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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Do inovador Magalhães à filosofia em comprimidos



Texto e foto aqui:


O ex-primeiro-ministro José Sócrates confirmou ao DN que é desde o dia 1 de janeiro o presidente do Conselho Consultivo do grupo farmacêutico Octapharma para a América Latina. Segundo José Sócrates, esta é uma atividade que exerce "a par dos seus estudos em Paris"

No seguimento de uma notícia hoje divulgada no 'Correio da Manhã', a multinacional suíça esclarece que o ex-governante "foi convidado há cerca de oito meses para exercer funções" na empresa.

Funções que, adianta, "não envolvem qualquer atividade em Portugal ou qualquer atividade de âmbito comercial". Segundo a farmacêutica, Sócrates ocupa desde "o dia 1 de janeiro de 2013 o lugar de Presidente do Conselho Consultivo da Octapharma AG para a América Latina".

Quanto à deslocação de José Sócrates ao Brasil, a Octapharma refere que "foi neste quadro que participou, a pedido da empresa, numa reunião no Ministério da Saúde brasileiro". Uma atividade que, diz a empresa, "visa o aconselhamento da empresa em diversas matérias ligadas a saúde pública".

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Do intolerável





Ouvi eu, com estes que a terra há-de comer, num debate transmitido, poucos dias atrás, num dos três canais noticiosos televisivos, entre Francisco Assis, Ângelo Correia, Ribeiro e Castro e Francisco Louçã, o ex-coiso do BE afirmar, africano no europeu, algo que jamais lhe passou pela cabeça dizer anteriormente em público, no parlamento ou fora dele: que os portugueses consomem medicamentos a mais e que aquilo em que ele se opõe à política do governo é somente o facto de este retirar aos mais humilhados e oprimidos a possibilidade de tomarem aqueles de que necessitam.

Gostaria de haver anotado tudo aquilo que, de há dois meses para cá, fui apanhando da boca de políticos e jornalistas deste país, que dão bem a medida dos “políticos” e “jornalistas” que dominam o “país”. Não tive tempo para isso e muito menos para o deixar aqui registado.

Mas ontem, quando os órgãos de “comunicação” amplificaram o babujar de Mário Soares que, qual malandro sul-americano ou padrinho mafiento, sugere, por acção de interposto povo indignado, a eventualidade de uma futura-próxima ameaça à integridade física do primeiro-ministro, julgo que não restam a ninguém quaisquer dúvidas sobre a natureza e a qualidade dos vermes que refocilam na lixeira que criaram e que se dispõem a proteger o seu habitat contra qualquer tentativa de alterar o ambiente que lhes serve e os serve.

E que, afinal, não preciso de dizer mais.

sábado, 3 de novembro de 2012

"Gente fixe"

(foto obtida aqui)

Ainda Alberto Gonçalves, no DN:

Um daqueles grupinhos que passam a vida a brincar no Facebook e se queixam do desemprego instigou os adeptos da bola a entoarem Grândola, Vila Morena durante o jogo Portugal-Irlanda do Norte. Em prol do efeito cénico, a cantoria deveria acontecer aos 20 minutos e 12 segundos da partida (2012, percebem?) e, segundo os preponentes, visava exibir a "senha que nos uniu em lutas passadas", já que "ombro a ombro sabemos que outro caminho é possível e que iremos percorrê-lo". Bonito. Infelizmente, absurdo e pouco produtivo.

Por um lado, não se percebe porque é que se protestam salários mínimos de 500 euros e em simultâneo se recorre ao reportório do falecido "Zeca" Afonso, intérprete e autor inspirado por modelos de sociedade onde um trabalhador mataria a mãe a troco de um salário assim. Por outro lado, com a desertificação do Interior, a Grândola perdeu pertinência: quantos portugueses se estendem à sombra das azinheiras? Por fim, não se admite confiar tamanha responsabilidade a espectadores de futebol, os quais fatalmente se distraíram a contemplar linhas de passe e, aos 20.12 m, nem um pio se ouviu no estádio do Dragão. Não houve senha. Não houve luta. Não houve união. Não houve caminho alternativo. E, rezam as crónicas, até a selecção se arrastou no relvado.

Em matéria de resistência, nada como deixar o assunto ao cuidado das figuras da cultura. Em Portugal, "figura da cultura" significa algum indivíduo que alguma vez tenha recebido algum subsídio para produzir alguma coisa por que cidadão algum se interessa. São, pois, muitas figuras. Foram, pelo menos, as suficientes para compor as manifestações de sábado passado, ainda que, fora do Porto e de Lisboa, certas manifestações tivessem tanto público quanto os espectáculos regulares de muitas das figuras em causa.

O essencial, porém, é que tudo correu conforme o esperado. Na Praça de Espanha, Maria do Céu Guerra declamou aquilo que no Terceiro Mundo passa por poesia ("O que é preciso é gente/gente com dente/gente que tenha dente/que mostre o dente//Gente que não seja decente/nem docente/ /nem docemente/nem delicodocemente"). Uma menina que não conheço leu uma glosa do Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros (se não há um comunista à mão, arranja-se um "fascista": a "cultura" só não venera democratas). O marido de uma apresentadora de variedades que aufere 24 mil euros mensais na RTP desfilou preocupado com a pobreza. Os Deolinda tocaram Parva Que Sou. E principalmente brindou-se a multidão com a nova preciosidade saída da cabeça de Carlos Mendes: A Cultura Não Se Troi-ka, que serviu de hino e cartilha ideológica das festividades.

Por mim, levo sempre a sério um movimento fundamentado no pensamento filosófico do cançonetista que nos legou Siripipi de Benguela. Eis a filosofia: "Disparamos uma bala de ternura defendendo a cultura portuguesa/e outra bala mais acesa e mais dura contra a troika vai dizer não à tristeza." E o refrão acrescenta: "Somos mais gente fixe a dizer esta troika que se lixe." Por azar, nem o sr. Mendes nem a gente fixe em geral explica o que julgam restar do país depois de lixada a troika. Talvez imaginem uma folia permanente, na qual uma minoria convencida do seu esclarecimento usa o dinheiro da ralé para obter os privilégios que a ralé não alcança e não compreende. Ou seja, o costume. Não admira que a "cultura" à portuguesa viva agarrada ao Estado: no fundo, são igualzinhos.

(imagem obtida aqui)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Das devidas ilações à portuguesa


Foto obtida aqui

António Costa disse, em entrevista a Judite de Sousa, que não teria competência para ser guarda-redes do Benfica, mas que teria as suficientes para ser secretário-geral do PS.

Estaria ele a criticar subtilmente Jorge Jesus? Ou a direcção do Benfica? Ou a minimizar as competências exigidas à liderança do seu partido? Ou a dar a entender que os socialistas devem adoptar uma táctica defensiva? Ou o Benfica?

Olha, que se lixe!