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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Estabilidade na carreira

Num país normal estas promoções seriam um escândalo, mas em Portugal não são. Com o país falido e as promoções e progressões da função pública congeladas para a maioria dos funcionários, o Governo tem-se desdobrado em exceções e encontrado sempre maneira de promover alguns. Se com os militares o argumento é a especificidade militar, com as forças de segurança a justificação é a estabilidade na carreira, que é do mais esfarrapado que poderia encontrar. Qualquer carreira da função pública entra em instabilidade se for congelada, pelo que este argumento pode ser aplicado a qualquer funcionário. Mas como não é,  não se percebe o motivo pelo qual exceções destas passam despercebidas e não provocam qualquer clamor, ao contrário de assuntos, como o do falso funcionário da ONU, que continuam a ocupar capas de jornais.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Não perceber o básico

A onda indignada muda constantemente de assunto. Agora estão contra o brutal aumento dos impostos e dos pagamentos ao Estado. Quem os ouve até julga que não são os mesmos que estão sempre a opor-se aos cortes na despesa e a reclamar mais Estado. Para além desta terrível contradição parecem também ignorar o destino da receita dos impostos. Ninguém lhes explica que são os pagamentos ao Estado que financiam as despesas que eles tanto reclamam? Por incrível que pareça muitos ainda não perceberam isto.

domingo, 23 de setembro de 2012

O povo bestial

Muitos portugueses estão convencidos que pertencem a um povo bestial que teve o azar de ser liderado por uma classe política corrupta. Por todo o lado abundam as indignações contra os políticos a propósito de tudo e de nada. Na verdade trata-se de um puro exercício de passa culpas: a gatunagem, a corrupção e o compadrio atravessam a sociedade portuguesa de alto a baixo. Portugal é o país da cunha, da atençãozinha e do favorzinho, mas a generalidade dos indignados prefere fazer dos políticos o bode expiatório de todos os males, escamoteando assim sua própria responsabilidade.
Em vez de andarem a berrar contra os políticos e a exigir-lhes mundos e fundos, mais valia que estes portugueses assumissem a sua contribuição para a situação atual e não fizessem no dia-a-dia aquilo que acusam os políticos de fazerem. Passariam a ter moral para criticar e melhorariam imenso o país.

domingo, 2 de setembro de 2012

Estratégia para Totós

Esta simples declaração diz tudo o que são os socialistas. Faliram o país, deixando um défice de 10%,  uma divida monstruosa e um desemprego galopante, e agora, uma vez na oposição, são contra toda e qualquer  correção dos erros que fizeram - não querem austeridade. Surgem aos portugueses como o partido bonzinho que se preocupa com as pessoas. O Governo que faça o papel de mau e que se amanhe com a batata quente que lhe deixaram.
A atual estratégia socialista, que roça o básico de tão primitiva que é, tem no entanto um erro de palmatória: parte do principio que os portugueses são atrasados mentais e que já se esqueceram que foi esse partido que os pôs na bancarrota. Um principio errado, porque se nem Sócrates com a sua imensa propaganda os conseguiu enganar eternamente, não vai ser o atual aprendiz de líder a consegui-lo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A lira europeia

Berlusconi, à semelhança de outros políticos dos encalacrados países do Sul da Europa, sente saudades do tempo em que a desvalorização da moeda fazia milagres, por isso quer que o BCE comece a imprimir dinheiro. O objetivo é ter um género de lira europeia para que todos fiquem com a carteira recheada de dinheiro e consequentemente passem a viver melhor. 
Por cá esta ideia berlusconiana já conta com muitos adeptos, dos quais se destaca o dr. Soares que é conhecido pelos seus vastos conhecimentos de economia e por dominar na perfeição o sistema de numeração decimal.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Françabonds

Umas Françabonds é que era: Portugal e outros que tais endividavam-se e a França assumia o risco. Se o nome não agradar, podiam chamar-se Parisbonds, sempre era mais fino, ou Hollandebonds, que era mais fofinho e solidário.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O adivinho

Constâncio diz que não antecipa saída da Grécia da zona euro. Claro que não, se há coisa que o caracteriza é precisamente o não saber antecipar nada. Se não conseguiu acertar no elefante do BPN, como é que poderia prever seja o que for para a Grécia? Constâncio é daquelas pessoas que, tendo em conta o seu passado, mais valia estarem caladas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Foi bonita a festa

Depois de ter ajudado a arruinar o país e de ter enterrado os professores e o ensino, a insuportável ex-ministra da educação Lurdes Rodrigues vem agora gabar-se que a Parque Escolar é um exemplo de boa prática de gestão, chegando ao ponto de declarar que a construção de escolas foi uma grande festa. Grande e cara, que o digam os contribuintes portugueses que terão de arcar com os 3 mil milhões de dívidas deixados pelo grande salto em frente que decretou para o ensino.
O nível de descaramento dos ex-governantes não tem limites e está mais que visto que voltariam a fazer tudo outra vez.