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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E diz ela assim:





O problema não são os outros. Somos nós.

Por Helena Matos (no Observador)

Como é que a Europa deve responder aos ataques terroristas? A solução passa sobretudo por medidas securitárias, ou deve passar também pelo combate ao desemprego e pela integração das comunidades árabes e islâmicas? São preocupantes os sinais que apontam para o crescimento da xenofobia?” – No site da TSF estas perguntas lançavam o Forum da passada sexta-feira.

O primeiro impulso seria rir perante o óbvio destrambelho destas perguntas: combate ao desemprego? Mas desemprego de quem? Onde é que na Europa alguma vez o terrorismo foi praticado por pobres ou por desempregados? Os terroristas europeus contaram nas suas fileiras com aristocratas, militares, jornalistas, padres, artistas, estudantes, intelectuais, médicos… Agora que se mata em nome de Alá e não de Marx as profissões são menos diferenciadas. Não temos em 2015 registo de nenhum terrorista que seja editor e aristocrata como foi nos anos 70 do século passado Giangiacomo Feltrinelli nascido em palácio, responsável pelas melhores edições de Itália e bombista que se dizia serviço do proletariado, mas daí a ver-se nos autores dos recentes atentados em França uns jovens que o desemprego e a falta de oportunidades levam a matar os seus semelhantes vai um pedaço de mau folhetim neo-realista que nenhuma realidade sustenta.

E o que se entenderá por “integração das comunidades árabes e islâmicas”? Aliás será que ser árabe ou islâmico faz de cada um automaticamente membro dessas ditas comunidades? Os portugueses que emigraram para França há tantos anos quanto os pais de muitos destes membros das actuais “comunidades árabes e islâmicas” e que ao contrário de muitos deles nem sequer sabiam ler nem escrever e muito menos falar francês que medidas tiveram para promover a sua integração na sociedade francesa?

As perguntas lançadas no Fórum da TSF são semelhantes a tantas outras formuladas nos últimos dias. São perguntas, frases e comentários que partem sempre do mesmo princípio: o problema da violência dos outros somos nós. Porque nós vemo-nos como responsáveis por tudo o que aconteceu e acontece no mundo: para tudo aquilo que os outros fazem há sempre um gesto ou uma decisão que nós ou os nossos antepassados tomámos agora ou há quinhentos anos e que explicam, justificam e de certa forma têm desculpado aos nossos olhos o terrorismo e os terroristas.

Nós, europeus, temos um problema sério. Não com os terroristas que por mais chocante que seja escrevê-lo nestes dias não é a nós, ocidentais, que causam maior dor: enquanto na Europa se repetia “Todos somos Charlie”, na Nigéria o Boko Haram matava 2000 pessoas, na sua maioria mulheres, crianças e velhos sem que alguém se indignasse ou sequer admirasse. Não há semana em que na Nigéria, no Paquistão ou no Quénia o terrorismo islâmico não faça atentados. Meninas de dez anos são transformadas em bombistas suicidas. Das vítimas ninguém sabe nada, nem a idade, nem o nome nem o que faziam.

Ao contrário do que sucede nesses países, o terrorismo islâmico não põe em causa o nosso modo de vida. Muito menos os seus autores têm actualmente capacidade para condicionar a nossa vida política como o fizeram no passado. Pense-se apenas que em 1978 as Brigadas Vermelhas tiveram capacidade para manter Aldo Moro sequestrado durante 55 dias! O que presentemente o terrorismo consegue é confrontar-nos com um mundo que não é apenas os resultados dos nossos actos. E para esse ruir das nossas ilusões não estamos preparados.

O nosso problema com o terrorismo não são os terroristas mas sim o relativismo com que analisamos os seus actos. E quanto mais esses actos nos parecem plausíveis de ser explicados pela cartilha do sociolês mediático (uma espécie de marxismo caldeado com fartura e culpa cristã por viver bem) mais os toleramos. Daí que a condenação que fazemos do terrorismo seja quase indexada ao posicionamento político das vítimas: durante anos e anos a ETA foi tolerada porque as suas vítimas eram geralmente militares, agentes da Guarda Civil, militantes do PP, empresários… enfim gente que nesse discurso justificativo se procurava sempre associar ao franquismo. Quando se tornou óbvio que as balas da ETA não distinguiam as nucas da gente de esquerda das da gente de direita era como se se estivesse perante um desacerto desses rapazes um pouco excitados mas apesar de tudo gente de causas. E só nessa fase em que ser de esquerda deixou de ser um escudo perante a ETA muito boa imprensa tida como de referência deixou de tratar a ETA como movimento independentista para passar a designá-la como aquilo que sempre foi: terrorista.

Pelo contrário não houve qualquer simpatia, enquadramento socio-cultural ou tentativa de compreensão das razões que levaram Anders Behring Breivik a matar vários dos seus concidadãos na ilha de Utøya. Breivik era branco e de olhos azuis, não podia ser integrado em comunidade alguma e era de extrema-direita. Logo foi visto como aquilo que era: um terrorista e não o resultado de uma qualquer exclusão. Aliás se os irmãos Kouachi tivessem levado a sua mortandade a cabo não no “Charlie Hebdo” mas sim num jornal de direita não faltariam neste momento explicações para os seus gestos.

Por exemplo explicações similares às que foram dadas em 2005 aquando do assassinato por um fundamentalista islâmico do cineasta Theo Van Gogh, ele mesmo, a vítima, definida como um “provocador”. Ou aquando dos atentados do 11 de Setembro em que a culpa era inevitavelmente de Bush, dos americanos que “estavam a pedi-las” e das torres que eram um símbolo do poderio capitalista. Explicações similares às dadas quando o jornal dinamarquês “Jyllands-Posten” publicou várias caricaturas de Maomé: condenou-se rapidamente a violência para logo em seguida se partir para o perfil “populista” da publicação e, em seguida, desenvolver longos raciocínios sobre a problemática da intolerância. Não, como em abstracto se esperaria, da intolerância dos agressores mas sim daquela que em nome das vítimas poderia vir a ser desenvolvida…

Os exemplos não faltam. Nem vão continuar a faltar. Embora se possa ser levado a pensar que o agora sucedido em França virá a marcar um antes e um depois na forma de olhar estas questões na Europa. A própria forma como a sociedade francesa está a reagir dá conta de algo que vem de muito antes e que não se restringe ao fundamentalismo islâmico: estamos perante um país que perdeu para a Inglaterra o lugar de quinta economia mundial e em que o ministro da Economia, Macron, teve de se explicar porque declarou que era positivo que os jovens franceses desejassem ser milionários. Um país onde grupos de jovens assaltantes conseguem bloquear comboios, assaltar os seus passageiros (às vezes seleccionando nestes e noutros ataques as vítimas pela sua aparência racial) e ainda atacar as equipas de socorro.

Um país que precisamente dias antes destes atentados viu com estupefacção serem publicadas fotografias tiradas dentro de prisões francesas: a avaliar por aquilo que ali se via de consumos de drogas e ostentação de dinheiro algumas prisões francesas são um espaço cujo ambiente parece retirado de um qualquer festivo e sórdido casino. Se se recuar uns meses e se se trocarem estas fotos pelos parágrafos de um relatório policial constatar-se-á que, segundo os autores desse estudo, as prisões francesas são um dos principais locais de radicalização dos jovens muçulmanos pois não existe qualquer capacidade de controlar a actividade dos imans nos estabelecimentos prisionais. Como não podia deixar de ser rapidamente se esqueceram os avisos contidos nesse relatório para mediática e politicamente o tomar como pretexto para um tema bem mais aliciante e politicamente correcto: correm as prisões francesas o risco de se transformar num novo Guantanamo?

A França é o país onde todas as semanas aparece o problema de uma funcionária de supermercado ou escola que pretende trabalhar de rosto completamente tapado mas onde paralelamente as activíssimas associações ditas de livre pensamento, que se calam respeitosamente perante a actividade dos fundamentalistas islâmicos, exigem com urgência que se proíbam os presépios nos espaços públicos. O país onde as autoridades se regozijaram porque na noite da passagem de ano foram incendiados apenas 940 automóveis: afinal em 2014 tinham sido contabilizadas 1 067 viaturas queimadas. (Já agora quantas notícias se leram sobre estes factos na imprensa portuguesa? Será que os jornalistas não sabem francês ou simplesmente não estão preparados para dar notícias que não cabem na sua quadratura do mundo?)

Um país onde abordar boa parte das questões que vão do mundo do trabalho, à habitação e às escolas se torna num campo minado em que em vez de se discutirem os problemas concretos logo se define que colocar determinada questão é discriminatório, passando com fervor a discutir-se se A ou B é xenófobo. Patrões, professores e funcionários estão entregues a si mesmos perante uma minoria que escudada nos conceitos de comunidade exige de facto um tratamento diferenciado para impor a sua vontade aos demais e retirar as maiores vantagens do sistema (não estou a falar apenas dos radicais muçulmanos mas também deles).

Mesmo umas prosaicas salsichas numa festa de escola infantil podem tornar-se em França no pretexto para que algumas famílias, alegando que não comem carne de porco, não só tenham direito, como é desejável, a uma comida diferente, mas acabem a impor as suas regras a todos demais. Pois face à recusa destas famílias de partilharem um grelhador onde tivessem estado carnes que consideram impuras, a alguns professores não ocorreu melhor ideia que acabar a só servir salsichas halal. Ou seja salsichas confeccionadas com animais abatidos segundo os ritos da religião muçulmana. Naturalmente esta decisão foi tomada e justificada em nome da tolerância

Com aquela espécie de complexo napoleónico de quem já teve um imperador e agora tem presidentes em declínio, a França adoptou perante os seus problemas a mesma atitude que tem perante a crescente influência do mundo anglo-saxónico: fala de excepções culturais, usa a retórica da “grandeur” e apresenta contabilidades engenhosas para iludir a realidade. O resultado é catastrófico. Na rua a realidade impõe-se. E na política, o país que prefere as revoluções às reformas e que acha que o mundo em geral e a França em particular se ordenam por declarações de vontade prepara-se para mais uma vez tentar suster a evolução da economia e da História. Agora premiando eleitoralmente os radicais de direita. De quem esperam exactamente o mesmo que esperaram quando a esquerda elegeu Hollande: que façam leis que garantam à França um estatuto excepcional no mundo e que portas adentro os consigam tirar desse inferno de intolerância a que em nome da tolerância chegaram.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Em apoio a Jean Leonetti, maire de Antibes




Recebido por e-mail:


Soutien à Jean Leonetti, maire d'Antibes...

Des parents d'élèves musulmans demandent la suppression de la viande de porc dans les  cantines des écoles d'Antibes. Le maire a totalement refusé, et la mairie a envoyé une note à tous les parents pour s'en expliquer.
" Pour que les musulmans comprennent qu'ils doivent s'adapter à la France, à ses  coutumes, à ses traditions, à son mode de vie, puisque c'est là qu'ils ont choisi d'immigrer.


Pour qu'ils comprennent qu'ils doivent s'intégrer et apprendre à bien vivre en  France,
Pour qu'ils comprennent que c'est à eux de modifier leur mode de vie, et non aux  Français qui les ont généreusement accueillis,
Qu'ils comprennent que les Français ne sont ni xénophobes ni racistes, qu'ils ont accepté de nombreux immigrés avant les musulmans, (alors que l'inverse n'est pas vrai: les musulmans n'acceptent pas d'étrangers non musulmans surleur
 sol).
Que pas plus que les autres peuples, les Français ne sont prêts à renoncer à leur identité, à leur culture, malgré les coups bas des  internationalistes,
Et que si la France est une terre d'accueil, ce n'est pas Aurélie Filippetti et la gauche bobo qui accueille les étrangers, mais le peuple Français dans son ensemble.


Qu'ils comprennent enfin qu'en France, avec, et non malgré, ses racines judéo-chrétiennes, ses sapins de noël, ses églises, et ses fêtes religieuses, la religion doit rester dans le domaine privé, la mairie a eu raison de refuser toute concession à l'islam et à la charia.

Aux musulmans que la laïcité dérange et qui ne se sentent pas bien en France, je rappelle qu'il existe 57 magnifiques pays musulmans dans le monde, la plupart sous-habités, et prêts à les recevoir les bras halal ouverts dans le respect de la charia.


Si vous avez quitté vos pays pour la France et non pour d'autres pays musulmans, c'est que vous avez considéré que la vie est meilleure en France qu'ailleurs.
Posez-vous la  question, juste une fois: pourquoi est-ce mieux en France que de là où vous venez? La cantine avec du porc fait partie de la  réponse.


A diffuser partout, merci.

sábado, 20 de julho de 2013

Deus, que me lembre, nunca formou nem chefiou exércitos ou gangs...




Mas cá estão eles para O corrigir!

P.S. - Já agora, uma pergunta: porque será que eu ainda não ouvi referências que se vejam na nossa social-comunicação? Não acredito que seja por causa de Hollande ser... o que é.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Crença, respeito e elegância



(Recebido por e-mail)

Não é preciso comungar das mesmas ideias, opiniões ou crenças de quem quer que seja, as nossas já bastam por si só e exigem muito de nós mesmos. No entanto, qualquer que seja o caso, não se deve faltar ao respeito para com os demais.

Aconteceu em Londres, com um taxista inglês.

Um muçulmano devoto entra no táxi. Uma vez sentado, pede ao taxista para desligar o rádio porque não quer ouvir música, como é decretado na sua religião, e porque no tempo do Profeta não havia música, especialmente música ocidental, que é música dos infiéis.

O motorista do táxi, educadamente, desliga o rádio, pára o carro, sai, dirige-se à porta do cliente e abre-a. O muçulmano pergunta: “O que é que está a fazer?”.

O taxista responde: “No tempo do Profeta não havia táxis. Por isso, saia e espere pelo próximo camelo”.

Que classe!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A "Palestina"




(imagem obtida aqui)

A propósito da visita de agradecimento a Portugal do Ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, transcrevo este artigo de Alberto Gonçalves, no DN, publicado dias atrás:

"Nascida" na sequência da Guerra dos Seis Dias, a Palestina é uma artimanha, uma estratégia de afronta, um instrumento político. Curiosamente, durante décadas foi um instrumento ao serviço da propaganda "sionista", ou pelo menos assim o garantiam inúmeros representantes árabes e os historiadores menos inclinados para o lado israelita da história. Basta ler uns livrinhos para perceber que, enquanto lhes deu jeito, isto é, sobretudo até 1948, os vizinhos de Israel deram-se a consideráveis trabalhos para desvalorizar a ideia de um povo independente, ou sequer específico, chamado palestiniano. A opinião consensual era a de que tal povo não era mais do que parte integrante da Síria, e sírios, ou em certos casos turcos, era aquilo que os próprios "palestinianos" se achavam. Depois veio Israel, as ofensivas falhadas contra Israel e, à custa do terrorismo de Arafat e, posteriormente, do Hamas, legitimou-se uma nação inventada sobre o racismo e a opressão das minorias, que pelos vistos só importam às vezes.

Esta semana, o nosso parlamento congratulou-se por unanimidade com o voto favorável de Portugal à admissão da Palestina como Estado observador da ONU. Qualificar o voto e os deputados que o festejaram implicaria o uso de linguagem inadequada a um jornal sério.

domingo, 25 de novembro de 2012

David e a "opinião pública" - Alberto Gonçalves (2)






Enquanto os senhores que mandam em Gaza recusam aceitar a existência de Israel e fazem o que podem para torná-lo inexistente, Israel não procede da mesma forma com os seus intolerantes vizinhos. O motivo? Israel é uma sociedade civilizada e Gaza uma ilimitada barbárie.

Porém, esta ligeira diferença não chega para iluminar a avaliação geral do conflito, que continua a ser tratado pelos media e por boa parte do público como um "embargo" israelita, entrecortado por "agressões" israelitas aos psicopatas do lado. O consenso actual, portanto, acha que proteger a fronteira de homicidas armados e reagir ocasionalmente aos respectivos e sistemáticos ataques constitui uma violência sem desculpa nem perdão. Na terça-feira, por exemplo, as notícias davam conta de um cessar-fogo na região e, em simultâneo, de uma explosão num autocarro em Telavive. Na quarta-feira, o mesmo noticiário de uma rádio nacional informava acerca das tréguas e dos mísseis que continuavam a cair sobre o Sul de Israel. Etc. Perante isto, é lícito inferir que o uso da força só é reprovável quando perpetrado pela proverbial "nação judaica": o belicismo incessante do Hamas é tomado à conta de necessidade genética ou exotismo cultural.

Não tenho dúvidas de que, caso a Galiza jurasse exterminar Portugal e decidisse presentear o Minho com bombardeamentos quase diários, o nosso país enviaria um comité de boas-vindas para Valença e responderia aos mortos mediante a organização de duas ou três jornadas gastronómicas em Vigo. Mas isso somos nós, portugueses, compreensivos e fraternos. Já os judeus não são de fiar pelo menos desde que, apenas para evitar a escravidão dos seus ou minudência afim, o malvado David apedrejou e decepou o amável Golias, mercenário dos filisteus, povo de Gaza.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Que parvo que eu sou...!



Nunca me teria lembrado disto, que encontrei aqui:

O director do Serviço Federal de Segurança (ex-KGB, FSB) da Rússia declarou que os incêndios florestais na União Europeia são obra da organização terrorista Al-Qaeda.

"Este método permite causar sérios prejuízos económicos e morais sem necessidade de preparação prévia de meios técnicos e sem despesas financeiras significativas", declarou Alexandre Bortnikov numa reunião internacional de chefes de serviços de espionagem, realizada na capital russa. 

A estratégia das "mil picaduras" consiste assim em realizar várias pequenas acções em vez de atentados de grande envergadura. 

“A probabilidade de os incendiários serem descobertos pelos serviços secretos é mínima", acrescentou. 

Bortnikov disse também entre as forças sírias, que combatem o regime de Bashar al-Assad, e no Afeganistão se encontram elementos originários de repúblicas do Cáucaso do Norte russo. "Eles são para aí enviados pela organização terrorista Emirato do Cáucaso para "estágio", frisou. 

O Emirato do Cáucaso é uma organização muçulmana radical que luta pela separação das repúblicas muçulmanas do Cáucaso do Norte da Federação da Rússia: Chechénia, Daguestão, Inguchétia, Daguestão, Cabardino-Balcária, Karachaevo-Cherkéssia.

sábado, 15 de setembro de 2012

A nuvem amaricana




(vem aqui, no JN)

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, acusou os EUA de desviarem as nuvens que se dirigem para o país e de serem os responsáveis pela seca no Irão. Não é a primeira vez que Ahmadinejad acusa os EUA de conspirarem contra o seu pais mas desta vez, segundo analistas, pode ter ido longe de mais.

Mahmud Ahmadinejad acusou os EUA de desviarem as nuvens que se dirigem para o Irão. Aquele país tem um dos climas mais secos do planeta e, am algumas regiões, persiste uma seca endémica.

Para o presidente do Irão, os responsáveis por tudo isto são os norte-americanos que "estão a desenvolver um projeto sinistro para evitar que as nuvens de chuva cheguem ao nosso país e provocar, deste modo, a seca".

"O inimigo está a destruir as nuvens que avançam para o nosso país mas esta é uma guerra que ganharemos", afirmou Mahmud Ahmadinejad numa declaração que tem sido repercutida em vários orgãos de comunicação social no país.

Esta não é a primiera vez que o presidente iraniano acusa os EUA, com quem mantem uma relação hostil, de conspiração através de vários meios. Ainda assim, os analistas consideram que desta vez Mahmud Ahmadinejad pode ter ido longe de mais.

Também Hugo Chávez é exemplo de declarações semelhantes. Aquando do sismo que assolou o Haiti, em janeiro de 2010, o presidente venezuelano afirmou que este se devido "a uma arma experimental da Marinha norte-americana" que possibilitava provocar sismos. Segundo Chávez, esta arma seria usada para atacar o Irão.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Circuncisão no Islão e no Judaísmo: Acção Criminosa - Tribunal alemão toma uma Decisão corajosa





Um novo texto enviado por António Justo:

A circuncisão de meninos no Islão e no Judaísmo, segundo a sentença do Tribunal Distrital de Colónia, constitui uma agressão criminosa.

Mais importante que a liberdade de religião é a integridade corporal e a autodeterminação da criança, argumenta o tribunal, na sua decisão de ontem, 26.06.2012.

O direito de autodeterminação das comunidades religiosas não se pode sobrepor ao direito humano da integridade corporal.

Este julgamento terá consequências muito importantes.

Esta decisão deveria ser um acto de encorajamento para políticos e outros tribunais no sentido de intervirem mais corajosamente em crimes de base cultural como casamentos forçados e crimes de honra, ainda muito em voga em determinadas culturas.

Até agora, o corte do clitóris das meninas (praticado em grande parte do mundo muçulmano) era considerado acto criminoso no Ocidente, mas o sofrimento do acto agressivo da circuncisão de meninos ainda não tinha chegado à consciência das pessoas.

A decisão do Tribunal é uma vitória contra a barbaridade e leva uma consciência mais sensível a actos culturais que não respeitam a dignidade e a integridade da pessoa e constitui um apelo ao respeito pelo direito dos que não têm voz.

A matança ritual de animais, como no caso muçulmano e judio, em que os animais são mortos duma maneira brutal porque morrem sangrando, não foi proibida na Alemanha por “respeito à religião”. Também aqui será necessária uma consciência mais afinada.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O CERNDAQUISTÃO



terça-feira, 27 de março de 2012

O QUE TEM DE SER TEM MUITA FORÇA




Nicolau Saião, Para que a Terra não esqueça (180x200)


Nada de estórias. O regime dos mullahs, com o seu cinismo chico-esperto, tem estado a pedi-las. Na verdade, representam um perigo para todo o mundo e não apenas para Israel. Pese à agit-prop incessante das quintas-colunas bem espalhadas pela Europa das pátrias que, não há muito tempo ainda, vociferavam nas estâncias onde gostavam de se pavonear, "Antes vermelhos que mortos".
 Os de melhor memória, ou menos velhacos, lembrar-se-ão decerto.
 De modo que é assim:  se os (não tenhamos medo das palavras) islamofascistas, pé-ante-pé, continuarem a tomar-nos a todos por parvos, na boa tradição dos seus émulos, embora ocidentais Hitler e Estaline, é necessário e imperioso serem travados - antes que num rasgo de vivacidade e porque o Allah é muito grande, escaqueirem o mundo habitável.
 O cartão para tapeçaria que vai junto, feito com a mão esquerda por causa das moscas, dedico-o aos heróicos soldados israelitas que terão como missão honrosa e honrada fazerem morder o pó ao seráfico Amadinejhad e seus capangas.
 E que a Terra não esqueça...

quinta-feira, 22 de março de 2012

DUAS INCURSÕES NO ESCURO DA NOITE E DO SOL


 Nicolau Saião, No escuro da noite e do sol

  “A mais bela artimanha do diabo é a de persuadir-nos de que não existe” – Baudelaire


INTRODUÇÃO

   Organizei este pequeno ensaio em duas entradas num período em que o meu país saía de uma grave situação que num futuro podia ter caído em algo irreversível. Um período em que sucessivos esqueletos saltam dos armários anteriormente construídos por uma administração pública liderada por aventureiros políticos que visou – percebemo-lo agora claramente – estabelecer um ambiente autoritário/cleptocrático de tipo peculiar, ainda que não original e que George Orwell aflorou, embora com recorrências imaginativas, numa das suas encenações literárias.
   Eu poderia dizer, parafraseando ironicamente Georges Arnaud, o famoso autor de O salário do medo, que “Esta sociedade, por exemplo, não existe. Eu sei-o, vivi lá!”.
   Como na obra de Samuel Beckett, Malone está a morrer, é referido a dada altura, “O que interessa é só prestar atenção aos sobressaltos”. Ou, para citarmos Jules Morot no seu O espírito do bem, “A casa/ou da vida ou da morte/ costuma sempre ficar um bocadinho mais ao lado”.
   Por outras palavras menos simbólicas, mais chãs e terra a terra: se estamos vivos já nem sequer é por acaso, como assinalava algures Jean Rostand, mas sim porque os senhores do mundo nos consentem, por altamente lhes convir, que existamos em todos os pontos cardeais… E o resto é conversa.
   As 2 análises seguintes, ainda que se refiram a livros diferentes de autores de diferentes origens, apontam para algo que lhes é comum e que, a meu ver, explica um específico universo conceptual e societário em que hoje existimos nesta parte do mundo - a violência camuflada da parte de sectores privados, a “suave brutalidade” de cunho estatal e, por último, o que num geral mundial se apresenta inquietantemente às consciências: o relativo desconhecimento da insídia e dos manejos nefandos de seres criadores/dependentes de um mundo pervertido pela desrazão que subscrevem.
   Não é por acaso que todos eles têm por cenário ou invólucro a escrita e as suas diversas faces do eventual conhecimento, de potencial acesso à sabedoria (ou a sua negação absoluta) e as armadilhas e perversões que eles podem possibilitar ou esconder.
   Dito isto, comecemos. 


1.      SOBRE “VERSÃO ORIGINAL”

ENTRE OS FUMOS DO AMOR E DA MORTE DE BILL BALLINGER


     “Obrigam-nos a engraxar sapatos e depois alegam que só servem para engraxadores” – Langston Hughes

   Chega-se ao fim desta novela discretamente temerosa, uma das mais belas e perturbadoras da literatura de mistério, com uma sensação de perda e de amargura. De relativa surpresa, que contudo possui uma indicação norteadora.
   Nesta tragédia poderosamente encenada e magnificamente urdida na sua progressão enquanto matéria escrita, o acento tónico recai sobre a questão das realidades e dos enganos que estas podem ter em si, uma vez que não é dado ao Homem saber o que está além do que se toma por verdadeiro e afinal contém todo um universo de falsos indícios, de falsas indicações, de desconhecimento dos sentimentos que realmente forjam as relações entre os seres. E que num outro contexto tudo teriam de criativo e de salubre ultrapassando a fábula dos desencontros.
   “Se abro o bico sem ser com um tipo fixe, estou liquidado. E, além disso, quem acreditaria em mim?”, pergunta-se o protagonista logo na abertura desta ópera de dois tons em que o discurso pessoal é contrapontado no itálico dos capítulos que explicitam o que, para além dele, vai sucedendo no quotidiano que o ultrapassa. “A coisa não faz sentido. Não faz mesmo nenhum sentido. Tenho pensado no assunto vezes sem conta, debatido a coisa comigo mesmo. E no fim só consigo obter vagas imagens” – continua Dan April (Abril, significativo nome de mês) a questionar-se numa tentativa de entender os acontecimentos que o rodearam e que se transformaram num “retrato de fumo” (o título original é esse) iniciado numa noite do Illinois, nessa Chicago enevoada ou ardente de sol, “quente e preguiçosa”, essa cidade também brumosa devastada anos atrás por um incêndio que a História registou.
    Mas a breve trecho o leitor suspeita, e acaba por concluir devido ao seu estatuto, que a coisa de facto faz sentido, ou melhor: que há um sentido singular, ainda que temível, oculto nesta novela que por seu turno, ao contrário de outras que analisámos, resulta dos próprios limites do conhecimento ou se debruça, digamo-lo desta maneira, sobre o que se pensa saber.
   É por assim dizer, simbolicamente, uma representação desse labirinto ou desse fumo sulfuroso que se depara ao ”laborator per ignem” numa fase em que este caminha para a Segunda Obra e em cujos meandros tem de enfrentar as figuras enganadoras ou sinistras dos dragões velhos cuspindo lava ou lamas mefíticas.
    “Krassy Almauniski abriu os olhos e distendeu-se na cama. Ficou quieta uns momentos antes de se espreguiçar de novo. – Dezassete de Março…Dia de São Patrick – disse para si mesma com satisfação – o dia dos meus anos! – Saltou da cama e caminhou sobre o soalho nu até junto dum pequeno espelho que estava suspenso de um fio passado num gancho pregado à parede. Desabotoou a camisa de seda de homem, passajada, que lhe chegava até quase aos pés e despiu-a.
 - A partir de hoje – disse para si mesma – as coisas vão modificar-se”.
  Por representação, enquanto Dan é a parte de sonho Krassy é a parte de realidade prática que a novela vai explicitar enquanto progride.
   Citemos para melhor compreensão, sem irmos demasiado longe – o que retiraria ao leitor a surpresa da sequência do relato – o texto de apresentação inserido na contracapa: “Ao percorrer os arquivos da Agência de Cobranças que comprara no dia anterior, Danny April encontrou o retrato de uma rapariga.
   Mas ele conhecera aquela rapariga… dez anos antes… Que seria feito dela?
   A ideia de a ver novamente tornou-se uma obsessão… Finalmente encontra-lhe a pista. Mas essa pista onde o conduz? À rapariga de outrora, que ele sonhava meiga e delicada, ou a uma criminosa que, à custa dos mais pérfidos ardis, subira, partindo do nada, até à mais elevada situação financeira e social?
   A acção passa-se em Chicago, a cidade dos mil contrastes, e decorre durante e após a 2ª guerra mundial”.
   Deste núcleo, à volta dessa busca que o protagonista enceta com esperança e a pouco e pouco se transforma em encontro e, depois, em desespero, o autor pinta-nos um fresco sugestivo de situações, de personagens e de imagens que nos subjugam através da progressão do relato.
   Nem sempre o que parece é ou, de forma ainda mais cruel (o que é constitui a verdadeira face do drama mas noutro espaço e num outro tempo, daí o itálico em que esses capítulos estão vazados) Dan April é a figuração clara do mal-amado, do indivíduo cuja existência nunca poderia, num mundo cuja hostilidade a todo o momento se manifesta a despeito das aparências, ir dar aos lugares de felicidade que se lhe antolhava merecer.
    Neste relato, ao contrário do que sucede noutras novelas policiais, não é o autor que funciona como “deus ex machina” mas sim o leitor – que assiste a tudo sem nada no entanto poder fazer. O enigma não se apresenta ante o leitor mas ante a personagem masculina, limitada pelos sentimentos que a envolvem.
    Personagem trágica, tem sem que o suspeite, do outro lado, outra trágica personagem que se desconhece enquanto tal, que não pôde ou não soube guindar-se a um patamar de salutar formulação. Por outras palavras: Danny, ser vencido de antemão, conserva contudo a pureza dos que se lançam na vida com toda a carga de boa-fé, de decência pessoal e de lealdade que confere humanidade à existência, numa mistura de coração e de razão que frequentemente acaba mal. A razão de Krassy é contudo outra e é essa razão, estranhamente – porque não caldeada pelo coração - que irá provavelmente (digamo-lo desta forma) destruir a ambos ainda que por vias dissemelhantes.
    Fábula dos desencontros? Mais lhe chamaria fábula sobre a impossibilidade de, num determinado contexto, a matéria se unir ao espírito – usando esta metáfora dos antigos alquimistas. O que é, na verdade, como os nossos tempos mostram à saciedade e esta novela confere com aprumo, arte e evidente desembaraço, muito mais vulgar do que as diversas moralidades procuram estabelecer ou escamotear…
   
  
2.      A PROPÓSITO DE EXTERMÍNIO NO 31º ANDAR

A AURORA BOREAL DE PER WAHLOO

“Porque vos ensinam eles a amá-los, se é para vos tratar assim? Porque não vos deixam eles em paz?” – William Irish

“O homem é perecível; pode ser. Mas pereçamos resistindo – e se ao fim o que nos reservam é o vazio e o nada, façamos com que isso seja uma injustiça” – Étienne de Senancour

     Há livros assustadores. Uns pelo espírito, como por exemplo o Lázaro, de Andreiev, que nos coloca de chofre e sem complacências em frente do facto de que uma vida de ressuscitado seria, afinal, tão angustiante e repugnante como a degustação de uma refeição apodrecida. Outros, pela letra, como o Drácula, de Bram Stoker, sobre o qual já se disse que só um leitor completamente destituído de sensibilidade conseguirá ler numa casa deserta e pelas horas mortas da noite.
   Outros, por seu turno – e é o caso desta “utopia negra” vazada nas luzes boreais que conformam as sociedades escandinavas – porque o que neles se encena está a acontecer paulatinamente. E não só naqueles rincões.
   O caso sucedido tempos atrás na politicamente correcta Noruega, onde os monstros particulares são produto de uma administração cuja tenaz cegueira é a prova do seu cinismo suave e perito em enterrar a cabeça na neve (e já não, como os avestruzes, na areia do deserto) para sagração de um oportunismo que finge supor que os cidadãos são um resíduo angélico para que se não vejam as partes demoníacas do seu poder governativo, mostra-o sem véus e sem disfarces.
    Nesta obra de entrecho quase linear, duma secura de estilo necessária para que a sugestão resulte, Per Wahloo (que com sua mulher Maj Sjowal deu na época a lume um belo punhado de polars bem inseridos no género, mas com um timbre de novidade que os distinguiu) segue passo a passo os sete dias duma investigação que um inspector da polícia efectua para que naquela sociedade pacífica e onde o Estado mais ou menos cordial procura que o cidadão viva sem traumas (e onde o único crime significativo e punido aliás sem muita violência expressa é a embriaguez, que entretanto se multiplica) tudo continue a ser sereno.
   Nesta sociedade o controle é exercido pela leitura: leitura de revistas e de jornais com visão positiva, onde o próprio fenómeno desportivo (fautor de paixões e frequentemente de conflitos) não recebe muita atenção a não ser a que possibilita que se possa epigrafar televisivamente o sucesso das vedetas que o integram.
   O consórcio que o domina é constituído por gente esclarecida e de “boa formação” partidária e propugnadora de uma igualdade social estabelecida de maneira amena e que até quando despede dos empregos o faz cordatamente: o indivíduo ou indivídua em causa recebe uma reforma razoável e um diploma por bons serviços, assinado por altas individualidades. E o além está muito longe…mesmo quando ao virar da esquina.
    Mas há sempre alguém que, com impetuosidade maldosa, “sem olhar à felicidade social a que se conseguiu chegar” (sic), resolve meter um pauzinho na engrenagem. Por puro sadismo (como se diz neste ocidente cristão, civilizado e culto) ou por maldoso anarquismo (como há dias disse publicamente um comandante da polícia metropolitana inglesa, que ao mesmo tempo solicitou aos cidadãos britânicos que, e cito, denunciassem os vizinhos que soubessem que perfilhavam ideias anarquistas – o que quer que isto seja…)? Ou, ainda, por impiedade, como se diz naqueles países do oriente que têm a dita de existir em teocracias?
    Alguém, portanto, usando precisamente uma folha anexa não preenchida dum desses diplomas, (uma vez que o papel é pacificamente controlado), endereçou às autoridades uma carta inquietante, sugerindo que inquietantes acontecimentos iriam dar-se. E embora as forças vivas tenham essa carta por eventual simples brincadeira, tal como uma outra insistência significante, nunca fiando – a própria brincadeira indicaria já um escabroso, quiçá injusto, desvio e Jensen - polícia compenetrado e eficiente sofrendo no entanto de um doloroso e crónico desarranjo gástrico que nem a comida cientificamente confecionada e posta à disposição dos cidadãos pelo ministério da saúde que tem a seu cargo as dietas racionais consegue tranquilizar – mergulha num universo de entrevistas e de encontros que pouco a pouco lhe patenteia os meandros do jornalismo, se jornalismo se lhe pode chamar, e da criação escrita quando a criação escrita é apenas um simulacro que ora leva ao suicídio dissimulado (ou assistido) ora à entrega a um ambiente de mundanidade, de sucesso e de notoriedade bastante semelhantes ao que usa utilizar-se nesta Europa das pátrias e, suspeito-o com alguns tremores relativos, nas sociedades alfabetizadas de outros continentes…
   Homem sério e bom profissional, ético tanto quanto as circunstâncias peculiares o permitem, nesta viagem iniciática de uma semana nem sequer negra em que a desesperança do protagonista é irmã colaça da desesperança sentida pelo leitor enquanto mergulha na naturalidade do relato, a regra da “detective novel” é subvertida, ou melhor: invertida. Os chefes que o comandam preferiam não saber e a demanda de Jensen dirige-se não à descoberta mas à ocultação. Nas sociedades racionalmente policiadas, como por exemplo a sociedade lusa, o polícia, (que funciona como Némesis justiceiro) age preferencialmente como aquele que camufla o enigma ou, dizendo ainda mais esclarecedoramente, faz com que o enigma seja uma camuflagem que garante ou sustenta o “equilíbrio” entre as classes, para que a paz e o progresso coabitem salutar e airosamente…
    No entanto, nem nestas mansões quase celestiais as coisas são como deviam ser (ou se esperava que fossem).
   Dizia António Maria Lisboa, numa frase bem respigada por Cesariny, que “Todo o acto premeditado ou todo o acto leviano tem a sua guilhotina própria”.
    A mim sempre me pareceu que ele tinha razão ao cunhar este conceito. E, se o pudesse ter lido, creio que Jensen – e muito mais os seus chefes – teriam dolorosamente entendido a verdade que assistia ao infausto poeta surrealista lusitano.
   À sua deles própria custa – mas isso seria já uma outra estória…