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terça-feira, 26 de março de 2013

Dias Loureiro e a bandalheira na guerra das audiências



Ouvindo a Verdade na Rádio Moscovo


É a minha vez de transcrever uma apreciação deixada na caixa de comentários do post anterior do José Gonsalo:


Noticiou ontem o Correio da Manhã que a administração da RTP endereçara também um convite, para ser comentador, a DIAS LOUREIRO.


Este senhor é neste momento um dos arguidos do infame caso BPN e, até ser julgado e talvez condenado, goza do estatuto de inocente. Foi também o célebre ministro do Interior de Cavaco, tendo-se especializado numa gerência musculada, como usa dizer-se liricamente.



Infere-se pois que a dita administração da RTP (estação televisiva cujas audiências são neste momento as mais baixas do ranking) estará eventualmente apostada num violento esforço de melhorar as quotas através do alegado sensacionalismo de cariz que não classificamos.



A contratação do filósofo proto-parisiense não terá portanto sido ditada por um amor estrénuo à liberdade de expressão, como os seus bosses pretendem mentalizar, mas por algo que andará a meio caminho entre o puro oportunismo e a falta de capacidade de erguer uma tv verdadeiramente de serviço público.



Ou jogada política e das rombas. E o resto... será conversa?

Rodrigo de Menezes

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Do intolerável





Ouvi eu, com estes que a terra há-de comer, num debate transmitido, poucos dias atrás, num dos três canais noticiosos televisivos, entre Francisco Assis, Ângelo Correia, Ribeiro e Castro e Francisco Louçã, o ex-coiso do BE afirmar, africano no europeu, algo que jamais lhe passou pela cabeça dizer anteriormente em público, no parlamento ou fora dele: que os portugueses consomem medicamentos a mais e que aquilo em que ele se opõe à política do governo é somente o facto de este retirar aos mais humilhados e oprimidos a possibilidade de tomarem aqueles de que necessitam.

Gostaria de haver anotado tudo aquilo que, de há dois meses para cá, fui apanhando da boca de políticos e jornalistas deste país, que dão bem a medida dos “políticos” e “jornalistas” que dominam o “país”. Não tive tempo para isso e muito menos para o deixar aqui registado.

Mas ontem, quando os órgãos de “comunicação” amplificaram o babujar de Mário Soares que, qual malandro sul-americano ou padrinho mafiento, sugere, por acção de interposto povo indignado, a eventualidade de uma futura-próxima ameaça à integridade física do primeiro-ministro, julgo que não restam a ninguém quaisquer dúvidas sobre a natureza e a qualidade dos vermes que refocilam na lixeira que criaram e que se dispõem a proteger o seu habitat contra qualquer tentativa de alterar o ambiente que lhes serve e os serve.

E que, afinal, não preciso de dizer mais.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Isto está cada vez mais divertido!


Acabámos de saber, pelos telejornais, que duas procuradoras do Ministério Público foram expulsas por, desde 2005, terem passado informação confidencial sobre 450 pessoas  - entre as quais juízes, magistrados e dirigentes da PJ -  a um amante. O homem fazia-se passar por coordenador da Interpol, embora, na verdade, se tratasse de um foragido, evadido da cadeia em 2003. Foi apresentado por uma delas à outra, com a qual passou a manter relações íntimas, sendo esta quem acabou por revelar o caso aos seus superiores hierárquicos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Do Estado e do crime




Confrades e amigos/as

  Num "órgão de informação", que por higiene mínima não identificarei, um caramelo sugeriu que eu - ultimamente, que ando e andarei em tratos literários, em Espanha brevemente e, depois, em França - com egoísmo já não me importava com o que se passa no real quotidiano societário. Estaria pois a render-me ao desinteresse pela cidadania.

 Não é verdade.

 O que se passa é que tenho andado ocupado com a feitura de dois discursos e outras "intervenções espontâneas" (risos)para responder a futuras entrevistas e nisso sou muito cuidadoso, pois gosto de dar ao leitor, ao público por extenso, o melhor e mais digno do pouco que sei.

 Mas para acabar definitivamente com algumas ideias relativamente desadequadas, vou tomar posição neste momento em que se iniciou a corrida descendente para a governação social-democrata (e só se podem queixar deles mesmos):


O governo luso actual, que ganhou as eleições opondo-se ao do díscolo parisiense, todavia a seguir mentiu ao povo português e agrediu-o nos seus direitos constitucionais, forçando-o através do arbítrio que protege ricos e fundações e desanca pecuniariamente reformados.

"Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública." - Direito de resistência, Art.21 da Constituição da República.

  As declarações, sensatas e claras, dum dos representantes dos polícias, que referiu que o governo tem tentado arteiramente usá-los contra o povo manifestante legal, não deixa margem para dúvidas. 

Assim sendo, o povo tem o direito de insurreição ante esta gerência que se colocou fora da lei. Devemos pois preparar-nos para essa eventualidade, amarga mas legítima!

 Todavia, isso não passa por ataques armados a ministros ou sedes de partidos políticos. Ninguém, que eu saiba, propôs até hoje tal insensatez. Ninguém tanto quanto sei sugeriu, como se está a fazer em Espanha e França, que as moradas de magistrados pervertidos ou colaboracionistas dos turiferátrios oficiais sejam postas em agenda, para na altura própria se lhes "apresentar cumprimentos". Nem ninguém aventou a ideia de se vigiarem atentamente assessores potencialmente abusadores ou corruptos para se lhes "apertar a mão..." quando rebentar a "bernarda". Ou que deputados dos que o dr. Paulo Morais, presidente do Observatório Anti-Corrupção, classificou como "vendilhões relapsos" pois fazem da Assembleia da República verdadeiro coio de ilegalistas, sejam sumariamente pendurados nas árvores da Avenida da Liberdade, a exemplo do que sucedeu a 5 delegados do ministério público italiano, mancomunados com a Mafia, no decorrer da operação Mãos Limpas.



 Insurreição significa algo bem diferente!

 Significa a contestação, através da presença nas ruas e em todo o lado onde isso legitimamente se possa exercer, dos cidadãos usando do seu direito inalienável de ser gente contra os abusos à pala da governação. E que não é passível de negociação, mesmo num País onde vigora uma "sociedade criminal" (ou seja, como eu referi e perdoem-me se me cito, no meu "O crime e a sociedade", aquela onde o crime é consentido pelos esteios do Estado quando não por ele incrementado, como entre nós se verifica).

  Neste momento, o que vem na sequência da governança do denominado popularmente "Pinóquio", a Nação lusa já não é uma Democracia real ou por extenso, mas um Estado cripto-fascista devido aos actos de políticos e seus manteúdos (utilizantes do sistema judicial, que bloqueiam a justiça mediante a colocação, em locais estratégicos, de apaniguados ou áulicos estipendiados moral e materialmente), membros das polícias secretas - que não visam a defesa da Nação mas dos que a usam como uma coutada - e correlegionários partidários, verdadeiros homens-de-mão dos que tripudiam sobre a pátria lusa a seu bel-prazer.

 Estes homens, que agora parece tiraram definitivamente a máscara, não são economicistas ou tecnocratas! São, isso sim, verdadeiros apaniguados que tentam tapar o estado ruinoso a que os seus capangas, quando não eles mesmos em parte, levaram Portugal.

  O estado a que se chegou não é culpa da população, o que eles tentam injectar através de uma insidiosa, mentirosa e cínica propaganda.

  O povo comete erros. É ingénuo, por vezes mesmo desleixado. Mas não é globalmente criminal, tanto mais que numa "democracia aproximativa" não tem tido, geralmente, senão que ratificar eleições ratonas! Manipulado pela incultura induzida, pala futebolite, pelas telenovelices e pela beatice dos "parlapatões tonsurados", como dizia Eça, muito tem ele tolerado.

 Num país menos pacífico já teriam rolado cabeças. E não falo por simbolicamente...!

  Quando um Constâncio, que não conseguiu perceber que nos bancos algo de apodrecido estava a dar-se, vem "dar sentenças" e conselhos de comadrinha; quando um Vítor Gaspar de discurso roboticamente sincopado vem tentar convencer-nos de que o amarelo é azul e o verde castanho às pintinhas; quando outros cavalheiros tentam fazer passar a ideia de que para salvar a nação é necessário ficarmos sem calças, sem camisa e, se calhar, sem cuecas (passe a justa ironia) - é tempo de dizer BASTA, tendes de mudar de rumo!

  Temo-lo sugerido a bem. Seria grave que nos obrigassem a DIZÊ-LO A MAL! Depois não se queixem.

  Viva Portugal!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

DOS COSTUMES DOS GIRINOS


   
  Nicolau Saião, Dos costumes dos girinos


     Eu, que me tenho lembrado de tanta coisa, nunca me lembrei de escrever sobre as denominadas “secretas”. Por medo, por receio, por timidez, porque sou português e, ainda por cima, alentejano – o que me faz ser um quase inerme ainda que não inerte? Não o sei.

    Só posso, digamos, conjecturar.

    Talvez seja por doçura de maneiras. Por esta ternura, muito minha, que tenho pelas coisas do Estado, que é como se sabe geralmente – e eu sei muito particularmente – uma entidade que nos merece o maior respeito e até mesmo um pouco de carinho. E de admiração.

   Dir-me-á, talvez, do lado algum leitor mais arguto, ou malandreco:” O amigo deve estar a brincar…! É aquele seu senso de humor, entre o amargo, o doce, o cruel e o amigável, não é?”. E olhará para mim com um timbre algo jocoso posto que fraternal.

   Juro que não.



   É que tenho pelo Estado luso, mormente o que se abrilhanta entre nós com os operadores que o enformam, uma enorme admiração. E não só pela sua intrínseca…sobriedade.

   De facto, enquanto Estados estrangeiros andam enfronhados em casos tenebrosos (ministros, primeiros-ministros e até presidentes protagonistas de putanhices, fraudes e patifarias de alto coturno), por cá humildemente andam metidos apenas em coisinhas como “sugerirem” ou “destaparem” que uma namora com um da esquerdalha mais agitada. Ou que outro apanhava detalhes de que um truta tinha amigos, meio-amigos ou inimigos – coisa que toda a gente sabe e é pois um “segredo de Polichinelo”.




   Onde, em certos países, há assassinatos e matanças bravas para se taparem segredos e conluios, por cá há alfenins que guardavam mails e sms como se fôssem entradas diarísticas…

  Como não ter pois um certo olhar de terna indulgência para com estes…arcanjos?




(imagem obtida aqui)

  Ontem chegou-me um mail, do nosso Nuno Rebocho, que confirma à puridade, creio, esta característica patriarcal, caseira – em jeito de coisinhas de opereta - de gente da nossa terra. E que vos dou a seguir.

 … E espero que nenhum leitor, lembrando-se de repente, numa súbita iluminação, solte do lado a frase de Brassens, que reza: “Olha meu filho, lembra-te disto: (e agora, para manter o sabor, vai no original) les plus grands cons sont les petits cons!”.

   A ser verdade, isso é que me deixaria a tremer…

  Tenho pensado no charivari que vai por aí no caso das Secretas. Mas ninguém se preocupou quando, há alguns anos, quando foram "formados" os primeiros secretas, tiveram logo como teste a Comunicação Social.



   Caíram na Rua Augusta, no "Século" - era o primeiro e elucidativo ensaio.   
   Deram nas vistas e foram fotografados. Eu era então subchefe de redacção e fui avisado de movimentos muito suspeitos; sujeitos que estavam sentados nas esquinas, a controlar as portas de entrada, anotando entradas e saídas. Mandei-os fotografar, o que foi feito. E depois, interpelá-los.
   Foi uma bronca das antigas. Telefonaram a correr ao director (Jaime Nogueira Pinto), pedindo desculpas de tudo isto e explicaram que era uma espécie de exame final das "secretas". O caso foi abafado, e não devia ter sido: como teste era perigoso... O Jaime deve lembrar-se disto. Se como teste se "lembraram" da CS, como ficar espantado com o "Público" e o "Expresso" agora (Só estes?).

Nuno Rebocho



domingo, 17 de junho de 2012

Pequeno mostruário para vampiros (6)




Do horror luso-nético nas suas obras vivas…

  Uns estão no ramo da diplomacia, outros no do professorado. Ainda outros e outras, prevalecem-se no meio-termo que é qualquer coisa pública, assessorias e jornalismos de meia-mantença. Ou de mantença completa. Propagam-se, como as orquídeas do deserto, digamos. Ou os malmequeres da estepe. E têm blogues e escrevem blogues e entesouram blogues. Não se masturbam, fornicam entre eles as frases com que se entesoam. Que andaram quase todos na mesma faculdade, a da notoriedade obrigada a mote.

   São gente fina e reivindicam-se gastrónomos. Ou dizem-se. Ou apelam-se. Comem do bom e bebem do fino. Quando acaso comem, banqueteiam-se e fotografam-se porque nunca perceberam que, como dizia Beau Brummel, “se tiveres necessidade de dizeres quem és, não és ninguém”. Vestem bem se lhes apetece e mal se lhes quadra. São solidários, dessolidários, inteligentes ou encenadamente estúpidos. Porque isso é belo lá entre eles. Ou outra palavra qualquer, porque o seu signo é a crueldade e o desdém que disso parte. Sem saberem, acederam à maior santidade, a da distracção no meio da lama. Por isso, de vez em quando vão de ventas à torneira.

  Para terem um bocadinho de sonho? Creio que nem isso. Usam a cara como se usa a petulância de um sorriso sardónico. Ou a sobranceria ratona de um pulidovalentismo de opereta. São portugueses portuguesas até à medula, mas só nos fundilhos. De esquerda ou de direita tanto faz, isso é apenas um detalhe inócuo. Mas que os ajuda a fingir que são de fora, como aquela pedante loira e depois morena e depois loira televisivamente que escrevendo como se escreve nos croniquentos jornalitos de cá se sentia redactora de grande semanário americano. Para se compensar de ser uma criada de políticos ratoneiros? Muito provavelmente. Velhacazita como um abutre com cio? Tão natural como a sua sede de urubu. De urubua. Pois o céu está-lhes prometido, a ela e aos seus parceiros de charneca.




  São da bela rapaziada. Decididos mas frascários. Canalhas mas vencedores. E se vencidos por qualquer razão, ficarão sempre na mó de cima. É da sua condição de classe média alta. Ou de fidalgotes que como a pescadinha antes de o ser já o era. Ainda que republicanos.

  Espertíssimos, mas o país que controlam jamais passou da cepa torta. Talentosos, mas o sarro nunca o tiraram das esquinas e das paredes da pátria. Quando rebentam, quando estoiram (não morrem, fundem-se, esta gente não é digna de morrer) imortalizam-se na conversa rôta dos seus pares.

   Nunca escrevem nada de permanente, de sóbrio, de fundacional e sincero. E da emoção apenas sabem a lágrima fácil. Que pode ser arroto. Ou peido. Mas nunca grito desgarrador e comovente.

  Pululam nos espaços interactivos. Unem-se em irmandades informais e em cooptações estarrecedoras. Ou afectuosas. Lusitanamente doloridos, mas no fundo do poço da alma, trazem nela a marca, o ferrete da hipocrisia mansa e do cinismo de bom tom.

  Nunca serão fuzilados num terreiro. Nem pendurados num carvalho da Califórnia. Nem empalados num zimbreiro da Transilvânia.

  Quase eternos, omnipresentes como piolhos por costura, nunca nos veremos livres deles.

  São a garantia da raça. E têm opiniões. Autónomos na sua infâmia civilizada e moderna, durarão até ao fim dos séculos. Ou mesmo um poucochinho mais.

   Mas nem dão nem darão p’ra tabaco.  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lisboa, o filme




Fotografia tirada pelo próprio Fonseca e Costa aos ferimentos provocados pelos assaltantes (Foto: DR)

O cineasta José Fonseca e Costa foi vítima de um assalto violento com tentativa de degolação numa rua do Bairro Alto, em Lisboa, quando se dirigia para o prédio onde mora, na madrugada de domingo.

O cineasta conta que “pouco passava da meia-noite” quando foi abordado a cerca de cem metros da sua casa na Rua Nova do Loureiro, por um homem que lhe encostou uma navalha à garganta. 

“Depois de um golpe de gravata feito com mão de mestre”, foi “atirado ao chão e pontapeado sem dó nem piedade”, descreve Fonseca e Costa, num texto de opinião enviado ao PÚBLICO e que será publicado na edição impressa e na edição exclusiva para assinantes de terça-feira.

A violência do assalto foi tal que o cineasta de 78 anos teve de ser assistido no Hospital de S. José, onde recebeu tratamentos a um corte feito na zona do pescoço. No domingo à tarde estava já em casa.

Falando de uma tentativa de “homicídio frustrado” , Fonseca e Costa culpa a Câmara de Lisboa pela insegurança que se vive naquela zona da cidade, que está transformada “numa lixeira, com ruas sujas, escusas e escuras que são uma tentação para os criminosos”. O cineasta lamenta ainda a ausência da Polícia Municipal na rua onde mora, que está “abandonada e triste”. 

Segundo o jornal i, os autores do assalto, um casal, foram já detidos pela PSP. Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP confirmou a este jornal que o assalto terá sido perpetrado “com o recurso à força física”.