domingo, 13 de julho de 2014
Esplendor socialista
Tudo junto: cronies, amigos de cleptocratas, defensores de coisas verdes, reconstrutores do mundo.
Corrupção é isto.
"Actualmente, Manuel Pinho lecciona na School of International and Public Affairs, na Universidade de Columbia, numa cátedra sobre energias renováveis patrocinada pela EDP. Paralelamente, mantém-se vice-presidente do BES África."
...
"Este sábado o semanário Expresso fez manchete sobre o BES desconhecer beneficiários de 80% da carteira de crédito do banco. Segundo o Expresso, o BES Angola terá perdido o rasto a 5,7 mil milhões de euros."
A EDP é hoje o verdadeiro Ministério da Cultura "patrocinando" tudo quanto é artista. A "arte" e a "cultura" de braço dado à mais pura e dura corrupção. Eles acham bem, é uma empresa "boa" de regime.
Corrupção, como diz um amigo meu do centro do país, não é o tosco negócio de ganhar a custas de outro, pela calada. É pura corrupção a que nem permite perceber-se que se entregou a alma ao diabo.
Corrupção é isto.
"Actualmente, Manuel Pinho lecciona na School of International and Public Affairs, na Universidade de Columbia, numa cátedra sobre energias renováveis patrocinada pela EDP. Paralelamente, mantém-se vice-presidente do BES África."
...
"Este sábado o semanário Expresso fez manchete sobre o BES desconhecer beneficiários de 80% da carteira de crédito do banco. Segundo o Expresso, o BES Angola terá perdido o rasto a 5,7 mil milhões de euros."
A EDP é hoje o verdadeiro Ministério da Cultura "patrocinando" tudo quanto é artista. A "arte" e a "cultura" de braço dado à mais pura e dura corrupção. Eles acham bem, é uma empresa "boa" de regime.
Corrupção, como diz um amigo meu do centro do país, não é o tosco negócio de ganhar a custas de outro, pela calada. É pura corrupção a que nem permite perceber-se que se entregou a alma ao diabo.
sábado, 5 de julho de 2014
Rui Tovar por Nuno Rebocho
Recordando um amigo – Rui Tovar
Há anos que o não via nem com ele falava, mas tinha por ele
uma longa amizade – desde que, em 1974, pouco antes da revolução, o conheci na
redacção do velho “República”, onde então trabalhava, como revisora, a minha
mulher. Desde essa época aprendi a respeitar o bom Rui Tovar e manter com ele
amizade enquanto a vida o ia atirando de redacção para redacção, tantas vezes
ao sabor das ondas do amor pela liberdade e democracia que nos unia – o antigo
“Século”, o “Dia”, as bancas da “Rádio Comercial”.
Morreu o Rui Tovar. Ele, que abominava colocar-se em bicos de
pés, foi notícia em todos os jornais e poderia ter falecido com a consolação de
que até aqueles que o criticavam e ferozmente o perseguiram, afinal, o
admiravam… até quando o procuravam isolar. Vamos descobrindo tais coisas à
medida que envelhecemos.
Algumas vezes o visitei. Com alguma constância quando nos
uniu a mesma revolta contra a extinção da ANOP (de boa memória) ou quando eu
buscava colaborações para o “Novo Observador”, onde fui subchefe de redacção,
ou o Carlos Plantier mo invocava nas mesas do “Jornal Novo” e, depois, de “A
Tarde”. Tive então oportunidade de conhecer de perto as suas capacidades como
jornalista, dos melhores, sempre amplamente informado do assunto que, como
poucos, dominava – o desporto.
Foi com indignação que assisti à perseguição que os
sicofantas (que hoje vejo chorarem “lágrimas de crocodilo”) lhe moveram.
Tentaram arrasá-lo e hoje incensam-no. Muitas vezes por motivos politiqueiros
(porque o Rui não se vendia nem se bandeava e sempre recusou os acenos dos
inimigos da liberdade e rechaçou qualquer forma de censura), tantas vezes por
ciúme ou inveja: a verdade é que quantos o amesquinhavam pouco ou nada valiam.
Custa-me este comportamento de “duas caras” que se tornou
hábito de muita gente. Bem sei que “todos os mortos são bons”, sobretudo porque
já não pode directamente denunciar as infâmias. Todavia, o dever da amizade, do
respeito e solidariedade que, para com ele, tinha impele-me a condenar
veementemente a reles hipocrisia de certos sabujos que, infelizmente, cada vez
mais encharcam os meios de Comunicação Social.
Nuno Rebocho
Luís Morgadinho, No país dos lambe-botas
(imagem recolhida aqui)
sábado, 28 de junho de 2014
CHAMAS DESPORTIVAS… NUM TEMPO SOB MEDIDA
Este pequeno mas esclarecedor e creio que oportuno texto de Radovan
Ivsic foi dado a lume pela primeira vez no catálogo da exposição internacional
“L'ECART ABSOLU" (1965) e, depois, republicado no volume de ensaios do autor
intitulado “CASCADES” (Editora Gallimard 2006).
Agradecimentos são devidos a Laurens Vancrevel por mo ter enviado, bem
como a Joaquim Simões que pulcramente o traduziu.
“Estou
firmemente convicto de que o desporto é o melhor meio de produzir uma geração
de cretinos perniciosos”, escrevia Léon Bloy, sem suspeitar de que estas
palavras proféticas poderiam em breve ser aplicadas a numerosas gerações de
todos os continentes. Sob a máscara do jogo, de que é a caricatura senão mesmo
a negação, ou, melhor ainda, do apolitismo e desta forma falaciosa do
internacionalismo acerca do qual já Charles Maurras dizia: «esse
internacionalismo não eliminará as pátrias, antes as fortificará», o desporto
alastra desde há um século como uma elefantíase imunda. Nele não poupam os
dirigentes de todos os países, não somente por o considerarem um complemento do
serviço militar mas porque – denuncia-o também Benjamin Péret – enquanto «meio
de embrutecimento» leva seguramente a palma aos demais. O célebre treinador
americano Knut Rockne não imaginava até que ponto era certeiro quando afirmava:
«Logo a seguir à Igreja, a melhor coisa é o futebol». Mais explícito ainda, o
barão Pierre de Coubertin, promotor dos Jogos Olímpicos modernos, esclarece: «A
primeira característica essencial do antigo olimpismo bem como do olimpismo
moderno é o de ser uma religião. Ao cinzelar o corpo pelo exercício à
semelhança do escultor modelando a sua estátua, o atleta antigo “honrava os
deuses”. Copiando-o, o atleta dos nossos dias exalta a pátria, a raça, a
bandeira». Esta passagem torna-se tanto mais significativa quanto é extraída de
um prefácio à escandalosa olimpíada de 1936, inaugurada em Berlim por Hitler,
onde o barão desportivo, promotor da «arte de criar o puro-sangue humano»,
saudará «um dos maiores espíritos construtores do nosso tempo», que «serviu
magnificamente, sem o desfigurar, o ideal olímpico».
Os ensurdecedores espectáculos dos
ringues e dos estádios retratam a organização da vida contemporânea, baseada na
rivalidade e na concorrência, numa palavra, na competição, cujos efeitos não
poderiam ser mais prejudiciais ao associativismo de Fourier. O campeão
torna-se, em geral, graças a ela, num profissional, num trabalhador modelo que,
à força de abstinência, paciência e suor, conquista o seu lugar ao sol
poeirento das grandes provas. Far-se-á dele um homem-sanduíche à escala da
grande imprensa e da televisão ou, melhor ainda, uma vedeta nacional, desde
que, note-se, a sua vida em família seja exemplar. Quer para o adepto activo
quer para o infame passivo, a suposta cultura física é habilmente erguida numa
barragem aos excessos da vitalidade libertadora do indivíduo, que tenta escapar
às garras do progresso técnico sem derramamento de sangue ou aos danos de uma
educação esclerosada. De origem escolar, o desporto transforma-se numa dura
escola onde, sob a orientação do instrutor técnico, se aprende «a paixão da
docilidade». O estádio é a porta grande que leva ao mundo dos robots.
No centro desta exposição, a máquina de
lavar todos os jornais, de L’Aurore
ao L’Humanité, e do New York Herald Tribune ao Quotidiano do Povo, de Pequim, terá de
branquear, entre outras, uma profusão de omnipresentes páginas desportivas.
Tanto pior para algumas raras e, por vezes, magníficas fotos de bólides em
chamas invadindo arquibancadas a transbordar, antes de explodirem: tal flash
solene é a única luz apropriada a estes locais sinistros.
Radovan Ivsic
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Sobre a pátria do cão de Obama...
... mais três crónicas de Alberto Gonçalves:
O pensamento mágico
Após o
heróico 0-4 com a Alemanha, as televisões foram naturalmente à cata de
transeuntes frustrados. Encontraram imensos, cada um com a sua justificação
para a derrota. Algures em Lisboa, à porta de um daqueles antros que
congregavam os militantes do falecido BE, uma rapariga com ar de militante do
falecido BE explicava que o pior nem era a goleada: era a goleada perante os
alemães e, evidentemente, a sra. Merkel.
Apesar
do profundo e até certo ponto indescritível absurdo da opinião, esta esteve
longe de ser isolada e circunscrita ao Bairro Alto. Contaram-me que, na Sport
TV, o ex-futebolista Carlos Manuel, com um sorriso onde em tempos medrava farto
bigode, dissertava antes do jogo sobre a necessidade de vencer a chanceler
alemã. O também funcionário da casa Pedro Henriques, que não conheço de lado
nenhum e que é o único comentador televisivo que, no futebol e no resto, escapa
ao ridículo, informou o sr. Manuel que a sra. Merkel trata de defender os
interesses dos seus eleitores, e que teria sido preferível os nossos governantes
destes 40 anos procederem de forma idêntica em vez de alimentar bodes
expiatórios para a inépcia e a trafulhice.
Do que
o País precisava era de um Pedro Henriques em cada esquina. Infelizmente, tal
não se vislumbra possível, pelo que convém aceitar a realidade: muitos
portugueses não aceitam a realidade. O tipo de cerebelo que julgava vingar as
frustrações pátrias num jogo da bola é o mesmo que atribui a terceiros a
responsabilidade pelos erros próprios. Por improvável que pareça, havia gente
que ansiava por ver no relvado uma compensação face à "arrogância" da
sra. Merkel. Sem surpresas, é a mesma gente que decidiu unilateralmente a
obrigação da sra. Merkel em patrocinar-nos sem condições. Trata-se, sem tirar
nem pôr, daquilo que os antropólogos designam por "pensamento
mágico".
O
pensamento mágico estabelece nexos de causalidade entre acções ou eventos
independentes entre si. Imaginar que a queima de uma madeixa de cabelos implica
que o seu antigo proprietário irrompa em chamas é igual a imaginar que um
remate certeiro de Cristiano Ronaldo afectaria a economia alemã. Ou a imaginar
que a prosperidade da economia alemã é que maldosamente impede o Estado
indígena de gastar tudo o que gostaria. Estamos no reino, ou na república, do
puro vudu, típico em sociedades primitivas e, pelos vistos, na portuguesa.
A má
notícia é que o pensamento mágico é obviamente irrelevante para o mundo
exterior. A boa notícia é que pode ser exercido com absoluta liberdade. Se o
confronto em Salvador da Bahia não correu bem, nada impede a menina do BE de
humilhar a Alemanha numa partida de poker com o Franz do InterRail, ou o
ex-futebolista Carlos Manuel de exibir mestria nos dardos contra um retrato do
ministro Schauble. Claro que o ideal seria um país capaz de escolher a racionalidade
e lidar com as coisas como elas são. Mas isso já entra no domínio do sonho, e
convém deixar o pensamento mágico aos especialistas.
O sexo e a idade
Uma
Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde realizou um estudo sobre a
implementação da educação sexual nas escolas. Os resultados são dúbios. Por um
lado, de acordo com o Jornal de Notícias, "os alunos do ensino secundário
gostariam ainda de estar mais envolvidos nas atividades relativas à educação
sexual nas escolas, manifestando disponibilidade para serem "mentores, em
atividades informativas e formativas com colegas mais novos"". Por
outro lado, os alunos em geral sentem-se desmotivados - sempre uma maçada
nestas questões - e "criticaram a forma "idêntica e sem progressão"
de apresentação" dos assuntos. Vamos por partes.
Desde
logo, é bom sinal que os petizes mais crescidos pretendam ser
"mentores" (um óbvio eufemismo) dos mais pequenitos no que toca ao
sexo. Sempre indicia que a existência dos adolescentes contemporâneos não se
esgota na PlayStation e no Facebook conforme se chegou a temer. Pelo menos
alguns percebem que, em matéria de possibilidades reais, a Patrícia do 8.º G é
preferível a Lara Croft.
Em
contrapartida, talvez não se aconselhe ouvir as recomendações de crianças a
propósito das disciplinas a sério. No caso da Educação Sexual, que não serve
para nada, excepto para preencher horários e convencer pedagogos da sua própria
modernidade, o problema não se põe. Mas imagine-se que se passa a ouvir os
meninos e as meninas acerca dos conteúdos e dos processos de ensino em
Matemática, Física e coisas assim: na perspectiva optimista, arrasa-se num
ápice com o que resta da exigência educativa. Na perspectiva pessimista, essa
exigência faleceu há muito, pelo que ouvir crianças, pais, tios, sindicatos,
professores, tutelas ou os órgãos sociais da Associação Recreativa de
Massarelos não faz diferença nenhuma.
A terceira via em "collants"
Ainda
haverá alguém com vontade de rir das pantominices de "Tozé" Seguro?
Bastou espevitar as ambições do dr. Costa para o ainda secretário-geral
parecer, por comparação, um paradigma de sensatez. No início da sua caminhada
triunfal rumo ao poder, o dr. Costa, que, segundo artigo biográfico no Público,
praticou ballet com os "filhos de operários e de prostitutas", começou
por adoptar o exacto vazio retórico do seu concorrente. A estratégia motivou,
entre a escassa opinião publicada que não venera o antigo bailarino, acusações
diversas, ou sobretudo a acusação de que, salvo pela tez de um e as
sobrancelhas do outro, era impossível distinguir o dr. Costa do dr. Seguro.
Alarmado,
o ex-colega dos filhos de operários e de prostitutas convocou o staff a fim de
adoptar novo plano: se a emissão de vacuidades comuns não funcionava, havia que
passar a emitir vacuidades absolutamente tresloucadas de modo a elevar-se acima
da concorrência - ou, na pior das hipóteses, abaixo.
O
primeiro fruto desta visão revisionista surgiu sob a forma de uma pérola de
economia alternativa. De acordo com o dr. Costa, o primeiro-ministro "ou
aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para
baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão
limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que percebemos que ele não sabe
sair dessa receita". Por felicidade, "há uma outra receita",
"uma terceira via" que Passos Coelho "não sabe, nem quer
aprender", mas há que "lhe ensinar": "aumentar a
riqueza".
Repito,
para que não restem dúvidas: num demi plié arrebatador, o dr. Costa propõe
aumentar a riqueza. E é isto que distingue os eleitos. Enquanto a comum
cavalgadura se debate com um cobertor que ora cobre a cabeça ora cobre os pés,
os que desenvolveram o génio junto da descendência de proletários e marginais
arranjam um cobertor maior. Desde a Maria Antonieta da lenda e dos brioches que
não se via rasgo assim: para não sermos pelintras basta que sejamos
milionários, evidência cujas aplicações são ilimitadas. O cidadão hesita entre
a bicicleta e os transportes públicos? É melhor comprar um Mercedes. Férias em
Tenerife ou no Algarve? Quinze dias no Sandpiper em Barbados. T0 em Campo de
Ourique ou T2 no Cacém? T4 tangencial a Washington Square.
A
continuar neste ritmo, o dr. Costa já não irá a tempo de ensinar a terceira via
ao pobre dr. Passos Coelho. Mas arrisca-se a conquistar a chefia do PS, a
liderança do Governo, um ou dois Nobel e um lugar de solista no Bolshoi.
domingo, 15 de junho de 2014
Modelo de Acta de Conselho de Turma (recebido por e-mail)
Só quem não está por dentro das situações poderá pensar que isto haja sido escrito como quem escreve uma piada:
“Relativamente ao aproveitamento, o Conselho de Turma
caracterizou-o como hilariante, uma vez que os níveis atribuídos pouco têm a
ver com o desempenho dos alunos, mas sim com outros fatores, nomeadamente: o
desejo de nunca mais os ver na sala de aula, o que se conseguirá se transitarem
todos para o ciclo seguinte; a necessidade de cumprir as anedóticas metas de
sucesso, de forma a evitar o paleio justificativo no relatório de avaliação de
desempenho e demais documentação; a vontade de evitar recursos por três ou
quatro encarregados de educação, previamente referenciados pelo conselho de
turma como "carraças parentais obcecadas com a entrada dos descendentes
para o curso de medicina" [soou uma gargalhada geral].------------
Os docentes de Expressões acrescentaram que também não
têm vontadinha nenhuma de aturar os comentários infelizes de vários quadrantes
sobre a importância das suas áreas curriculares, pelo que o nível mínimo que
atribuíram foi quatro, este para penalizar o Zezinho por nunca ter levado
sapatilhas para Educação Física, nem papel e lápis para Educação
Visual.-----------------------------------------------------------------------------
A docente de Inglês esclareceu que mais de metade da
turma não distingue ainda “yes” de “no”, mas que lhe é impossível chumbar toda
essa gente, com medo do que poderá acontecer [nesse momento, fez-se silêncio
temeroso].---------------------------------------------------------------
As
docentes de Matemática e de Português desataram em prantos, lembrando-se da
discrepância que certamente existirá entre avaliação interna e notas dos exames
nacionais, impedindo-as de se manterem camufladas na “bondade avaliativa” como
os demais [soaram exclamações de compreensão e comiseração]. A docente de
Matemática classificou ainda de “melgas inúteis” os pais e demais parentes que
acompanham vários alunos na realização dos TPC e que os instruem no sentido de
pôr em causa tudo o que acontece nas suas aulas, embora a maioria nem o nono
ano tenha concluído [interjeições de concordância], ao passo que a docente de
Português desabafou que às vezes tem ganas de imitar Espanca, só para não ter
que voltar a ler a rambóia de disparates e facadas na bela Língua Lusitana.
Nessa altura, a professora de Educação Visual contou que fora interpelada na
rua pela mãe da Tikinha, que lhe explicara que a desconcentração da criança se
devia à sua tendência artística e sonhadora [mais galhofa].
-------------------------------------------------
-
Os docentes de Ciências Naturais e de Ciências Físico Químicas explicaram ao conselho que, no âmbito da interdisciplinaridade, tinham decidido uniformizar os critérios de avaliação, a saber: nível três para quem tivesse pulsação, nível quatro para quem também respirasse sozinho e nível cinco para quem emitisse cumulativamente sons [olhares de admiração]. -------------------------------------------------------------------------------
Os docentes de Ciências Naturais e de Ciências Físico Químicas explicaram ao conselho que, no âmbito da interdisciplinaridade, tinham decidido uniformizar os critérios de avaliação, a saber: nível três para quem tivesse pulsação, nível quatro para quem também respirasse sozinho e nível cinco para quem emitisse cumulativamente sons [olhares de admiração]. -------------------------------------------------------------------------------
As
docentes de História e Geografia declararam que não abdicavam dos seus
princípios, pelo que tinham atribuído nível dois a um aluno que nunca
compareceu [silêncio constrangedor]. O diretor de turma sugeriu que se
alterasse para “dois mais”, o que mereceu concordância de todos, quanto mais
não fosse para não terem que aturar os chiliques pedagógicos do Gabinete de
Psicologia. ------------------------------------- (...)”
Os sapos cozem-se, vivos, devagar
O que os marxistas fazem hoje (BE, PCP, o escarro Os Verdes e o PS-BE) por onde podem e um pouco por todo o lado, especialmente nas democracias onde a todos convencem estar a dita bem sedimentada:
Numa primeira fase encrencam o regime ao ponto de conseguirem condicionar pelo menos uma legislatura. Com a colaboração de militantes (da ideologia, não necessariamente do partido) especialmente bem colocados (no TC, por exemplo), limitam a acção do governo para, "provarem" que não há alternativa.:
A seu tempo apresentam-se como salvadores da pátria.:
Entretanto, outras lutas internas, entre marxistas, limpam o caminho aos mais fascistas e, logo que possível, soltam a máscara de fascistas e revelam a de comunistas. Deixam de ser movimentos que toleram a iniciativa e propriedade privadas (fascistas), muito embora tudo façam para mandar em tudo quanto é privado (regulamentação e impostos), para se transmutarem em movimentos que 'prescindem' da propriedade privada transferindo, a decisão sobre a posse dessa propriedade para komités religiosamente mantidos pelo partido hegemónico que sobreviver à refrega.:
Ponham os olhos no Brasil e está lá tudo.
Leiam o que escreve Olavo de Carvalho e aprendam. Ou aprendem ou perderão por falta de comparência. Aquela gente, pestilenta, trabalha a longo prazo. É devagar que se cozem sapos vivos.
Numa primeira fase encrencam o regime ao ponto de conseguirem condicionar pelo menos uma legislatura. Com a colaboração de militantes (da ideologia, não necessariamente do partido) especialmente bem colocados (no TC, por exemplo), limitam a acção do governo para, "provarem" que não há alternativa.:
A seu tempo apresentam-se como salvadores da pátria.:
Entretanto, outras lutas internas, entre marxistas, limpam o caminho aos mais fascistas e, logo que possível, soltam a máscara de fascistas e revelam a de comunistas. Deixam de ser movimentos que toleram a iniciativa e propriedade privadas (fascistas), muito embora tudo façam para mandar em tudo quanto é privado (regulamentação e impostos), para se transmutarem em movimentos que 'prescindem' da propriedade privada transferindo, a decisão sobre a posse dessa propriedade para komités religiosamente mantidos pelo partido hegemónico que sobreviver à refrega.:
Ponham os olhos no Brasil e está lá tudo.
Leiam o que escreve Olavo de Carvalho e aprendam. Ou aprendem ou perderão por falta de comparência. Aquela gente, pestilenta, trabalha a longo prazo. É devagar que se cozem sapos vivos.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Do país da rataria...
... escrevia assim Alberto Gonçalves no passado domingo, no DN:
Um país à
escala do Rato
Uma história engraçada a correr por aí é a do
medo que António Costa suscita na direita. Em primeiro lugar, não sei o que se
entende por "direita", se os partidos no Governo ou se as pessoas que
não apreciam um Estado intrometido e salteador (ambas as instâncias parecem-me
algo incompatíveis). Em segundo lugar, garantiram-me que uma sondagem
"interna" coloca o portentoso "carisma" do Dr. Costa um ou
dois pontos percentuais acima do pobre rival nos gostos do eleitorado em geral.
Por conveniência, admitamos que PSD e CDS andam assustadíssimos e que as
facções empenhadas em enxotar o Dr. Seguro têm razão.
Ainda assim, não é esse o ponto. O ponto é a tese
que resume os apetites dos insurgentes no PS: trocar o líder A pelo líder B é
vital na medida em que A não é capaz de devolver os socialistas ao poder (ou o
poder ao partido) e B talvez o faça. Pelo menos a franqueza é louvável. Claro
que todos os partidos actuam em benefício daquilo que os coloca próximos do
mando, mas costumam disfarçar a cobiça sob o simulacro de um debate interno e
vagamente ideológico. O PS do Dr. Costa, ou que se serve do Dr. Costa, não
disfarça. Ali não existe a menor intenção de distinguir o pensamento do autarca
lisboeta do pensamento do secretário-geral, tarefa de resto impossível na medida
em que nunca qualquer deles revelou possuir semelhante excentricidade. B é
preferível a A porque sim.
Marx, o bom e velho Groucho, esclarecia: estas são as minhas
convicções; se não gostarem, arranjo outras. No PS não há convicções nenhumas,
excepto a certeza de que se está mais confortável a decidir orçamentos do que a
votar contra eles, a satisfazer clientelas do que a pedir-lhes paciência, a
afundar a economia do que a acusar Pedro Passos Coelho do mesmo. Não ocorre aos
socialistas que à margem das intrigas há alguns milhões de cidadãos, certamente
cansados de austeridade e provavelmente abismados com o brutal egoísmo dos que
lhe prometem o fim da austeridade. Em suma, discute-se o melhor para o PS como
se se discutisse o melhor para o País. Por acaso, e por norma, costuma
funcionar ao contrário. Nesse sentido, e só nesse, o Dr. Costa mete medo.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Azulejos para Madagáscar
Jules Morot
Com a delicadeza típica dos grandes
espíritos, das pessoas de razão e coração que temos por vezes a sorte de ter
por amigos, dias atrás recebi uma carta do Jules Morot - há dois anos a
leccionar em Madagáscar - na qual o excelente autor de "Récits du parc"
me solicitava se eu não poderia vender-lhe (vender-lhe!) um cartão para azulejo
para ele ornamentar a sua casa de La Jolle. No género dum daqueles que, pouco
mais que há um par de anos, eu lhe dera para o seu entreposto (adega e salão de
provas) bem situado nos campos perto de Tours. Sugeria mesmo se não poderia ser
um igual ao que eu mesmo tenho na sala de cima da minha cabana de Arronches. É
que quando ele me visitara - e que visita mais ou menos helénica foi aquela!,
pois se fizera acompanhar, para além da sua esposa Julienne, de uma boa dúzia
de garrafas do seu afamado tintol "Pérouse", aquele de se dar estalos
co'a língua bem colocada - dizia eu, gostara do maroto do painelzito (bondade
dele).
Com fraternal sadismo,
disse-lhe que não. Com efeito, porque não vendo os meus quadros (surrealista
que sou, tenho este hábito, confesso que mau, de os fazer para meu próprio
gozo...e de alguns amigos que iam a mostras que dantes fazia mas já não faço).
Manias. Mas bom: que a seguir disse-lhe que, como me sentia ligeiramente
pachorrento não lho vendia mas...lho dava. E, como me empolgara, que ia
executar uma versão um pouco diferente do outro, embora seguisse o mesmo
figurino e estilo. E, num exagero de doçura, que lhe ia mandar não um...mas
quatro. (É que não me esquecera da semana que há 3 aninhos passei na sua
mansão, onde petisquei do fino e engorlipei do bom, sempre tudo posto num
ambiente fraternal com que os franciús que se prezam, acho eu, gostam de
acatitar convivas).
Foi nessa altura que ele me deu,
para que eu o traduzisse, um dos seus poemas, que em anexo apresento aos caros
confrades para aquilatarem da categoria real deste criador de vinhos doublé de
professor, de gastrónomo e de poeta em pleno.
E fiz seguir os
cartões. No fundo o privilégio era meu. E não digo isto a reinar!
(... Em meados do próximo ano lá os irei contemplar, estes filhos emigrados
(como muitos portugueses dest'época algo surpreendente...).
E, o que será muito melhor, enquanto ambos os dois, mais a
Julienne anfitriã de brios, degustarmos calmamente assim umas coisinhas
deliciosas. Evohé!
O URSO GANIMEDES
|
Ele levanta-se
coitado dele
e nós sentimos aquele arrepio
inquietante
da sexta-feira ligeiramente escura
Cristãos comunistas desportistas
consumidores de alcachofras
e mesmo outros de crânio em silhueta
contra a luz da lua
no meio do frio glacial do continente
antártico
se bem me entendo financistas
agentes de câmbio
comerciantes ruidosos alunos de
artes polícias
personagens que fazem navegar os
barquinhos nos tanques dos seus
jardins da infância
Velhos capões
Notamos dizia eu ou
melhor notam vocês os que
ainda por aí têm sonhos
a sua poderosa silhueta de comedor de
bagas de zimbro
de fruta da época se a conseguia
apanhar
de uma perna descarnada de montanhês
nos tempos da grande solidão feliz
O urso que outrora ia de Somner
Valley a Livington pelo meio
das gramíneas das faias das nogueiras
até às primeiras encostas
da grande montanha verde e negra
***
O meu urso
suave como um lilás
como um carvalho das Ardenas
sem saber ler sem saber escrever
O de muito perto da terceira subida nas
Rochosas
ou mesmo da quinta ou da sétima
lá onde havia entre os abetos seculares
um pequeno
lago sonolento
e se dizia que por ali emigrantes
antigos tinham rebentado
no inverno coloquial de Wyoming evocado
em Toulouse
Aquela senhora conferencista de boa
perna dava-me volta ao miolo
Até me fazia sentir câmbrias
de Santa Fé a Colorado Springs
o meu urso meu é claro ainda que
de mil transeuntes contentinhos
Aquele que virando a cabeça
erecto nos faz recordar o Quaternário
na sua imensa estrutura de velha fera
indolente.
O Ganimedes
calmo empregado entre funcionários
engravatados
pensa que pelas ruas faria dar gritinhos
às raparigotas sem cuecas
a moda mais na moda de agora
imaginem vocês
a sua companheira ursa perdida com a
barriga ao léu
***
Ganimedes
No Zoo parisiense ele é um senhor cheio
de categoria
mau-grado o seu silêncio habitual
chegam a atirar-lhe maçãs
muitos lhe lançam
amendoins ou nozes de Agosto
e avelãs e até um maço de cigarros
amarfanhado
O meu urso
Primo do meu primo Ribonard e dum
grandalhão
mais tosco que a rocha Tarpeia
taberneiro merceeiro em La Jolle
onde eu ia com o tio Lenôtre
comprar botas de caçador de perdizes
de cigarrinho mais que malcheiroso
sempre ao canto da bocarra
sempre ensopado em branco e aguardente
barata.
Ganimedes
sob o luar e os planetas libertos
aguarda o momento de estoirar.
|
domingo, 1 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Das estufas da proclamação
Nem os fascistas cripto-comunas da CGTPCP nem os do BE têm ainda uma
posição-marabunta oficial para aplicar em blogs e Facebook? Ainda
estarão a pensar se é apropriado ou contraproducente chamar à "nova
ordem europeia" tudo aquilo que eles próprios são?
E as zenitais Edite Estrela e Ana Gomes, ainda não proclamaram a ressurreição do Maio de 68 na França dos luminescentes desígnios?
E as zenitais Edite Estrela e Ana Gomes, ainda não proclamaram a ressurreição do Maio de 68 na França dos luminescentes desígnios?
sábado, 24 de maio de 2014
Da "europa" do social .... fascismo
Do ponto de vista da liberdade (ou falta dela) de se exercer uma profissão ou uma actividade, o regime "europeu" é fascista e Portugal não escapa. O regime é fascista e este fascismo é uma "conquista" dos socialistas com envergonhado protesto da direita.
Existe uma figura chamada via pública. A via pública é usável por todos, todos são dela guardiões cabendo ao estado, por cobrar impostos para esse fim, cuidar dela especialmente. A via pública tem vindo a ser paulatinamente estatizada, passando a ser um recurso do estado cobrável ao cidadão.
Soube recentemente que um caramelo foi multado pela Câmara Municipal de Lisboa por estar a tocar guitarra na via pública. Não era um problema de ruído, não era um problema de estar a estorvar ou a atrapalhar alguém, era um problema de taxas. Não tinha pago a devida taxa de ocupação de espaço.
Voltando às profissões em geral, a GNR pergunta hoje, paulatinamente, onde estão as guias de circulação ou as facturas de um saco de ração para coelhos que seja transportado num carro particular de quem tenha uma coelheira*. É, evidentemente, uma intromissão de um estado fascista na vida de cada um e, neste caso, a GNR é a ferramenta de aplicação do ideal fascista.
O curioso é que o esquerdalho gosta de referir frequentemente que no tempo de Salazar, para se ter isqueiro era preciso ter-se uma licença. Pois, a esse respeito, o estado fascista de hoje ultrapassa por uma montanha o fascismo de Salazar.
Para quando a aplicação de impostos directos sobre a actividade de um particular que resolve cuidar do seu jardim? Fácil será "argumentar" que ele está a fugir de pagar os impostos que um jardineiro contratado teria que pagar. Quando faltará para se ter que trazer constantemente as facturas de compra do vestuário que se usa?
Para quando a proibição de troca de sementes entre pessoas que cultivam abóboras? Para quando? Essa já está na legislação.
Para quando a cobrança de taxas por se estar a conversar na via pública? Ou ... a pensar na via pública. Virá esse acto de conversar ou pensar na via pública poder a ser "indiciado" como crime de actividade económica por ser exercida ao arrepio de impostos?
Já não chega controlar-se todo o transporte de sacos de ração, desde a fábrica até ao lojista, será também necessário "provar-se" que o que o lojista comprou e vendeu, cobrando e pagando impostos, será utilizado para se alimentar galináceos, cujos ovos ... comidos pelo dono dos galináceos, terão que ser objecto de estatística susceptível da aplicação de impostos por poder ser coisa encarável como manobra para fuga ao pagamento dos impostos que o estado arrecadaria se os ovos fossem comprados no supermercado?
O marxismo está hoje a ser implementado por uma simbiose entre cozedura lenta de sapos e implementação de medidas fascistas. O estado em tudo manda, em particulares ou empresas, até que tudo fique abafado ao ponto de se tornar "necessário" que o estado actue ainda mais directamente em tudo. Toda a actividade é regulada e controlada pelo estado, estando a chegar-se ao ponto em que trabalhar-se ou não é irrelevante, por se ficar com exactamente o mesmo: a assistência "propiciada" pelo estado galopantemente falido.
=================================
* No caso em questão, a pessoa referiu que já tinha comprado antes o saco, que por já não precisar dele o ia oferecer a um familiar, mas que o familiar não estava em casa. A GNR torceu o nariz, mas comeu. Havia facturas, mas a intromissão fascista era tão evidente que houve que usar uma apropriada técnica.
Existe uma figura chamada via pública. A via pública é usável por todos, todos são dela guardiões cabendo ao estado, por cobrar impostos para esse fim, cuidar dela especialmente. A via pública tem vindo a ser paulatinamente estatizada, passando a ser um recurso do estado cobrável ao cidadão.
Soube recentemente que um caramelo foi multado pela Câmara Municipal de Lisboa por estar a tocar guitarra na via pública. Não era um problema de ruído, não era um problema de estar a estorvar ou a atrapalhar alguém, era um problema de taxas. Não tinha pago a devida taxa de ocupação de espaço.
Voltando às profissões em geral, a GNR pergunta hoje, paulatinamente, onde estão as guias de circulação ou as facturas de um saco de ração para coelhos que seja transportado num carro particular de quem tenha uma coelheira*. É, evidentemente, uma intromissão de um estado fascista na vida de cada um e, neste caso, a GNR é a ferramenta de aplicação do ideal fascista.
O curioso é que o esquerdalho gosta de referir frequentemente que no tempo de Salazar, para se ter isqueiro era preciso ter-se uma licença. Pois, a esse respeito, o estado fascista de hoje ultrapassa por uma montanha o fascismo de Salazar.
Para quando a aplicação de impostos directos sobre a actividade de um particular que resolve cuidar do seu jardim? Fácil será "argumentar" que ele está a fugir de pagar os impostos que um jardineiro contratado teria que pagar. Quando faltará para se ter que trazer constantemente as facturas de compra do vestuário que se usa?
Para quando a proibição de troca de sementes entre pessoas que cultivam abóboras? Para quando? Essa já está na legislação.
Para quando a cobrança de taxas por se estar a conversar na via pública? Ou ... a pensar na via pública. Virá esse acto de conversar ou pensar na via pública poder a ser "indiciado" como crime de actividade económica por ser exercida ao arrepio de impostos?
Já não chega controlar-se todo o transporte de sacos de ração, desde a fábrica até ao lojista, será também necessário "provar-se" que o que o lojista comprou e vendeu, cobrando e pagando impostos, será utilizado para se alimentar galináceos, cujos ovos ... comidos pelo dono dos galináceos, terão que ser objecto de estatística susceptível da aplicação de impostos por poder ser coisa encarável como manobra para fuga ao pagamento dos impostos que o estado arrecadaria se os ovos fossem comprados no supermercado?
O marxismo está hoje a ser implementado por uma simbiose entre cozedura lenta de sapos e implementação de medidas fascistas. O estado em tudo manda, em particulares ou empresas, até que tudo fique abafado ao ponto de se tornar "necessário" que o estado actue ainda mais directamente em tudo. Toda a actividade é regulada e controlada pelo estado, estando a chegar-se ao ponto em que trabalhar-se ou não é irrelevante, por se ficar com exactamente o mesmo: a assistência "propiciada" pelo estado galopantemente falido.
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* No caso em questão, a pessoa referiu que já tinha comprado antes o saco, que por já não precisar dele o ia oferecer a um familiar, mas que o familiar não estava em casa. A GNR torceu o nariz, mas comeu. Havia facturas, mas a intromissão fascista era tão evidente que houve que usar uma apropriada técnica.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
ELES QUE FALEM COM AS FORMIGAS!
Nicolau Saião, Monstrinhos lusitanos
Por
um abstencionismo criativo
Segundo
a tese de Alain Lancelot, professor
catedrático de Sociologia no Colégio de França, normalmente os abstencionistas exercem quase sempre papéis sociais
subordinados, são indivíduos mal integrados, correndo-se com eles o risco de as
eleições se transformares num debate entre privilegiados. O abstencionismo é,
assim, a não participação no sufrágio ou em actividades políticas, equivalendo
a apatia ou indiferença.
Normalmente…
Quase sempre…
Mas pode não ser assim…
Nos
Estados Unidos, na Grécia, na Suécia, no Reino Unido, etc., cresce cada vez
mais um movimento espontâneo, consciente, a que chamaremos Abstencionismo
Criativo.
As
pessoas, os cidadãos, cada vez percebem melhor que são, de facto,
desenquadrados, desintegrados, desprezados pelo sistema de castas políticas,
verdadeiros malandrins sociais, que ocuparam os cinzentos corredores da
actividade governativa ou de poder.
Em
suma, o poder está a fazer, e por vezes descaradamente, de nós todos pessoas e cidadãos supranumerários.
A melhor forma de lhes mostrarmos o
nosso repúdio e oposição é deixarmos de lhes ligar meia. Não como objectos de análise do professor
francês, mas como cidadãos conscientes e que se respeitam. Que é isso de
fazerem pouco de nós, de nos prejudicarem a cada passo? Com as suas mentiras
ou, dito de forma politicamente correcta (risos), inverdades?
Como somos pessoas dignas, mandemo-los à fava, deixemo-los a falar
com as formigas.
Mostremos que somos possuidores de
espinha dorsal e não meros bonecos que eles manipulam a seu bel-prazer.
Não votemos. Deixemo-los o mais possível sós e
mergulhados nos seus sujos joguinhos de interesse. Mandemo-los bugiar.
Vamos à praia, vamos até ao campo, vamos
passar umas belas horinhas com a amada e vice-versa, vamos ao museu ou a uma
biblioteca – caso os encerrem, fiquemos em casa a ouvir Cimarosa, Mozart,
Schubert, o Ennio Morricone…
Gustave Courbet, A origem do mundo
A pouco e pouco, crescendo o nosso
desprezo por eles, crescerá também o justo
ressalto, numa cidadania atenta, exigente, que não vai mais em cantigas de
vigarista encartados.
Pratiquemos um Abstencionismo Criativo!
Nicolau Saião, Representante Europeu
Nicolau Saião / Manuel Caldeira
(Portalegre / Londres)
Nota – Os autores deste texto não
seguem os preceitos do chamado Acordo Ortográfico. Em escrita ou mesmo a falar…
domingo, 4 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Passatempo revolucionário
Para além da instituição de liberdades individuais, sistematicamente tentadas pôr em causa pela eterna esquerdalha, que viragem se produziu de 74 para cá?
As sufocantes corporações do velho regime desapareceram? O que não faltam são sufocante e fascistas ASAEs (incluindo aquela coisa chamada "komissão de komissários europeus") para que toda e qualquer iniciativa de cidadãos (os do bicho estatal tresandam a anti-cidadão) seja arrasada.
Para que "Abril se cumpra" falta que Portugal se liberte do paquidérmico e anquilosante monstro chamado estado, seja ele o nacional ou o soviete dos komissários.
As sufocantes corporações do velho regime desapareceram? O que não faltam são sufocante e fascistas ASAEs (incluindo aquela coisa chamada "komissão de komissários europeus") para que toda e qualquer iniciativa de cidadãos (os do bicho estatal tresandam a anti-cidadão) seja arrasada.
Para que "Abril se cumpra" falta que Portugal se liberte do paquidérmico e anquilosante monstro chamado estado, seja ele o nacional ou o soviete dos komissários.
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