventura menos recomendável do que mudar os cidadãos. Dito de maneira diferente, discutir a credibilidade dos políticos é conversa fiada: o problema nacional é a credulidade dos portugueses.


Cem anos de mitificação

O centenário de Álvaro Cunhal, em Novembro, levou a TVI a antecipar festividades e a realizar uma daquelas reportagens que tentam revelar o homem por detrás da figura pública. O que conseguiu foi revelar as baixezas a que o jornalismo (?) hagiográfico pode descer. O trabalho recorreu a depoimentos da irmã, de camaradas de partido, que falam sempre com o tom e a cadência "do Álvaro", o modo pelo qual ainda tratam o eterno chefe, e de interlocutores avulsos, desde o médico Joshua Ruah ao distinto historiador Fernando Rosas, passando por Miguel Sousa Tavares. Não fora o prazer de assistir ao célebre romancista de Equador referir a "áurea" (sic) do "doutor Álvaro Cunhal", qualquer texto evocativo do Avante! teria alcançado idêntico efeito.

Ficámos então a saber que Cunhal era sensível, bem-disposto, atencioso, inteligente, criativo, culto, poliglota e óptimo dançarino. Ou seja, de tanto extrair o "político" da "pessoa", a reportagem deixou apenas um esqueleto enganador e etéreo, que fez o favor de passear, ou dançar, entre os mortais. Do conspirador manhoso que, antes de 1974, perseguia e destruía adversários internos e lutava contra a ditadura em prol de outra ditadura pior, nem uma palavra. Do esboço de tiranete que, depois de 1974, lutou contra a democracia em prol da ditadura do costume, pouquíssimas e, em geral, compreensivas palavras.

Em suma, mitificação em abundância. É natural. Por cá, o fascínio que uma criatura medíocre como Cunhal desperta só encontra paralelo em Salazar. Não vale a pena mencionar os devotos: mesmo os que odeiam o beato de Santa Comba e o estalinista de Seia atribuem--lhes propriedades quase sobrenaturais. Sem tradição de liberdade, os portugueses adoram quem segura a trela e promete mantê-la curta, e não é à toa que, há uns anos, colocaram essas duas recomendáveis peças nos primeiros lugares de um concurso destinado a "decidir" os melhores da nossa história. Nem é à toa que a nossa história deu nisto.





A palavra interdita

Ler na imprensa portuguesa as notícias sobre os motins em Estocolmo levará um leigo a imaginar centenas de protestantes loiros a incendiar automóveis noite após noite. Já os iniciados nos códigos da correcção política percebem que não se trata de protestantes nem de católicos, budistas, hindus, judeus, xintoístas, animistas, membros da IURD ou agnósticos: à semelhança dos psicopatas que esta semana degolaram um soldado britânico numa rua de Londres, os criminosos da Suécia agem em nome do Islão, termo que as boas consciências preferem esconder em favor de "sentimentos de exclusão social" ou delícia do género. A própria ministra sueca da Justiça usou o eufemismo sem se rir. Um dia, os que como ela defendem a abdicação perante cultos da morte não rirão por razões de peso.


Clichês na própria baliza

O futebol é um espelho do País? Parece que sim e, infelizmente, parece também que vice-versa. Não falo das falências. Nem do aborrecimento. Nem da corrupção. Falo das ideias feitas e do poder destas em subjugar a realidade: quando enfiamos um disparate na cabeça, não o conseguimos retirar nem com o auxílio de uma rebarbadora. Vejamos primeiro um exemplo da bola.

Graças à intervenção dos media e dos "especialistas" do ramo, ao longo dos últimos anos convencionou-se que o treinador do Benfica é um génio e o do Porto um monumento à incompetência. Não importa que a equipa do sr. Jesus perca quase todas as competições em que participa, nem que saia regularmente humilhado dos jogos com o Porto, nem que o génio em causa tenha dificuldade em fazer--se entender pelo cidadão (e, suponho, pelo jogador) médio, nem que revele uma arrogância altamente desproporcionada face ao seu currículo. E não importa que o sr. Pereira seja campeão duas vezes seguidas, ao que li com uma derrota em 60 partidas. Acima dos factos, o que importa é a força do clichê difundido, a qual é responsável pela vontade dos adeptos benfiquistas em ver a permanência do sr. Jesus no clube e pela vontade dos adeptos do Porto em ver o sr. Pereira à distância.

Absurdo? Não mais do que os clichês que tomam conta da actualidade nacional, ou do pedacinho da actualidade que escapa ao futebol. Para os media e os "especialistas" da política e da economia, logo para a vasta maioria da opinião pública, a austeridade em que caímos é opcional. O Governo desatou a empobrecer os portugueses só porque retira farto gozo do exercício e não porque uma dívida descontrolada nos deixara próximos do colapso e em plena dependência da caridade (a juros) do exterior. Poucos se dão ao trabalho de notar que sem os apertos vigentes (e os que faltam) a troika não nos atura, que sem a troika os apertos serão imensamente maiores e que no mundo real não há descontos: os golos sofrem-se muito antes dos 92 minutos.



Socialismo pandémico ou saída de cena em grande frete?

No Porto, está instalada uma borrasca por causa de uma daquelas coisas esquisitas 'assim tipo' recuperação de zona história 'e coiso' ....

Diz Rui Rio, aparentemente atacado de uma pandemia de socialismo, que  estado deve ...pátátí pátátá ... porque o sucesso da coisa é monumental ... e a piramidal aceleração da economia local ... e a atracção de turistas ... e o dinheiro captado ... e, finalmente, (last but not least) o Estado tem que entrar.

Porra!! Com tanto sucesso Rui Rio defende que os louros fiquem no estado, ou será que as vantagens localmente certificadas não são suficientes para cobrir as despesas havendo necessidade de se 'voluntariar' o contribuinte?

domingo, 26 de maio de 2013

E, mesmo a iniciar a semana...

The Lamia (Genesis)


Quanto a marxismo pode, com segurança, continuar a afirmar-se que continua ... sendo praticado sem 'desvios'

O esquerdalho português, como provavelmente por onde existem, move-se por um sucedâneo de religião. O esquerdalho é, hoje, um especialista do NÃO. Nada sabe sobre coisa alguma excepto como não é. Reagan tinha razão.

A 'fé' que os move e a maximização do não (niilismo) leva-os, frequentemente, a apostar tudo em quem esteja contra a sociedade capitalista "burguesa" independente do cheiro nauseabundo desses aliados.

Todo o esquerdalho acredita hoje que, nesse amanhã, um posto na estrutura dos animais de 4 patas lhe está reservado como posto merecido (paga seria um desvio burguês e compensação uma falha de neo-capitalismo) pelo "trabalho" como indefectível e iluminado apoiante, mesmo que essa fase tenha que passar pelo ano zero. Esse posto é merecido nunca como uma troca de alguma espécie mas como incentivo à continuação da construção (nessa altura já não pode ser "luta") pela causa.