quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Elogio do cretino




Devo dizer
que gosto de cretinos. Não, garanto que não é por piedade
mas por apreço convicto. Talvez com uma pontinha de malícia
mas sem acinte nem ferrete. Uma (como dizer?) maneira
de tímida ternura.
Afinal - não é verdade?- o cretino
é uma espécie humanóide altamente meritória
e multifacetada: vive connosco à mão de semear, conhecemo-lo
das ruas, vemo-lo
na TV, lemo-lo nos jornais… Ele acompanhou sempre
nos mais expressos lugares
a rude humanidade
desde o fundo dos tempos, desde os primórdios
da vida. À roda da fogueira
lá nas épocas longínquas do período quaternário
quando ainda não havia cretinices modernas ( televisão, rádio
parlamento…) podeis crer que já havia, embora hirsuto
um ou outro cretinus sapiens. E pelos tempos fora
na idade dos ancestros da pré-história
que seria dos inícios adequados
da social organização
sem um par de cretinos a adorná-la?

Seja na arte ou na literatura
nos ramos do saber que o mundo louva
ou demais regras e ofícios
como poderiam os cretinos dispensar-se?  Cretino foi, ao acaso
o tolo do Caim, ou o pobre do Job
ou – na quadra das letras – o bom do Pinheiro Chagas
que teve a parvoíce de ser contemporâneo
do Eça magricelas.
E nos domínios vicejantes da pintura
o tremendo Bouguereau, que dizia de Cézanne
que este só fazia borradelas.
Ou nos salões do espírito
sagrado
o magistral Bossuet, a águia de Mons
que Deus tenha bem guardado.
Enfim, nobres exemplos
de douta cretinice. Pois o cretino é plural
e em todo o lado sabe imiscuir-se.

(Aqui um aparte
para os estudiosos de gabinete: não deve confundir-se
o propriamente cretino, cretinus boçalis,  com o pedaço-de-asno
que, sendo semelhante – a olhares  sem estética – claramente
pertence
a outra espécie cinegética).

Na boa sociedade, naquilo a que se chama
a melhor sociedade, a tal que se pauta por livros de etiqueta
escritos em geral por excelentes senhoras – às vezes
excelentes cretinas –
o patarata é um valor seguro: já pensaram
que seria das páginas sociais de afidalgados
ou mesmo só de notáveis burgueses agregados
sem um ror de cretinos e cretinas interessados
em lhes saber da folha, em lhes saber dos fados?

A vida sem cretinos
é como um lar sem pão, teatro sem enredo, jardim
sem flores ou passarinhos (olha que imagem cretina!),
como dizem as poetisas de arrabalde
com vaporosa graça
quase divina.

Numa recepção de Estado, no salão duma autarquia,
numa cerimónia de homenagem a um
que nada fez mas morreu tarde
ou demasiado cedo, co’os diabos do talento
seja na capital ou na feliz província
a presença de cretinos é uma jóia sem preço:
são os que convictamente
mais aplaudem, sem maldade
nem cálculo traiçoeiro
ou gritam apoiado
criando felicidade
no elenco inteiro
ou mais valia, nas forças vivas da cidade.
(E em geral,
por ironia do destino
o orador habitual
é que costuma ser,  por sinal
o maior cretino!)

Sim. Gosto de palonços. Ei-los que desfilam: na política,
no professorado
na res publica (que, como se sabe, significa coisa pública
– dou o esclarecimento
não esteja algum cretino a ler-me) o palonço
é fundamental.
Quem diz palonço diz palonça (explico já
não vá
alguma feminista cretina
pensar que o meu poema a discrimina).
A cretinice pura
é algo de adorável como tudo o que é puro:
um puro mel, um puro amor, uma pura
doidice, uma pura miséria…

Mas para que o cretino seja esplêndido
necessita de ambiente a condizer: bons ares e boas águas, está claro
mas também uma família recheada de atenções e de cuidados,
ao velho estilo patriarcal, cultivando modelarmente
os sãos e pacientes
cretinos valores.
Não precisa, todavia
de ser fundamentalista praticante
desses conceitos sem jaça: ele há tanto cretino oriundo
de meios inconvencionais! Como o cacto, o cretino
adapta-se a qualquer terreno, por mais adusto que seja!

Façamos-lhe justiça: o cretino, digamos, é como
um livro aberto - o que ali está
não engana. Por isso tantos cretinos, por serem senhores
graves e concentrados
até chegam a ministros,
a assessores,
a deputados.
(Também sucede que alguns
no entanto
nunca passam de criados…).

O cretino estimula as próprias artes, as próprias letras. Até a filosofia!
Lembremos
as expressões  fenomenal cretino, cretino piramidal, cretino apimentado,
cretino até dizer basta. Enfim, altos jogos verbais como
tudo o que o humano engenho inventa. Já houve quem dissesse
que ele é como as castanhas: nem sempre
as maiores são as mais saborosas!

Os cretinos rurais…
Os cretinos citadinos…
Os cretinos intermédios
sociais, profissionais…
Os viandantes cretinos…

Enfim, não divaguemos!

Vou, então, terminar.
Meter um ponto final
antes que, impaciente
o leitor inteligente
me apode gentilmente
de redundante ou, até,
de chatarrão

- espécie de parente
maganão
que também merece versos!

- Estás à procura de quê? - Não sei ... o meu capitão só me mandou procurar!

É muito interessante assistir a este espernear da justiça relativamente ao "desaparecimento" de documentos sobre a aquisição de submarinos no Ministério da Defesa.

Há perguntas que não podem deixar se ser feitas aos fiteiros:

1 - Demoraram meia dúzia de anos a dar a alarme?

2 - Estiveram a dormir este tempo todo ou precisavam justificar o banzé de um processo que não leva a coisa nenhuma?

3 - Fizeram desaparecer a papelada para poderem deixar uma acusação eternamente no ar?

4 - Não sabem mesmo onde pode ser encontrada a papelada?

....

Já agora, coisas giras sobre as quais a esquerdalha indignácara barafustou mas que 'parece', entretanto, ter-se esquecido:
Francisco Louçã "sugeriu" à Justiça que "procure nas 61 mil fotocópias" que Paulo Portas "levou para casa" quando abandonou a pasta da Defesa o contrato dos dois submarinos comprados à Alemanha durante o Governo PSD/CDS-PP. 
Já perceberam porque respondeu Paulo Portas, com aquele sorriso maroto, que estava de férias? Já perceberam porque não insistiram os "jornalistas", limitando-se ao frete 'do que parece mas não é'?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Há muito tempo que não me ria tanto!



Foi hoje, há bocado, num telejornal. Quando Jerónimo de Sousa, a propósito de qualquer coisa relativa a Passos Coelho articulou, gaguejou, tartamudeou, proclamou: "... hmm... porque... hmmm... mais depressa se apanha um mentiroso... hmmm... do que um homem com uma deficiência numa perna!"

Fico agora à espera de que o secretário-geral do PCP e os restantes, por assim dizer, responsáveis políticos nacionais venham a referir-se ao Corcunda de Notre-Dame. É que será de não perder! Afinal, a vida anda tão chata, que só estes momentos nos impedem o suicídio.

sábado, 11 de agosto de 2012

É fundamental ler-se ficção científica

Será que entrámos no Reich da austeridade para mil anos?

Via O Insurgente:

Os pais de Juan Moreno nasceram na Andaluzia e emigraram para a Alemanha. Hoje ele é jornalista da Der Spiegel e este Verão resolveu percorrer de novo as estradas que a sua família fazia quando ia de férias à aldeia natal. O resultado é uma reportagem arrepiante que diz mais sobre o actual estado da Europa do que a entrevista de Mario Monti à mesma revista alemã. Moreno encontrou de tudo, desde a melhor auto-estrada em que jamais circulou – mas com poucos carros – a um aeroporto que nunca chegou a funcionar. Cruzou-se com gente que nunca se endividou para além do razoável, e com gente que viverá com dívidas colossais o resto da vida. Encontrou-se com quem ocupara um pequeno apartamento em desespero e com trabalhadores rurais que nunca se deslumbraram com o boom económico. Tudo para no fim concluir, com bom senso, que não basta “introduzir uma moeda forte, construir dezenas de aeroportos, linhas férreas e campos de golfe, e ter um Audi A6 em cada garagem” para alcançar a prosperidade.

O que é interessante e diferente na reportagem de Juan Moreno para a Spiegel é que ele combina um imenso carinho pelo seu povo com a percepção de que a euforia dos anos do boom foi uma doença partilhada por todos – políticos, banqueiros e cidadãos. “A bolha imobiliária, o dinheiro barato e a euforia seduziram os espanhóis, não porque sejam maus ou preguiçosos, mas porque são simplesmente seres humanos”, escreveu a concluir. Seja lá como for, aprenderam que a prosperidade “à europeia” não está ao virar da esquina e não há outra forma de a alcançar senão com trabalho, persistência e paciência.

Para muitos cidadãos do Sul da Europa, não é fácil aceitar esta realidade depois de tantos anos de ilusão. Trocar o Audi ou o BMW por um utilitário, vender a casa de fim-de-semana, fazer férias mais económicas, desistir da assinatura de um canal Premium de televisão, tudo surge como uma intolerável austeridade. Um caminhar para trás. Em Portugal, como tem escrito repetidamente Vasco Pulido Valente, “o que nos rói é o “atraso”, a “distância” que aumenta e nos separa da “civilização”". Ou seja, da Europa rica do Norte. O mesmo que “rói” os andaluzes entrevistados por Moreno. É um mal antigo que mesmo políticos com vocação de prestidigitadores não fizeram desaparecer, antes agravaram.

O intervalo de Agosto é boa altura para ganharmos distância e abandonarmos as ilusões. O dinheiro barato que alimentou o nosso nível de vida nos últimos dez, quinze anos não desapareceu por causa da ganância dos banqueiros, da maldade dos alemães ou da fuga para offshores. Desapareceu porque a crise financeira de há cinco anos acabou com a ilusão do dinheiro eterno, do dinheiro que havia sempre, do dinheiro que se inventava através de esquemas audaciosos para alimentar bolhas imobiliárias (e não só) um pouco por toda a parte. E também para alimentar a voracidade de políticos empenhados em deixar obra e conseguir a reeleição.

Quando essa ilusão explodiu há exactamente cinco anos, com a declaração de crise num primeiro banco, o Northern Rock, o mundo percebeu que tinha mudado. Ou começou a perceber. E não tinha mudado apenas por causa da que viria a ser conhecida como a “crise do subprime”. Aquilo a que assistíamos era à mais colossal transferência de poder económico desde os processos de descolonização. Para quem já se tenha esquecido, basta recordar que há pouco mais de dez anos uma das bandeiras da esquerda mundial era a do perdão da dívida ao “Terceiro Mundo”, e hoje uma das suas reivindicações é que seja o “Primeiro Mundo” a não pagar as suas dívidas, boa parte delas a países que antes víamos como devedores crónicos. Há dez anos, ouvíamos críticas à globalização porque empobrecia os países do Sul; hoje ouvimos críticas à globalização porque está a abalar o estado de bem-estar dos países do Norte.

O mundo está, de certa forma, de pernas para o ar. Antes o Norte emprestava ao Sul para este lhe comprar bens de equipamento. Hoje o Sul empresta ao Norte para este lhe comprar bens de consumo. O “milagre económico” do Norte transferiu-se para o Sul. Só na última década (dados do Banco Mundial), a riqueza por habitante da China aumentou 138%, a da Índia 76% e a do Brasil 28%. Em Portugal, desceu um por cento. Na zona euro, tal como nos Estados Unidos, cresceu apenas seis por cento. Mas na Alemanha foi de 12% e na Suécia (país que não aderiu ao euro) o salto foi de 17%. Entretanto, se há dez anos a economia americana era sete vezes maior do que a chinesa, em 2011 já só era cerca de três vezes maior. Durante décadas, o estado de bem-estar europeu alimentou-se de crescimento económico e de uma demografia favorável. Hoje temos uma demografia desfavorável e o crescimento económico está como está – e está assim desde antes da austeridade, não nos iludamos. O desequilíbrio tornou-se inevitável e a única forma que os governos tiveram para lhe responder foi contraírem dívidas e mais dívidas. Foi esse ciclo de endividamento sem fim que terminou em Agosto de 2007. Hoje sabemos que não voltará a haver dinheiro fácil – resta saber se voltará a haver crescimento.

Na Europa, e não só em Portugal, as perspectivas não são animadoras. O nosso sistema educativo, sobretudo nos escalões de elite, está claramente a perder para os Estados Unidos. O mesmo se passa no domínio da investigação científica (basta ver como a indústria farmacêutica migrou do Velho para o Novo Continente). Não temos a mesma capacidade de inovação. Nem de empreendedorismo. Nem de integrar imigrantes.

Tudo isto já seria mau, mas há ainda outros factores que agravam a situação. Um deles é o medo da mudança e de tudo o que é novo. A Europa é um continente assustado onde impera o “princípio da precaução”. Os organismos geneticamente modificados estão a revolucionar a agricultura mundial, mas não a europeia. Os Estados Unidos estão a passar por uma revolução energética que lhes possibilitará a autonomia face às petromonarquias do Golfo através da exploração do gás que existe dissolvido em certas rochas (shale gas), mas na Europa o tema é quase tabu por razões legais e regulatórias. Recentemente, um alto responsável da União Europeia confessou-me mesmo que o melhor era não legislar já por receio de que as leis viessem a sair demasiado restritivas. A Europa passa também a vida a falar de inovação e a dificultar a vida a todos os produtos inovadores.

É por tudo isso que desconfio que a austeridade que tanto criticamos tenha vindo para ficar. Durante muitos milénios, quase não houve qualquer progresso nos níveis de vida das populações. Depois, de repente, deu-se a explosão propiciada pela revolução industrial. Nos 150 anos que terminaram na viragem do milénio, o rendimento per capita na Europa Ocidental foi multiplicado por dez. Desde essa altura estagnou. E estagnar, em tempos de envelhecimento da população, é sinónimo de diminuir.

O que hoje vemos passar-se na Europa, sobretudo na Europa do Sul, é uma retracção assustada que só agravará a decadência relativa. Faz lembrar a retracção da China no século XIV, quando resolveu proteger-se do exterior para preservar a sua riqueza e civilização, então as maiores do Mundo. Sabemos o que lhe aconteceu a seguir.

O que mudou no mundo e torna a vida difícil à Europa não tem nada a ver com a Alemanha (apesar de tudo, um dos países que melhor souberam reagir) ou com a falta de lideranças europeias. É maior, mais complexo e tem raízes mais antigas. E se esta decadência relativa nos condena a uma austeridade eterna, ela não é fruto de nenhum novo Reich milenar. Quem quiser continuar a ignorar tudo isto continuará a viver na mesma ilusão de que tudo se resolve com o dinheiro que há sempre, a mesma que atirou para o desespero actual alguns dos conterrâneos que Juan Moreno reencontrou no seu regresso à Andaluzia natal.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Coisas do arco da velha?

Porque é que o governo não age para fazer que as “lojas” e restaurantes chineses paguem IRC como todas as empresas portuguesas?
Alguém sabe pormenores relativamente a este assunto?

Thomas Sowell - The Quest For Cosmic Justice

There are two conflicting concepts of justice. One is unattainable. (1999 - Harvard Club, NY)


Minuto 12:23 -  [Minha tradução livre] - "De alguma forma, as pessoas que são apanhadas pela visão da justiça cósmica, são também vítimas porque após terem demonizado outras pessoas eles vêe-se impedidos de voltar à estaca zero e reexaminar as evidências e descobrir se aquilo que defenderam produziu o resultado que pretendiam ou outros, totalmente diferentes. Ficam fechados dentro da sua visão por haver demasiado em jogo que lhes permita pensar em algo diferente."

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Urgente: baixar idade mínima de trabalhar para 14 anos

Baptismos e padralhada jornaleira esquerdalha em geral

Via Lisboa - Tel Aviv, "Jovens" e "Comerciantes":
Pois bem, os jornalistas - grupo particularmente tocado pela iliteracia - passaram a referir-se aos pretos como "jovens" e aos ciganos como "comerciantes". 

You Didn't Build That

Eu não consigo ver em que difere a postura de Obama da de um vigarista ....

Arauto

No Fiel Inimigo:

Robert Studley Forrest Hughes, 1938-2012

California - Afterburner with Bill Whittle: Going Out of Business!

John Stossel - Better Ideas In Education

Drawing back the Financial Iron Curtain to a Beautiful Anarchy w/Jeffrey Tucker!

John Stossel - Where The Jobs Are - O problema do ensino profissional e técnico-profissional.

Thomas Sowell - Our Intellectual-In-Chief - Da mania do canudo para todos.

John Stossel - Real World Effects Of Minimum Wage - Sobre o salário mínimo.

FOX NEWS - Will Authorities Abuse Skype?

Buraco Obama não tem mesmo vergonha - Himmler não faria melhor - The Despicable New Ad From President Obama's Super PAC

Lord Monckton & Marc Morano expose phantom "climate refugees" & sea level rise

Olavo de Carvalho - A mentalidade revolucionária aplicada ao gaysismo

Texto de referência de Olavo de Carvalho, transmitido a 25 de Julho e 1 de Agosto de 2012.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Empresas de regime e dos amigos do regime

Via Espectador Interessado (convém ler):



Henrique Neto sobre os projectos megalómanos: painéis fotovoltaicos, comboios, aeroportos, "máquinas" de fazer electricidade a partir das ondas do mar, eólicas, carro eléctrico, carregadores para carro eléctrico, rendas para manter sistemas inviáveis, na falta de concorrência nos portos, etc.

Aborda ainda as "aventuras" da CGD que apresenta prejuízo (e ... sempre a contar) e do financiamento à compra do Pavilhão Atlântico.

Fala do livro de "A solução para a crise nacional e europeia" de Ventura Leite.

É impressão minha, ou a comunicação social continua silenciosa como "convém"?

Chama-se Interligare

A sede do principal partido da oposição espiada; um juiz amigo de governo em reuniões mais que suspeitas e uma empresa de fachada que oficialmente trabalha numa das áreas emblema do governo – a memória histórica – mas que é um braço do ministério do Interior. Não aconteceu na Venezuela nem na Rússia de Putin. Mas sim na Espanha de Zapatero:
El ‘Watergate’ español: La ‘Banda de Interligare’ espiaba la sede del PP desde el edificio de al lado
La ‘Banda de Interligare’ espiaba la sede del PP desde el edificio de al lado

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Sobre o "culto", "multiculturalista", e socialista-cripto-fascista de Zapatero e outros idiotas, "úteis" ou não:
O Estado das Coisas
Chavez y sus amigos
"A Ana Gomes & Co. está onde?"
O Horror!
O neocon
Utopia e estupidez

Buraco Obama


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sementes de muralha

[Actualizado]

O socialismo de hoje pretende, em geral, que o estado tenha “influência” sobre todo um país e que, já agora, todos os outros lhe sigam as pisadas num movimento de internacionalismo solidário. O socialismo de ontem pretendia a mesma coisa com menos rodeios.

O fascismo alemão, deixando de lado as razões motivantes, queria a mesma coisa mas, a “influência”, clama-se SS. O estado central, comandado por Hitler, usava as SS para se assegurar que as suas ordens eram cumpridas, método naturalmente extensível aos que com ele trabalhavam para conseguir aquilo sobre que, evidentemente, teriam que prestar contas ao Führer. As SS eram a ferramenta que permitia ao estado mandar nas empresas sem nunca pôr em causa, directamente, a propriedade privada.

Socialismo e nazismo comungavam do desígnio de tudo controlar, um mais directamente outro menos. O nazismo obtinha melhores resultados porque, apesar dos empresários estarem sob ordens directas do estado, conseguiam o instável equilíbrio de manter as coisas a funcionar.

O novo socialismo, que tem empestado a “europa”, é muito parecido com o nazi mas gosta de se apresentar de pantufas. Quer mandar nas empresas, controlar os cidadãos e até mandar nos mercados de economia internacional. Não tinha, no entanto, usado de força para-legal, preferindo usar a própria lei.

Bruxelas é um ninho de fascistas, a comissão outro, o parlamento europeu o organismo amanuense.

Bruxelas é controlado por comissários não eleitos e que escapam ao controlo democrático, a comissão europeia é eleita à porta fechada e em lista única, e até outros dois espantalhos, um tal presidente e uma ministra dos negócios estrangeiros, aparecem no mesmo balcão por onde bem poderia passear-se Estaline.

Os órgãos que substituem as SS são as agências de verificação de cumprimento de regulamentação entre as quais a nossa ASAE é excelente exemplo.

As empresas têm donos mas estão extremamente limitadas na suja capacidade de decisão por regulamentação totalitária e opressiva,vigiada por uma parafernália de ASAEs. O fisco, por sua vez, directa ou indirectamente nacionaliza mais de 50% da pouca riqueza ainda criada.

Por volta de 2008 deu-se um passo que, pelo menos na Península Ibérica e EUA redundaram naquilo que agora parece claro: a existência de forças para-legais ou claramente ilegais mas que, por força de quem está no poder se tornam para-legais. O culto do líder assegurou o mecanismo de prestação de contas que na Alemanha de Hitler imperava.

Sócrates, Zapatero e Obama são, entre outros, três excelentes exemplos da tirania que se foi implementando e implantando.

Nos EUA tornou-se claro que Obama vai muito para além de presidente (não se sabendo, inclusivamente, quem é ele exactamente), e a sua actuação tem-se pautado por bruxedos de todo o tipo sempre escondidos em cortinas de propaganda ou simples embargo presidencial a documentação clarificante e em assuntos que em nada se relacionam com a defesa. O culto do líder a todos coloca ao serviço da causa. Em apoio aos seus desígnios recorreu da subida generalizada de impostos directos e indirectos, o endividamento como nunca galopante, a implementação de projectos grotescos e a regulamentação sufocante.

Em Portugal, o culto ao líder Sócrates foi mais que evidente, nem faltando o cognome de “querido líder”. Avançou na mistura e tentativa de comando estatal em empresas privadas (PPPs), aplicou com ênfase voluntarista a regulamentação de Bruxelas muito para além da funcionalidade original, fez explodir o nível de impostos, endividou o país até à raiz dos cabelos, e, sabe-se lá como, conviveu com uma espécie de para-serviços-secretos que parasitava os legítimos serviços-secretos.

Em Espanha, com Zapatero, tudo basicamente decorreu como em Portugal. O mesmo socialismo infiltrante instalado em empresas, os mesmos projectos disparatados, os mesmos impostos, o mesmo endividamento, e, ficou agora a saber-se, os mesmos para-serviços-secretos.

O socialismo solidário em que a “europa” parece ser pródigo, tentou passar à fase em que a legalidade será apenas o primeiro braço na muralha de aço.


Actualização:

[Júlio Vicente Páscoa  deixou um comentário que me parece afiado e certeiro.]

Bom artigo, severo e justo mas sereno e documentado. Já de há muito que Portugal não é realmente uma democracia. Os apaniguados dos "meninos de oiro" perceberam como se fazia: ser de uma quadrilha de direito comum era arriscado e não compensava. Portanto, viram que a solução era tomarem conta do aparelho político, assim não correriam riscos de lhe aparecer pela frente a polícia legalmente constituída e não pervertida. Depois foi simples, foram colocando no topo do Sistema Judicial asseclas, afastando clara ou discretamente os magistrados  íntegros. E a secreta passou a ser controladas pela chamada "maçonaria negra", que nada tem a ver com essa antiga Ordem iniciática. E é assim que no dizer dum conhecedor responsável, por declarações bem públicas,Paulo Morais, a Assembleia da República ficou transformada, e cito, num lugar onde se exercem os maiores jogos de influencias e as negociatas "legais" ou que nem sequer o são tanto. Portugal é hoje um país dominado por uma verdadeira quadrilha cripto-fascista (verdadeira sombra do governo legitimado nas urnas) que de momento em geral apenas marginaliza e intimida, mas que se fizer falta agirá de forma abertamente criminal. Como pontualmente já faz quando é preciso recorrer aos "grandes meios" (o assassinato de Sá Carneiro foi um detalhe). E o presidente do "sítio", parafraseando Eça, não é mais que um mordomo boa-boca, que assiste a tudo de palanque simulando equidistância e "ponderação" que são na verdade cumplicidade objectiva. Portugal é pois um empório criminal, onde os "uomo d'onore" se tapam com o pretexto de "pais da pátria". Mas foi sempre assim em socialismo: fascista-vermelho com Estaline e descendentes, nazi com os hitlerianos, rosa com os asseclas e dependentes dos "animais ferozes da política". E o povo amansado vive controlado pelas tvs e "órgãos de comunicação" e sob a acção activa da proto-polícia societária que usa o pretexto de ser ASAE. Um panorama nauseabundo!

Júlio Vicente Páscoa

Wind Energy Is Extraordinarily Expensive And Inefficient

Quem diria ... [bolds meus]

«

London, 6 August: The Global Warming Policy Foundations has warned policy makers that wind energy is an extraordinarily expensive and inefficient way of reducing CO2 emissions. In fact, there is a significant likelihood that annual CO2 emissions could be greater under the Government’s current wind strategy than under an alternative Gas scenario.

[...]

The necessary investment for this Wind scenario would amount to about £124 billion. The same electricity demand could be met from 21.5 GW of combined cycle gas plants with a capital cost of £13 billion – the latter option is cheaper by an order of magnitude.  According to Professor Hughes, “the average household electricity bill would increase from £528 per year at 2010 prices to a range from £730 to £840 in 2020 under the Mixed Wind scenario. These figures amount to increases of 38% to 58% in the average household bill relative to the baseline under the Gas scenario. The equivalent ranges for the other scenarios are 29-46% for the More Onshore Wind scenario and 40-62% for the Future Offshore Wind scenario."

 "The key problems with current policies for wind power are simple. They require a huge commitment of investment to a technology that is not very green, in the sense of saving a lot of CO2, but which is certainly very expensive and inflexible. Unless the current Government scales back its commitment to wind power very substantially, its policy will be worse than a mistake, it will be a blunder,"  Professor Hughes said.

»

Faleceu, aos 93 anos...




... Chavela Vargas. (clicar sobre o nome para ver a notícia)