sábado, 2 de novembro de 2013

O TRIUNFO DOS PORCOS


Nicolau Saião, A besta

   No seu famoso livro deste título, George Orwell referiu que, naquele cenário onde decorria a acção (e que na verdade era o mundo do politicamente correcto avant la lettre) “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros”.
  O indiferentismo moral ganhava ali foros de realidade, assentava praça na estratégia ditatorial de esmagar o ser humano.
  Eis aqui, noticiado pelos jornais em geral, um exemplo actual claro/escuro:

  O ex-basquetebolista norte-americano, Dennis Rodman, descreve os norte-coreanos como "pessoas normais" que gostam de "beber cocktails e dar umas boas gargalhadas".
  Para Dennis Rodman Kim Jong-Un, o líder da Coreia do Norte, é "uma boa pessoa", com "bom coração", que oferece tequila aos convidados na sua ilha privada. Rodman falou da sua amizade com o líder norte-coreano em Londres durante a promoção de um jogo de basquetebol entre uma equipa escolhida por ele próprio e uma equipa norte-coreana, que irá coincidir com a celebração do 31º aniversário de Kim Jong-Un e 8 de janeiro.
  Segundo o jornal británico "The Guardian", Rodman afirmou que não mantém relações de amizade com a Coreia do Norte por dinheiro."Não preciso de dinheiro, o que eu quero fazer é diminuir a distância que existe entre a Coreia do Norte e o resto do mundo. Eles têm muito para oferecer e querem fazê-lo", disse.
  Rodman descreve a sua visita à ilha privada de Kim Jong-Un como "uma visita ao Hawai ou a Ibiza, apenas com a diferença de que ele é o único que lá vive", adiantando que o líder norte-coreano "tem sempre 50 ou 60 pessoas à sua volta, pessoas normais, que bebem cocktails e dão gargalhadas durante a maior parte do tempo". Para o basquetebolista, tudo o que Kim Jong-Un faz "é o máximo".
  Rodman não critica Kim nem a Coreia do Norte, afastando-se assim das questões políticas. "Não me interessa o que ele faz lá, o que faz aqui ou o que faz em qualquer lado. A Coreia do Norte é tão má como o Japão, a China ou Hong Kong, a única coisa que me diz respeito é que somos amigos e isso é tudo o que importa", diz.


NOTA - Este Rodman é um semelhante dos que, no tempo deles, visitavam a Alemanha nazi e achavam Hitler um homem inspirado e um sujeito estupendo. Ou dos que visitavam a Moscovo do papá Staline e só viam nela um universo excepcional. Nem campos de concentração, nem calabouços, nem muros de fuzilamento - só locais aprazíveis.

   Eram amorais, babujadores de baixo estofo e totalmente destituídos de escrúpulos. Em suma, cúmplices dos crimes desses regimes. Como este repelente Rodman, casos patentes de baixeza moral, de falsa ingenuidade, de cinismo infame.

  O exemplo do perfeito canalha com discurso inocentinho.

5 comentários:

Antonio Cristovao disse...

talvez a contracapa das campanhas criminosas e normalmente deturpadoras que os meios informação anglo-americanos fazem de muitas situações do mundo.estando com atenção podemos detectar a referencia dos media aos pareceres de institutos/ONG/Org que até nem por acaso"lutam" pelas"liberdades" em todos os paises menos em Londres ou EUA onde têm as sedes e as direcções.

Anónimo disse...

Este coment não se percebe bem. Parece dar a entender que a Coreia é uma democracia. Já um tipo da política antes dele sugeriu isso. Pois, deve ser isso.

Leonor Camacho

Anónimo disse...

Este tipo disfarçado de comentador nota-se que deve ser um stalinista pró-coreano a procurar protagonismo. O valor do que diz é zero, pura propaganda que já está mais que desmascarada. Pensas que ainda estás no tempo do Pato de Varsóvia?

Alfredo Marques

ora viva disse...

António Cristóvão:

A falta de correcção gramatical no que escreveu, fez com que eu, pelo menos, não percebesse nada.
O que quis dizer, afinal?

Anónimo disse...

Deve ser apenas o cristovano de serviço a vigiar os que mijem fora do penico comunóide.

D.Bibas