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segunda-feira, 1 de julho de 2013

UM POEMA DE JOSÉ JAGODES



(Flash do Dr. José Jagodes em patriótica atitude)



  Recebemos do Sr. Prof. Doutor José Jagodes, com pedido de publicação, uma carta que passamos a transcrever sem quaisquer comentários mas muita satisfação.

  Com efeito e se nos é permitido o detalhe jubiloso, há muito que o grande homem público não se nos dirigia. Correram mesmo boatos de que teria viajado para o Equador, para dar aulas na Universidade Livre de Quito, nomeadamente para investigar se era mesmo fatual o célebre poema cesarinyano "Tudo está eternamente escrito (Spinoza)/Tudo está eternamente em Quito (uma rosa)". Podemos asseverar que tal não corresponde à realidade, uma vez que o autor de O bocejo nos tempos do Segundo Império continua a reger na Sourbonne a sua já famosa unidade curricular "Metafísica Objetual, Macânica Supra-Nominal e Inteletiva", hoje incontornável no pensamento por exemplo de Hollande e alguns outros mas estes lusitanos.

  Segue a peça:


 "Caro diretor

    Estando fortuitamente em momento de descanso, venho saudá-lo cordialmente e, por extensão, aos milhares de meus leitores através desse espaço que neticamente assegura.

    Apenas para dar uma pequena explicação, obviamente sucinta e de poucas palavras, o contrário é que seria estranho, de modo aos meus/minhas admiradores/as ficarem cientes de que continuo vivo e ao alto (isto não é piada brejeira) e que o bem da Pátria, incluindo a nação e mesmo o país neste vocábulo expressivo, continua a nortear o meu pensamento - o que não se estranhará pois a minha cabeça, e peço indulgência para uma auto-citação "é uma verdadeira caldeira de motor em contínua ebulição".

  Dest'arte, estou neste momento - correspondente a um intervalo nas aulas e nos passeios proverbiais no parque Monceau, para manter a forma que como sabe continua assinalável, a dar à luz uma série de textos em jeito proto-biográfico com que, em breve, abrilhantarei as páginas que proficientemente alinda, e terão iluminação fotográfica do meu habitual colaborador de que nem necessito dizer o nome.

  Sem mais por ora e sempre a considerá-lo bem como aos inúmeros e fiéis leitores/fãs, fica estrenuamente o


  José Jagodes (Esquire)


  PScriptum - Como mimo à guisa de brinde, perdoe-se-me a imodéstia, outrossim lhe envio um poemazito que congeminei num dos meus passeios e me parece de cunho retintamente patriótico.



Geração Portugal
 

Somos actores de coragem
com estilos empenachados
pátrio orgulho dos passados
como outrora nunca vi
E mal nos dá a aragem
ficamos ao mundo abraçados
- e à Angelina Jolie...

Para vencer desafios
também temos um soberano
um D. Duarte com brios
cronicado pelo Hermano
“- Abre a porta meu menino
que quer entrar um fulano
com muito jeitinho e arte!

Mas responde-lhe o destino
num tom bem republicano:
- Mandem-no àquela parte!

       (Estribilho)

Grita viva Portugal
tira a alma, fura o peito
dá um murro no sujeito
que não te der o sinal
de que vai andar direito
com um jeito
ocidental

Nós queremos mais Portugal
para encher bem o bandulho
e dar com o estadulho
no poviléu pequenino.
E incentivar o barulho
desse Marcelão mofino!...

Nova força para o mundo:
- meu jeitinho de animal
político, de quintal
na vanguarda do futuro
Ser politicão é um furo
para se andar mais feliz

Meu orgulho, meu país
meu lindo país profundo
- e mesmo se fores um imundo
levanta bem o nariz!

O Passos é quem conduz
de norte a sul todos nós
com a sua linda voz
de galã meio-rapazola

Quem refere que ele é um pachola
e não presta para governar
não sabe mesmo o que diz
e na prisa devia estar
- Meu Portugal, meu país
tão à beirinha do mar!
(E tu levas na carinha
se tornas a criticar...)

Do lado parla o Pinóquio
com voz de galo capão
- que a TV paga-a o povão
para ele lhe cantar o fado
de que foi um injustiçado
…e o povo tem de amargar!

Mas eis que chega um tal Gaspar
- o que fala aos solavancos
como um gago a silabar –
e com vontade de se rir
põe toda a malta a chorar
quando desata a referir:

- É tempo de acreditar,
de ter confiança em si
com o Portas a ajudar
com seu garbo militar.
Toca malta a trabalhar!

Como Portugal nunca vi!

Com ele vivo a sonhar
- e com a Angelina Jolie...

JOSÉ JAGODES

(Paris, Sourbonne, Maio de 2013)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Entrevista ao Dr. Jagodes (recebido por e-mail)



Dr. José Marcolino, director do Notícias Diárias

Sr. Director

 De acordo com o prometido, aqui vimos cumprir a nossa palavra honrada e mais sete adjectivos apropriados, dando a Vexa. e concomitantemente aos seus leitores a entrevista do Doutor Jagodes, que...Mas vossência verá!

  Com os protestos da minha muita admiração e um pouquinho de inveja pelo seu espaço multifacetado, fica o atento, obrigado e quiçá venerador

 José Marcolino, esquire e director do Notícias Diárias



Dr. Jagodes com o seu new look




O TRIUNFO DO JAGODES (Jagodes’ best of)


“A sobriedade sempre foi uma das minhas características” -  declarou ao “Notícias Diárias” o Doutor José Jagodes antes de iniciarmos propriamente a entrevista que nos concedeu com foros de inquestionável quase exclusividade.

  (Um trabalho da jornalista freelancer Inês Bandarra, com a supervisão e apresentação de José Marcolino, esquire e director deste órgão de informação luso-universal).

   Ao entrarmos na aprazível vivenda de Linda-a-Velha, ladeados por dois espadaúdos apoiantes do Doutor (“apenas por causa das moscas”, para o citarmos correctamente) o que de imediato nos saltou aos olhos/ouvidos foi que da salinha onde costuma receber os mídias não se propagava como habitualmente nem o som do seu bem timbrado vozeirão, trocando frases com o seu braço-direito (ex-comandante assessor Tomás Figueira) nem o também sintomático riso cristalino da sua actual e cremos que totalmente futura companheira, a actriz-cantautora venezuelana Eládia Gonzalez que com o seu temperamento esfuziante abrilhanta as tardes, as manhãs e naturalmente as noites do grande pensador cada vez mais devotado à coisa pública desde que se iniciou o período central da Crise, que é como quem diz o provável espalhanço do actual premier Pedro Paulo Coelho.

  E quem poderá estranhar que a primeira pergunta que lhe dirigímos fosse precisamente para inquirir do porquê deste relativo silencio conceptual e, concomitantemente, gestual se assim nos podemos exprimir?

  E aduzimos também, outrossim, que a proverbial maneira-de-receber que ao Doutor exorna, já com o fornecimento de amêndoas torradas, caju, nozes sem casca e pastelinhos de nata, já com a competente pièce de resistance ou seja a garrafa ou garrafas se a conversa se prolonga, de uísque “Queen Margot 20 anos”, foi substituída por um sucinto “bagaço” de Vila Boím e um tímido pacotito de bolacha Araruta.  Ares dos tempos, diria eu com algum jornalístico senso de humor.

  E cedo então as operações a Inês Bandarra.

INÊS BANDARRA (IB) – Doutor Jagodes, sinto pairar no seu lar, neste seu ninho, um silêncio…uma contenção que não me parece habitual…

DOUTOR JOSÉ JAGODES (JJ) – Tem toda a razão, moçoila. Mas tranquilizo-a já. Como decerto sabe, apesar do que certas lendas maldosas tentam estabelecer, a sobriedade sempre foi uma das minhas características. Pode dizer-se, até, que sou do tipo proverbialmente em sério…excepto naturalmente quando me rio. Mas isso é comum a muitos de nós, incluindo membros do governo como o sincopado dr.Vitorino Baltazar, que parece sempre o austero Buster Keaton quando nos anuncia novas catástrofes financeiras. Será o físico do papel, digamos, pois a austeridade com que nos fulmina deve necessitar daquele tipo de colocação de rosto…de estilo comunicacional…

   Mas no meu caso é assim: a minha sobriedade, nomeadamente a que aqui se verifica, reflecte uma vivência, diria mesmo uma proposição de fraternidade psico-social, é uma forma integralmente patriótica de me solidarizar com os cidadãos identificando-me com o cada vez mais vincado ricto de tristeza que neles sinto, pois isso não se vê apenas no rosto que noto amargurado, ou eu muito me engano, do dr. Carlinhos Zorro ou mesmo no do nosso estimado presidente Prof. Silva que ostenta uma cada vez mais pronunciada aparência fúnebre mau grado os esforços cívicos que faz para parecer risonho.

IB – Percebo. Mas entrando agora no cerne da questão eu pergunto sem estar com circunlóquios: é verdade ou não que o Doutor teria tido umas reuniões de trabalho, vulgo conversas de bastidores, com o dr.Paulino Pontes, com o profissional-sindicalista Harmónio Carloto e, até, com o pró-líder António José Segundo que o teriam sondando sobre a sua disposição de, se fizesse falta e em vista das exigências do dr.Xicão Louceiro e do dirigente Gerânio de Souza, comandar uma equipa governamental de salvação, por assim dizer, nacional?

JJ – A Inês está a ver o que são os boatos nesta terra? Eu, com o risco de estilhaçar um certo suspense que tem navegado pelos mentideros, desminto formalmente. Fui sondado sim mas para eventual próximo candidato à presidência da coisa pública…!
                                              

Inês Bandarra, jornalista freelancer

IB – À…à presidência? Mas…mas isso é ainda mais mediaticamente sensacional! Mas como é que houve uma tal unanimidade…do Pontes, do Gerânio, do Harmónio e…e dos outros? Como é que…

JJ – É fácil…é compreensível. Senão veja: a não ser o pequeno mas dinâmico comentador Marcos Montes, na sua condição de ex-líder do PDS e de animador das hostes nas universidades de verão e, vamos lá, talvez os doutores Lima e Dias Louceiro mas esses por razões provavelmente muito diferentes um do outro, praticamente nenhum mangas da classe política vai à bola com o Prof. Silva. Desde o estoriador Prurido Valete, passando pela aguerrida deputada Luiza de Santa Apolónia, até ao coadjutor do Minibloc Hernando de Rojas e ao opinador-geral televisivo Marcial Ribeiro da Silva, que vai não vai lhe afinfa umas ferroadas, todos são unânimes na crítica que dirigem ao dito estadista: só sabe, quando não está caladinho, recomendar calma à malta, juízinho meninos e tal…Uma lengalenga que já não faz chispa. Mas, num país de brandos costumes como o nosso, em que o povinho quer é sopas e descanso e, como disse o ministro do Interior cujo nome não me vem de momento, aquele de cabelo branquinho e voz de galo capão, são mais as cigarras que as formigas, as maneiras do nosso  estimado Prof. Silva agradam a uma boa parte dos cidadãos…e se os tais não se precatam ainda ganha de novo as eleições.

 E quem, quando chegar a hora, o iria enfrentar com sucesso não me dirá? O António Câmara da Costa, com o seu sorriso de boneco de feira? O Lella, com aquele estilo de animador de bailes para a terceira idade? O Alegrete já está mais ou menos fanado e no sector militar, apesar de ser sempre giro sentir uma farda a chegar-se à frente, o homem da rua já não se revê nelas pois cheiram muito a quartel. Daí que…confesso…me sondaram,  mas…

IB - …mas não vai aceitar??!

JJ – Não sei! Tudo depende… Só se o Alexandre Pingodoce, o Belarmino de Azeredo, o Alberico Damorim me derem o seu apoio. Como sabe são eles que mandam efectivamente por cá, embora o Pedro Paulo Coelho faça as vezes… Ah, não esquecendo o José Temístocles, que apesar de estar em Montparnasse é quem mexe os cordelinhos da jigajoga mais progressista.



Coreto de Linda-a-Velha


IB – Mas a situação em que o país se encontra…não aconselharia que o Doutor avançasse mesmo sem os sustentáculos desses granjolas? Como o Doutor sabe o país real já não se anda a mirar em “habitués” da política…ganhou-lhes mesmo um certo pó! Não tem visto que onde quer que vão os ministros são apupados, até o venerando ex-chefe de Estado Marinho Suarez evita participar em gangadas públicas para não o xingarem e insultarem até às fezes? O povão quer é descomprometimento…naturalidade…diria mesmo verdade!

JJ – Bom, lá nisso terá razão…Mas não se esqueça, moça, que na realidade real se um manguelas que tenha de se submeter ao sufrágio popular não tiver um aparelho, ou seja os bolsos, bem areado, a breve trecho dá com os burrinhos na água. Veja por exemplo o grande Orbama, essa flor da democracia social americana e de vez em quando meu interlocutor, que apesar de ser do povo, pelo povo e para o povo, tem de andar a lamber os calcantes, passe a expressão, aos milionários de lá para eles se chegarem com as lecas que lhe permitam entrar de novo na ovalidade da conhecida sala…Senão o Rominey rapa-lhe a taça e é que nem ginjas, que além de ter melhor figura presidencial qual actor de Holywood, tem muito mais palheta que o nosso estimado afro-americano…Pois é!

IB – Ó Doutor, não me diga que não acredita na democracia directa, enfim, no querer popular sem intermediários que…que façam valer o seu poder de…

JJ – Acredito! Então não acredito?! Na directa, na indirecta, na transversal, na proto-metafísica…Em tudo isso! Mas como sabe e os nossos homens públicos bem se têm fartado de o proclamar, os lirismos não dão dinheiro, logo não são realistas e a coisa pública vive é de realidades excepto, é claro, quando se trata de pagar dívidas soberanas, porque aí…

IB – Veja que até altas figuras da Igreija têm posto a tónica na simplicidade que advém da união com o querer popular, da necessidade de voltar aos antigos valores da honra e da…

JJ – Siiim…Da simplicidade que se continua a notar lá p’rós lados de Roma…e não só…

IB – O Doutor agora está a ser irónico…

JJ – Eu??? Nem pense! Ironias e risos com a Igreija… tá quieto! Aliás, se há comunidade menos atreita à receptividade irónica, são precisamente os seus próceres. Falam sempre a sério! Ali não há fosquinhas. Dizem que aqui e ali poderá haver uma necessária pequena hipocrisia…sempre aliás condizente  com a boa condução dos esquemas da fé…mas nada mais. E eu aprecio-os muito e estou empenhado em os trazer para o meu projecto global. Sem eles não se faz quase nada! Se os curas põem um líder de lado, por mais que tente emendar…está frito. O que é natural, eles têm como se sabe a ajuda do Mais Alto e contra factos não há argumentos.

IB – Mas isso significa que o Doutor tem em mente convidar algum alto eclesiástico…

JJ – Ná! Não me interprete mal! Nisso eles nunca dão por assim dizer o corpinho ao manifesto e a cara à pública publicidade em termos laico-civis…Jogam mais na influência moral por fora. Uma palavrinha aqui…um comunicadozinho ali…a noticiazinha duma reuniãozita ali…Não! O que eu estou a pensar é criar uma secretaria de Estado, ou mesmo um ministério, para incrementar de novo o bom e razoável fideísmo, diria mesmo a religiosidade em termos cívicos porque se a prática do culto se perde…às tantas vai tudo por água abaixo!

IB – Mas isso é como se faz mais coisa menos coisa nos países islâ…

JJ – …E daí, moça, o que é que isso tem de mal? Primeiro não se esqueça que há o diálogo inter-civilizações, a tolerância inter-praticantes – que apesar de neste momento ser só num sentido, todos, incluindo o Suarez e o Jorge, esperam que um dia venha a dar frutos sendo nos dois sentidos, se acaso houver tempo. Depois, não se esqueça de novo que os países neste momento mais a fugirem para a frente do pelotão são apreciadores do tal diálogo favorecedor dos que você queria referir e eu, desculpe, interrompi: a Xina, o Brozil, o Hirão e a Koreia Dunorte e mesmo outros para os lados das Qaraíbas e do norte da Sulamérica…Se não houver um cimento agregador, seja a religião bem estimulada seja a pasta, e não me refiro a pasta de fígado, a coisa não anda!

IB – Não fico espantada porque a originalidade do Doutor é bem conhecida. Mas indo agora a aspectos mais pessoais, diria da privacidade humana: agora que está neste período de reflexão e em férias sabáticas da Sourbonne, que é que motiva o Doutor como particular?

JJ – Como é natural, o ténis de mesa e o tiro em fosso olímpico. Não viu que foram as disciplinas em que os esforçados membros da delegação lusa mais se distinguiram…se me não engano? E eu como patriota a cem ou mais por cento só me revejo em coisas muito nacionais. Aliás, como percebe estando de boa fé, não me podia neste momento rever na bola, dado o estado das equipas lusitanas que andam a perder sistematicamente. Só um detalhe as salva, é que são maioritariamente constituídas por estrangeiros…e assim digamos que são mais eles a perderem, sempre se safa assim um bocadinho a honra da casa

IB -  E as artes, as literaturas…

JJ – Nisso só tenho que dizer bem. Não viu o triunfo espantoso daquela senhora lá acho que em Verçailes, aquela que faz coisas abracadabrantes de maravilhosas com bricabraque de panelas e funis, acho eu? E outros…e outras…que não me vêm agora à memória mas é tudo do fino? E os livros que têm ultimamente saído, ora da pena de políticos e derivados ora de publicistas versando esse ramo da aventura de viver em comunidade alfabetizada? E as revistas como se costuma dizer de grande público com as movimentações talentosas e incontornáveis de candidatas a futuras actrizes, manequins, globe-troters e por aí? E na música nem falo, mas o panorama, tendo acabado há pouco a saison dos concertos de praia e de verão, com os e as vocalistas mais populares, foi de arromba se assim me exprimo e…

IB – Certo, Doutor, já percebi o seu ponto de vista, obrigado. Mas concluindo: quer então dizer que a Crise, apesar de tudo, não tem conseguido impedir o proverbial ambiente desenrascado nacional?

JJ – Não diria tanto. Mas acho que a malta se está a aguentar bem, e ainda se aguentará melhor se os prémios do Euromilhões começarem a vir sistematicamente para Portugal, digamos todas as semanas durante, vamos lá, até e após 2019. E, note, isto não é uma ideia desajustada ou filha da minha justíssima  sôfrega vontade de beneficiar o país. Não! Eu estou convencido que aí uns oitenta por cento dos nossos economistas pensarão o mesmo – só que por timidez e para não serem mal interpretados como o Antunes Burgesso, não o dizem descaradamente.

  Olhe, a ver vamos cara Inês. Alma até Almeida! (e não me refiro ao Santos dos Cantos, que já me parece estar um pouco demodée). Mas adiante e até sempre!

                                                                                                      IB/JM

(Edição a partir das cassettes gravadas pelo nosso técnico Favela Rodrigues)


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Recebido por e-mail



dr. José Marcolino 

Do dr. José Marcolino, director do Notícias Diárias, recebemos, com pedido de publicação, o seguinte documento:


COMUNICADO

Caro Doutor Simões

  Com os melhores cumprimentos, extensivos à laboriosa classe dos bloguistas e outros trabalhadores semi ou mesmo inteiramente intelectuais, informo que a entrevista concedida ao meu jornal pelo Prof. Doutor José Jagodes e que em seguida e concomitantemente será estendida a toda a comunidade culta ou para aí caminhando, só depois de amanhã será por Vexa. recebida, uma vez que o senhor Doutor foi chamado de urgência a Madrid e, num périplo suave e abrangente, a Barcelona.

  Como decerto, bem como os seus muitos leitores, Vexa. terá conhecimento, os ânimos andam esquentados para aqueles lugares da Península, pelo que o Monarca achou por bem convocar o Doutor uma vez que de acordo com as suas próprias palavras, "en este paso criptico para la españolidad, me creio que solo el gran Jagodes, con su perfecta caballerosidad, puede serenar los animos de la calle".

  Indo ao encontro de tão preclara posição, não quis deixar de cumprir o seu dever de cidadão ibérico. Por outras palavras, foi!

  Resta-me, senhor Doutor Simões, exprimir os meus protestos de apreço pelo seu bem frequentado espaço e, desta forma, despedir-me cordialmente até depois de amanhã, em que a peça que elaborei com a preciosa ajuda da freelancer dr.ª Inês Bandarra aterrará finalmente nos vossos entrepostos e, concomitantemente, no mundo culto em geral e até em particular.

  Atenciosamente,

    José Marcolino, director executivo

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Última última hora!



Ex-comandante Tomás Figueira
 
 
(Do nosso correspondente em Linda-a-Velha Robles Mondego)- Distribuída aos órgãos de informação do mundo alfabetizado, recebemos do senhor ex-comandante Tomás Figueira e actual assessor plenipotenciário do putativo eventualmente primeiro-ministro Doutor José Jagodes, cuja sensacional entrevista será dada a lume segundo tudo o indica neste fim-de-semana, a seguinte declaração:
 
 
 "O Exmo. Senhor Doutor José Jagodes, em primeiro lugar, vem desmentir expressamente que tenha tido conversações assim como assim reservadas com o ainda, neste momento, mais alentado magistrado da Nação, que é como quem diz o Sr. Professor Silva. A personalidade do DoutorJJ, que já deu inúmeras provas de não alinhar em coisas que não sejam tão públicas como os concursos do apreciado Redondo Mendes, não se compraz com jogades políticas de bastidores, ainda que sérias evidentemente.

  Isto para começar.

  Seguidamente, importa referir que o Doutor JJ só aceitará o eventual alto mas pesado cargo em que o desejam comprometer se se verificarem três condições prévias: primeira, se o Sr. Presidente Silva se dispuser a pedir ao Dr. Carlinhos Zorro, actual porta-voz do PSP, para não dizer mais relativamente disparates e o mesmo também conta em relação ao dr. Marinho Suarez, que dada a sua provecta antiguidade parece já não estar em amplas condições de salubridade político-pessoal; segunda, que o Doutor Xicão Louceiro não fique tão furibundo de cada vez que aparece na TV que até as veias lhe saltam do pescoço, o que dá um ar de picante raiva bicéfala à nossa democracia que se quer pacífica e pacificada, incluindo derbys do sector desportivo; terceira, que o Sr. Engenheiro Jota Temístocles, de cada vez que se desloca para fora, ou seja até aos restaurantes lisboetas, não deixe de prevenir a comunicação social para que esta, dando a notícia com tempo e com soma de pormenores, possa corresponder ao desejo dos leitores, que é receberem o saudoso homem público em grande número e com o carinho e os amplexos que de facto merece.
 
  Aproveitamos para não confirmar nem desmentir que o Doutor Jagodes, através da minha secretária D.Josefina de Belém, tenha sido alvo de telefonemas feitos sob tímido anonimato sugerindo que em breve os pneus do seu carro e as janelas da sua residência receberiam uma visita dinâmica conquanto rápida e, num eventual futuro próximo apanharia num qualquer recanto do cabedal com o impacto de um zagalote ou uma tracejante 45. Sabemos que isso tem sucedido com fãs do Doutor, nomeadamente professores que falam demais no entender desses corajosos cavalheiros, mas não é ainda o momento de solicitarmos a intervenção da polícia legalmente constituída".
 
RM

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Última hora!



Dr. Jagodes com o seu novo look


Lisboa, tantos do tal - (Pelo nosso correspondente em Linda-a-Velha, José Marcolino)

Adensam-se as possibilidades do Sr. Professor Doutor José Jagodes eventualmente a mais ou menos curto, médio ou assim-assim prazo, ser nomeado primeiro-ministro de Portugal num governo de incidência de Salvação Nacional e, provavelmente, por iniciativa putativa do sogro do Sr. Luís Montês (ou Montez, talvez).

Mas isso, no dizer do grande pensador, homem público e agora eventualmente publicíssimo, naquele jeito desenxovalhado que o caracteriza e lhe tem granjeado inúmera popularidade e imensos adeptos – ou o contrário frásico – “Não é panaceia e muito menos milagre, pois a verdadeira solução virá do portuguesinho valente”. E concretizando, numa tirada certeira: ”O que é preciso é acabar com as vigarices, responsabilizar os caramelos que nos levaram à beira do abismo e, adicionalmente, arranjar massaroca para cumprir as obrigações sem se pôr a malta a comer apenas pevides e bolachas de água-e-sal…E não me venham com o pretexto maneta de que temos mesmo de ficar sem um tusto na algibunta para compensar os desmandos dos malandros que durante décadas nos andaram a esmifrar!”.

   A entrevista, concedida a José Marcolino, director do Notícias Diárias e a Inês Bandarra, sub-directora se a memória não nos falha de não nos recorda agora donde, tem momentos fortes e apelativos como aquele, a talho de foice, em que José Jagodes refere que é um imperativo vital e patriótico “ao menos cortar-se a pera ao Borgonha do Crescimento” e, ainda, “pôr-se o Pinto Manteigas a falar sem cuspo nas comissuras labiais”...

  Em breve a extraordinária peça será dada ao público leitor e, por inerência, ao mundo, incluindo a Península Ibérica.

jm

terça-feira, 18 de setembro de 2012

COMUNICADO DE ÚLTIMA HORA!


    
  Como decerto os caríssimos/as confrades e amigos tiveram conhecimento, começou depois da hora do almoço (o que deu azo a que os mídias o difundissem em pormenor no horário nobre sequente) que o geralmente honesto mas pontualmente atarantado - e por vezes titubeante, mas isso é característica vocal que até lhe dá um certo charme democrático-constitucional- Professor Cavaco e Silva, que como é sabido tem estado presidente da República, teria na manga uma excelente jogada de reserva se as coisas se puserem feias para os membros da actual gerência governativa em geral e os cidadãos portugueses em particular.



   E, aqui o confirmamos em primeira mão e por enquanto em exclusivo, corresponde integralmente à verdade que o estadista em apreço congeminará (se os mentideros não estão a "reinar com a maralha" e se o bem informado Camilo Leirenço não nos contrariar de imediato) que o Senhor Professor Doutor José Jagodes SERÁ EVENTUALMENTE INDIGITADO A SEU TEMPO PARA ENCABEÇAR UM GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL, caso seja necessário ao bem-comum.
  Logo a seguir ao discurso do Dr. Pablo Portas - que com o seu ar determinado ainda que franco e benevolente deixou os apreciadores do Dr. Paços em "carne de galinha" como usa dizer-se no léxico social-democrata depois das peripécias que rodearam o... Dr. Relvas (não me ocorre de momento o seu primeiro nome, pelo que peço desculpa aos leitores e ao dito homem-público) - ainda se pensou, por uns extensos 20 minutos ou coisa, que o mais indicado seria indigitar-se o Dr. Ruy Rio. Mas o coro de vociferações foi tão vigoroso (segundo alguns demasiado vigoroso, pois a seu ver o ainda autarca azul não mereceria tais opiniões quase cruéis), um rumor começou a difundir-se... a ideia começou a fazer carreira...!

   "Doutor Jagodes ao Poder!", ouviu-se por aquelas instâncias.



   Cientes do nosso dever de patriotas e de publicistas, logo buscámos tirar a coisa a limpo. Fizemos os nossos contactos, demos os nossos passos (passe o termo...) e, porque sempre mantivémos boas relações, diríamos mesmo privilegiadas, com o assessor do Doutor, o ex-comandante Tomás Figueira (antigo agente secreto que conquistado pela sua qualidade de pensador e de figura pública passou, como seu Chefe da Casa Civil e Militar, para os Serviços de Apoio do autor de "Para uma política responsável - Introdução ao pensamento de um opositor às diatribes senis Soaristas", um dos best-sellers da rentrée) e vimos confirmada por ele "a realidade dos factos", para citarmos a sua frase justa e com o seu habitual senso-de-humor.



   E conseguimos uma entrevista em exclusivo!
  Dentro de dias - e não antes para não perturbarmos os trabalhos do Conselho de Estado que ameaça vir por aí (e que tem como facto mais giro o pequeno Gaspar, dizemos assim com ternura, ter de ir explicar aos outros meninos, ai, aos outros conselheiros o porquê das suas "brincadeiras") a sensacional "cacha" será dada a lume em primeira mão.

  O Doutor Jagodes falará de muita coisa. Se calhar alguns até preferiam que o não fizesse. Mas então a "liberdade de palavra", seja de qualquer cidadão seja até do Boquinha Torta ou do Malhador, não é uma conquista dos cravos? Atão...
 Saudações cordiais para todos.

Nota - Esclarecemos desde já, antes que as habituais "folhas de couve" criem a normal confusão, que não confirmamos irmos putativamente ser o porta-voz oficial do futuro Chefe do Governo, se a entrada jagodiana se vier a consumar!